quando, ontem,  vi as imagens do jogo da selecção e da chegada ao aeroporto, as expressões de angústia do presidente da federação e do seleccionador fizeram-me recordar outros tempos.
também já vivi aqueles momentos, enquanto dirigente. o dia seguinte ao da derrota expressiva e humilhante é tremendo.
é um dia de solidão, de amarfanhamento, de desespero, de impotência profunda. é um dia em que a vontade de se encarar os outros, é nula. é um dia de confronto, quando toda a gente pergunta o que aconteceu e nós só queremos que nos deixem em paz.  
é um dia onde, curiosamente, só nos sentimos seguros junto dos nossos pares. fechados no balneário, a lamber as feridas em silêncio.
e, no entanto, é logo nesse dia seguinte, que se recomeça o futuro. não há tempo para lamber feridas, porque a melhor terapia para a derrota é o trabalho.
mas que é um dia terrível, oh se é!!