apareceste inesperadamente. e eu, inconsciente, assustei-me mas senti-me mais humana.
não desististe dos teus intentos. e eu, paciente, esperei pelo desenrolar. talvez te cansasses e procurasses outro poiso.
mas a teimosia foi maior que a paciência. a mim, só me resta mandar-te embora. amadurecer a ideia e despedir-me de ti.
tranquilamente.

quando é que será o dia y?

(nem me digam nada. muita coisa para decidir. enfim… bom dia!)

praia de pera

[um dia meto-me ao caminho.]

segunda-feira e eu sem vontade nenhuma e com dores em todos os abdominais.

[e hei-de conseguir]

bom dia!

estava capaz de esganar o inteligente do millenniumbcp que se lembrou da ideia de anular os depósitos e voltar a lançá-los outra vez!!!!!!!!
onde estará a merda do 0,01€ que tenho de diferença?? uma martelada nisto é que era!!

(e o Mika? ainda não vos dá vómitos??)

* dizer que fui ao futebol era demasiado lisonjeiro para o que assisti.

há muito que não ía ao estádio ver um jogo. realmente, é outra coisa. para o bem e para o mal.
é interessante ver o colorido da coisa, a excitação do povo, o nervosismo, as reacções.
mas, principalmente, a perspectiva do campo e do jogo é outra. mais real. quando se vê na televisão a gente perde-se nas tretas das repetições, que só servem para atiçar os ânimos, e não temos muitas vezes noção da dimensão táctica da coisa. ao vivo isso tudo desaparece.
não há repetições e está tudo ali desenhado num imenso rectângulo verde. e a palavra imenso não é inocente. para o sporting ele é mesmo i.m.e.n.s.o! melhor, para o sporting de paulo bento bastaria um campo com as dimensões mínimas. poupava-se na relva e na água. aliás, visto que o sporting só joga em dois corredores, poderiam até apresentar uma proposta em que os corredores laterais só aparecessem quando os jogadores se movimentam para lá. teríamos então um campo com o corredor central e o direito e o esquerdo alternadamente.
é confrangedor ver futebol assim, e ainda que tivessem ganho, a minha postura seria a mesma. realmente, só mesmo uma paixão cega, como é a paixão pelos clubes, pode fazer com que se saia de casa para ir ver aquilo ao vivo e a pagantes!
é inadmissível que, numa equipa profissional que treina todos os dias, os jogadores andem sistematicamente a chocar uns contra os outros; que apareçam à frente do colega que transporta a bola; que no mesmo corredor se encontrem o médio direito, o médio centro e o médio esquerdo, ao mesmo tempo – isto não é má vontade, nem falta de qualidade dos jogadores, é um desacerto táctico que só tem um responsável.
enfim, nada de novo.

… do fim de semana.
mais umas horitas e aí está ele!
bom dia  🙂

 

a menina Lover é uma grande cusca, é o que é!
e quer dar-me cabo da reputação, desafiando-me a abrir o livro dos meus defeitos. logo eu que sou só virtudes!! [Só Maria, já lhe roubei a pia da água benta!]
mas como uma mulher, temendo, deve enfrentar os medos, a isso se chama coragem, aqui vai:

– impetuosidade – a pensar e a falar. se pensar o único trabalho que me dá é reflectir (esta não tarda perde o c, não é?) para não cair no preconceito, já o falar é mais trabalhoso de se controlar.

– preguiça – este não é um defeito. é o defeito! porque tem repercussões em todos os aspectos da minha vida. faço um esforço tremendo para o combater, aqui e ali com algum sucesso. e é completamente absurdo que não me esforce mais, porque os resultados são sempre muito positivos. mas lá está, a preguiça… 

– dizer palavrões – nem sei muito bem como é que a coisa se processa. saem-me da boca pra fora em catadupa, e mal acabo de os dizer já estou lixada comigo.

– ausência de diplomacia – tenho imensa dificuldade em controlar o desagrado que as pessoas ou as situações me causam e não sei fazer conversa de circunstância (e o meu conhecimento das coisas práticas da vida é muit limitado, o que não ajuda).

