
gostei imenso de ter ido ao jogo. porque começou de dia, porque estava bem situada, porque a envolvência era alegre e, finalmente e não menos importante, estava com duas amigas conhecedoras do fenómeno desportivo. ou seja, jogo jogado à parte, foi uma bela noite de verão.
o jogo jogado, que é por ele que se vai ao estádio, é que estragou a coisa – e o resultado é para mim o menos traumatizante. à semelhança de outras experiências anteriores (tinha alguns posts para linkar, que comprovariam a coincidência do meu sentir), a sensação que me fica é que o sporting é uma equipa de ideias limitadas, muito predefinidas e que não consegue encontrar alternativas para equipas que jogam muito recuadas e em contra-ataque. e sito não tem que ver com a limitação do plantel, com o início de época e outras quaisquer coisas que se possam apontar. tem que ver especificamente com o treinador que não consegue encontrar uma forma para a equipa jogar, que melhro se adapte às circunstâncias do jogo e dos adversários. ontem, em determinada altura da segunda parte, o que vi foi uma equipa de estratégia completamente anarquizada – o vukcevic lembrou-se de sair da esquerda e ocupar o centro do terreno e por ali andou imenso tempo, obrigando o matias fernadez a descair para a esquerda – e muito estática. nem acho que os jogadores não se tivessem empenhado, acho mesmo que eles andam a ser vítimas do sistema, o que se torna desmotivante para quem está dentro de campo. houve prestações individuais muito abaixo do esperado, mas não foram elas que emperraram a máquina. essa emperra sempre que o sporting tenha necessidade de ter posse de bola e obrigar a outra equipa a abrir espaços. por isso é que jogam sempre quase bem com equipas em que o objectivo é jogar taco a taco e baqueiam com as consideradas equipas menos poderosas. é assim há três anos. mas, a conquista sistemática de um acesso à champions e umas taças aqui e ali, mais o facto do benfica andar há uns anos a desbaratar dinheiro sem efectivo retorno desportivo, têm disfarçado a pobreza futebolística. os desastres da noite foram os laterais caneira e pedro silva e aquela coisa que joga a central e se chama polga. muito, muito maus.
resumindo: adivinha-se uma época fértil em jogos entediantes. espero que, ao menos, o novo presidente obrigue o homem a ter alguma contenção verbal, nas conferências de imprensa, e que lhe arranje um psicólogo para lhe tratar aquela ansiedade.
esta rapariguinha (nem sei que idade tem, mas para eu a detestar isso não tem relevância) que se chama Ingrid Michaelson e a aquela lenga lenga do "i just wanna be ok".
é que não há pachorra para ouvir aquilo!
… mas não te esqueças que temos um almoço pendurado!
ah… e já agora, depois diz-me quando tiveres um novo blog, que eu não tenho paciência para te andar a procurar.
eu tinha comprado um telemóvel assim a modos que para o avançado (na tecnologia e no preço, minha rica carteira!), só que o desgraçado tinha um problema com o bluetooth. vai daí que fui para trocá-lo e o substituto revelou-se com a mesma mania. vai de desformatar a cabeça daquele e optar por outro. outro escolhido, da nokia, o que me fez ficar contente porque gosto mais da navegação. não tive tempo de olhar bem para o bicho e as configurações foi a Maria que as fez, que tem muito jeitinho para além de gostar!
o caricato da coisa aconteceu ontem, quando precisei de fazer uma chamada para um número que não estava nos meus contactos, e dei por mim a olhar para o coiso sem saber como é que marcava o número. senti-me tão estúpida e ridícula, a pensar "boa, ana, tens um telemóvel todo cheio de merdas e não sabes fazer uma chamada!". para dar mais uma achega ao caricato da situação, digo-vos que resolvi a cena gravando o número que precisava de ligar. estão a ver alguém que precisa de ir a coimbra, que tem auto-estrada directa, e não sabe e vai a castelo branco para depois ir para coimbra? pois… foi mais ou menos o que fiz.
cheguei a casa e disse à Maria "vou-te contar uma coisa mas não podes divulgar a ninguém. eu não sei fazer chamadas com o telemóvel", ao que ela me respondeu "vai lavar as mãos primeiro". não percebi qual a relação. mas a verdade é que quando cheguei ao pé dela, num simples toque no ecrã do bicho e lá estavam os números para digitar.
entretanto, fiquei aqui com uma dúvida: se por acaso estiver num sítio em que não haja uma torneira, serve aquele gel para lavar as mãos, ou tem-se mesmo de lavar com água e sabão?
… ainda hei-de conseguir fazer fotos assim: tour de france.
comi agora uma bola de berlim com creme que…
… nem vos digo!
(só faltou uma imperial para compôr o ramalhete. aí sim, era que nem praia.)
… quando vejo um treinador a participar nos exercícios de treino.
muito desconfiada… sei lá, faz-me lembrar o jaime pacheco. o que não me parece boa ideia, quando se trata do sporting. mas isto devo ser eu com preconceitos.
… a ter juízo com as experiências da época passada.
mas não.
esta noite vou ver o jogo do sporting.
(algures na minha infância, devo ter tido qualquer trauma que me "obriga" a ser masoquista umas certas vezes por ano)
tão felizes que nós estamos! que bom!
utilizo o Google Reader para acompanhar a blogosfera, já que não consigo ver os blogs aqui na chafarica.
mas de há uns tempos que o bicho anda um pouco engasgado. leio os posts e não tarda o gajo dá-me que eles não foram lidos.
eu sei que não sou muito inteligente e, não raramente, preciso de ler as coisas duas ou três vezes para as entender, mas gostaria que isso ficasse ao meu critério, se não se importam!
… dá-me para isto! um sufoco!
esta noite sonhei que a minha avó paterna tinha morrido. coitada da senhora, que já foi há tantos anos…
