já viram as novas mamas da rapariga que fazia de floribela?
valha-me deus, não acho nada normal alguém trocar as suas mamas por aquela coisa… meio pornográfica, credo!
(como será apalpar uma mama siliconizada? alguém sabe?)

… como é que está o mundo em 2008.

hoje foi o primeiro dia que saí à rua desde que estamos no ano novo.
já não se pode fumar em espaços públicos fechados, e eu acho muito bem. na verdade, não me apetece fumar em lado nenhum, tal o enjoo da tosse. mas passa, eu sei que passa. ainda não é desta que viro não fumadora.
o lisboa-dakar foi cancelado. deve ser muito chato para todos. a mim, só me chateia porque gosto de ver os camiões atascados nas dunas – sempre achei que atascar era ir ali à tasca beber um copo de três, mas pronto, aceito a diversidade da língua.
(não tem nada a ver com a conversa, mas a minha querida maria ofereceu-me estes shoes.)
planos para este ano, que é novinho em folha: comprar a quarta e a quinta séries dos sete palmos; comprar as duas séries do deadwood; não dizer tantos palavrões; controlar os meus tiques (tenho bué, oh deuses, e nem imaginava); continuar a crescer interiormente; parar de crescer exteriormente (já estou suficientemente abundada – de abundança, claro!); e mais uma série de coisas, das quais não me lembro, mas que devem ser importantes, sei lá, tipo paz no mundo e o fim à discriminação ahahahah!

quem estiver interessado em dor de cabeça, garganta e tosse cheia de porcarias de cores indescritíveis, passe aqui por oeiras que eu dou de boa vontade.
estou tão fartinha de estar em casa…

bom ano e obrigada pelos comentários e tal…

(ontem a minha telefonou-me e a muito custo lá consegui articular alguns sons. ela “estás triste?” só comigo… “não, mamã, quase não tenho voz” e ela “ah… pois é.”)

2008!!!!!!

(são 02:29 am. estou quase sem voz. os ultimos dias de 2007 trouxeram-me dores de garganta. em compensação, foram dos mais apaixonados que já tive. saio apaixonada de 2007, entro apaixonada em 2008. haverá lá melhor maneira de começar um ano?? ainda que quase sem voz.)

… que esta minha impaciência ainda me vai trazer dissabores.

já bebi três cafés e um chá preto.
não tarda estou eléctrica! ui! ui!

as minhas amigas não me azucrinam os ouvidos, por isso é que elas são minhas amigas.

* estás satisfeita, filha?

(…) a gorda é uma querida e atende-me sempre o telefone (…)

a gorda é uma querida? uma querida? olha lá, miúda, queres estragar-me a reputação??
(eu não sou uma querida. eu sou uma bué de querida!!! tu é que não tinhas reparado. e a maior parte das pessoas ainda não reparou – e ainda bem, pois não há tempo para gerir um fan club)

porque é importante cuidar do que se gosta – e de quem se gosta.
(será assim tão difícil entender isso?)

finalmente.

o que safa estes dias, são mesmo os presentes!
e a comida, vá lá!
ok e a família e as amigas.
[e o espumante da grande.]
(ai… ando com um défice de horas dormidas…)

obrigada pelas visitas e pelos comentários. agradeço e retribuo.
ah… e boas festas, então!
(vocês acreditam que há quem mande aquelas mensagens estúpidas mais do que uma vez?
são diferentes, mas qual delas a pior!!)

e o porto que perdeu?

pior que a inundação de sms’s incaracterísticos, só a tmn a ligar-me de um número não identificado.
levaram cá uma rabecada que até se engasgaram! e tudo dentro do espírito natalício!

há imensa gente que não fala comigo durante o ano inteiro. nem quer saber de mim, e eu até acho isso muito bem.
depois, chega a esta altura e desatam a mandar-me aquelas mensagens ranhosas, que supostamente são para ter piada e tal, e a mim só me apetece mandá-las para o car**ho!
não mando, mas não lhes respondo, claro!