– tenho alguma dificuldade em me comportar à mesa – falo com a boca cheia, como da faca, gesticulo com os talheres na mão, bebo sem limpar a boca, enfim, às vezes deve ser um bocado berinha de se ver.

agora que já acabei com o que ainda restava do clube de fãs de mil nove e troca o passo, deixa-me só passar isto a uma menina que precisa de um abanão.
I. minha buganvília linda, que tantas saudades tenho tuas, desfila aí o rol dos teus defeititos. são só cinco, não custa nada. só para ver se ainda te (re)conheço.

como tenho de esperar pela minha maria até às nove e meia, resolvi ir ver o jogo do sporting com os escoceses. alma caridosa, prontamente me ofereceu um bilhete – é o que dá ser charmosa com o sexo oposto [e ter um belo par de mamas, me parece que é mais isso].
já nem sei, há quanto tempo não vejo um jogo ao vivo e a cores. já nem sei, melhor dizendo, se ainda sei ver um jogo ao vivo.

bom dia!
* (do sporting, claro!)

tenho imensa dificuldade [não digo incapacidade porque não me permito ser incapaz para o que quer que seja] em fazer coisas ou cumprir papéis que não me fazem sentido. quando de todo não consigo fugir, sinto-me oprimida e reajo com falta de naturalidade, como se tivesse uma corda a prender-me os movimentos e a fala.
há pouco perguntaram-me se ía ao velório de um colega que morreu ontem. eu respondi que não. que lamentava imenso por ele, mas que na verdade a mim não me afectava minimamente ele ter morrido. e isto soou um bocado frio e estranho, notei-o na reacção de quem falava comigo. [à incapacidade de fazer coisas que não me fazem sentido, junta-se esta de não saber adornar as frases com palavras rendilhadas e que possam amenizar a frieza da coisa]
mas que mais posso eu dizer ou fazer? o meu contacto com ele era esporádico, e algumas vezes irritava-me a sua forma de falar, num tom sempre muito alto e um bocado histriónico. o facto dele ter ficado gravemente doente não alterou essa parte. seria bem hipócrita da minha parte, para não dizer outra coisa, se tivesse alterado a minha forma de pensar. (a pena é uma coisa que me repugna.) e não preciso, para acalmar os meus fantasmas e estar bem comigo, de repente começar a mostrar simpatia por alguém, só porque adoece gravemente.
e aqui e ali, ao longo destes tempos, fui constatando isso. a simpatia, de quem está bem, pelo pobre coitado… cheguei a ouvir diagnósticos que os médicos tinham feito e “que ele ainda nem sabia sequer!”. [o desgraçado que disse isso, levou-me cá uma descasca que até andou de lado!]
puta de mania de dissecar até ao tutano as desgraças dos outros! é incrível como a desgraça mexe com as pessoas. como há sempre alguém que se predisponha a informar tudo tim por tim, com ar pungido e sentindo-se muito importante por isso! é tão bom poder demonstrar piedade pela tragédia dos outros… sempre acalmamos a nossa, não é?
pobres de espírito! como se algum de nós estivesse acima de alguém…

há alturas em que é mesmo assim: a gente até gostava de ter vontade de escrever, mas não sai nada. vem aqui, abre o administrador, pensa numa série de fotos, depois acha que já tem fotos a mais, esquece as fotos, procura palavras mas elas não chegam.
não sendo muito frequente, de vez em quando tenho esta relação com o blog. a de parecer que me ausento, que nada me ocorre. embora muitas coisas corram. mas não me dão pica para escrever.

(hoje fui a um dentista novo. giro, que nem vos conto!!!)

estas.galinhas.daqui.ainda.hão-de.arranjar.maneira.de.eu.deixar.de.gostar.de.mulheres!!!

[porquê, Senhor? porque razão hão-de falar todas ao mesmo tempo e naquelas vozes altamente estridentes??]

templo de diana - evora

[no sábado saímos para jantar com umas amigas no Portinho da Arrábida.
acabámos por ir jantar a Évora.]

chiça!

bom dia e tal.

(o wordpress está de cara lavada! ena!)

nenufar na Casa Vicentina

aproveitai bem!

hoje, a caminho do emprego, atrasada, muito, mas muito atrasada, ouvi na rádio que o Prémio de Fotojornalismo Visão/BES tinha sido ganho, o grande claro, pelo Augusto Brázio. não pude deixar de sorrir e pensar no ditado “todos os caminhos vão dar a roma”. comigo não é a roma, mas é a benfica.
conheci-o deve estar a fazer quatro anos, a propósito dum trabalho que ele andava a fazer sobre desporto. era um homem muito charmoso, com uma voz profunda mas muito tranquila. muito descontraído e bem disposto.
já por diversas vezes me tinha questionado, porque razão não apagava o contacto dele do meu telemóvel. hoje descobri porquê. porque ainda precisava de lhe dar os parabéns por este prémio. ele já nem se deve lembrar de mim, mas eu lembro-me dele. para o caso, é o que conta.

ca.puta.da.telha!!!

