noutro dia, em conversa com uma amiga [daquelas que nos são trazidas directamente para o coração, embrulhadas em seda muito fina e brilhante] falava-lhe do gosto que tenho em abraçar as pessoas.
e, nessa conversa, apercebi-me que ultimamente (sendo que isto tem a validade temporal que tem, pois não consigo precisar quanta), quando encontro as minhas amigas não consigo só cumprimentá-las com beijos. dou-lhes beijos e um abraço. quando chego e quando parto.
acho que é uma forma de as acolher. de as trazer para mim, como uma comunhão.
e de lhes dizer que é ali, no meu peito, que elas estão guardadas.

[foi assim que cumprimentei a maria pela primeira vez – com um beijo e um abraço de reconhecimento]