hoje o programa antena aberta (tipo fórum, na antena 1) tinha como tema, qualquer coisa como, de que forma a internet tinha mudado a vida das pessoas.
pois bem…

internet → blog → maria

o resto é conversa!

oh prima, sabes, no outro fim de semana há festa.
tipo… podias cá vir.

há pr’aí mulheres, que eu seja ceguinha, nem morta!!!

encosto-me para trás, pressiono as costas da cadeira, abro os braços em alongamento, deixo-me ficar assim uns segundos e solto um imenso bocejo!
humm… que bom!

já não a suporto ouvir na rádio, a esganiçar-se toda como se estivesse com uma tremenda vontade, mas os intestinos não cooperassem!

vende sonhos e maresia
tempestades apregoa
seu nome próprio Maria
seu apelido Lisboa

invariavelmente à quinta-feira, quando nos encontramos para treinar, a S. me pergunta: “então, aNa, quando é que vai ao Maria Lisboa?” (acho graça, ela não ter perdido o hábito de me tratar por você).
foi por ela que tive conhecimento da existência desse espaço. a minha pouca frequência em espaços nocturnos, faz com que seja sempre uma atrasada nas novidades.
na semana após a Lesboa, lá me perguntou ela quando é que eu lá ia [eu sorrio-lhe e digo “um dias destes…”] e acrescentou “sabe quem é que está à porta? a M. a aNa conhece-a, não conhece?” claro que sim, ainda no sábado a tinha visto na party. “ela está muito gira, com aquele corte de cabelo” dizia-me a S., ao que eu respondi “olha, por acaso até gostava mais do cabelo como ela tinha” e pus-me a pensar quando teria sido a última vez que a tinha visto. há uns dois anos e tal. assim num repente, já nem sei há quanto tempo a conheço, mas deve andar por uns bons quinze anos!!! 
mas, adiante. hoje é quinta-feira, dia de treino, e lá vou eu meter-me com a S. “então, quando é que vamos ao Maria Lisboa?”
sábado não dá, mas um destes sábados (vá-se lá saber quando…) havemos de ir.
– oh priiiiiiiiiiiiiiiima!!! quando é que vens cá abaixo, para irmos ao Maria Lisboa

… está um dia lindo. adoro o aroma quente das flores, que me acaricia a pele.

se vocês imaginassem o quanto eu gosto de calor!

já não posso ouvir falar na merda da final da taça!!!

aquecimento de futebol 11
esta tem graça. das coisas que sempre detestei, enquanto jogadora, os aquecimentos estavam quase no topo – pior, só andar a fazer o teste de cooper! hoje em dia, quando vou jogar raramente aqueço – claro que isto é mal feito, mas à velocidade a que jogo, não deve vir nenhum mal ao mundo! (quando digo mundo, refiro-me ao meu mundo, claro. sou egocêntrica, mas não exageremos!) portanto, de aquecimentos, estamos conversados. umas corriditas e uns alongamentos e ‘ta a andar!

aprenda a fazer dribles de futebol
outra em que acertam na mouche! eu cá sou uma tosca de primeira apanha! sempre fui, na verdade. desarmes e tal, ainda se dá um jeito, agora trólórós… népia! mas experimentem uma simulação do corpo para um lado e, ao mesmo tempo, o pé na bola para o outro, pode ser que corra bem!

exemplificar exercícios de futebol
eh lá, isso não é a minha área. mas nada como meter uns pinos, para dar estilo, treinar situações dois para um com remate à baliza, após cruzamento nas costas. para além de dar estilo, pode ser que baralhe os adversários!

sítios para ver futebol
ora bem… há vários! desde estar dentro do campo (como jogadora), no banco (como jogadora ou dirigente), na bancada (como espectadora ou dirigente com castigo federativo), no café da esquina com umas cervejas e tremoços, até ao sofá da minha casa. embora tenha experimentado todas, confesso que, neste momento, a última opção é a que mais gosto!

na expectativa de ter estado à altura das pesquisas, despeço-me e até à próxima!

se eu apanhasse, agora, alguém do bcp, dava-lhe com uma opa (objecto  puramente ameaçador) pela cabeçorra abaixo que o partia todo!
(que f.d.p. de trabalho que eles fizeram nos extractos!!!)