(acabei de receber uma sms que dá uma reviravolta na coisa! está um dia lindo! e a minha maria é… a MAIOR!)

BaÃa Azul - Benguela - Angola

pesso@l, bute masé bazar dos empregos.
encontramo-nos aqui (são só sete mil e tal km de distância, mas o pensamento voa).
acho que há sombra suficiente. já tenho algumas bebidas.
só um pedido: batatas fritas lays gourmet, sff.

ando aqui a pensar… aceitando que existem várias vidas e que andamos nesta para resolver o que ficou pendurado na última, como raio é que sabemos se já está tudo resolvido e já não voltamos cá?

toneladas de quilos. ontem fartei-me de correr, na jogatana da bola. a malta fica na equipa das mais novas, e depois espatifa-se toda para acompanhar a coisa e dá nisto!
mais a sessão de terça. diz a minha menina que foi calminho para não doer muito. ah pois, minha querida, quando te apanhar vais ver o calminho!!! faço-te encher as bolas de pilates com a boca!!
dizia-me ela “ana vai aí brincando com a bola, enquanto eu faço aqui umas medições com a maria”. e eu pensei, brincar com a bola só sei dar toques e coisas assim. mas depois achei que o resultado era capaz de não ser o melhor. sentei-me na bola, andei para a frente e para trás, e vai daí que alguma alma perdida lá pela casa deve ter-se sentido incomodada e puxa-me a bola e aí estou eu estatelada no chão, pernas para o ar e uma valente dor de cotovelo!
modernices, é o que é! isto ainda vai dar que falar!

mas o que é que eu estou aqui a fazer fechada, quando está um dia magnífico de sol e calor, lá fora???

(como diz a minha muito querida joão, esta não pode ter sido a vida que eu escolhi!)

hoje ao sair de casa, o cheiro do calor, nem me perguntem o que isso é porque eu não sei explicar, fez-me lembrar as tardes em que andava com o táxi do meu pai, dos finais de manhã do futebol, dos finais de tarde no verão.
gosto tanto de calor. sinto-me tão melhor com o corpo envolvido por este cobertor natural.

[e não me venham cá falar na merda do ambiente e do aquecimento global, que agora isso não me interessa nada, para além deste não ser um blog para discutir essas merdas, e aqui quem manda sou eu!]

caneco, minha querida Catarina, 44 e de cabelo pintado! do best!
acabei de retocar esta foto, para condizer com a cor!
muitos parabéns!

no bairro só falam dela
na esquina só falam dela
no beco só falam dela
e eu só vivo por ela!
*

* letra de uma kizombada valente!
é kuia, mesmo!

mas ando desejosa que chegue dia 15, para depois ficar desejosa ansiosa que chegue o dia y.
ó que cagalhão!

este blog acaba aqui!

morena, ainda falta muito?

ontem tomei uma decisão: vou deixar o ginásio (há quanto tempo que já o deixei!) e ter sessões de PT. em casinha, olaré! (grande preguiçosa, caneco!)
agora é que vão ser elas – acabou-se a coisa de “hoje não me apetece, não vou”, porque toca a campaínha, não me apetece mas cara alegre e banhas ao ar!
[miúda, estou bué contente com a cena! e delirante com o teu ar sério – já não me lembrava de como era.]

há uma ligeira diferença entre o dar e o dar-se.
eu quando dou não fico à espera de retribuição – o gosto em dar, traz-me gratificação suficiente.
agora, quando me dou, exijo retribuição na exacta intensidade.
poderá ser exigente, mas é o que quero para mim.