eu estava na igreja onde supostamente estava o corpo. a Maria também ía comigo e eu renitente em ir para perto do caixão. de repente, vá-se lá saber como, já não era a minha avó, mas sim um tio que já morreu faz algum tempo. até aqui nada de especial.
o problema, com estes sonhos, é a mania que os mortos têm de sair do caixão e virem ter comigo. o que eu corri naquilo que já era um cemitério, mas depois o labirinto de arbustos que existe na nossa rua, e o desgraçado do morto sempre a sorrir e a conseguir alcançar-me, coisa que eu achava surpreendente, porque o meu tio já não era um homem novo! até que consegue agarrar-me na mão! ía morrendo de coração! e acordei. com os braços gelados, porque estava destapada, toda a tremer, a não querer acordar a Maria e a tentar pensar em qualquer coisa de diferente para não voltar a ter o pesadelo.
que coisa!
isto quer dizer algo, eu sei que quer… mas podia ser de uma forma mais simpática, não? pelo menos que não fosse durante a noite, que está tudo escuro e eu estou a dormir porque preciso de descansar! não podemos agendar isso para uma sesta depois do almoço? ou quando estiver de férias, numa daquelas sornas que costumo fazer na praia? vá lá…
e desatam a sugar os posts dos outros e a colocá-los como se fossem seus.
sem vergonha, sem respeito. uma coisa merdosa, portanto!
desta vez, a vítima foi a Gayja.
[prima, isto só se resolvia, mesmo, à moda do jack bauer!]
Postando a partir do telemovel.
. dores nas costas
. telemóvel novo sem contactos telefónicos [se me mandarem msg, deixem o nome sff]
. calor e demorar 20′ mais ou menos para chegar aqui
. e o melhor de tudo: já consigo postar quando me apetece!
a vida é bela!
sentada na cama a trabalhar e a ver novelas – yah, eu vejo novelas, coisa horrorosa!
esta coisa das “novas oportunidades”… é assim a modos que uma coisa execrável, não é?
há aqui ao lado uma miúda de 19 anos, que não quis estudar, que fica toda enfadada porque tem de servir cafés, que me disse que vai ficar com o 12º anos em três meses – e, com novo ar de enfado, diz que tem de fazer um trabalho sobre a vida dela, etc, etc, uma chatice, portanto, porquê tanto trabalho?!?!?
eu devo estar a perceber tudo mal, certamente. isto não pode estar a acontecer! não é justo, pior, não é normal sequer poder equacionar-se dar a mesma oportunidade de se ter em 3 meses, aquilo que os outros levam anos a obter!
às vezes dá vontade de fugir daqui, juro que dá! e ir para o 3º mundo – ao menos lá já se espera isto…
… mas, de repente, tenho acesso ao blog!
não deve ser sol de muita dura…
[ando aqui a modos que bicho do mato, como já devem ter percebido. isto passa! na volta, quando passar, já não tenho leitores… é o risco…]
– o sporting este ano se ficar em terceiro lugar, bem que pode fazer uma grande festarola, caneco!
– estou cheia de trabalho e com uma soneira medonha!
– o tempo a boicotar os planos de quem quer tirar umas férias na praia, com direito a sol e calor
ter a casa dos pais cheia de família para uma sardinhada num sábado à tarde.
[os filhos do meu primo mais velho são muito engraçados; a minha futura prima bastante simpática; os tios a bazarem já noite dentro; a grande a lavar-me o jipe ontem; o guacamole da marquesa; a jovem pagem a tomar o pequeno-almoço com o patronato; a condeÇa com um desvio na coluna; a constatação de que há gente na família que não é baptizada; a subida ao calvário, pelo quebra-costas; a não queca da quicas com o quico; os gins tónicos excelentes; o acampamento no sótão; o roubo da cama da lady x; a sábia curandeira a ser quase das primeiras a chegar; a morena a espalhar charme; e por incrível que pareça, não peguei na minha máquina fotográfica uma única vez!]
como diz a minha querida Su, há festas que deviam durar uma semana!
receber um mail, ainda que spam, com o título “i saw you naked on the shower”, revela que somos pessoas com algumaa sensatez e sanidade mental – não estarmos nús no chuveiro é que seria coisa estranha. (ou não, ou não…)
ah! mas, após essa revelação, a criatura spam acrescenta: “you wont need to worry about your performance in bed anymore.” [cá para mim, aprece que aquele “wont” deveria levar ai um coisinho destes ‘, mas adiante].
ora resumindo, se a dita criatura nos vir nús no chuveiro, isso é sintomáico que não temos que nos preocupar com o nosso desempenho na cama.
bem… não me lembro de ontem à noite ter sido vista nua no chuveiro, mas posso garantir que tive uma noite com um desempenho na cama acima do excelente: dormi ferrada da meia noite às oito da manhã! quem se pode queixar?
ora, ora, eis-me aqui com 46 anos, às 01:27, portátil nos joelhos, copos e pratos sujos à espera de uma máquina que ainda tem louça lavada para arrumar, resquícios de espumante e bolo de chocolate e o coração ainda batendo nos afectos das amigas que cá vieram passar a meia-noite – complot organizado pela dama e, comme d’habitude, eu nem aí, que de tão distraída que sou se torna facílimo fazerem-me surpresas.
46 anos e em cada ano que passa a pele da criança a sair. só deixando a parte que é boa – a da irreverência, do mimo, da espontaneidade, de alguma inocência. mas é a mulher que cresce em mim, que se me toma conta. estranho dizer isto com esta idade, mas cada um tem o percurso que tem, e só se cresce verdadeiramente se a isso se for obrigado, não há nada que saber. e antes mais cedo, que mais tarde, disso sei eu. mas tarde é o que nunca vem, como diz a minha mãe.
tenham um bom dia, que é o que desejo para mim.
finalmente notícias. tudo a correr bem. eu é que ando tão cansada que nem consigo ligar o pc.
obrigada pelas visitas. pelos comentários. espero voltar em breve à minha actividade blogueira – tenho saudades dos tempos em que estava a trabalhar e me apetecia escrever um post e tinha liberdade para o fazer. faz-me falta esse espaço de desabafo. mas nem vale a pena lamentar, que não há remédio.
até!


