a maior dificuldade no amor é conseguirmos sentir a intimidade da confiança.
para nos entregarmos.
um dia destes, enquanto fazia tempo para qualquer cena que já não me recorda e que não tem importância nenhuma para a história, estando ao lado de um ecoponto resolvi fazer uma limpeza ao meu Smartinho. tenho por hábito ter sempre uma garrafa pequena de água, que invariavelmente amasso e atiro para trás do banco quando fica vazia.
pois, dou um doce a quem adivinhar a quantidade de garrafas que eu deitei fora da última vez!! *
*quem diz um doce, diz um salgado!
pagava para saber como raio alguém chega aqui através desta pesquisa:
“cartas da epoca de 1850 a 1900”
acho uma graça tremenda a quem discute os jogos e os clubes como se da salvação da pátria se tratasse. também gosto quando me dizem “vocês”, tratando-me como pessoa colectiva, eu que nunca paguei IRC!
oh foda-se! se gostam assim tanto de causas, porque raio não abraçam uma e fazem algo de útil?
daqui: Mahoney Joe
muitas vezes quando se diz que não se consegue viver sem a outra pessoa (e nestes casos referimo-nos à pessoa com quem partilhamos vida e afecto), estamo-nos a referir à perda que vamos ter pela partilha de uma série de coisas e procedimentos, muito mais do que a perda do afecto.
viver em conjunto é o sítio onde o afecto é sentido de forma menos pura, porque a habituação de uma série de coisas feitas pelo outro, ou para o outro, torna mais difícil de se perceber o que nos faz estar com a pessoa: se o amor, se a necessidade de ter um conjunto de coisas que nos fazem sentir bem.
diga-se que qualquer uma delas é legítima. não convém, de todo, é confundir a razão por que se está. só para que, no caso de separação, seja mais fácil a resolução da perda.

vou ali até à santa terrinha!

... mas este levava-me a qualquer lado que fosse!
não sou de grandes qualidades, mas uma que me distingue é a facilidade de orientação espaço/temporal. particularmente, porque conheço muito do espaço onde habitualmente me movimento. e se não conheço, vou ao google maps e num instante fico a conhecer.
portanto, o espaço que se segue só revela que eu devo estar a ficar muito próximo da insanidade total. e é até com algum pudor que revelo semelhante disparate. mas é quaresma…
ainda na marginal ouvi na rádio que havia um acidente, mas só ouvi “cril”, “saída” e “A5”. achei que não me apetecia levar com aquela confusão e segui em frente pela crel para depois apanhar o ic19. chegada lá, o trânsito era tanto que começou a avariar-me o chip: saí para queluz de baixo, mas na rotunda achei que a solução algés/carnaxide era boa. andei nem 100 metros e fiz inversão de marcha porque afinal o ic19 até estava a andar. chegada novamente à rotunda que dá para queluz de baixo, vi que havia uma fila enorme para entrar. resolvo sair para o ic19 em direcção a sintra e apanhar a crel e entrar em lisboa pela calçada de carriche. quando chego ao cimo, já para virar para telheiras, ouço na rádio que o acidente na cril já estava resolvido. e diziam eles “acidente na cril, direcção pina manique/algés…” e eu esbugalho os olhos e penso “pina manique/algés????” sim, o acidente era no sentido contrário ao que eu ia apanhar a cril. andei quase meia hora a fugir de uma coisa que não existia!!! eu não ando boa, não ando não!
dia de jogar no euromilhões. e desejar que saia prémio.
não seria mais feliz por isso, mas ajudava a planear aqui umas coisas.
e, pronto, dava para não ser mais feliz viajando por aí…
a lua é a metade de um gomo que espreita atrás das nuvens.
e eu a caminho de casa. meio gomo também!
nem domingo sem missa, nem segunda sem preguiça.
por ora, antecipei a preguiça de segunda. aqui a esforçar-me para me levantar e ir às compras.
[às vezes as coisas mais simples são tão difíceis de obter…]
daqui PsiMediar
… somos todas iguais.
só que algumas têm mais pinta.
e não usar chapéu de chuva e deixar os impermeáveis no carro! num dia em que chove copiosamente e o carro está longe da porta do prédio… imaginam?
[o problema são os caracóis que se estragam todos!]
gosto particularmente destes gajos que andam de perna aberta com medo de esmagarem os tomates.
merdosos da merda!
[‘merdosos da merda’ é lindo!]
tanto para dizer sobre a sua ausência. ou da dificuldade em o praticar.