ok, agora vendo as coisas pelo outro prisma (por isso é que é bom fazer terapia): se mandam as mensagens é porque se lembram de mim, e se são mensagens tolas é porque se calhar querem dizer mais qualquer coisa e não têm capacidade para tal.
pois bem, entendo tudo isso (sempre fui tão boa a entender). só que muito obrigada pela lembrança, esporádica (ou não) , mas eu não preciso que alguém se lembre de mim esporadicamente e muito menos que não saiba exprimir essa lembrança com frases próprias. tenho dito. ah… de qualquer forma, um bom natal!

abaixo da caixa de editar os textos, o wordpress, simpaticamente, tem um texto a explicar como se colocam tags:
Tags (separe as várias tags com vírgulas; gatos, comida para animal, cães)

quem se lembrou dos exemplos é um prodígio de originalidade!!! gatos, comida para animal, cães??? por amor da santa!!

peguei no jornal e fui tomar o pequeno almoço.
sou atendida por uma senhora, que habitualmente não faz o serviço.
– então, o que vai ser? café? (e faz um ar horrorizado)
– não. um chá preto e pão com manteiga.
– ah, ainda bem. é que eu não me entendo com o café.
escolho o chá que costumo beber.
– manteiga?
– sim (eu já quase a bufar)
– e é com fiambre?
– não. é só com manteiga.
– pois, sabe eu estou a dar o meu melhor…

oh foda-se! (e que se lixe lá o espírito natalício!) a dar o melhor? eu só pedi um chá preto e um pão com manteiga, senhora!!! qual a dificuldade? não consegue reter isso tudo de uma vez só? é difícil!!!!

Só Maria, acha mesmo que o homem é homem para isso?
olhe que ficava a matar lá em casa!
(quer dizer, tínhamos de arranjar casa nova, mas que interessa lá isso?)

  … a ver se me imbuo desta coisa do espírito natalício.

[os pais chegam sábado de manhã. e a minha mãe quando diz manhã, quer dizer tipo dez horas e já é o máximo. ora… amanhã vou jantar fora e quero ver se damos um pulo ao maria lisboa, logo… linda cara que eu lhes vou apresentar sábado. de manhã. já vos disse que a minha mãe quando diz manhã… pois…]

oh deus, perdoa-me que pequei!

eu que até me gabo de não dar erros ortográficos, quando o acordo chegar vai ser uma desgraça!
não podem isentar os maiores de 40 dessa coisa?

[manchinha, acha que comece já a escrever com as regras do novo acordo? para a menina não ter depois muito trabalho a rever]

há pessoas tão marcantes, que mesmo após morrerem conseguem condicionar os que cá ficam.
deve ser isso a imortalidade.

dizem para aí (provavelmente em jornais e coisas tais) que em 2006 cada português consumiu, em média, duas caixas de sedativos ou coisa parecida.
vamos lá a saber:
– quantos comprimidos tem cada caixa? bué? pra cima de bué? (comé? uélélé! mwangolé!)
– e quem é que consumiu os meus? os agradecimentos não ficavam nada mal, hem!?

tenho um ribeiro que caminha suavemente, aqui e ali sobressalta-se com algumas pedras que encontra, lajes espalhadas que foram ficando, resquícios de outros tempos, em que tudo era menos lúcido e elaborado.
e tenho outro e outro e outro e outro.
encaminho-os para um lago.
quando ele estiver cheio, conto uma história. a minha.

– amor, fazes sopa, para eu não estragar as minhas unhas?

(o verniz não está desta cor – este era do verão)

tenho uma amiga que diz que eu sou muito exigente, em relação às namoradas das minhas amigas.
nem acho nada disso. só quero que elas tenham pessoas que as tratem bem e as façam felizes. e isto não é altruísmo. é egoísmo, puro e duro! quanto mais felizes elas forem, mais perto estão daquilo que eu conheço delas e de que gosto, logo eu também estarei muito melhor!
simples.