impus-me uma “quarentena” até ir tomar o pequeno-almoço, antes de escrever aqui.
ninguém imaginou, mas de oeiras até lisboa, e inclusive na clínica cuf, andou uma bomba ambulante. sair de casa sem comer, para ir fazer análises – esta gente nem imagina ao que se sujeita!!!
chego ao emprego, elevadores em manutenção, toca a subir uns cinco andares a pé. em jejum!!! ao primeiro lance de escadas, saquei de um iogurte que serve de reforço para a tarde, e goela abaixo com ele! antes que ficasse estatelada entre o segundo e o terceiro andares e só dessem por mim quando… bem, não interessa quando.
entretanto, o sítio para comer só abria às dez. achei que era prudente, esperar pela meia de leite (sim, hoje não dava para ser chá) e um pão com fiambre, para depois vos dar os bons dias. sim, que apesar de ser um bocado arrogante e tal, eu até cuido das pessoas que me visitam.

por isso, bom dia! a 2ª circular na zona do campo grande flui em ambos os sentidos (gostaste, Prima?), o céu está enublado com pequenas frestas de sol, e ontem levei uma cabazada no treino que nem vos digo!!!

tangas, a menina que sabe muito sobre muito, saber-me-á dizer o que significa sonhar que se caminha em cima da água? tipo os pézinhos na água, mesmo.
ou será mais uma daquelas coisas da lua em caranguejo, ou vice-versa, que às tantas já nem eu me entendo?

pessoas inteligentes são mesmo outra viagem! não há hipótese!

quando dou largas à fantasia e elevo os meus balões, gosto de os admirar. gosto que os admirem. a subir céu aberto, coloridos e cheios de si. fico assim meio alienada com a sensação.
depois, sinto um leve puxar na corda que os prende. e desço-os. e a seguir, é tudo tão melhor!

receita da tanguinha

by tangas
(obrigada pelo presente)

eu não disse que a minha maria era linda? aí está!

ultimamente tenho pensado muito (e discutido também) a questão da fé.
aquela que, como a minha maria diz ironizando, me há-de aparecer num dia especial, acompanhada de foguetes e trombetas, que eu não faço a coisa por menos. sou tão simples no gostar e no receber aquilo que a vida tem para me dar, mas armo-me em pedante e exijo que a fé seja uma coisa diferente, engalanada, que me bata com tal força que fique a modos que atordoada e definitivamente rendida.
enquanto esse dia não chega, e quando me tentam explicar que a minha forma de estar já encerra uma enorme fé (acho que querem dizer fezada e têm receio da reacção, não vá dar-se o caso de eu estar com fome), eu vou (-me) justificando a minha postura com uma coisa que se chama crença.
desde que me recordo, nunca ouvi os meus pais queixarem-se com o azar, para justificar as coisas menos boas que aconteciam. cresci sem lhes ouvir rancor em relação aos outros, sem saber o que era inveja, antes um acreditar imenso que à nossa volta só está quem queremos que esteja, e se a esses tratarmos bem, mais bem virá para nós. e não é que a vida, aqui e ali, não tivesse sido madrasta com eles, mas sempre me transmitiram que tudo seria possível se tivéssemos empenho, dedicação e o mais importante, acreditássemos no que fazíamos. e que a vida podia ser bem melhor, se não tivéssemos de atropelar terceiros para chegarmos ao nosso destino.
a minha crença baseia-se nisto. sempre acreditei que me iriam acontecer só coisas boas – na verdade nem sempre foi assim, mas não me recordo de nada verdadeiramente devastador e irremediável. e todas as coisas menos boas que me aconteceram, serviram para me fazer crescer – e bem que precisei delas, filhinha única a quem tudo foi provido sem grande cobrança. e nessas coisas boas, está directamente ligada a relação que mantenho com as pessoas. sei, mais do que acredito, sei, que a minha atitude perante os outros, influencia na mesma medida o retorno. daí que procure só dar o melhor de mim. porque só quero receber o melhor, também.
e, na verdade, a vida tem-me dado coisas muito boas. e pessoas, também, que às vezes são o mais difícil de encontrar.
e a isto, chama-se crença. acreditar que se gerarmos boa energia, recebemos em troca. 

a fé… talvez por causa da influência religiosa a que dificilmente se escapa (não sendo sequer preciso ser praticante, basta ser informado), eu acho que a fé é aquela coisa que me chegará num dia especial, acompanhada de foguetes e trombetas. e esta definição para mim quase se torna num dogma, coisa mais irónica!

um dia destes, vou ali fazer uma operação para perder peso.

de quando em vez é bom provarmos o veneno das nossas palavras.
faz-nos crescer.

enquanto alguns rezam “avé maria cheia de graça”, eu rezo “avé maria cheia de charme”.

ando aqui às voltas a tentar perceber, que nome se dá às pessoas que vão trabalhar num dia em que têm tolerância!!

se eu não tivesse a mania de complicar, bastar-me-ía acordar todos os dias contigo, para saber que deus existe.

 dias muito cheios. muito mesmo. preciso de descanso!

