a minha maria tem de fazer jejum de 24h por causa da endoscopia.
eu, com jejum de 24 h, só se me levassem amordaçada e de colete de forças! ou a coisa iria correr muito mal… eheheheh!
… não percebo nada. não chego lá, admito. muita onda, muito complicado, não dá.
mas, ouço falar o primeiro ministro e nem consigo perceber o que ele diz, porque mee irrita aquela maneira de falar, o tom da voz, a entoação… caneco, aquilo é de propósito? e resulta?
[tom de voz e entoação vai na volta é a mesma coisa, mas lá está, eu de política não percebo nada!]
quando ouço, ou leio, alguém dizer com ar de diva trágica que já não acredita no amor, só me apetece é mandá-la logo para o c***lho, pá!
mas que merda de coisa é essa de “não se acreditar no amor”?
o amor não é para acreditar nem deixar de acreditar. é para se SENTIR!!
e é por aí que devem pegar. é um ponto de partida bem mais seguro, para resolverem qualquer coisinha!
carago! ah e tal já não acredito no amor… ah e tal coitadinha de mim que o amor já me enganou tantas vezes que já não acredito nele – deve ser isto que querem dizer com o disparate. como se não tivessem responsabildiade nenhuma na coisa. cambada!
[acredito piamente que estes meus desabafos ajudam imenso à descongestão nasal]
acabada de responder a um comentário, dizendo que o actifed me dá um grande moca, abro a caixa de correio e descubro um email (que fugiu ao spam) a oferecer-me vicodin, xanax, valium, prozac and so on…
uma gaja tem um desabafo e fica logo falada, porra!
que cena! tenho o portátil no colo, cabeça ligeiramente inclinada e começo a sentir uma coisa a escorrer… ca nojo! é basicamente só água, mas pronto!
[não me apetece trabalhar. queria, isso sim, ir passar uns dias a um sítio com bué calor]
constipação e tabaco… não joga, pois não?
pois não!
hoje estive todo o dia sem saber se vou ficar doente, ou não.
não me sinto muito bem, tenho dor de cabeça, nariz entupido e uma vontade imensa de dormir. a vontade, admito, passou à prática inúmeras vezes.
não posso ficar doente. melhor, poder posso, mas não me apetece lá muito. até porque na quarta-feira tenho de ir acompanhar a Maria à endoscopia, again. novo festival de riso!

já volto. (digo eu…)

não sei se vista calças, se vista saia.
… que já tinha visto o sol (a atravessar a sua claridade pelas cortinas do quarto, enquanto eu me espreguiçava vergonhosamente, dizendo à minha mãe, que sim, a Maria está melhor, mas vamos ter cuidado com o frio. ) isto, às 14:15!
nem sequer é uma espécie de balanço, mas já me tinha lembrado disso e hoje em conversa com a Maria confirmei: o ano de 2008 até que foi um ano bem fixe. para mim. para ela. e para nós.
fui extremamente feliz. tive oportunidade de reviver coisas que tinha vivido há dois anos e perceber que tinha aprendido imenso com a experiência. fui operada pela primeira vez e correu tudo muito melhor do que eu contava. consolidei algumas amizades que já eram, mas assim a modos que com umas pontas algo soltas, e que agora são muito melhores.
o resto, a crise e todas essas tretas, foi igual a toda a gente. mas essa merda não interessa nada para a nossa felicidade… o que conta é o que a gente tem cá dentro! e eu tenho bué, só vos digo! bué!

estou farta de dias cinzentos. quero sol.
eu toda contentinha a ver a ‘clínica privada’ e os tipos acabam com a coisa. e começam a dar, quer dizer a repetir pela enésima vez, o ‘l word’. não há pachorra para as gajas passarem a vida a esfregarem-se umas nas outras, como se não fosse haver mundo amanhã!
ah, e não me venham cá chamar nomes, que já sabem o que eu penso… democracia é no blog ao lado!




cá por casa foi mais ou menos assim…
falta juntar a miudagem e a graudagem.
mas foi muito bom. oh yeaah!
[estou a papar o compacto da ‘clínica privada’. eh pá… a dr. addison montgomery… juro que ía buscá-la para ver a minha Maria que está doente! ai ía, ía! caneco!]