(falta aqui uma)
são giras. são novas. são bem sucedidas profissionalmente. são divertidas.
e têm-me proporcionado uns momentos inesperados de boa disposição e bem estar.
um abraço a todas, se por aqui passarem.
por ora, é só!
fará algum sentido ter aqueles autocolantes nos carros a dizer “bebé a bordo”, quando há o ditado que diz “ao menino e ao borracho põe Deus a mão por baixo”?
… que eu levei ontem e nem me dei conta!
marcar férias sózinha. (como raio é que eu agora sei quando é que me apetece ir de férias???)
a ver o mar.
[ando numa fase de grande intimidade com o álcool. e não é como desinfectante.]
o dia de ontem, ao contrário do esperado, não correu nada bem. e mais frustrada me deixou, por não ter conseguido manter um objectivo individual: nunca mais ser expulsa do banco.
[a ajudar ao disparate, recebi uma sms de um número que eu não conheço a dizer “até nunca”. se fossem para o caralhinho mais a mania que as pessoas têm de fazer este tipo de cenas! matem-se, pá! e longe que é para não cheirarem mal!]
termino o dia tranquilamente. já deitada, procuro um descanso revigorante para o dia agitado que terei amanhã.
e era só isto.
as pessoas que não comem carne, não comem enchidos, não é?
muito estranho… não se comer carne ainda dou de barato, agora… não comer enchidos? not me.
em contrapartida, voltaram as dores na cervical. muita tensão, só pode!
uma caneca de café com leite
um café
uma chávena de chá preto
uma imperial
um litro e meio de água
eu tenho muito que fazer, mesmo. mas ando aqui embirrada com umas reconciliações bancárias e a cabeça a fugir para o planeamento da deslocação de sábado.
se eu nunca experimentei ter filhos por opção, porque raio é que acham que eu fico toda encantada quando trazem as criancinhas e as exibem?
… seria uma coisa tão bonita!
(no outro dia fiz uma montagem bué gira com fotos das minhas jogadoras e agora não encontro o ficheiro…)
… de viver na tangente. de carro que embate com a roda no lancil e fica com a direcção desalinhada.

até às três da tarde de sábado, vou andar numa ansiedade que nem se cheguem perto!!!
e o pior de tudo é que não é suposto eu deixar que isso se note…
(muito difícil esta vida de dirigente amadora)
numa troca de mensagens com uma amiga, ela atira esta: não sei pq é q as pessoas sem a conhecerem acham sp q você é um perigo.
olhe, nem eu! mas asseguro que vou ao médico com regularidade e tenho análises que atestam a minha boa condição de saúde.

estou com tantas saudades de te dar um abraço!
por exemplo, da cafeína começar a fazer efeito nesta carola, hoje!

(que vontade de me enfiar na américa profunda, outra vez!)
abro a geleira para tirar o leite e fica-me uma vontade imensa de pegar naquela mini da heineken e deitá-la goela abaixo.
eram nove da manhã.
não sei se vá já direita aos AA ou se entenda isto como um delírio qualquer. talvez mais o segundo, pois eu nem sou grande apreciadora de cerveja.
[olá, o meu nome é aNa e já não bebo há dois dias!]
há uma curiosidade mútua nestas coisas da internet: quem lê tem-na sobre quem escreve, quem escreve sobre quem lê.
idealizamos cenários, recriamos cenas, tentamos dar corpo e, porque não, alma, às pessoas que lemos.
quando se trata de quem nos lê, a coisa fica mais difícil. fica-se na dúvida, muitas vezes não dissipada, sobre o que faz com que alguém leia afincadamente o que escrevemos. provavelmente, será alguma identificação que surge. provavelmente. mas tudo não passa do campo do hipotético, do provável. sabe-se lá o que vai na cabeça das pessoas.
e tudo isto é muito engraçado porque, na maioria das vezes, quem lê o faz de forma anónima, nunca saindo desse lado que se resguarda num ip.
e vai-se fazendo um trajecto assim lado a lado, algumas vezes partilhado em comentários, outras não.
muito giro. eu gosto. mesmo que aí andem em silêncio. obrigada.

apesar de não ser muito dada a fantasias, tenho uma ou outra mas pratico muito pouco, percebo que elas fazem parte do universo emocional de muitas pessoas. e acho isso muito bom, até.
mas esta coisa “reborn dolls” está além de tudo o que eu possa alcançar no meu entendimento.
já tentei dar a volta aqui á minha cabeça, mas não chego lá. bonecas são para crianças brincarem. não me parece normal mulheres adultas brincarem com bonecas – nem faço ideia se existe quem o faça. mas do que fui lendo, isto não são bonecas para crianças brincarem. acho que há quem faça colecção, mas já chegou ao ponto de andarem com elas na rua, a passearem nos carrinhos de bebés, etc, etc.
faz-me imensa confusão tudo isto… eu acho que nem conseguia tocar numa, pois iria parecer-me um bebé mumificado, como dizia a pessoa que me falou disto. e ainda há quem diga que é uma boa ajuda a ultrapassar a morte de um filho. eu não percebo nada de psicologia, mas ultrapassar a morte de alguém com um boneco igual… soa-me a coisa tão estranha.
enfim, eu até acho que a fantasia pode ser uma coisa boa. mas há coisas que afastam, perigosamente, as pessoas da realidade, que tem, e deve, ser vivida. e isso não me parece coisa boa.
[mas eu já estou por tudo. ainda no outro dia compararam uma discussão sobre jogadores da playstation, com as discussões que eu tenho sobre as minhas jogadoras…]