às vezes, é o que parece.
não sabia que uma pessoa não se pode divorciar, sem o acordo da outra parte. quer dizer, poder pode, mas é litigioso e tal e demora, etc, etc.
qual é a lógica? isso não é uma contradição? olha, cum caraças! quer dizer, uma gaja tem de ficar amarrada, pela lei, a quem não quer? apre!

mural

oh prima!!!
!aihlocse ue euq megami a atse are, regreB epmaL a rafins a essadna es

agora luanda

Agora Luanda
de Inês Gonçalves e Kiluanje Liberdade
com textos de José Eduardo Agualusa e Delfim Sardo

na sequência do documentário “Oxalá cresçam pitangas”.
uma breve apresentação aqui.

não quero. já tenho 🙂
oferta da minha querida morena (whoelse?)

a janela para o mundo

” (…) Na verdade, não são coincidências assim tão fantásticas! Milhares de pessoas partilham características semelhantes… Mas, se calhar, esses milhares nunca terão oportunidade de se cruzarem! (…)”

passados quase três anos, continuo a sentir-me maravilhada pela forma simples, mas profunda, como nos conhecemos, como nos entregámos, como confiámos.
não há fórmula. há intuição e confiança. e respeito.
o resto, é o dia a dia a fazer-se por si.
e eu sou imensamente FELIZ! assim mesmo: com letras maiúsculas.

não sei se já referi o quanto gosto do mês de maio. e de que forma, com ele, chegou a felicidade plena à minha vida.
mas, à semelhança dos católicos, para mim, maio é mesmo mês de Maria!

as pessoas que têm a mania que gostam de ser diferentes dos outros, muitas vezes só para contrariar, esquecem-se que só por isso estão a ser iguais. iguais a tantos outros que têm a mesma mania.
ou será que ainda existe alguém, que julga que é original? essa só para rir!

às vezes gostava de ser um pouco mais detestável – assim não corria o risco de ter de levar com os mesmos comportamentos e as mesmas piadas, só porque uma vez me ri deles!
que raio de necessidade que as pessoas têm de atenção – ora foda-se, vão fazer terapia que isso passa!

quando nos cartazes de promoção, se coloca a seguir ao nome de um grupo a expressão “DJ set“, quer dizer exactamente o quê?
agradeço respostas, porque isto é mesmo ignorância. e vai daí que não consigo perceber se os Buraka Som Sistema vão estar ao vivo e a cores no passeio marítimo de algés, hoje, ou se é outra cena qualquer, sei lá… que sei eu destas coisas?

às vezes, ponho-me a pensar se não lido mal com a autoridade.
(eu gosto de mandar, é verdade… quando os gajos me buzinam, mando-os logo pó car….ho!)

… have got no rhythm – canta pr’ali na rádio o jorge miguel.

com culpa, não são só os pés que não têm ritmo. nada tem ritmo.
a culpa é das piores coisas que se podem sentir. porque, para além de nos deixar completamente amarrotadas, é completamente nociva. antes fosse estéril – não criava. mas cria. cria um dívida que, vamos a ver, não sabemos como se gerou nem como a podemos saldar.
janela fora com ela! e vida fora, com quem no-la faz sentir.
eu, cá, agarrei nela e transformei-a em adubo.
só vos digo, tenho tido dos jardins mais floridos, que jamais houvera imaginado poder possuir. no meio desses jardins, a flor mais valiosa: a minha Maria.

jack-bauer.jpg

ver o 24 uma vez por semana?!?!?
quem é que aguenta, hem?
eh pá e quando formos de férias?
aiiiiiiiiiiii!

(até amanhã. vou dormir.)

a Cristina passou-me esta coisa do “meme”:

“Um “meme” é um ” gene cultural” que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma”.

como a imaginação não é muita e de palavras está a malta farta, quiçá as imagens façam algum sentido. esta foto foi tirada na marginal de benguela, mesmo ao lado da praia morena.

grafittia.jpg

bem, isto implica continuidade. vamos lá a ver se alguém, das voluntárias à força abaixo descritas, aceita o desafio:

a I. que há tanto tempo não a vejo e é criativa q.b. para me surpreender, a Bifinha como castigo de me ter dado uma banhada no sábado, a Denise porque tem múltiplos argumentos para todas as coisas da blogosfera e a Karla por ter sempre coisas bonitas e interessantes a revelar. (eu sei que eram seis mas não me apetece mais!)
afinal, como ela gostou tanto, fica o desafio também para a elisa: estamos à tua espera para ir aos travesseiros!