[que é já daqui a umas horas…]
tenham umas boas entradas, tudo de bom para o novo ano.
amor, muito amor, cabecinha fresca e resolvida e saúde!
… e eu vou dormir!
hoje é o último dia do ano! aproveitai-o bem!
… conseguem dizer com quantas pessoas já curtiram? (não quero números, por favor poupem-me!!)
já não está aquele nevoeiro horrível, eu já não tenho os pés gelados e principalmente já não me dói a cabeça como ontem, nem estou toda agoniada! (fiz a minha Maria vir buscar-me mais cedo, porque estava bué enjoada, com náuseas e o caneco!)
sendo assim, hoje é um dia melhor. véspera de final do ano, quem diria? como é que o tempo passa tão depressa? (espero que os cremes anti-rugas façam algum efeito)
BOM DIA! (melhor assim, Bifinha?)
a minha vida é mesmo muito boa!!!
um dos melhores presentes de natal foi reccebido no dia 27. um presente vivo, em carne e osso, na figura da minha amiga mais antiga.
há anos que não nos víamos. e foi, como é com aqueles a quem podemos chamar mesmo de amigos, como se tivesse sido no dia anterior a última vez que tinhamos estado juntas.
com muito chá e scones à mistura, uma conversa viva com recordações antigas, dos tempos em que partilhámos a carteira da escola no 7º, 8º e 9º, daquela lousã fria e já tão distante no tempo. com trocas do presente, um presente tão diferente para ambas, mas o afecto e a cumplicidade a serem exactamente iguais.
e o melhor disto tudo, ser partilhado com a maria.
por acaso gosto bué de trabalhar nestes dias em que só vêm meia dúzia de gatos pingados, ou até menos!
o silêncio impera e se houver mesmo trabalho para fazer, rende imenso!
estou com uma puta duma dor de cabeça, que nem vos conto!
e lá fora está um tempo horroroso!
bom dia, colorido para animar!
[miúdas da/na Baía – tenho tantas saudades vossas!!!]
acabamos de sair de uma quadra de paz e amor e tal e tal, e o primeiro post que escrevo tem logo uma brutal arma!
(refiro-me, obviamente, à sarah connor!)

ficam aqui os nossos votos de boas festas.
quem chegar primeiro, pode insertar * encetar o bolo, feito e decorado pela minha Maria, e servir-se de uma fatia.
(ontem descobriu mais uma profissão alternativa – maria pasteleira!)
* (de vez em quando acho que devo inventar umas palavras!)