coisas interessantes que se descobrem nos hospitais, em momentos de espera angustiante.
(a minha Maria deve fazer o pior pós-operatório do mundo! safada!)



isto é o que se chama ‘não ter um emprego estável’!
nesta esquina não dá? no problem! pega-se nas bicuatas e muda-se de sítio!
o que achei fantástico é a convivência entre os automóveis, os autocarros, as bicicletas, estes carrinhos, tudo sem atropelos e na boa!
como diz a minha querida K, o pior é o cheiro que estes carros deitam, quando estão a fazer os cachorros, as espetadas e o caneco!
há, ainda, quem confunda sinceridade com intromissão. os amigos fazem-no muitas vezes. acham que o seu dever é usar sempre a sinceridade nas suas opiniões, e eu acho isso muito correcto. só que, muitas das vezes, opina-se sem que seja pedida opinião e, pior, ficam muito ofendidos se depois não se segue a opinião que eles deram, porque a acham de um valor moral superior porque baseada na sinceridade. ora! a sinceridade havia de ser usada sempre e não torna a opinião mais valorizada, só por isso.
aliás, no extremo, o facto de uma pessoa ser sincera não a torna mais pertinente. pode-se ser sincero e dizer uma grande baboseira.
enfim…
… olaré que bom que é!
[sua alteza, a CondeÇa, agradeço-lhe sentida e reverencialmente.]

quando a coloquei, andávamos no meio da rua, a caminho de ir jantar. chegadas ao restaurante, um tailandês, fui à casa de banho, toda ela espelhada. olhei para o lado e apanhada de surpresa pensei: mas quem é esta que se enfiou aqui comigo?
(aquela coisa dá cá uma comichão…!)

a Maria (de peruca) em Times Square.
o interesse do post não é a tão famosa praça, que nem praça é, mas relatar a compra de adereços capilares por parte da dama. quando fizémos a primeira tentativa de ir assistir à missa no Harlem, de seguida parámos num loja que tinha a maior parafernália por mim vista, no que a cabelos diz respeito: perucas, pentes, escovas, ganchos, toucas, cremes, sei lá mais o quê!!!
na loja, trabalhava um rapaz do Senegal, que falava umas coisas de português, porque tinha tido um professor, António Silva, naturalmente tuga. ainda bem que não disse nenhum palavrão!
(vou procurar uma foto minha, de peruca lisa, já aqui ponho)