de facto, o que conta é a juventude da nossa cabeça…
até ao momento em que nos olhamos ao espelho!
há qualquer coisa de incomodativa quando pessoas adultas falam da fantasia como se ela fosse realidade…
na página dedicada às estatísticas do blog, há uma coisa que é as palavras ou expressões utilizadas em pesquisa e que vêm aqui parar.
esta é o top dos tops:
“És realmente muito importante nesta fase da minha vida, não suporto ter-te tão perto mas ao mesmo tempo ter-te tão longe de mim”
agora vou tentar perceber como é que alguém, escrevendo isto num motor de busca, vem aqui parar.
até já e tenham um excelente dia.
aqueles em que eu, de auriculares postos, faço piscinas à volta do campo recolhendo bolas que vão ficando espalhadas, enquanto a minha equipa treina.
muito, muito bom.
devia ter trazido um frango ali da churrasqueira…
quando nos prestamos a ajudar alguém, deveríamos ter consciência de que o fazemos mais pelo apaziguar da nossa consciência e culpa, vá-se lá saber na maioria das vezes do quê, do que propriamente porque temos a certeza de que vamos de facto alterar-lhe a vida para melhor.
pegamos nas dores dos outros e em três penadas encontramos qualquer coisa que nos faz ressonância e já estamos qual vingador a tentar fazer justiça. na maioria das vezes nem paramos para raciocinar sobre o assunto. aquilo que inicialmente era uma empatia com o acontecimento, torna-se logo numa questão de certo ou errado. de culpado e vítima.
depois, algumas vezes, calha que quem se sentia muito desprotegido e tal, resolve as suas coisinhas e fica tudo muito bem.
e a malta sente-se com cara de parva. e reclama porque se envolveu, porque se preocupou, porque temeu.
tenho visto isso acontecer, recentemente, e acho espantoso como ainda há gente tão envolvida na vida dos outros, como se da sua própria se tratasse.
realmente, muito tempo livre entre mãos não faz bem a ninguém.

a coisa mais certa que temos, é a mais difícil de lidar.
deitada no chão a apanhar sol, depois do pequeno-almoço tomado. que bom! hoje não quero preocupar-me com nada!
encolhe a barriga. ai que canseira!




levei uma tareia de quase quarenta e cinco minutos, mas estou bem melhor. desapareceram as facas, olaré.
agora tenho de procurar ter cuidado com a postura e relaxar.
e, da próxima, não andar quase dois meses com queixas!

farta desta dor que mais parece uma faca a espetar-se no trapézio e eu completamente sem rede, vou logo às sete e meia à fisioterapeuta.
eu só prego para mim, mas passo a vida a falar de pensar em mim, e eu, e tudo e tudo, mas nos últimos dois meses a minha cabeça tem estado mais preocupada com um grupo de vinte e tal pessoas.
isto para me queixar de que tenho os ombros todos afanados, que preciso de ir ver esta merda, porque a tensão que se acumula junto à cervical é muita e incomoda pra cacete!
pronto, posto isto vou continuar a trabalhar. talvez lá para qualquer dia eu vá ver isto!
lindo dia, bom dia!
[com esta luz o que apetece é ir tirar fotografias, em vez de ir enfiar-me num escritório cheio de papéis – salvam-se os meus coleguinhas que são amorosos e divertidos!]

às vezes olho para a outra margem e dá-me uma certa saudade de umas tardes de primavera de um longínquo ano de dois mil e tal.
do calor do amparo, do mimo, da minha amiga bé.
a vida nem sempre caminha para melhor, apesar de tudo fazermos para que assim seja. há felicidades que não se recuperam e as outras, que as substituem, nem sempre têm o sabor doce da tranquilidade e da despreocupação.
pareço triste?
não estou de facto muito feliz. mas é somente o reflexo de um caminho que trilho para chegar à autonomia. ao desapego. ao eu.
o meu Smartinho hoje na CRIL parecia uma pranchinha de windsurf! *
bom dia! (isto anda meio abandonado, não é?)
*windSmart, eheheheh!








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