(eu sei, eu sei, os amigos também são para os momentos menos bons e essa lengalenga toda que fica muito bem dizer, (principalmente porque nunca se sabe se também estaremos mal e depois quem nos há-de valer, não será por isso tanta condescendência?), mas chega a uma altura em que não há cú para aturar as neuras e as telhas dos outros, só porque em determinada momento se lembraram de escolher alguém que lhes tolhe a alma, lhes amarra a liberdade e a alegria, e eu para esse peditório não dou, que eu não nasci para ser depósito de choradeira)

[gosto quando as ideias que discutimos, e com as quais eu não concordo na altura, me ficam a fazer cócegas na cabeça – assim, ao de leve]

às vezes gostava que o meu gostar fosse mais simples.
mas cada vez tenho mais dificuldade em lidar com núcleos fechados.
[tive tanto trabalho em resolver o meu, chiça!]

adenda:
não é nunca de desprezar, bem pelo contrário, uma opinião científica da coisa.
a serotonina resume na perfeição:
Os núcleos fechados não permitem o emparelhamento de cadeias de DNA para a formação de RNA, o que seria uma tristeza!
E não haveria mensageiros nem códigos e essas coisas todas que permitem as interacções e aprendizagens entre as pessoas.

fui buscar o carro, deixei lá a carteira.

e não tarda visto o casaco – ainda bem que desisti da ideia parva de vir de saia.

[como diz a minha querida joão “está um frio que racha / a água gela no bidé”. o resto não digo, que não é adequado para uma segunda de manhã]

saúde, amor, família e amigos.

lá lá lá lá!

ontem, lembrei-me de mudar a foto do cabeçalho.
realmente, não podia haver ideia mais parva do que pôr uma foto escura, de praia, ainda por cima do Moledo, que até me arrepio quando olho para ela!
vou já à procura de coisa mais quente.
sei lá, airbags, por exemplo…

… mas não dou bola de qualquer maneira!

(acabei de descobrir, que tinha ramela no olho esquerdo – que nojo!)

às vezes, quando as vezes vejo andar a correr com papéis na mão e a falarem aos gritos com quem está a dois passos de distância, pergunto-me: o que é que eu faço aqui no meio desta gente??
depois, tenho um momento de lucidez e percebo: trabalho. eu trabalho aqui. parece o circo, mas não é. não tem tanto brilho, nem tanta piada. outras vezes tem. se pudessem não gritar tanto, era melhor.

adenda: eu devia estar a alucinar quando escrevi o post e nem reparei que tinha trocado as palavras!!

uma gaja galga um passeio, coisa pouca, o suficiente para f**er dois pneus, mas tudo controlado, e porque razão a merda dos saquinhos brancos, vulgo airbags, têm de disparar e lixarem-me o orçamento????

parvinhas e feias.
é muito mau, juro!

a impressora é comunitária. a tipa, a mesma que diz “a gente estamos”, vai buscar coisas à dita, e leva tudo o que lá esta.
posteriormente, volta ao sítio do crime e diz com ar muito elevado: estão aqui coisas que não são minhas, quem é que andou a imprimir?

ó parvinha, e se visses os papéis antes de os levares todos, à doida, hem? era capaz de ser mais inteligente!!!
não há cú! nem com imensa boa vontade natalícia…

… de à hora de almoço dar um pulo ao colombo comprar umas cenas.
depois, ao fazer uma curva, um passeio meteu-se debaixo das rodas do carro e acabaram-se as ideias!
rica maneira de inciar a semana!!!

graffiti em s. domingos de benfica

selvagem
(como este cavalo no gerês)

nem sei se é mesmo telha, se o que é! ou melhor, lembrei-me agora – é aquela coisa mensal e tal. sou tão distraída. tão desligada dos pormenores que fazem a minha vida. isto, às vezes, preocupa-me. fico com a sensação que vivi 20 anos virada só para o exterior – pensando bem, mais do que com a sensação, neste momento acho que tenho a certeza.
mas voltando à telha. tem-me dado umas brancas mentais, que me bloqueiam por completo. não tenho vontade de escrever aqui, porque não sei o que escrever. não respondo aos comentários porque tenho preguiça [olá a todas as visitas. obrigada pela visita. se já são habitués, saberão que aqui reside alguém que é um pouco temperamental, logo darão o devido desconto] e não sei o que dizer.