adoro placas de ruas. em nova iorque é um fascínio. a partir da houston para cima, quando acaba chinatown, começa tudo a ser muito linear. avenidas ao alto, ruas a atravessar. as avenidas no sentido este/oeste e as ruas de sul para norte. portanto, o nosso hotel estava ali como diz a plaquinha, na 45th, entre a 6ª e a 7ª. ou seja, mesmo com times square ao cantinho. e chega-se ao Harlem e os números desaparecem das placas e surgem nomes, os nomes de negros importantes para a comunidade – como podem observar pelo malcolm x!
e há ali uma plaquinha não tão frequente como as das ruas, mas que aqui e ali aparece, e que indica presença de câmaras de vigilância na rua. espero que não me tenham apanhado a fumar, pois a minha mãe não sabe…
quando comecei a jogar futebol, houve logo duas coisas que eu soube que jamais gostaria de ser: treinadora e jogadora profissional. mais tarde, quando fui dirigente, percebi que também jamais gostaria de ser dirigente de um clube profissional.
não é que eu não gostasse de organização e que, bastas vezes, rezei para que houvesse mais dinheiro para as deslocações e não só. mas o encanto do improviso, o colocar balizas à última hora, o chegar ao clube e não haver balneários disponíveis, toda essa ginástica que não raras vezes é preciso fazer quando se está no desporto amador.
isto tudo vem a propósito de um torneio de futebol feminino que fui assitir no sábado. inicialmente, ía para ver um jogo entre duas equipas com jogadoras que conheço há muito, e acabei por ficar até às sete e tal da tarde. muito concorreu o facto de ter podido estar com pessoal que não vejo bastas vezes, e depois toda a envolvência dos jogos e o que está por detrás deles: as jogadoras, os treinadores, os massagistas, os dirigentes, os seccionistas, a parafernália habitual – no meu sangue ainda corre muito de todo aquele folclore…
fiquei particularmente fascinada com uma equipa em prova. não pelo desempenho em campo, embora também, visto terem atingido a final, mas pela sua imensa capacidade auto-organizativa. perante a indisponibilidade dos treinadores, a quase ausência de dirigente, a inexistência de massagista, assumiram o seu desejo de participarem no torneio. pelo que percebi, meteram mãos à obra, reuniram o máximo de jogadoras possível, treinaram, e no dia do torneio lá estavam. com lanche previamente preparado e tudo. para quem não sabe, isto não é coisa fácil de operacionalizar. muito menos, quando se está habituado a ter as pessoas certas nos seus sítios, a saber: ter um treinador que oriente a equipa, um dirigente que organize a logística, etc, etc.
a última imagem que retenho, quando saí, era de um grupo de jovens e alegres jogadoras, em conjunto na bancada, com o estendal dos seus pertences todo montado: camisolas de jogo a arejarem no varão, que delimita o terreno de jogo, garrafões de água, sacos com maçãs, bananas, sandes, mais os sacos individuais. esperando tranquilamente o decorrer dos jogos que faltavam até à final – a final que elas iriam disputar.
não nego que, naquele tempo todo, estive imensas vezes tentada a dar uma mãozinha – não se preocupem com as horas que eu chamo-vos, eu preencho as fichas de jogo, etc, etc. coisa extremamente fácil para mim, apesar da distância de cinco anos. resisti à tentação, porque doutro modo, elas não teriam hoje o orgulho de poderem dizer que estiveram lá e que se safaram muito bem. e principalmente, porque toda aquela experiência de um dia inteiro juntas, sob a pressão dos jogos, a fadiga, lhes vem demonstrar à saciedade que o espírito de grupo, a vontade de concretizar, o querer, são das coisas mais inestimáveis no desporto. e que, aproveitando essa vivência de um dia por sua própria conta, em que conseguiram ultrapassar vários obstáculos, podem sonhar com desempenhos muito positivos quando a competição a sério começar.
a experiência do torneio pode muito bem servir de bandeira. não para pensarem que não precisam de mais ninguém, mas para confirmarem que, em equipa, a união é muito valiosa. porque quando se está dentro de campo, e as coisas estão a correr menos bem, há forças que só se encontram dentro de nós, ou junto das colegas que ali estão. o banco de suplentes torna-se uma coisa muito distante, embora que à vista desarmada pareça estar logo ali.
perante este relato, haverá quem diga que sou louca, ao preferir este contexto, ao invés do conforto organizativo e monetário que os profissionais têm. há coisas que só entende, quem experimenta. e as dificuldades aguçam-nos a criatividade e o desempenho. boas molas para a vida.
parabéns às jogadoras do Odivelas!
alívio. parte um.
(segunda, dia 6, lá vamos nós para o hotel das descobertas.)
uma aventura esta nossa vida. aventura romântica, claro, que não há soro, pontos, bisturis e outros que tais, que nos abalem!

nos limites de chinatown encontrei um parque público, onde a atracção principal era uma parede que dividia dois campos ao meio. e onde se joga uma espécie de squash, mas em vez das raquestes são as mãos que batem a bola. de um lado, o chinês, cheio de estilo, todos os gestos feitos com conta peso e medida, como se pode ver nas fotos, e a jogar com três miúdas. por puro lazer. do outro, o negro, a jogar a pares. e com pontuação e tudo, tipo roda bota fora. na foto em que ele está de braço esticado, indicava aos adversários um tipo que estava em cima do muro a ver o jogo, e que tinha reparado que a bola não tinha saído. ele repetiu não sei quantas vezes, em tom vitorioso, “thank you, sir!”, como que a querer dizer, aleluia que alguém viu!