margareth menezes – foto by Lupy
ou seja, de ser recebida por mail!
[saravá, minha amigas. um universo de afectos para as duas, que gosto tanto de vocês! e o aconchego do nosso lar, já vos sente a falta!]
a banca da cozinha está sobrecarregada!!!
ele é o recheio do perú, mais a massa americana, mais os bolos que saem do forno, mais o perú que está a marinar, mais o bacalhau, mais uma mulher linda e querida, feliz da vida de avental!!
agora e até à noite, bem noite do dia 24, vai ser um virote nesta casa!!
é o natal, trálálálálá!!!
mas que merda é esta?
quem é que aqui veio parar à procura de “engrassadinhas”, pá??!?
bem…! até me paço! ups! passo!
a falta de imaginação, quiçá de criatividade, leva muita gente nesta quadra a enviar mensagens completamente estereotipadas, que em vez de desejarem uma quadra feliz, beijos e abraços e está tudo dito, aconselham o destinatário a pensar mais em si, a cuidar mais dos que estão próximos, a amar e o raio que parta!
para além da petulância de acharem que sabem o que nós precisamos de fazer, fico sempre com a sensação que, se gastassem esse seu precioso tempo a porem em prática nas suas vidas esses maravilhosos conselhos, teriam uma vida muito melhor.
é o que dá a porcaria das operadoras de telemóveis fornecerem pacotes de sms’s a troco da uva mijona!
leio por muito lado, as pessoas a queixarem-se que não conseguem encontrar a Com’Out (revista de temática homossexual).
pois bem, como estamos no natal e uma pessoa deve ser solidária, posso dizer-vos que todos os meses ela está à venda no continente do oeiras parque, bem escarrapachada para toda a gente ver.
e ler, à borla que é o que eu faço, que o preço de capa é escandaloso para o conteúdo!
ah… e ninguém me olha de lado, nem xinga, nem me atira com o carrinho contra as pernas. ou seja, tudo na paz do senhor!
pronto, pronto, é só meia noite e quarenta e cinco, mas já é outro dia!
daqui ouço a bimby a bombar na cozinha, a Maria nas suas sete quintas [cozinha + altas horas da noite] e eu a ver fotos para fazer uma coisa gira, para as minhas comparsas do jantar.
mas me parece que o pc já está mais para lá, do que para cá. deve ser sono!
ora, então, tenham um bom dia, seja ele a trabalhar, a descansar, ou como umas e outras na Baía com autógrafos da Margareth Menezes. malvadas!
… que já são 14:35 e a minha vida não é isto!
(é mais borderaux bancários, facturas, saldos, extractos, uma tristeza, portanto!)
abracinhos, pessoal!
[as outras que se passeiam na Baía, ontem telefonaram-me directamente de um show da Margareth Menezes e puseram-me a ouvir aquele pedaço de baiana com voz quente e umas pernas que valha-me deus! as mulas! ainda gozam! e eu sentada no sofá embrulhada numa manta! estupores! vinde, vinde, que eu vos darei o arroz!]
a dama, que faz a fineza de partilhar o apartamento e a vida comigo, está cada dia mais bonita!
(ainda que se diga que a sorte procura-se e tal e coiso, pois, pois, tudo muito certo e concordo em absoluto, mas)
eu sou uma mulher com muita sorte!!!
… estamos no natal, não estamos na páscoa. e no natal não se crucifica ninguém. é, antes sim, tempo de boa vontade.
(embora, caneco, há coisas que me são muito difíceis.)
as séries todas, sim t.o.d.a.s., da Vingadora!
para já, e porque ainda não sei o resultado do eurocoiso, contentei-me em me oferecer a trilogia Azul, Branco, Vermelho.
[agora lembrei-me que uma dupla Jack Bauer/Sidney Bristow seria portentosa, caneco! a minha Maria diz que a fantasia é uma coisa boa, portanto fico descansada quando tenho estes delírios!]
adenda: a ingratidão é uma coisa muito feia. porque deriva de um esquecimento que não deveria acontecer. eu não ME ofereci a trilogia. eu ÍA oferecer-ME a trilogia. mas a minha querida Maria tirou-me os dvd’s da mão e disse que era oferta DELA! assim sim! (não tenho vergonha nenhuma! como é que eu me esqueci???)
10:15 – saí de oeiras com um sol lindo e à medida que me aproximava do local de trabalho, o nevoeiro intensificou-se. deverei tirar alguma ilação disto, ou…?
10:25 – estou aqui na dúvida entre arroz de pato e polvo à lagareiro. o polvo já agarrou o pato com os seu tentáculos e fê-lo dar duas piruetas no ar, e o pato, vingando-se, atirou-lhe com uma cagadela para cima. não liguem. são delírios decorrentes de demasiadas horas exposta a números. nada que melhore, portanto.
11:24 – vou ali fumar um cigarrito e ler as gordas dos desportivos.
12:54 – estou desvairada: vou ali comer o polvo. espero que lhe tenham limpo as cagadelas do pato!
ó miúdas da/na Baía!
já se dava notícias, não?
estupores! (hei-de chamar-vos nomes todos os dias, até que regressem)
malvadas!
e o friozinho que aqui está? queriam, não era? ah pois…
sacristas!
mas a maioria das mulheres são umas anormais a conduzir!
então, essas gajas armadas em boazonas, carros meio-topo de gama, óculos escuros e telemóvel na orelha, a meterem-se à doida, a não fazerem pisca, só à chapada!
é que era mesmo de parar o carro e enfiar-lhes uma valente bofetada nas trombas, doidas da merda!
devem pensar que ser mulher moderna e independente é copiar o pior que os homens têm nos seus comportamentos, querem lá ver!?
parece… com este frio! não está congelado, nem fui de férias, infelizmente, como umas e outras que foram para a galderice da baía!
só que o tempo voa, os acontecimentos sucedem-se e uma pessoa, às vezes, fica estupefacta! e sem reacção.
mas, pronto, amanhã ou quê (como se diz lá na banda! e por falar em banda, caneco, lá é que se estava bem com calor e praia… lá, ou na baía, como umas e outras que por lá andam, e eu aqui já cheia de saudades vossas e ainda hoje partiram, estupores!), lá escrevo qualquer coisa actualizada.
sábado tive o jantar com as minhas colegas de equipa, da última equipa onde joguei. foi bué, bué mesmo! tão bué, que umas e outras ficaram tão estafadas que precisaram de ir para a baía descansar, não é minhas safadas?
na maioria das vezes que me desafiam com coisas do blog eu não respondo. e não é por arrogância, é porque a minha imaginação é tão limitadinha, que tudo me dá uma trabalheira desgraçada.
mas desta, por ser quem é (maria oliveira) fiz um esforço para conseguir responder.
1. colocar uma foto individual nossa:

2 . escolher uma banda/artista – Queen
3. responder às questões, somente com títulos de canções da banda/artista escolhido:
a – és homem ou mulher – fat bottomed girls
b – descreve-te – lazing on a Sunday afternoon
c – o que as pessoas acham de ti – good company
d – como descreves o teu ultimo relacionamento – i’m in love with my car
e – descreve o estado actual da tua relação – a kind of magic
f – onde querias estar agora – now i’m here
g – o que pensas a respeito do amor – i want it all
h – como é a tua vida – if you can’t beat them
i – o que pedirias se tivesse só um desejo – don’t stop me now
j – escreve uma frase sábia – …
4. e quatro pessoas que respondam ao desafio, sem esquecer de as avisar.
bem, eu não vou escolher quatro. mas estas duas têm pinta para responder: I. e Prima Mente (pronto, se não responderem… eu fico chateada e não quero mais conversa convosco! – mas há-de passar, descansem!)
eu cá acho muita graça às pessoas que se insurgem com as compras de natal, argumentando que o espírito de natal não é o consumismo, blá, blá, blá…
mas que raio sabem elas do que vai dentro da cabeça e do coração da pessoas que gostam de oferecer coisas no natal?
ou anda por aí um espírito adivinho qualquer que a gente não se deu conta?
que puta de mania de regular tudo o que os outros fazem e sentem, com uma altivez moral de quem acha que só o que pensa está correcto, e pior, que sabe tudo sobre tudo e todos!!!
se não querem oferecer coisas, não ofereçam, mas metem-se na vossa vidinha, que já vos deve dar muito que fazer, ora!
e lá por casa há bué de presentes, sim! bué! b.u.é.!
[e pensem o que quiserem, que com aquilo que vocês pensam, posso eu bem!]
nunca imaginei que poderia divertir-me tanto num hospital.
a Maria foi fazer uma endoscopia (com sedação) e eu fui acompanhá-la. depois de algum tempo à espera (deu para iniciar a instalação do messenger no portátil, jogar umas cartas, despejar metade de um iogurte líquido para cima das calças e para o chão), lá chamaram a minha cachopa.
quando voltou, vinha linda. com uma moca tal, que parecia que tinha estado a fumar uma. dizia as mesmas coisas bué de vezes, esquecia-se logo a seguir. olhem, foi um tratado! eu ri-me taanto naquela sala de espera, que toda a gente devia pensar que eu é que tinha fumado uma!
tudo à conta de um metaqualquercoisa! Grande, ajuda-me aí!
(ah, e o pessoal do serviço gastro do hospital dos capuchos é todo bem simpático e competente! se precisais, ide lá!)
é impressão minha, ou está outra vez um briol do caneco?
estava ali a ver o meu sporting em basileia e, lá, começou a nevar. porra!!!
olha eu jogar com neve… devias, devias…!
(já nem imagino o frio que apanhei a treinar e a jogar, à borla! agora, armo-me em fina…)
senhores do WordPress,
se acham que eu não tenho outra actividade que seja libertar os comentários que os senhores teimam em moderar, estão redondamente enganados!
por isso, deixem-e lá de palhaçadas, que eu já não tenho pachorra!
muito grata!