* hora de voltar ao trabalho!
[Primas, foi excelente a vossa visita. pena que tão curta!]

uma vénia à Solange F. pela forma como se “expressa“!

amanhã não trabalho!!! [um sorriso assim bué rasgado e a fazer olhos de chinesa]

(devem estar doentes. primeiro davam a tarde, agora dizem que dão o dia todo)

até eu, que não sou crente [e nem me gabo disso, sequer!], consigo perceber o quão estúpido  insensato é confundir Deus com a própria Igreja!

nunca pensei dizer isto, mas a última música da mafalda veiga – estrada – é muito, muito bonita. [é que eu sempre disse que a detestava]

* (eu tenho a mania que não acredito e tal, e depois aqui e ali vou levando umas lições)

mal me lembrei, peguei logo no telefone e liguei-te (ao invés de tempos mais conturbados em que remoía o pensamento até agir). é tão bom sentir-te tu de novo. gosto daquela fracção de segundos em que não respondes, para depois dizeres “como é que está a menina?”. imagino-te feliz, no meio do estaleiro [ao fundo ouvia-se o barulho de ferramentas a trabalharem], a contar o que tinhas almoçado.
é bom este apaziguamento, que pensei não voltar a sentir – sou tão complicadinha, que nem tu imaginas!

canteiro em Hampton Court

ando a dormir de forma estranha.
acordo cansada e meio envinagrada.
está um dia feio cumó caraças!
umas flores são capazes de ajudar.

[Bifinha, tiradas para ti nos jardins de Hampton Court]

às vezes, as coisas são assim tao simples quanto isto:

– nós não ensinamos nada aos outros; quanto muito, eles poderão aprender alguma coisa connosco. (podendo parecer a mesma coisa, não é)

noutro dia, em conversa com uma amiga [daquelas que nos são trazidas directamente para o coração, embrulhadas em seda muito fina e brilhante] falava-lhe do gosto que tenho em abraçar as pessoas.
e, nessa conversa, apercebi-me que ultimamente (sendo que isto tem a validade temporal que tem, pois não consigo precisar quanta), quando encontro as minhas amigas não consigo só cumprimentá-las com beijos. dou-lhes beijos e um abraço. quando chego e quando parto.
acho que é uma forma de as acolher. de as trazer para mim, como uma comunhão.
e de lhes dizer que é ali, no meu peito, que elas estão guardadas.

[foi assim que cumprimentei a maria pela primeira vez – com um beijo e um abraço de reconhecimento]

será efectivamente mais apaziguador, sentir que depois da morte continua a haver caminho?

uma das muitas coisas boas da vida é receber amigos em casa.
quando se tem um lar, na verdadeira e total acepção da palavra, em que ambas adoram receber, a festa é permanente.
[o tempo já se encarregou de me fazer perceber que nem todas as pessoas se cruzam bem. não porque se cruzem mal, que as minhas pessoas dão-se todas bem umas com as outras, mas pela simples razão de aqui e ali existirem diferenças na forma de estar. e de ser, portanto, uma absoluta perda de tempo de qualidade, juntar toda a gente ao mesmo tempo. isso só acontece nos meus anos.]
isto a propósito do jantar de sexta-feira, que começou por ser uma ida ao cinema. e num instante, se transformou num jantar.
e de receber e dar. faz-me muita confusão quem não goste de receber pessoas em casa. nem consigo imaginar o porquê, embora gostem de estar com as pessoas. mas é mais jantares em casa dos outros, ou no restaurante. deve ser por causa da trabalheira que se tem em arrumar tudo, depois do people bazar todo! (sim, que lá em casa, as visitas não arrumam nada, era o que mais faltava!)
ora, chegada a este ponto concluo, que quando se diz que recebemos visitas, quer-se dizer que recebemos calor, afecto, coisas tão boas, mas tão boas, que nem imagino qual a razão porque algumas pessoas as desdenham.