pride em Queens - N.Y.C.
no sábado cumpriu-se mais um arraial lgbt. para mim, o melhor de todos. estava com algum receio do espaço, por causa do vento, mas a forma como as tendas foram dispostas criou uma espécie de barreira e esteve-se por lá muito bem. apesar de muita gente, o espaço era suficiente para se poder estar em grupo sem encontrões de quem passava. chegámos perto das 23. encontrámos amigas que nos aguardavam e montámos poiso num dos lados do bar da ILGA. foi muito divertido, especialmente porque a minha Maria levava uma peruca que comprou no Harlem, e entreteve-se a ver quantas pessoas não a reconheciam. ou, quem a reconhecendo, achava que ela tinha ido ao cabeleireiro fazer os caracóis. quando estávamos para bazar, começou a chover. a sério, a sério, apanhámos já no meio da passagem superior de peões. eu cheguei ao carro com a camisa toda molhada – como diz alguém, e bem, aproveitei para estrear uma t-shirt que a Maria me tinha oferecido. muita gira, branquinha, com um arco-íris no meio. ouvi dizer que o meu patrão é da Opus, que não a Gay, a outra mesmo, a do Dei. veremos se me acontece alguma coisa, quando a levar para o trabalho. tipo, se ele me manda colocar o cilício. na verdade, fazer mesoterapia é praticamente a mesma coisa, e agora anda para aí uma data de mulherio a fazer isso para emagrecer. eu já fiz, mas foi para curar uma tendinite num joelho. não é que agora não precisasse de emagrecer…
mas já me estou a desviar… o que eu queria mesmo era dar os parabéns à ILGA pela organização.
e dizer ao pessoal todo, com quem estive, que foi bué mesmo!
[a foto foi tirada pela maria no arraial do pride de Queens – o nosso é mais giro, pelo menos tem gente mais gira.]
coisas sobre as quais queria escrever:
– NYC + fotos
– arraial √
– torneio de futebol feminino
espero conseguir. agora… bem, agora, vou regressar ao trabalho (a minha Maria arranja-me cada coisa… bem, dá para as férias de praia.)
acho espantoso, como é que os dirigentes do benfica ainda não renovaram contrato com o nuno gomes. e nem se põe a condição de eles estarem demissionários, porque isso já devia ter sido feito há muito tempo.
como é possível deixarem que o capitão de equipa fique até à última sem renovar, quando passam a vida a apregoar que é preciso quem viva o clube, a mística e tal, essa coisa que há muito, mas muito, desapareceu da equipa profissional de futebol do clube.
depois, admiram-se que haja os di marias e os outros caramelos todos a dizer que o benfica é a porta de entrada para um grande europeu – eles devem pensar que os grandes europeus são a santa casa, mas pronto!
fora o nuno gomes capitão do porto e já isso estava resolvido há muito.
por uma questão de liderança. de alicerces. de mística, vá lá.
ou será que querem que o rapaz se canse e transformam-no noutro dirigente às três pancadas, como foi com o rui costa? para ajudar aos votos do vieira?
tenho andado um bocado afastada disto. uma série de coisas a concorrer para que o tempo e a disponibilidade escasseiem: muito trabalho, o computador a ter acessos de lentidão, preocupações quanto baste e amigas bastantes que nos levam o tempo livre. ainda não revi, sózinha, as fotos que tirei em nova iorque – o que e sintomático da coisa.
vem aí o fim de semana e já tanta coisa a acontecer: o ménage da casa, o arraial, queria ir ver um jogo de futebol, uma canseira, portanto.
…
tão fartinha, mas tão fartinha de hospitais…
[sabes que estarei sempre ao teu lado. com a mesma boa disposição e a mesma disponibilidade. que os hospitais não me incomodam mesmo nada, o que me custa é saber-te em sofrimento. se ao menos pudéssemos dividir as dores…]
ontem, depois da apresentação do livro, tive o prazer de ir jantar com algumas das pessoas directamente envolvidas na coisa. na coisa da apresentação, mas também na coisa das causas e do activismo.
eu penso que seria incapaz de ser uma activista – o objecto do activismo é irrelevante. porque não tenho essa capacidade de conseguir discutir com pessoas que não estão na mesma onda, ainda que possam ter ideias diferentes. e porque sou mentalmente muito preguiçosa. cansa-me procurar argumentos. a não ser que isso surja numa conversa em que esteja, no momento, predisposta.
sei da necessidade da existência desse tipo de intervenção, e dou por mim a sentir uma admiração profunda por quem se consegue envolver assim. embora acredite que é uma coisa viciante. que toma conta de nós, de forma quase invísivel e depois não larga. e estimulante, claro, que a luta estimula o raciocínio e desenvolve-o. daí o ser viciante, penso, porque em cada passo vai-se sempre um pouco mais além.
e, ontem, fiquei encantada por aquela paixão na discussão. só vivi essa situação quando estive ligada ao dirigismo desportivo. e, às vezes, dou por mim a ter umas saudades disso – da paixão na discussão.
muito obrigada a todos pelo momento de partilha.