às vezes pareço um bocado fútil – sê-lo-ei, quase seguramente.
mas acreditem, fazer um desarme mesmo no último instante em que o adversário vai rematar para a nossa baliza, é uma arte. oh se é!

tb.jpg

a minha querida maria diva, lembrou-se de me premiar com isto. eu era mais obosmóis e raclette e quinta de camarate branco, mas pronto! se acaso a conhecem, sabem que ela não é mulher à qual se negue alguma coisa!
pois bem, e não querendo fazer corrente, até porque alguns dos blogs que vou citar já foram contemplados (jp não comeces já a esbracejar), aqui vão cinco dos meus thinking blogs:

a prima é doida varrida
assumidamente
controversa maresia
faz de conta
viagens interditas

ora, completada mais esta missão, vou à minha vida!

… em relação à proibição de fumar em espaços fechados públicos.
oh! não digo nada. na verdade, eu fumo se puder, e se não puder não fumo! não é por aí que vou fazer terapia!

rica ideia que a polícia arranjou, para atravancar o trânsito na CRIL – fazerem operações stop mesmo na curva de saída para a 2ª circular!
só dá vontade de ter um unimog e levar aquela merda toda à frente!
se algum dia me mandarem parar, já sei que vou ser multada! é que não vou resistir a dizer-lhes que aquilo não tem pés nem cabeça!

e não há nenhum polícia que veja isto?

os casais, que vi de mãos dadas na party, deixaram-me a estranha sensação de quem leva alguém a reboque, sem o mínimo de emoção, de afecto, de cumplicidade.
como se se cumprisse um ritual de forma mecânica e automática. ou, sendo bem mais incisiva, como se se quisesse mostrar, à saciedade, que esta que aqui vai é minha, muito minha.
mas, emoção, afecto, cumplicidade que são bons e a gente gosta, não vi. com grande pena minha.
está visto que vou ter de voltar, porque seguramente fui eu que vi mal.

as que gostam de se armar em eruditas e passam a vida a falar com grandes expressões e palavreado, que só se entende com um dicionário.
tipo: em vez de dizerem cerveja, declamarem bebida fermentada feita de lúpulo e cevada, ou outros cereais.
eh pá, uma gaja sabe que cerveja é uma bebida blá, blá, blá.
mas quem é que lhes encomenda o sermão de nos elucidarem? porra!
eu nessas alturas já só me apetece falar com o sujeito a discordar do predicado e palavrões e boca cheia de comida e o carago!

nota: arrotos, não! acho isso horrível! ainda uns puns, enfim… os médicos até aconselham a libertarmos os gases! ok! à mesa não! concordo! só em privado. mas os arrotos também são gases, lembrei-me agora. mas, não! decididamente, não! embora, a bela da coca-cola seja tramada…

ontem, na rubrica “os dias do avesso” o eduardo sá e a isabel stilwell desancavam na forma como os jornalistas portugueses abordaram a questão do desaparecimento da menina inglesa, colocando uma grande dose de responsabilidade sobre os pais.
diziam eles que há uma tendência natural para se criticar o comportamento das pessoas, de uma forma leviana até, como se eles nunca se pusessem no papel de terceiros e questionassem que algo semelhante lhes pudesse acontecer.
e dizia ainda a isabel que, jantar a 50 metros do quarto, era a mesma coisa que estarem numa sala e as crianças num quarto afastado.
ora bem, até sabemos que o nosso jornalismo se tornou bastante agressivo e, mais do que noticiar, julga!
mas, neste caso concreto, não vejo onde haja ponta para desresponsabilizar os pais. quem é que deixa três crianças, uma de 3 e as outras de 2 anos, fechadas num quarto e vai jantar, ainda que a 50 metros e, eventualmente com a porta à vista? isto não me parece muito normal. e é completamente irresponsável.
e independentemente do muito que eles possam estar a sofrer – nem questiono isso, porque a culpa deve ser imensa, e mesmo que o afecto não fosse muito, agora seria naturalmente extrapolado – o que é verdade é que, em devido tempo, não tiveram uma atitude de protecção. e há situações em que não podemos aprender com os erros – temos de os saber antecipar. porque há erros que não se corrigem.