[ando aqui com umas cenas atravessadas, ai ando, ando! mas enquanto as cenas atravessadas me fizerem valorizar o melhor que recebo, menos mal!]

pelos vistos, aqui no blog a agitação foi semelhante aquela que tivémos em casa!
é bom quando assim é.

[há muito que não via o sol nascer. aconteceu no sábado. e não, não acordei cedo. o jantar de sexta é que se esticou até ao pequeno-almoço de sábado! excelente!]

exposição de sofia aguiar
(cliquem na foto para aumentar)

se eu tivesse o élan da Sofia, andava sempre com estas roupas!

hoje deixei os ouvidos e a boca em casa.
não quero ouvir. não quero falar.
vou megulhar no mar mais profundo que encontrar, e ficar por lá, em apneia total.
até que fique completamente sufocada de mim. e encontre o caminho de volta.

ahah! apanhei-o na curva. espertinho da merda!!!
publiquei e depois editei e já deixou!

palhaço! não perdes pela demora!!!

tanguinha, estou à sua espera em Piccadilly Circus!

e dar-te um abraço prolongado, em que nele inclua:
– os primeiros tempos em que te massacrei a cabeça, incluindo o dia em que depois de teres batido com o carro da tua mãe, ainda levaste uma rabecada minha (era a fome, minha querida, era a fome!)
– aqueles em que, por vingança só pode, tu me chateaste com exigências (eras tão chatinha, meu deus!)
– as discussões imensas sobre futebol, fé, terapia e coisas que tais
– o colo que recebi naquela fase marada da minha vida (lembras-te daquele dia em que me levaste a casa e me deste uma coisa para acalmar?)
– todas as zangas que já provoquei em ti, fruto da minha estúpida frontalidade
– e especialmente todo o respeito e amor que te tenho, e que é fruto de todas as múltiplas vivências que partilhámos.

parabéns, filha Piteca!

já não sei onde li isto. se num livro da Agustina Bessa-Luís, se nalguma entrevista com ela, mas ficou-me para sempre na memória:

* a amizade é, entre os sentimentos humanos, o mais estável e duradouro, o mais compensador a longo prazo. *

não foi por acaso que retive este conceito, mais que a frase. sou pessoa de amizades. estáveis e duradouras. e também sinto, cada vez mais, que são das coisas mais compensadoras que a vida me poderia presentear.
só que, de há uns tempos para cá, tem-me sido difícil manter relações estreitas com quem já fui muito estreita.
talvez seja demasiado exigente. optei por fazer determinado percurso, no sentido de me valorizar e evoluir interiormente e, provavelmente, nem toda a gente sente essa necessidade. e não tenho por que não aceitar isso. e até aceito, que eu sou de aceitar. mas, depois, constato que já não estamos no mesmo comprimento de onda.
e depois do caminho que fiz, estar ‘no mesmo comprimento de onda’ é mesmo uma coisa extremamente importante. podemos ser muito diferentes, ter gostos diferentes, viver de formas completamente díspares, mas quando falamos de alhos é de alhos que estamos mesmo a falar. sem subterfúgios, sem defesas, sem capas.
e já não me chega, só, o que vivemos para trás. isso só serve em caso de aflição. pego no carro e vou socorrer, sem custo. porque ainda gosto, e muito. mas quero mais. quero perto de mim quem me traga coisas novas e boas. quem me obrigue a questionar.

… e a Prima que não me larga!

ora portanto, coisas básicas do futebol.
a) recepção da bola é feita com:
– a parte interna do pé (para haver maior superfície de contacto com a bola, logo, ser mais fácil de dominar – é suposto que quando se recebe um passe, se domine a bola, ou seja, ela fique ali quietita perto do nosso pé; qualquer coisa diferente disto, usualmente vista na liga portuguesa, é para ignorar), se for passe pelo chão ou até meia altura.
– a coxa e o peito
b) passes curtos (ou até meia distância) são feitos também com a parte de dentro do pé, por saírem mais direitos e certos.
c) passes longos são feitos com  peito do pé, mais um bocadinho da parte de dentro do pé (quanto maior for o bocadinho, mais efeito para dentro a bola leva)
d) remates com o pé, devem ser preferencialmente feitos com o peito do pé, com o pé de apoio perto da bola e o tronco ligeiramente inclinado.