a maioria das pessoas, que é hospitalizada, fica em camas no meio das enfermarias, tem dores no pós-operatório, e outras como eu, sofrem náuseas arrepiantes até quase à hora da alta.
quando se é CondeÇa, para além de não lhe acontecer nada do que anteriormente foi descrito, ainda se tem o privilégio de uma cama à beira da janela, que permite esta vista fabulosa! ah… e o tempo a ajudar à visibilidade!
realmente, quem nasce com o dito virado para a lua… nasce.
(miúda, vê lá se atinas agora! é que já me basta a minha dama, de vez em quando, lembrar-se de ir estagiar para o hospital!)

quando ouvi falar a primeira vez de armários e chaves e coisas que tais, já ía na namorada número “não sei quantos” – yah, esta foi para acrescentar mais uns pózinhos à coisa da promiscuidade. o que atesta a minha completa ignorância sobre uma série de assuntos. e… e comprova que nunca precisei de chave, porque não me recordo de me sentir armarizada (como tão bem dizem os nossos vizinhos espanhóis).
mas porque existe quem ainda não encontrou a sua chave… acredito que faça sentido estudar estas coisas.
para além do mais, será a forma de ver de perto o Miguel Vale de Ameida. quer dizer, já estive quase de cotovelo com cotovelo com ele, mas isso não interessa nada. (foramos nós straight e a coisa ainda rolava!)
bem, já divago. isto tudo para dizer… encontramo-nos lá?
calor. jantares com amigas. sol. praia. sangria de espumante a apanhar banhos de sol. dormir pouco. trabalhar alguma coisa. fotos de nyc já no computador (vamos ver quando há tempo de as colocar aqui).
enfim… quando uma pessoa é feliz, todas as pequenas coisas sabem bem!



caminhada de uma hora no paredão de oeiras.
bem fixe.
a meio comi um gelado! eheheh!

sandwich de pastrami no Carnegie Deli
uma pessoa vê chegar uma coisa destas à nossa mesa e… de repente, fica cheia só de olhar! é incrível a quantidade de comida que aquela gente ingere, por refeição!
para experimentar, pedimos a de pastrami e a de corned beef – cóbi, como dizia o empregado, que ainda falava pior inglês que eu! a de pastrami ainda se dá umas garfadas, mas chega a uma altura que já se deita as fatias de carne por tudo quanto é sítio da nossa (e vossa) imaginação!
no entanto, para além da experiência degustativa, vale a pena ir porque o sítio é emblemático, como o atestam centenas, senão milhares, de fotos de todos os hot shots americanos – e não só, certamente!
mais informação no site do Carnegie Deli.