finalmente, lá conseguimos ir à tão famosa Lesboa Party, já na sua 4ª edição.
gostei bué! e diverti-me imenso – os sítios são o que fazemos deles. como fui muito bem acompanhada, tudo o resto me pareceu excelente. não sou mulher da noite, por isso não me detenho em pormenores. até gostei que fosse num sítio tão amplo, para não me sentir claustrofóbica. ainda assim, levei com uns encontrões e tal, que dispensava de bom gosto. para além disso, não criei expectativas antecipadas. ía essencialmente pela companhia. e digo-vos que a minha prima Mente era motivo mais do que suficiente, para eu ir nem que fosse para um concerto de heavy  metal! claro, nesta altura do campeonato estou a meter palha, porque a prima não é dessas! de ir a um concerto de heavy metal, claro!
mas adiante… já vos disse que a minha Maria ía linda? não? pois, azar de quem não a viu – e deviam estar todas cegas, porque ela era a mulher mais interessante da festa. juro!
entretanto, gostei bué de rever a Chocolover! estou à espera de apanhar a Bifinha para lhe dar duas palmadas. revi pessoal que já não via há bué. abanei um pouco o rabo e as pernas, o mais parecido com o que se pode chamar de dança. e às três e meia bazámos!
para terminar a noite em beleza, tive o imenso gosto de conhecer a Preciouzzz, que estava deslumbrante no seu papel – adorei o chapéu, as luvas e os sapatos, sei lá e o vestido também! mas, mais do que isso, foi constatar que ela é tão querida e tão doce! mesmo!
e pronto, depois disto, já nem consigo dizer mais nada!

a paula bobone em estilho butch, ontem no programa da tvi!
(na volta, foi directamente da Lesboa para lá!)

duas noites a deitar-me às seis da manhã… não há neurónios que resistam!
e à pele? isto não faz nada bem!
já cá volto, que agora o melhor é ir almoçar, antes que comece a disparatar! (olha, uma rima – quando era chavala dizia-se que quem rima sem querer é burro sem saber! que cena!)

consigo ser tão amável, quanto detestável, com a mesma pessoa.

adenda: ele há coisas do caneco! o título que eu queria pôr era mais tipo uma frase de manifestação – não à discriminação! saiu-me aquele que ali está. ambos se adequam à realidade – o meu inconsciente, esse malandro, é que se calhar me quer pregar partidas. ai seu malandro… mas agora vou-me. tenho de ir às compras. hoje temos visitas, lá lá lá e vai ser até às tantas do very best lá lá lá

estou que nem posso! com uma preguiça tremenda!
o treino de ontem deu cabo de mim…
cheguei a casa toda podre. a maria também. comemos qualquer coisa e ela “amorzinho, amanhã vais às compras quando saíres?” sim, claro que vou. “tenho ali a lista das coisas, mas vou passá-la a limpo”.
sentei-me ao seu lado, apoiei a cabeça na mesa e entre uma imensidão de bocejos lá fomos conferindo o que havia para comprar. “olha, amor, vai ali buscar-me o livrinho das receitas, aquele que eu tenho cheio de flores?” não imaginam a quantidade de livros e receitas que existem lá em casa!!! lá fui e a dúvida instalou-se. “e se eu fizesse antes o … em vez do…?” boa. faz. “ah, mas assim temos de alterar as compras” alteremos, então, e mais um bocejo. depois lembrei-me de lhe dizer, que um dia podia passar-lhe as receitas para o livrinho. “fazes isso? é que gosto tanto da tua letra…” claro que sim. e ainda fui buscar uma receita de um bolo de requeijão e passei-a enquanto a maria ditava – relembrei os tempos da escola primária. devo acrescentar que a minha letra não é nada bonita, é pequena, com caneta fina torna-se um pouco pior, e imaginem agora com um cansaço tremendo no corpo!!!
ainda tive de ir desligar o computador e quando nos deitámos ia começar o dr. house. estava tão cansada que nem conseguia fechar os olhos. vi o episódio todo, coisa rara, que adormeço em tudo o que me interesse – a rute talvez me ajude a explicar isto.
hoje de manhã – uma grua, por favor, que me tire desta cama!!!

