a infelicidade é uma coisa muito lixada!

(enquanto comia uma bola de berlim, sentada nos degraus da entrada de um prédio, observei um tipo completamente alcoolizado, a fazer um bailado tremendo para se manter em pé. nunca ousei enfrascar-me assim.)

só me apetece colocar aqui fotos.

… e a desejar estar assim

muito bem disposta! e, apesar de cheia de sono, com imensa energia mental.

[grande tareia que levei ontem no jogo da bola…]

mas que grande flop!

… uma excelente sessão com a minha Rute, hoje!

[eu sentia e acreditava que conseguiria. mas tive meses de muito sofrimento, muita angústia, muito carrossel. mas fixava-me no longe, depois das ondas que se formam perto do Bugio, onde as correntes se cruzam – para lá disso. sabia que era ali que eu queria estar. às vezes dói muito e entendo quem não consiga ou quem não tente sequer. é uma verdadeira maratona. mas sentir a mudança, a mudança feita por nós e, mais importante, para nós, é uma sensação indescritível.]

“desperdicei” dois verões a crescer. o próximo não me escapa!

… a adele e os guinchos do someone like you?

(Sónia, não precisas de responder, ok?)

Talk about your life
Mike Oldfield (vocals Maggie Reilley)

 

Walking Out In The Street Light, Midnight.
Whisper Wind, Catch Me In The Headlight.
Talk About Your Life, I’d Like To Know.
It’s Not Easy Going Where No-One Goes,
And No-One Knows.

Chorus
Do We Have To Be So Distant?
How Can You Be So Unreal?
What’s The Reason For Hiding, And
How Does Crying Make You Feel?

I Can See You’re Talking To Me In Riddles.
Do What You Like, You Go Where The Wind Blows.
Talk About Your Life, I’d Like To Know.
It’s Not Easy Going Where No-One Goes,
And No-One Knows.

Chorus
Do We Have To Be So Distant?
How Can You Be So Unreal?
What’s The Reason For Hiding, And
How Does Crying Make You Feel?

I Reach For Certain Disguise That You’re Leaving,
And I Can Tell By The Mist In Your Eyes That You’re Dreaming.
Dreaming.

Do We Have To Be So Distant?
How Can You Be So Unreal?

In The Clouds, Running And Chasing Shadows.
In The Crowd, Frozen In The Window.
Talk About Your Life, I’d Like To Know.
It’s Not Easy Going Where No-One Goes,
And No-One Knows.

Chorus
Do We Have To Be So Distant?
How Can You Be So Unreal?
What’s The Reason For Hiding, And
How Does Crying Make You Feel?

chego ao final deste dia exausta. penso no sábado e só me vejo a dormir a manhã toda. os meus pés fervem, toda eu estou a produzir calor, valha-me a senhora dos afrontamentos. apetece-me sair. já não saio à noite há imenso. quite suitable para quem acabou de dizer que está exausta!
(nem sei porque razão me lembro de escrever coisas em inglês, se eu não sei nada de inglês. com o chinês sou mais coerente: não sei falar e não me ajeito com os pauzinhos. com o japonês acontece o mesmo, mas gosto das espadas dos samurais e das estrelas dos ninjas. já para não falar naquele capuz preto que eles usam. era gaja para ser ninja, só para usar aquilo! dispensava a parte de matar e tudo o resto.)
bom, mas mesmo bom, era eu ter tino e dormir, em vez de ir meter-me com os jogos do iPod.

adoro a cor do meu cabelo!

a net lenta e um monte de papéis na secretária!

por outro lado, cabelo cortado e pintado. (já fiz uma rima)
ontem cheguei ao treino de cabelo esticado e tive logo dois pedidos de namoro dos meus treinadores. tão fofinhos, nem se lembram que eu tenho mais vinte anos do que eles. e ainda ouvi o piropo de directora sexy.
como nem tudo podem ser rosas, roubaram-me as escovas do limpa pára-brisas!