a noite passada foi longa. longa. ó longa!
dia estranho este de hoje. tomei o pequeno-almoço às quatro da tarde.
deitei-me às cinco da manhã. o serão foi excelente.
ter amigas é do very best!
(e a cadela da foto é bué querida)

tenho de me despachar. hoje vou ver bola de raparigas, que é bem fixe!
rever gente. reviver emoções. e tirar fotos.
(e apanhar uma molha – também corro esse risco)
é frequente encontrar, em estradas secundárias, coroas de flores depositadas à berma. penso que será um tipo de homenagem a quem ali morreu.
isso deixa-me sempre com uma sensação estranha. sou, felizmente, uma ignorante no enfrentar da morte alheia. os que me morreram, ou era muito nova, ou não tinha de facto ligação, que permitisse marcar-me profundamente.
ainda assim, não me imagino a colocar flores num sítio onde algum dos meus morresse. acho uma coisa tão exposta…
também já tive o meu tempo de argumentar sempre com o contraditório, o discordante e o ver sempre só o lado negro da coisa.
depois, porque era mais benéfico para a prevenção do aparecimento de novas rugas, aprendi a ver mais as coisas boas, do que fixar-me sempre na crítica.
é mais positivo, mais relaxante e tem os mesmo efeitos. ou melhores.
vamos nós bater à porta dele? será assim tão fácil?

procrastinar! (mas de unhas dos pés pintadas!)
parece que os testes ao hiv/sida vão passar a ser gratuitos no sns. não imagino se isso fará com que haja mais pessoas a fazê-lo. talvez.
a propósito disso, lembrei-me que quando fui à médica para me passar as análises antes da operação, lhe ter perguntado se não fazia a análise ao hiv. e ela respondeu-me que ía perguntar-me de seguida se eu dava autorização para tal, e que em caso afirmativo tinha de assinar lá um papel.
eu não fazia a mínima idéia, que as pessoas podiam recusar a análise em caso de intervenção cirúrgica. não me parece lá uma coisa muito sensata. isto até pode parecer polémico, tal a ciosidade com que as pessoas debatem o direito ao domínio privado da nossa vida. mas que diabo!? acho que faz parte de uma cidadania minimamente responsável, visto que, uns mais outros menos, beneficiamos todos do sistema nacional de saúde e pouca gente se imagina a tratar doenças graves em hospitais privados, pela questão monetária.
ora, não é uma questão de cusquice ou o raio, é uma questão de controlo da coisa. de se saber para agir. de proteger, também, os profissionais de saúde. é uma questão de saúde pública, também.
e pronto, tinha mais umas coisas para escrever, mas a minha morena cravou-me para ir fazer uma coisa à hora do almoço, e agora tenho de ir bulir.
mais logo, retomo a escrita. boa tarde, pessoal!
ali na rtp2 o jack bauer acabou de partir o pescoço a um tipo, fazendo-lhe uma gravata com a perna direita. é muito jogo, man!

anda depressa para casa que morro de saudades tuas!!
que coisa! achas que são horas para se andar na rua? com este frio?
porque é que os cremes das mãos cheiram sempre tanto???
só tinha comido sushi duas vezes, antes de sexta-feira passada. uma no restaurante Sakura em entrecampos e outra em londres. não sou particularmente apreciadora por duas razões: não gosto de pratos frios e às vezes aquilo sabe-me muito a doce.
mas na sexta combinámos com a sobrinha e uma amiga, compôr o estômago no Q.B., após a incursão ao Stock Market – era uma heresia ter o melhor restaurante de sushi de portugal (segundo a revista sábado, salvo erro) mesmo em frente a casa e não o visitar!
pois bem, gostei imenso. não sei avaliar se era da fome que me consumia, se realmente aquele é o melhor sítio para se comer. o que é verdade é que gostei de tudo. e em particular, do sake de tamarindo. oh que delícia!!
quero mais!
(tirando a parte do pauzinhos, que meu deus, não tenho jeitinho nenhum para a coisa. mas nem deve dos paus, é falta de habilidade minha, pois com os talheres é a mesma coisa!)

na rua de santa catarina

esquina com a rua de santa catarina
saímos sábado de manhã e chegámos segunda à noite. centro e norte. frio de morrer! chuva chata. reencontros felizes. almoços, jantares, cafés, compras, abraços, beijos e um manacial de coisas boas.
[private: ainda estou a digerar a revelação de que, por uns tempos, a Meninha foi minha prima… só visto!]