estou que nem posso – mas é porque, hoje, temos visitas! 🙂
e estou que nem posso de contente!! lá lá lá!

miss allen, e os parêntesis rectos, deuses!?!?
não é que me tenho esquecido deles?!! completamente!
[inadmissível]

* sim!!! pensam que é fácil ter ideias? com a quantidade de cabeçadas que dei na bola, mais aquelas que dei na cabeça das adversárias, inadvertidamente, esclareça-se!, a quantidade de neurónios, que por aqui há a funcionar correctamente, não deve ser muito grande.

vou criar uma nova categoria, que se chamará “horizontes tombados”, para provar cientificamente a minha teoria – ainda não sei se do ombro descaído, se da perna curta, da mama maior não dá porque a maior é a esquerda e eu inclino-me para a direita, salvo seja, credo!, que se a minha amiga guadalupe lê isto, logo à noite espeta-me com uma pantufada que vou de maca para casa! bem, espero que tenham percebido, porque eu melhor não consigo explicar!

errata: em vez de inadvertidamente, leia-se falta de jeito

“Sou, aliás, ainda mais fundamentalista, mais papista que o papa: apesar de adorar cães e de não me importar nada que um deles venha desencabrestado rua fora, me cheire o rabo e me lamba as mãos, percebo que exista quem não goste. Mesmo os mais meigos, os mais tontos, os manifestamente inofensivos, não deveriam andar soltos na rua. Aquela conhecida frase, “não tenha medo, ele não morde”, que todos nós já ouvimos numa altura ou noutra, desperta em mim uma irritação desmedida. Eu não sei se o cão não morde e não me interessa: posso simplesmente não gostar que me fareje e lamba; não sei se está vacinado, se está limpo; posso ir com o meu cão pela trela e não me apetecer vê-los a engalfinharem-se, posso ter um medo irracional ou posso ser alérgica… Não são só os cães perigosos que circulam livremente graças à imbecilidade dos donos; os outros, por vezes, também; traduzindo-se estas amplas liberdades, antes de mais, numa enorme falta de respeito pelo espaço contentor de terceiros.”

obrigada, Vieira, por estas palavras. é tudo isso que eu sinto. pronto, eu não gosto muito que eles venham desencabrestados e me cheirem as mãos. mas o resto, é mesmo assim!

Não é pois de estranhar que, absorta naquele beijo, tentando fotografá-lo com os olhos, tenha batido com a cabeça na coluna de ferro maciço que naquele preciso momento se atravessou à minha frente. Ainda dói.

bem feita, que é para não seres cusca!!!

de prantar umas fotos no meu (observ)Ares

quem foi o palhaço do médico que deu anti-depressivos a esta gaja???????
(antes deprimida, porque coragem para vir chorar no meu ombro ela não tinha, e ao menos andava calada!)

ou, mesmo a propósito do que escrevi aqui, a confirmação.

passei a noite com a sensação que tinha uma bola de ping-pong na garganta…

(ca p-ta de noite!)

oh miúda, anda embora para casa. já não sei que hei-de fazer – já comi, a cesária évora canta sózinha na sala, eu ando aqui, dói-me a barriga…

ah! vou regar as plantas!

sem verde suficiente

algum verde, mas ainda insuficiente para apoquentar o azul.
minha cara Mapipe: já pode respirar fundo, outra vez.

dia 9 às 22,40, começa na rtp2 a sexta temporada do 24.
estou tramada! não sei se aguento ver aquela coisa, só uma vez por semana!

e se eu tiver uma perna bem mais curta que a outra?
é traumatizante dar conta disso aos 43 anos, caraças!

algures a sul de Benguela - Angola

está desfeito o mistério – não o da fé, mas o que me leva a fazer uma data de fotografias completamente desequilibradas.
veja-se só o exemplo acima. uma fotografia tão bonita, passe a imodéstia, com o horizonte a descambar para o lado direito!!! o horizonte não é torto, em áfrica – pelo menos que eu saiba, porque eu é mais moamba, funji, doce de mamão e kizombas e coisas que tais!
mas a Maria disse-me, e eu já confirmei, que tenho o ombro direito meio descaído. será postura, reflexos de uma valente investida de bicicleta contra um muro, ou quiçá uma perna bem mais curta que a outra? va savoir! o que é certo é que tenho, e que talvez daí resulte os meus horizontes tombados, torres de igreja inclinadas, etc, etc.
questões de perspectiva, portanto!