[hoje, entre a saída da cril para a 2ª circular e o campo grande passaram por mim 20 carros da polícia só com o condutor, de sirenes ligadas, a ultrapassarem todos de toda e qualquer forma – traços contínuos incluídos. fiquei a pensar olha que giro, a bófia a fazer tuning!]

[acho que tenho dois comprimidos entalados algures entre o estreito e o estômago]

… era de viver numa telenovela. da tvi. é que, passe o tempo que passar na história, ou melhor, no enredo e está sempre calor. as tipas sempre esgoiladas [como se diz lá na terra quando se anda a modos que… com o pescoço mais descoberto], roupa de verão e tal, sempre sol.
já sei o que vou pedir para o natal – uma telenovela da tvi para pôr lá em casa! cá em casa, que burra! já não estás no trabalho.

o engraçadinho que escondeu o sol. já é noite, palhaço!

prima querida, para ti todos os sorrisos do mundo. e palmadas, também, que é para ajudar a crescer!

quem foi o engraçadinho que escondeu o sol???
vim de oeiras até à cril com sol e céu azul!!! e em lisboa está um nevoeiro tão cerrado que até deprime!
odeio frio. aviso já, que só volto a ficar bem disposta quando vier o calor!

a educação é uma coisa que se entranha em nós, como se nos fosse enfiado um chip subcutâneo que vai libertando condicionalismos. a alguns vamos conseguindo dar resolução. outros perduram, aqui e ali ficam mais ténues, mas não desaparecem de todo.

[tenho imensa dificuldade em fazer coisas que não me agradam, em estar com pessoas se não for de minha vontade e iniciativa. acho que atravesso uma fase extremamente anti-social. por ora, só quero que não me chateiem.]

por mais que tente, esta coisa do natal, para mim não deixa de ser um grande tormento!
detesto esta coisa de saber que no dia 24 tenho um jantar.

(estou cheia de frio. que merda!)

esta merda de trazerem as criancinhas para o local de trabalho, e elas fazerem mais barulho do que vinte pessoas a trabalhar, complica-me cá com o sistema!!!
um par de estalos na mãe ainda era pouco!!!


(grafitti em alfama)

nunca mais é uma hora???

estive dois dias armada em doente, e agora tive de voltar! temos pena de deixar o aconchego do lar, mas é mesmo assim, a vida da malta trabalhadora por conta de outrém. não se iludam, os que estão por conta própria é a mesma cena.
(vamos a ver se consigo responder a esta catrefa de comentários, que vai por aí abaixo!)

ontem, ao ver umas coisas na televisão, e que me lembre, reparei que não consta do meu curriculo uma cena de amor maluca em cima da mesa, ou duma secretária, ou qualquer coisa do género.
talvez não seja por acaso – é que não vejo interesse nenhum em ser atirada para cima duma mesa. mal por mal, antes o chão. é que depois, dá um trabalhão do caraças apanhar as coisas todas que caíram!

no sábado à tarde, passei ao lado de um lugar ao qual preciso de voltar. tenho de o fazer, para me reconciliar com oito anos da minha vida. durante os quais, ali vivi alegrias, tristezas, angústias, relações humanas fortíssimas, ainda que a maioria não tenha sobrevivido de forma eficaz à separação – mas, não é por isso que deixam de ter a importância do momento. foram, na altura, um imenso sustento para aquilo que sou hoje, para o que sei das pessoas, para o que sei da pressão, para o que sei da liderança, para o que sei da fragilidade. minha e delas – do universo de pessoas a que tive acesso, e que é um bem inestimável!
quero poder sentir que me vai ser confortável lá voltar. ainda que lá não volte. mas, pelo menos, não será pelo receio do que o meu coração vai sentir.

não falo de qualquer coisa. falo da relação de amor mais longa e mais fiel que já tive.