– ir ao cabeleireiro cortar e pintar o cabelo.

mais logo tenho de acabar de resolver um assunto pendente da semana passada. já sem a condescendência e a bonomia anteriores.
para compor o ramalhete, e num momento de pausa para fumar um cigarro, tive de levar com um senhor adiantado na idade, a querer por força que as escadas de emergência tenham a porta a abrir das escadas para dentro dos edifícios. oh senhores…

Cancer, Tuesday, 13 September 2011 
Even the most highly-principled people have to compromise at times. Usually, it does them the power of good. If we stick too rigidly to any perspective, opinion or policy, we become rigid and brittle. We lose our spontaneity, our ability to adapt and our need to recognise that we are not in control of the universe or even, indeed, sometimes, of ourselves. You are human. You are not perfect. That, in its own sweet magical way, is perfect! Today you must adapt in the face of changing circumstance. You’ll yet be glad you did. 

[the day is coming. oh yeah, yes it is!]

mas, como diz o meu colega, manda buscar. eu mandava !

tenho alguma incapacidade para me fazer ouvir. talvez por isso tenha um blog, talvez por isso não discuta com quem não me entende.
nesta última semana, já tive dois episódios em que não consegui, de todo, que me ouvissem. sendo duas situações completamente diferentes, nem por isso me incomodaram menos. e, em ambas, tive que decidir qualquer coisa e decidi… adiando.
reflectindo sobre isso, penso que se por um lado tenho de aperfeiçoar a minha estratégia de comunicação, por outro tenho de assumir uma postura mais decidida.  
porque nem sempre é possível optar por não dar importância às pessoas e retirar-me… quer dizer, possível é, mas ficam algumas coisas pelo caminho que também me dão bastante prazer.

hoje, passados não sei quantos meses, vou voltar a jogar à bola com as minhas amigas.
arrumadinha como sou, quando fui fazer o saco ontem, corri a casa toda (que é tão grande que nem vos passa pela cabeça) à procura ora das meias, ora dos calções, ora da toalha, ora do soutien. uma tristeza!
estou velha e gorda para estas coisas. um bocadinho de tino na cabeça e já me deixava disto…

Piazza Maggiore-Bologna (jun/11)

quem sabe então assim

morning has broken…

… se agora, assim de repente, eu começasse a gostar de magras!

sair da estrada principal, sacudir o estabelecido. rumar a uma estrada secundária, apagar as luzes e conduzir assim. no risco. tinha saudades do risco. [mas qual risco se a vida é minha?]

o compal de maçã.

(está uma lua magnífica, eu a olhar para ela e a pensar que não vale a pena tanta coisa que fazemos, se nos outros não tem ressonância alguma!)

acabado de ler no FB de uma amiga, e sem conhecer a origem, mas que está brutal, está!

“relacionamento não é aquela coisa colorida, onde tudo se encaixa perfeitamente. o nome disso é Lego.”

illusion

agarrei no braço de uma colega e fiquei com um cheiro na mão que me reporta à infância…

por me ter sido concedida inteligência suficiente para não ser estupidamente orgulhosa!

ainda estou a pensar se gosto ou não dos bancos pintados na avenida da liberdade…

ao invés da criatura do post anterior, temos uma nova directora que respira classe. too skinny, mas muita classe!
há pouco passou aqui, de cabeça ligeiramente inclinada, com os cabelos a caíram sobre os ombros e a taparem a cara… pronto… o que se chama muita pinta, mesmo.

subo com ela no elevador. coincidência que a primeira pessoa que vejo do emprego, seja a última que vi ontem quando saí.
a juntar à péssima escolha do vestido de saia rodada, quando se tem umas ancas da largura de um camião, junta-se a vulgaridade do mesmo não ter costas. e a compôr o ramalhete, unhas dos pés de um verde claro quase fluorescente, a combinar com as das mãos de um vermelho a fugir para o laranja.
muito, muito mau! ainda que tenha dormido quase nove horas, há coisas que os meus olhos não aguentam!

(amanhã começa o fado da bola…)

pôr a máquina de lavar roupa a funcionar quando se tem poucas horas de sono (se calhar não são assim tão poucas – seis) – a probabilidade de se colocar o detergente no sítio do amaciador é elevada!
e o pior é a sensação de nabice pura a olhar para a máquina e pensar ‘e agora o que é que eu faço a isto?’, tentar congregar todos os neurónios disponíveis pelos cantos do cérebro, os gajos espalhados cada um para seu canto, ainda a roncarem, até que aparece um grupito mais madrugador et voilá! faz-se luz: vai lá procurar um programinha só para enxaguar isso, talvez resulte.
a minha vida às vezes é tão difícil!