(eu nem quero atentar nas consequências psicológicas da coisa…)

não é que não me lembrava, que na segunda tenho ponte?
estou a ficar senil!

uma coisa que me satisfaz, é poder partilhar a Maria com todas as pessoas que conheço.  e isso não tem nada a ver com o facto de ter uma relação assumida e tal e tal e tal – quero lá saber dessa cena!
satisfaz-me porque a partilha é das melhores coisas da vida. partilhar quem se ama, permite-nos “mostrar” as outros, o porquê de em determinada altura dizermos que estamos encantados! e a sensação de que, para além de nós, há um rol de mundo que gosta da pessoa que nós amamos, é única!

daí que não entendo quem seja possessivo e ciumento, e queira guardar a outra pessoa só para si. mas pior que isso, não entendo como é que alguém se pode sentir feliz dentro dessa prisão! e a aceite! juro que não! e frases do tipo “se sente ciúmes é porque gosta de mim” fazem-me vomitar!

(ai credo, logo de manhã é pesado demais! desculpem! vou ali beber café)

rochas na praia da parede

* título de um texto encontrado aqui, que eu com a devida vénia não li, porque não consigo ler coisas tão grandes, mas na verdade o que eu invejei foi a expressão. adorava que a originalidade tivesse sido minha, mas não foi.
na verdade, cheguei lá por aqui, noutro texto enorme, que eu com a devida vénia não li, pelos mesmo motivos, mas que tem uma vantagem em relação ao outro: tem links! e eu adoro seguir os links. mesmo que não perceba nada do que se está a passar.

abr07-154a.jpg

se algum dia (pensares em) me abandonar,
vou chorar todas as pedras da praia da parede.
só ficarei satisfeita, quando não se vir, sequer, um grão de areia.
depois, fecho a porta e vou para casa.

estarei a morrer de fome, quando me reencontrares.
mal disposta, como só eu – para sentires saudades.
(há algo doentio na comiseração – mas, no limite, nenhum de nós a ela escapa!)

olhem, que nem sei como é que não me doem as mãos – ontem estive mais de uma hora a jogar matraquilhos. e tive que me espatifar toda que os tipos eram rijos!

(hoje não estou com pachorra para conversa de homens – futebol, jogos, gadgets e todas essas merdas!)

tmpphpraz3ns.jpg

aprende a nadar, companheiro
aprende a nadar, companheiro
que a maré se vai levantar
que a maré se vai levantar
que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
maré alta
maré alta
maré alta

(Maré Alta – Sérgio Godinho)

 

eu quase jurava que ontem à noite, já no branco dos lençóis, ouvi uma voz que dizia “amanhã escrevo um post, também!”.
e ainda me atrevia a dizer que tive uma testemunha – auditiva, não vá as pessoas pensarem que… enfim, isso!

já não quero para mim, senão a verdade.
a verdade do sentimento. a lealdade da comoção. a transparência das discordâncias.
esgotei o tempo das experiências.
já só tenho quarenta anos para viver.

já me estava a esquecer… o concerto da Ala dos Namorados foi excelente!
eu ía reticente, porque para além de conhecer pouco do grupo, concertos é coisa que não me apela muito! mas o espaço do auditório jorge sampaio no olga cadaval é mesmo à medida do que eu gosto – já não tenho paciência para ouvir música em sítios muito grandes. na verdade, a minha relação com a música é uma coisa bué de estranha! às vezes, até parece que não gosto. mas gosto! 
mas o concerto… o concerto foi excelente! já tinha dito ali acima, mas repito. e teve um toque de ouro – a participação de Nancy Vieira! não há hipótese! coisa onde a mistura entra, fica incomparavelmente melhor! (não tarda, ainda me acusam de discriminação positiva)

os gajos do BES agora deram na mania de, no mesmo borderaux bancário, utilizarem a frente e o verso e misturarem juros com transferências, enfim uma salganhada!

eu quero acreditar que estão preocupados com o abate de árvores…

é como o contagioso e o contagiante.

contagiante é como perturbante. basicamente, envolvente!