… mas estava coberto de sabedoria e sensatez:

meu deus, dai-me paciência para entender o meu chefe, porque se me dás força, parto-lhe a tromba!!

isto não quer dizer nada – por acaso é o que tomo todos os dias de manhã.
é que não tenho nada para dizer, ou melhor, não me ocorre nada, pode ser que assim me lembre de algo.

[estou tão fartinha disto, caraças!]


(foto tirada em viana do castelo)

“planos de sobrevivência emocional especial” parece-me bem!
também tratamos disso.
olha lá, aparece amanhã para beber café. a outra mãe vai tratar de um assunto às três.
e depois vamos às compras. todas.

oh baby, ‘m tem vontadi di bô

sim, baby, estive a ouvir o philipe monteiro com a vivianne ndour.

(açude de pai viegas)

desta gente que não fode, não sai de cima e não tem noção que com isso só atrapalha!!!

(…) É por altruísmo maternal que muitas preferem prescindir da sua felicidade para poderem continuar a desempenhar o seu papel de mães. (…)

sendo que altruísmo significa egoísmo, não Blue?
esta questão surge porque, para além da dificuldade que existe na separação dos filhos, e acredito que cada vez mais essa dificuldade seja igual para pais e mães, sinto que há um pouco a ideia enraizada, nas mulheres, que as mães são sempre mais capazes de criar os filhos, do que os pais.
e eu, como sabes, não sou uma coisa nem outra, mas tenho imenso interesse pelo assunto, mais até pelo lado dos filhos.

[tenho tantas saudades de ter o cabelo curto…]

o jogo da selecção, sim. é uma tristezinha, como se pode jogar tão poucochinho…
o ronaldo e o quaresma andam a brincar às fintas. o nuno gomes, coitado, já não lhe bastava ter aqueles pézinhos que não abundam de técnica, ainda se vê ali encarcerado entre os defesas, à espera que os meninos atrás citados resolvam fazer qualquer coisa de positivo.
falta a esta selecção um grande jogador. coisa que o ronaldo ainda não é, por ser demasiado jovem e muito inconstante. o scolari deve pensar que é a braçadeira de capitão, que de vez em quando se lembra de lhe dar, que o vai modificar, mas um jogador genial como ele não pode ter o ónus de ser o pêndulo de uma equipa. pelo menos por enquanto. ainda é cedo. mas não vejo, neste lote de jogadores, quem esteja ao nível de substituir o figo nessa função. porque são todos demasiado jovens e os que têm mais idade não têm talento acima da média, para já terem experiência consecutiva de grandes palcos.
o futebol cansa-me. não parece, mas cansa!

o josé pacheco pereira tem, nas suas páginas na visão, um provérbio popular do qual eu gosto muito: quem nasce lagartixa não chega a jacaré.
a mim, o que me chateia é que, neste carnaval todo, aceitem o traje de jacaré. é porque não dá, mesmo. não deixam de ter aqueles passinhos apressados da lagartixa, a sua pequenez de cérebro e nem a morder com jeito aprendem! uma tristeza…

margaridas para uma margarida.
acompanhadas de sol e um beijo de parabéns!

assim, de repente (o que significa não pensar muito), estou mais gorda! 🙂 – nessa altura era uma magrelas sem piada nenhuma. não quer dizer que ache grande piada ao facto de estar mais gorda, não acho, mas fisicamente tenho uns atributos mais relevantes: cu e mamas. convenhamos que dão sempre jeito, não vá isto ficar realmente bera e precisar de fazer umas acrobacias no varão.
estou menos filhinha e mais filha – e o que isso me custou, deuses! tive de me parir e asseguro-vos que não é nada fácil.
sou mais exigente nas minhas relações de amizade.
conheci, finalmente, o comprometimento. investi imenso na aprendizagem da partilha diária. centrei-me no que é essencial, e releguei o acessório para uma zona que serve para me rir de mim e comigo.
alterei as minhas rotinas diárias e semanais. tive de aprender a lidar com a ausência de pressão, o que foi uma das coisas mais difíceis de conseguir.
e, acima de tudo, ao fim de quatro anos sou uma mulher mais feliz e mais completa do que era.

faz hoje quatro anos, comecei esta aventura que se chama mEiA vOlTa e… aqui.

