vi os primeiros quinze minutos do jogo da selecção.
até estava a gostar da dinâmica, – ressalvando que já não tenho paciência para o cristiano ronaldo e aquela necessidade de andar a dançar o bailinho da madeira antes de resolver prosseguir a jogada – até que surgiu o primeiro golo dos brasileiros. aí tive um arrepio, mas achei que era por ter os braços de fora dos lençóis. tapei-me. e decidi lutar contra morfeu e tentar ver um bocadinho de jogo, nos intervalos dessa luta. já estava um bocado desiludida, e ainda só tinham passado dez minutos, porque achei um disparate total o pepe não cortar a jogada com um lance daqueles feios, tipo mandar a bola pela linha lateral e que se lixe lá a beleza. em vez disso tentou armar-se em central de classe mundial (coisa que ele acha que é, que muitos dizem que sim, mas que não é) e aguentar a jogada para depois, pensou ele, cortar a jogada com um daqueles brilharetes que só estão ao alcance dos muito predestinados – coisa para baresis, canavarros, italianos, enfim!. pois é, mas a bola estava nos pés do robinho, e pronto, o robinho não é propriamente o douala! e borrou-nos a pintura.
pouco depois adormeci. a minha maria veio tirar-me os óculos da cara, a segunda almofada e eu embalei.
hoje, estava a despachar-me para sair, telefona-me ela a dizer muito escandalizada – ‘tadinha da minha menina tão querida que não gostava nada de futebol e agora deixou-se contagiar pelo vírus – “sabes como ficou o jogo? até tenho dificuldade em dizer. perdemos 6-2!!”. e eu, perante o desânimo dela, disse-lhe “deixa lá, amor, logo à noite preparo-te um doce magnífico para compensar” ao que ela respondeu de imediato “mas eu estou de dieta!!”. pronto, esta últimas frases já sou eu a fabular, mas não interessa nada e ajuda a preencher a quota mínima de caracteres.
e era isto. uma pessoa adormece e aqueles gajos desatam a fazer merda!