… em vez de estar a trabalhar…

não sou uma pessoa nada difícil de convencer. de momento que os argumentos sejam consistentes e me façam sentido, aceito tudo. não discuto só por discutir, nem tenho dificuldade nenhuma em não ter razão. e tenho a humildade suficiente para a dar aos outros, quando assim é.
agora, para me convencerem não podem argumentar alhos quando estamos a discutir bugalhos. coisa que, infelizmente, muita gente utiliza quando sente que não tem razão, mas de todo quer dar o flanco – como se isso pusesse em causa alguma da sua dignidade, que tristeza!
hoje, houve alguém que pegou num sofisma e quis que eu o entendesse como um dogma.
não tenho nada contra os dogmas. acho interessantíssimos os da religião católica e aceito-os como tal. na verdade, eu não sou católica, logo não me custa nada aceitá-los. eu cá sou de aceitar. mas, infelizmente, o que me foi apresentado não tinha sequer o fascínio do divino, como por exemplo, a santíssima trindade ou a imaculada conceição de maria.

[a sede de poder… de pequeno poder é tão perigosa. para os próprios, claro, que os leva a fazer figuras das quais nunca terão insight para delas se aperceberem.]

© mahoneyjoe.com

a minha cabeça em profundo trabalho. tão difícil e tão lento.

o homem do café começa por me tratar por tu. deve ser da t-shirt cor de rosa que trago vestida, que me dá um ar jovial. depois, quando me traz o bife já emenda para o você. agora, quando lhe peço a conta e repito três vezes que não, não quero café, o tipo diz-me ‘desculpe lá, não é da minha conta mas você hoje não está bem’ e eu digo que sim e ele que não e pronto, que hei-de eu fazer neste meu bairro de Fellini? beber café quando não me apetece? vestir uma t-shirt preta? cavar umas rugas na cara?

“porque o amor é soberano e supera todo o engano, sem jamais perder o elo…”
(Tolerância – Ana Carolina)

só se formos completamente desprovidos de auto-estima!

[estou há horas espojada no sofá, dividida entre filme, dormir, ler, comer, conversar com os pais… e pintar as unhas dos pés]

hoje fazes 78 anos e eu estarei aqui ao pé de ti. a ver o teu sorriso [que eu herdei], a desfrutar da tua bonomia [que eu não herdei], a ouvir os teus passos arrastando os calcanhares [que eu herdei].
sei que quando chegar, ainda terás a roupa da oficina para onde foste logo de manhã. para onde vais todas as manhãs, mantendo o ritual de estares no meio daquilo que gostas: peças, carros desmanchados, óleo, desperdício e o rádio ao fundo sintonizado na antena 1.
gosto tanto de ti. por seres meu pai, também. mas pelo homem que és. por essa imensa capacidade de, nesta idade, teres essa cabeça tão arejada, tão livre de teias de aranha.
toda a gente te adora. impossível isso não acontecer.
hoje, mais uma vez, vou querer ouvir todas as histórias que contas de cada vez que estamos juntos.
[muitos parabéns, Papá!]

… que nem vos conto!

[parece que estava vento…]

… seria muito interessante se fosse devida a férias.
mas, não.
e também não sei que mais diga.

não suporto má educação.

deus.ma.livre!
já basta os que apanhamos à superfície…

vá, de praia não digo, mas para tirar o rabo da cama e ir fazer umas fotos, está excelente!
hoje é o aniversário do Salto Alto… vai ser do best!

olaré!

chega-se ao pé de nós e diz:
– boa tarde, colegas, vou perguntar uma coisa que pode parecer estranha, mas é fundamental. alguns dos colegas comeu um iogurte do frigorífico que não fosse vosso?

fundamental?? mas esta gaja pensa que estava a falar de quê? oh puta que pariu! que atrasadas mentais que só lêem MRP e depois querem armar-se em fundamentais a falar! tão fartinha de mulheres, credo!