está um frio que racha, fogo!
estava um frio do cacete! gostei imenso do jogo – principalmente aquela parte em que se constata que, para além das diferenças abismais entre a qualidade do plantel do sporting e do barça, existe qualquer coisa que não funciona naquela equipa. e que só a juventude e inexperiência e diferença de qualidade não podem justificar.
ah… e o paulo bento dizer que o barça não dispôs de muitas ocasiões de golo… enfim, ainda é pior do que se atirar aos árbitros sistematicamente.
só sei que saí do meu lugar estavam 2-3 e quando entrei no metro – que é mesmo à frente do estádio – já íam para o 2-5!!! caneco!
gostei do daniel carriço – coitado dele que teve de levar com uns companheiros qual deles o pior! caneira mais preocupado com as meias a tapar-lhe os joelhos e a fazer uma marcação ao henry que lhe dava uns quantos metros de liberdade; polga completamente tonto, de regresso aos melhores tempos em que eu o detestava; e o grimi, enfim, o grimi… – gostei do pereirinha e do trabalho do liedson. o romagnoli nem tem explicação, basta ver que de um passe mal feito dele, a equipa do barça lança um contra-ataque e faz o 0-1.
mas foi bom para passar o tempo antes da Cesária Évora.
a tia Cesária lá estava. igual ao que dela se conhece. tranquila, com aquela voz a sair em direcção ao microfone como se não custasse nada – e não deve custar, mesmo! -, s.jorge cheio e muita morna e coladera para animar. adorei! a minha Maria se aqui estivesse dizia já “mas tu adoras tudo o que tenha mais cor do que tu!”. e é verdade, mesmo! noutra vida devo ter tido outra cor. este branquelas não condiz mesmo nada com o meu interior!
quem crê sabê si sangue di beirona é si sabe… vai aqui.
boa tarde para todos. e boa sorte para o slb e braga.
um pneu que se fura. um pneu sobresselente agarrado a cinco porcas. uma chave de rodas que só funciona nos pneus que estão no chão, logo o sobresselente não sai do sítio onde está. um homem do reboque que tira o pneu sobresselente e depois parte a chave de rodas ao tentar tirar as porcas do pneu furado. um jipe em cima de um reboque, do fonte nova até à rio de janeiro, oscilando a cada curva. um pneu furado para a sucata. um jipe com três pneus todo o terreno e um normal, sendo que o normal é o da frente do lado direito. uma viagem até casa a 80 km/h para a direccção não tremer mais do que um doente terminal de parkinson. quase três horas neste fado.
e o fcp que garantiu a passagem aos oitavos da champions. nem tudo foi mau!
… imune não quer dizer impune?
ao contrário do que disse aqui, hoje até sou gaja para ver o sporting ao vivo e ainda ir ver a Cesária Évora. vamos ver…
continuo a ver o mundo mais com olhos de filha, do que de mulher adulta e emancipada.
(a única vantagem é que consigo aperceber-me disso! – depois de já ter dito asneira, mas pronto!)
[algures haverá quem perceba isto. mas sinto-me um bocado sózinha neste sentir e o que me vale é a tremenda capacidade em me defender, gozando com a coisa.]
o serão de sexta-feira foi preenchidíssimo.
às 20:00 fomos ver o ensaio geral do ‘quebra nozes’, no teatro nacional de s. carlos. adorei. mais pela oportunidade de ver a orquestra e todas as suas movimentações, do que pelo bailado, admito. também gostei do bailado, mas o que me prendeu mesmo foi a orquestra. já quando vou a concertos, dedico imenso tempo a observar os músicos. gosto de ver os gestos, as expressões, o que fazem enquanto aguardam a sua vez de entrar, é fascinante. e depois, fazer parte de uma orquestra é o mesmo que fazer parte de uma equipa de um desporto qualquer. imagino que haja alturas em que não lhes apetece, que tenham de ignorar problemas que surjam na sua vida pessoal, uma dor qualquer que disfarçam com analgésicos, etc, etc. adoro! (há seccionistas para orquestras? onde posso inscrever-me? 😉 )
depois do ensaio, fomos jantar ao caracol. comi umas iscas que estavam divinais!!!