chá gelado em Tearrific - Chinatown
uma das modas é beber chá gelado com bolinhas de tapioca lá dentro. só que as bolinhas não são assim tão pequenas e chega a uma altura que já começam a enjoar. mas é uma experiência a ter em conta, aqui.
… aqui com uma ligeira (para ser optimista!) impressão que a minha máquina fotográfica está com um problema no aparelho reprodutor! (esta é uma private joke)
entretanto, vou deixar aqui umas fotos do telemóvel – estão uma treta, ams pronto!
… porque não sei o que raio tem a p*ta da máquina, que não consigo copiar as fotos para o computador!!!
a coisa que mais me assuta nas pessoas é a sua incapacidade de reflectir sobre o erro. em vez disso avançam em mil justificações, qual delas a mais complexa, desviando dessa forma a atenção para terceiros e aliviando a sua responsabilidade na coisa.
são incapazes de assumir, de primeira, que poderiam ter agido doutra forma. aliás, muitos estão tão empedernidos em defesas, que nem conseguem ver que erraram. têm um comportamento quase autista perante o que os afronta e, em vez de tentarem perceber os outros, fecham-se na sua concha e ali andam emaranhados na sua teia de justificações.
tenho imensa dificuldade em lidar com gente assim, porque o diálogo se torna uma coisa impossível – não consigo falar em círculo, defeito meu, certamente.
isto tudo a propósito de uma dúvida que tentei esclarecer, ainda há pouco. e com a qual perdi dez minutos a ouvir divagações invocando terceiros, quando o óbvio, e mais simples, seria dizerem-me que se tinham esquecido de escrever no papel a que é que aquilo se referia. era só isso que eu queria saber: a que se referia determinado montante inscrito num documento do banco. e essa era a obrigação de quem assinou o maldito papel.
(a coisa não foi assim tão simples, porque ao fim dos primeiros cinco minutos, eu farta de o ouvi dissertar sobre o sexo dos anjos, disse que ele era muito complicado, e o senhor não gostou, obviamente. boca que não consegue ficar calada, e estas manhãs não têm sido fáceis, que ando podre de sono! e ainda acrescentou que eu não devia fazer juízos de valor, no que ele tem toda a razão, não me custa nada admiti-lo. mas se o homem é complicado, se esse facto transtorna a vida de toda a gente, vou dizer-lhe que ele é o quê? simples? a sinceridade é uma coisa fodida…)
Lupy,
cumé delta tejo este ano? bute?
… quando encontramos assim uma coisa tão bonita e tão bem escrita!
eu fiz parte daquele número gigantesco da abstenção – não porque não me apetecesse ir, mas porque não estava cá. se estivesse, naturalmente iria votar – foram poucas as vezes que não o fiz.
mas tenho ouvido alguns ecos dos partidos e, ou eu ando a perceber tudo mal, ou dá-me ideia que os partidos da oposição acham que a abstenção é resultado do mau desempenho do partido no governo.
devo estar a perceber tudo mal, certamente…
estão aqui duas tipas, e não, não é no meu trabalho, é nos ‘cunhados’ em benfica, a falarem de uma colega. tecem considerações profissionais baseadas nas pessoais, enfim um show! às tantas diz uma ‘ela foi para a maternidade de camisa de cetim, para ter bebé!’.
não, havia de ir para a maternidade ter o quê? um cavalo?
[gostar, preferencialmente, de mulheres, nos tempos que correm, não é uma coisa nada fácil. e não tem nada que ver com o preconceito e dificuldades de aceitação e coisas afins! tem que ver com o mercado, que é fraquíssimo! por isso, só vos digo: se estais bem servida/os, conservai. é um luxo!]
sou uma fumadora inconstante. tanto fumo muito, como pouco.
falar ao telefone ou estar à conversa com gente que fume é uma desgraça. mas, quando estou em casa ou de férias, fumo muitíssimo menos.
para a viagem levei um maço que só tinha 2 cigarros. achei que comprava no free-shop e lá chegada não me apeteceu carregar com o volume – a quantidade de cigarros que fumo diariamente não justifica o investimento e o carrego, dizia-me a Maria.
quando passados 3 dias resolvi fumar os cigarros que tinha, lembrei-me de ver o preço do tabaco. engoli em seco! 9 usd! pensei, nem morta! claro que se tivesse feito as contas, tinha compensado comprar, porque eu não iria fumar o maço todo. e cá, um maço dá-me para 2, 3 dias. mas embirrei que não comprava!
claro, ao final do dia, que esta coisa enquanto não se começa a fumar anda-se uns dias, mas depois de pegar num é o tal do vício, mas como dizia, ao final do dia cravava um à Maria – que é uma fumadora tão compulsiva, que um maço lhe dá para quase um mês, se não tivermos visitas em casa. o único problema é que a dama fuma slims de mentol. mas à falta de melhor…
isto tudo para dizer, que já fumei mais em dois dias, que na semana em que estive fora. é o jet lag, eheheh!
a experiência com maior impacto: a visita à The Abyssinian Baptist Church. num dia de culto, embora, infelizmente, não no dia de maior culto que é ao domingo.
confirmei duas coisas:
– que a fé é uma questão de entrega, daí ter tanta dificuldade em assumi-la (acho que mais ou menos já a sinto)
– que em qualquer outra vida fui negra (não consigo encontrar explicação racional para a afinidade que sinto, e esta parece-me uma explicação bastante aceitável. pelo menos para mim, que é o que conta)
e espero falar mais sobre isto, mas agora tenho de ir bulir.
… mas ainda meia chéché. esta coisa da diferença horária dá-me cabo dos circuitos. estou cheia de sono, mas este sono deve ser da sesta, visto serem quase 21,00, mas eu ainda estou com menos 5! enfim, isto vai levar algum tempo.
N Y C ? simplesmente fantástica!
Bem, a pedido da aNa escrevo este post para informar que elas estão óptimas (melhor que eu de certeza) e andam por NYC a passear, por isso esta ausência do blog.
Para elas um grande beijo e continuem o passeio e thanks pela confiança, ainda pensei em pintar o blog com grafitti mas era chato 😉
Kianda
… com o acesso à CRIL, pela 2ª circular, que a toda a hora do dia é um trânsito completamente louco??
aquela merda é para ficar assim, ou é só agora que é novidade e tal?
não sei que rádio é esta que os meus colegas sintonizaram. mas, todos os dias, por volta das dez e tal, passa a alanis morissette a debitar aquela voz de gata dengosa, quase a roçar um esganiçada abafado! oh deus, como eu a detesto!
entretanto, às 9,45 já havia bué malta a fazer fila para o concerto dos AC/DC (ganda som, este do link!). cheira-me que o angus young deve ter algum problema na coluna, para andar sempre todo curvado. coitado do rapaz… rapaz de 54 anos, mas isso não quer dizer nada.
adenda. olhem que esta cover também não está nada mal… o que se perde em força de som, ganha-se em beleza.
gosto bué do projecto Amália Hoje.
entre a chegada de um roupeiro (nem digo as medidas que é escandaloso) para a morena, almoço de aniversário da chata, jantar com família da banda, ida ao s. jorge e trocar a roupa de inverno pela de verão… chiça!
vida difícil… ahahahah!
(sou tão feliz, caneco!)
a apresentação foi simples. o que me ficou (no coração – é sempre pelo coração que me conquistam) foi a clareza dos discursos, o toque pessoal dos mesmos. assim a demonstrar que aquilo de que se trata no manifesto é de liberdade individual. a liberdade individual de cada um em poder casar com quem bem entende. um direito, portanto. um direito que não colide com os direitos de mais ninguém – coisa simples, portanto, que nem deveria tornar necessário tanta discussão, porque a liberdade individual que não colide com terceiros não tem sequer discussão. é linear.
foi entretanto colocada online uma petição para ser subscrita. já encomendei o sermão aos que me são próximos. aqui deixo o convite para quem aqui passar e que não foi por mim contactado.
ide aqui e deixai lá o vosso contributo. eu fico muito grata.
recadinho: estou já a avisar que não há despedida de solteira nem boda de casório, para quem não assinar a petição.
eu sou lixada, ah pois é! (isto estava a ficar muito sério)
Movimento Pela Igualdade – a favor do casamento civil das pessoas do mesmo sexo.
quero lá estar!
no S. Jorge, domingo às 16h.
mas virei falar disto mais logo, que agora não tenho tempo.