as características pelas quais começam a gostar de nós, muitas vezes são as mesmas que levam a que não nos suportem.
o que é uma coisa extremamente frustrante…

uns tipos  a pintarem a zona de acesso aos escritórios. os dois elevadores no último piso. as minhas narinas invadidas com um cheiro intenso, nojento. coitados dos homens que estavam a executar o trabalho. grande moca.

hoje acordei às oito e cinquenta. eu já devia saber que quando de manhã me ponho a sonhar coisas parvas, é porque estou atrasada. é certinho!

a noite passada sonhei que estava a mexer nuns discos do Julio Iglesias. e a pensar que queria ter aquelas músicas no meu iPod. (sou muito gira. tenho iPod e não tenho computador para lá meter as músicas…)
devo ter sido inundada por uma onda de romantismo. que eu gosto, ainda por cima. consigo ser do mais cliché que possa existir!

[hoje, ao chegar à minha rua estava uma ventania desgraçada. no ar bailavam pequenas bolas de esferovite, em remoinho. quais músicas do Julio Iglesias que fugiam de mim.]

… e ouvi isto logo pela manhã!

Caso aceite, Santana Lopes não deverá receber qualquer remuneração, asseguram as mesmas fontes.

quase deitada em cima da secretária. excel aberto. corta de um lado, cola no outro. e uma vontade imensa de bater em quem deixa que esta merda chegue a este ponto, sem tomar uma posição!
estou com fome. vou comer. é melhor.

[apesar dos desabafos… estou muito bem disposta. ando muito bem disposta. tão bem disposta, que ontem passei a sessão toda com a Rute a contar-lhe histórias de quando era taxista. não foi muito produtivo, mas após um ano acho que precisava de uma coisa assim.]

a sair de casa à hora a que ontem acordei. sou linda!

bom dia! estou tão atrasada…

a grande parte das fotografias, colocadas aqui no meu cantinho, têm todas água – ou rio, ou mar, ou chuva, ou repuxos.

… diga-me, sim?

Caranguejo
You may keep your thoughts and feelings to yourself today because you’re embarrassed by what you want. Although you believe that your little secret is safe, you’re probably more transparent than you think. Your closest friends will suspect that you’re holding something back, but they know you well enough not to pry. Thankfully, your current shyness will pass if you can just get over your fears and insecurities. Your smartest strategy is sharing your inner process with a trustworthy friend.
 
como é que eu agora vou estar tranquila, a fazer o meu trabalho, se não sei que raio é esse little secret????

estava assim…

às vezes fumar, para além de ser uma coisa estúpida, é uma coisa estúpida que não sabe nada bem.
tinha uma amiga que dizia que a primeira passa do cigarro lhe sabia a chouriço.
a mim, ultimamente, acontece-me saber-me a charro. o que não é coisa melhor. porque sabe mal e não faz o mesmo efeito.

quando dizem que gostam de andar fora da zona de conforto, é porque gostam de estar desconfortáveis, logo isso também é uma zona de conforto, não?

(re)aprender a viver sózinha é uma tarefa!
principalmente, se ousarmos acrescentar o detalhe de aprendermos com os erros e fazermos algo de novo para nós. e por nós.

[se não tivermos a clarividência de procurar algo errado em nós, quando nos acontecem coisas inesperadas e menos boas, vamos continuar sujeitas a que elas voltem a acontecer. e não é fecharmo-nos numa concha. é perceber, encontrar caminhos e alterar. custa? ah pois custa. se custa.]

Rent – Pet Shop Boys

You dress me up, I’m your puppet
You buy me things, I love it
You bring me food, I need it
You give me love, I feed it

I
love you, oh, you pay my rent

o pequeno troço entre Caxias e a curva dos pinheiros:
– o forte iluminado e reflectido nas águas calmas
– o farol do Bugio a fazer-se notar com a sua luz intermitente
– a lua, por metade, mas com uma luz suficientemente intensa para abrir uma estrada prateada no mar
– ao longe, barcos iluminados

[tive um fim de semana tão tranquilo. aos poucos, vou tendo tudo aquilo que faço por merecer de bom.]

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meiavolta(at)gmail(dot)com

fotografias

todas as fotografias aqui reproduzidas são da autoria de ©Anabela Brito Mendes, excepto se forem identificadas.

acordo ortográfico

não sei como se faz e nem quero saber!

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