e para compor a janta, fomos tomar um digestivo ao ‘salto alto’. uma visita que estava prometida, depois do meu post sobre o novo horário do bairro alto. conheci o ‘salto alto’ há uns 20 anos, à vontade. achei graça à coincidência deste espaço ter sido reabilitado com o mesmo nome. diferente como está, para melhor também, não fora o nome ser o mesmo e não chegava lá. ainda encontrei gente conhecida, que isto duma gaja já ter 45 anos faz com que se conheça muita gente!
digo eu…
quando, ontem, vi as imagens do jogo da selecção e da chegada ao aeroporto, as expressões de angústia do presidente da federação e do seleccionador fizeram-me recordar outros tempos.
também já vivi aqueles momentos, enquanto dirigente. o dia seguinte ao da derrota expressiva e humilhante é tremendo.
é um dia de solidão, de amarfanhamento, de desespero, de impotência profunda. é um dia em que a vontade de se encarar os outros, é nula. é um dia de confronto, quando toda a gente pergunta o que aconteceu e nós só queremos que nos deixem em paz.
é um dia onde, curiosamente, só nos sentimos seguros junto dos nossos pares. fechados no balneário, a lamber as feridas em silêncio.
e, no entanto, é logo nesse dia seguinte, que se recomeça o futuro. não há tempo para lamber feridas, porque a melhor terapia para a derrota é o trabalho.
mas que é um dia terrível, oh se é!!
vi os primeiros quinze minutos do jogo da selecção.
até estava a gostar da dinâmica, – ressalvando que já não tenho paciência para o cristiano ronaldo e aquela necessidade de andar a dançar o bailinho da madeira antes de resolver prosseguir a jogada – até que surgiu o primeiro golo dos brasileiros. aí tive um arrepio, mas achei que era por ter os braços de fora dos lençóis. tapei-me. e decidi lutar contra morfeu e tentar ver um bocadinho de jogo, nos intervalos dessa luta. já estava um bocado desiludida, e ainda só tinham passado dez minutos, porque achei um disparate total o pepe não cortar a jogada com um lance daqueles feios, tipo mandar a bola pela linha lateral e que se lixe lá a beleza. em vez disso tentou armar-se em central de classe mundial (coisa que ele acha que é, que muitos dizem que sim, mas que não é) e aguentar a jogada para depois, pensou ele, cortar a jogada com um daqueles brilharetes que só estão ao alcance dos muito predestinados – coisa para baresis, canavarros, italianos, enfim!. pois é, mas a bola estava nos pés do robinho, e pronto, o robinho não é propriamente o douala! e borrou-nos a pintura.
pouco depois adormeci. a minha maria veio tirar-me os óculos da cara, a segunda almofada e eu embalei.
hoje, estava a despachar-me para sair, telefona-me ela a dizer muito escandalizada – ‘tadinha da minha menina tão querida que não gostava nada de futebol e agora deixou-se contagiar pelo vírus – “sabes como ficou o jogo? até tenho dificuldade em dizer. perdemos 6-2!!”. e eu, perante o desânimo dela, disse-lhe “deixa lá, amor, logo à noite preparo-te um doce magnífico para compensar” ao que ela respondeu de imediato “mas eu estou de dieta!!”. pronto, esta últimas frases já sou eu a fabular, mas não interessa nada e ajuda a preencher a quota mínima de caracteres.
e era isto. uma pessoa adormece e aqueles gajos desatam a fazer merda!
… lembrei-me de fazer um blog.
este caminho, chamado mEiA vOlTa e…, começou faz hoje cinco anos!
quando vinha a caminho de casa – depois de beber um copo com as minhas comparsas no irish pub no cais do sodré – apanhei no rádio clube o programa desportivo. então, lá estavam eles a receber chamadas do pessoal, que gosta mais de futebol que eu sei lá, a debitar bitaites sobre o jogo de mais logo com o brasil. a certa altura dizia um: se conseguirmos conter o íntimo da equipa brasileira (…).
ora, ora. conter o íntimo dos brasileiros não me parece lá coisa muito fácil de fazer. só quem nunca esteve nos trópicos, é que imagina que se consegue conter o próprio íntimo, quanto mais o dos outros!
mas, pronto, no futebol às vezes lá acontecem milagres.


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