(nem imaginam o trânsito que voltei a encontrar hoje! ontem deu para limar as unhas, que estavam enormes; hoje até deu para ler!)

hoje vou (vamos) jantar com uma amiga de quem gosto imeeeeeeeenso, e depois vamos ver o jorge palma. e ouvir, espero.
ou seja, excelente perspectiva de final do dia, suficiente para achar que isto hoje está tudo muito calmo! e, até, bom.

“(…) a gente somos os últimos da linha!” – alguém a protestar com o trajecto das condutas de ar condicionado.

como é que alguém diz “a gente somos os últimos da linha” e espera ser levada a sério? como?


(montra no chiado)

quero sol, calor e luz.

o inverno e eu nem vi o outono…

Rosalinda
se tu fores à praia
se tu fores ver o mar
cuidado não te descaia
o teu pé de catraia
em óleo sujo à beira-mar.

o que vale é ouvir a voz maravilhosa do Fausto, para amenizar aquele trânsito horroroso!
tem trinta anos, esta canção. eu conheço-a há… vinte e quatro, talvez. estou a ficar cheia de memórias, credo! (uma boa forma de dizer que se está a ficar velho)
olho para trás e só vejo nevoeiro – não é metáfora, é a realidade. está um dia estranhíssimo. podia estar a chover, mas não nos retirarem luz. agora, chuva e cinzento é mesmo bera! e pensar que em oeiras estavam mais três graus que em lisboa!
quero ir para a caaaaaaaaaaama!

um dos mitos que existem sobre as mulheres é que quando dizem não, querem dizer sim, e outras coisas assim elaboradas, as quais eu nunca entendi porque nunca as pus em prática.
mas com a ajuda da maria [claro que eu sózinha nunca lá chegaria, básica como sou!] descobri que tenho, também, uma pequena sofisticação, digamos assim. quando começo a bocejar demasiado, é porque estou com fome. lembrei-me disso agora, porque lá está, estava aqui entretidita a fazer uns lançamentos a débito e os correspondentes a crédito, claro está, e dei por mim a abrir repetidamente a boca. pensei “nãã, isto não é sonolência, claro que não, como raio se pode ter sono a lançar coisas a débito e logo a seguir o crédito? é fome, claro!”. pronto, e vai daí que já fui buscar dois iogurtes – pequenitos, que não sou nenhuma alarve!

e já que estou com a mão na massa, aproveito para esclarecer uma coisinha, a todos e todas que tiveram de conviver comigo entre 1996 a 2004 – aquilo que viam não era mau feitio, era fome, mesmo! que eu até sou um doce de pessoa!

sendo certo que são as semelhanças que, inicialmente, nos aproximam, são as diferenças que, ao longo do tempo, mantêm as relações vivas e em crescendo. porque nos obrigam a evoluir, a questionarmo-nos. e questionarmo-nos é um exercício muito difícil, do qual fugimos bastas vezes na nossa vida. mas que é fundamental para o nosso crescimento. e o crescimento é algo do qual não devemos abdicar, até ao último minutinho, até ao último suspiro.

[tenho a relação perfeita – e céus! o quanto (me) trabalhei para isso!] 

(um dia destes ainda me põem no olho da rua)

correio

meiavolta(at)gmail(dot)com

fotografias

todas as fotografias aqui reproduzidas são da autoria de ©Anabela Brito Mendes, excepto se forem identificadas.

acordo ortográfico

não sei como se faz e nem quero saber!

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