anabela, olha como já estão!
sem espinhas foi a vitória do barcelona, ontem. muito pouco manchester para uma final da champions. não se entende… fica uma pessoa à espera de um grande jogo, entre duas das melhores equipas do mundo – ao momento talvez mesmo as melhores – e uma delas resolve procrastinar. fantástica a circulação de bola do barcelona, verdade, executantes de grande categoria e disponibilidade para se entregarem ao jogo, uma maravilha, portanto. só que o manchester tinha obrigação de fazer mais qualquer coisita. pelo menos conseguir encadear os passes e daí resultarem algumas jogadas dignas desse nome. nada. um pouquito melhor na segunda parte, mas ainda assim insuficiente. incrível como o messi se encontra completamente livre de marcação, aquando do seu golo. incrível, também, a forma como ele, depois de derrubado por dois jogadores do manchester, consegue sair dos escombros que eram as pernas dos outros e recuperar a bola a poucos metros. ser baixinho tem destas vantagens.
ficou provado, mais uma vez se ainda havia quem dúvidas tivesse, que um grande jogador só resolve se tiver uma equipa que toda trabalhe. ao mais alto nível, tem de ser assim.
kianda, querida, entretivémo-nos com o que está na foto, mais a bebida, claro! alinhavas?

é como me sinto!
ontem diversas pessoas me perguntaram como íamos comemorar o quinto aniversário. eu disse que já tinhamos ido, ao visitar o sítio onde nos encontrámos a primeira vez. e sim, foi logo na primeira vez que nos vimos que iniciámos este romance – há dias felizes! uma delas respondeu-me ‘oh prima, nem um bocadinho de cliché?’. não querida, disse eu, cliché vai ser se um dia nos pudermos casar e vires a morena no esplendor do cliché e da pirosice digna das noivas!
pois, o cliché foi eu ir jogar à bola com as minhas amigas (credo, ando a jogar tão mal que até dói – ontem, acho que não fiz um passe certo) e a morena foi ao ikea ver um armário. depois, quando cheguei a casa ela fez-me uma massagem no pescoço.
portanto, sou romântica, sim, não duvidem disso, mas tenho pouco jeito para encenar coisas. acho que fui pouco educada a coisas arranjadas previamente. e, felizmente, consigo demonstrar o quanto gosto da Maria doutras formas, e ela não se sente menos querida e cuidada.
resumindo, tenho a mulher ideal para mim. já viram a sorte?
aqui começou uma história de amor. daquelas que só pensei serem possíveis em livro, ou no cinema. logo que me cruzei com o seu olhar, mal senti o seu abraço, percebi que aquilo era um acontecimento. não uma circunstância. gosto de aqui voltar, todos os anos. temo-lo conseguido, ainda que à custa de chegarmos atrasadas ao trabalho. tudo vale. esta história de amor vai ser sempre escrita por lembranças, pequenas delicadezas, sorrisos cúmplices, beijos furtivos. tive um encontro e não quero perder a oportunidade de o viver, tantos anos quantos me sejam permitidos. não o descuro um dia que seja. sou uma mulher extremamente feliz e partilho essa felicidade com todos os que quiserem fazer parte desta história – sejam a família, os amigos mais próximos, os desconhecidos que por aqui passam. todos fazem parte dela, aliás, porque fazem parte da minha vida – ainda que não o queiram.
hoje, como há 5 anos, o teu sorriso encanta-me.

rematando com um chá, no Tea Room do LA Café.

Madragoa
come-se muito bem n’ A Travessa!
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