depois, às vezes, vemos estas coisas todas serem postas em prática, exactamente ao contrário do que é suposto. no caso do purovic, do sporting, é porque ele não sabe mais, coitado, nem vale a pena castigar mais a criatura. no caso do cristiano ronaldo é porque ele sabe demais. e tem habilidade suficiente para, provavelmente, de chuteiras trocadas, ainda dar um ganda baile a qualquer um.
mas de quem eu queria falar era do quaresma, ou melhor, das famosas trivelas do quaresma.
a trivela é um passe (ou um remate, também) em que a bola é tocada com a parte de fora do pé, algures entre o meio do pé e a biqueira. para os toscos, isto sai um passe (ou um remate) de merda. para os dotados tecnicamente, porque a bola sai com força suficiente, é uma coisa genial. porque obriga a bola a descrever um arco impensável, para além do efeito que a mesma toma. é o milagre de um jogador destro, fazer um cruzamento como se fosse esquerdino.

Prima, isto é do mais leigo que existe. para explicação mais técnica e científica, com vectores e tudo, falas com a prima Pi. ok?

acabei de receber um mail, que a linhas tangas – ups, tantas – dizia assim:

“chove a cântaros, mas eu não me importo.  gosto de tempestades. vê por que é que gosto de si?”

isto a uma segunda de manhã, é do melhor!
(portanto, tempestades… na altura só li o “gosto de si”, claro, que é o que me interessa, mas agora pensando melhor, tempestades… humm…)

* arrastado, que foi quase como saí da cama.

eh pá, o número 666 não é o número da besta?

[o fim de semana foi do vey best! adoro as minhas pessoas!]

… para o fim de semana!

(que vai bué da bom, com festas e festinhas e tudo e tudo!)

ficai bem!

season 1season 2

e.s.p.e.c.t.a.c.u.l.a.r !!!

e para quando a série 3, cá?  c*ck.s*ckers!

estar ‘por cima’ é a mesma coisa que estar ‘em cima’?

e o que me apetecia, mesmo, era estar ao pé do mar!

[o que será que a criatura que está em cima do penhasco, estará a dizer aos tipos do barco?]

ó jeitosa do nuorte, carago!
tu sabes que eu gosto bué, mas bué mesmo, de ti?
porque para além do tudo [e este ‘do tudo’ é intencional e abarca uma série de coisas muito nossas] , por detrás dessa bocarra que lança tudo o que lhe vai na cabeça no momento, está uma pessoa franca, directa e muito, muito leal.
e é por isso que ainda por aqui andamos. as duas.

ontem recebi um telefonema a dizerem-me “olha, acabei de ouvir o teu nome na televisão, num jogo que está a dar na rtp2”.
a minha mãe, que só conhece um botão para os canais (para desespero do meu pai), passou por lá também, e telefonou-me logo de seguida.
ao final da tarde, fui beber café (mentira, eu bebi uma meia de leite e um pão com manteiga) com alguém de quem gosto muito. lá perto.

e fica-me um formigueiro no peito, aqui algures perto coração…

assim msemo. escrevi cinco vezes a mniha ID, até acertar com a corrceta.

[desconfio que será um dia muito difícil para que os débitos e os créditos saldem!]

ave maria, gratia plena!*

* (tradução caseira: a minha maria hoje estava linda! cheia de graça, está todos os dias)

muitas pessoas preferem comunicar com os outros cara a cara, olhos nos olhos, porque assim, dizem, conseguem fazer-se entender melhor e, na mesma medida, perceber o que os outros lhes dizem.
ah pois, e com aquelas pessoas que nos respondem sempre ao lado, por burrice ou perversidade, faz-se o quê? qual o número de vezes que se repete o mesmo, até termos direito a espetar-lhes com dois murros na tromba e tal?
ao menos por escrito, uma gaja está salvaguardada de agredir fisicamente, não vá calhar-nos alguém mais forte e ainda levamos troco!*

(ah e não venham cá com aquela conversinha de que a violência não, por favor e tal, porque há gente que só mesmo à chapada!)

* adenda: sim, sim, sou cobarde e depois? não posso? este corpinho é único e não se repete!

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meiavolta(at)gmail(dot)com

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todas as fotografias aqui reproduzidas são da autoria de ©Anabela Brito Mendes, excepto se forem identificadas.

acordo ortográfico

não sei como se faz e nem quero saber!

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