às vezes tenho necessidade, e sabe-me tão bem, de estar um dia inteiro sem falar com ninguém.

oh prima, atenta nisto e faz-me o favor de reencaminhares:

o convite inclui estadia de sexta a domingo para duas pessoas, pensão completa.
e andai lá, rápido! que temos muito assunto para pôr em dia e bué de saudades e tal e como sabeis o tempo voa!

gosto imenso deste blog: viagens interditas. não só pelo conteúdo, mas muito pela forma. é agradável e sereno. entro lá e sinto-me bem. coisas…
mas, invariavelmente, de cada vez que carrego no link ou leio o seu nome em qualquer outro blog, em vez de viagens interditas leio virgens interditas!
que coisa, hem?!

apeadeiro de s. josé - coimbra
apeadeiro de s. josé – coimbra (calhabé)

a net tem destas coisas – permite-nos conhecer, ainda que não pessoalmente, gente simpática, que nos dedica amabilidades e brava troca de prosa! 
enviaram-me esta foto por mail, sítio algo caro para mim. por aqui, diariamente em tempo de escola, nos meus 16 e 17 anos, esperava a chegada da automotora que me levaria a casa – esgalgada de fome. saía às 13,20 e a motora só passava perto das 14,30. quando os trocos sobravam, íamos a um cafézito perto encharcar-nos de bolos – na melhor das hipóteses só chegava a casa depois das 15,00. isto, se não desse o treco à bicha e avariar pelo caminho, ou algum desgraçado do sobral cid lembrar-se de se atirar à linha!
era lindo!

é que estou aqui com uma dúvida: perturbante e perturbador são sinónimos? tipo, podem-se aplicar-se indiferenciadamente?

é que, por exemplo, não vejo aqui nenhuma mulher perturbante, mas há muitas perturbadoras!

ontem (re)encontrei a minha amiga Dina. conhecemo-nos há três anos e tal, em momentos algo conturbados das nossas vidas. e criámos uma empatia imediata que nos fazia estar longas horas à conversa, e a divertirmo-nos imenso.
entretanto, ela casou e eu também. os encontros rarearam, e muitas vezes aconteciam no carrefour, com carrinhos de compras atulhados entre nós.
ontem, o tempo em que estivemos juntas voou. e foi como se tivéssemos estado juntas na véspera – há pessoas assim, com as quais temos essa facilidade em estar sem peso.

hoje à noite vou levar a minha rapariga a ver a Ala dos Namorados. eu até nem sou grande fã, mas o amor tem destas coisas.

“tem mãos de pianista (por acaso tem, e são lindas!)
pernas de equilibrista (nada disso! pernitas tortas é o que é!)
e o cazulo da fé no coração” (da fé e do amor – aquele coração é imenso!)

(ai credo! ando tão apaixonada…)

pois bem, a final a taça vai opôr-me à minha querida mãe, simpatizante do belenenses.
assim como assim, não ficarei muito triste se não for o sporting a ganhar.

(hoje na antena 1 entrevistaram dois músicos simpatizantes de cada um dos clubes. pelo belenenses o luís represas e pelo braga o adolfo luxúria canibal – eu até fiquei contente com a vitória dos azuis, mas que achei muito mais cool ter um adepto como o adolfo luxúria canibal, lá isso achei!)

por acaso acho graça, a quem diz que os animais são bem melhores que muitas pessoas – claro, deixam-se domar! e não falam.

mas acabei de desafiar uma amiga para irmos ver a final da taça de portugal!

(devo estar mesmo! eu, pagar para ir ver futebol! internem-me!)

percebi o quanto o jogo estava a ser interessante quando, já deitada e a ver a segunda parte, ouvi a Maria, que escolhia a roupa para hoje no quarto ao lado, a dizer: “eh lá, o jogo está interessante!”
eu tinha deixado escapar um bocejo, que pelos vistos tinha sido em alto volume!

correio

meiavolta(at)gmail(dot)com

fotografias

todas as fotografias aqui reproduzidas são da autoria de ©Anabela Brito Mendes, excepto se forem identificadas.

acordo ortográfico

não sei como se faz e nem quero saber!

Categorias

voltas passadas