ser-se uma grande víbora e trazer um vestido com motivos pele de cobra.

[por acaso, até nem acredito em pessoas más. há sempre ali uma falta de afecto e uma insegurança tão grandes, que se sublimam com essa defesa. e é lindo, embora perverso, admito, descobrir aquele momento em que estão no limiar da sua fragilidade.]

tentar descobrir se gosto de Sigur Rós.

várias vezes ao dia. e à noite, também!

[e sim, tenho de ir à médica, sim. e fazer medicação, sim. e ainda não fui, não, porque já sei que vai ser muito complicado organizar-me e tomar a medicação todos os dias.]

encantado?

de sushi; de gin tónico; de beira mar.
tipo, um pic nic é que era!

[olhar à volta é viajar da forma mais económica que existe]

ontem, fui passear à beira rio e tirar umas fotos. sabe muito bem andar sozinha a olhar o que nos rodeia. a interpretar. a captar. e a sentir o que isso nos provoca.
gosto de cenários degradados. de estruturas materiais. de lixo abandonado.

[apesar de não estar satisfeita com o que tenho, não posso dizer que gostaria de recuperar o que já tive. há, de facto, um caminho de evolução que nos afasta do que fomos.]

mas quem é que ainda ouve brian adams, pá?

pode abafar-se todo o sol que trazemos nos bolsos para que o dia corra mais feliz.

* copa apinhada de sete pessoas, todas elas a falarem ao mesmo tempo, assuntos diferentes, timbres de vozes diferentes, homens ainda mais galinhas do que algumas mulheres, e sim, é de manhã e se eu sou habitualmente preconceituosa, a esta hora ainda sou mais!!

– sugestão de likes a torto e a direito, só porque um amiguinho se lembrou de parir uma cagalhão no meio da rua e ai que giro e gostem e partilhem e o caralho!
– pedidos de ajuda para a puta da medula óssea e outras cenas semelhantes, coitadinhos e tal, sem primeiro verificarem se aquela merda é verdadeira ou se já tem quinhentos mil anos na internet e tem um nome: spam!
– fotografias de animais desaparecidos ou de animais para dar. e ainda pedem que se partilhe o anúncio. então não partilhas, baby, já estou a partilhar!

está um calor dos diabos e hoje havia um acidente ao fundo da minha rua. não sei se foi causado pelo calor imenso que senti durante a noite e o mar estava tranquilo e apelativo.
a vida está numa espiral de acontecimentos, o infortúnio light casa com o prazer destes quase dias de verão. junho há-de chegar ao meio e eu hei-de ir à terra. hei-de ir à serra, mergulhar no verde do canto dos pássaros, no sussurrar das copas das árvores.
entretanto… mudei o endereço do blog das fotos.

dia de viagem longa e de chegar a casa muito tarde. despertador para as sete e meia. pois que acordo às dez para as sete e já não consigo dormir mais. ora por causa do calor. ora pela preocupação do jogo.
que canseira que eu me trago.

[são onze e meia, estou na A1 a passar a saída para Coimbra. agora chove torrencialmente. e Martim ainda está tão longe!]

que noites desatinadas que eu tenho tido. calor. acordar. destapar. despir. adormecer. frio. acordar. vestir. tapar. adormecer. calor. acordar. destapar. despir. adormecer. frio. acordar. vestir. tapar. adormecer. calor.
caraças. não há aí melhor companhia do que eu própria?

é muito bom!

[Puro Teatro – La Lupe]

quando se ouve dois homens a dizerem piadinhas encobertas de sorriso malicioso a propósito da cor cor-de-rosa.

[isso, ou eu estar completamente intolerante, porque de quando em vez sou acometida de uns afrontamentos que só me apetece enfiar-me num lago gelado!]

 

para quem gosta de fotografar o quotidiano

atravessa-se a planície alentejana com a luz do dia a fugir e o Wish you were here dos Pink Floyd no iPod.

nunca tinha viajado para o Algarve de comboio. hoje, portanto, estou a fazer uma coisa pela primeira vez – afinal, há primeiras vezes para todas as idades.
muito interessantes esta viagem pelo ventre do Alentejo. aqui e ali umas povoações, mas a maior parte do tempo é feita paisagem natural adentro.
(estou a passar a Funcheira. lá fora, dizem, estão 27 graus. são dez da manhã. e eu penso que a minha vida ainda tem muitas voltas para dar.)

acho muito bem que os miúdos sejam interessados e curiosos e façam perguntas e os progenitores lhes respondam com aquele ar tolo e babado, não raras vezes com vozinha de mentecapto, e tudo isso seja uma festa.
mas, por favor, longe de mim, sim? principalmente, se ainda for de manhã e à volta esteja tudo em silêncio.
agradecida!

poder viajar no alfa sem precisar de casaco por causa do frio do AC.

(e o que eu tenho trabalhado para isso, caramba!)

estou no trabalho a olhar para as paredes, porque há um problema no servidor!

é incrível como cada vez há mais pessoas a reclamar a responsabilização, mas quando toca a hora de elas assumirem essa exigência, encolhem-se e entram numa espiral de justificação dos actos dos outros. tudo vale para não serem obrigados a fazer o papel, ingrato e impopular, de chamarem a atenção e obrigarem a que haja regras. e a punirem.
e fico espantada como a má educação e a falta de respeito são coisas que se tomam como banais. como expectáveis.

eles andam aí!

e a cair sistematicamente. e eu com tanta coisa boa para fazer lá fora.
socoooooorro!

e para mim também.
(muito bem disposta, cheia de vontade de ir para a rua fotografar tudo e todos)

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços…

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca… o eco dos teus passos…
O teu riso de fonte… os teus abraços…
Os teus beijos… a tua mão na minha…

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca…
Quando os olhos se me cerram de desejo…
E os meus braços se estendem para ti…

Florbela Espanca

dor de cabeça, espirros, ranho e dores no corpo.

[a reunir forças para ir trabalhar à tarde]

quando era mais nova, era bem mais destemida. respondia sempre com o que me estava na ponta da língua, sem fazer censura a nada.
depois, houve um tempo em que achei que deveria ser mais contida e mais assertiva. e comecei a ouvir mais e a dizer um pouco menos.
acho que as pessoas têm o direito de perceber, por si, que já me invadiram a fronteira da razoabilidade e, portanto, deverão ter alguma atenção ao que dizem e fazem, de forma a não me magoar . sou estúpida e acho que devo isso aos outros – o tempo para perceberem.
infelizmente, os últimos dias têm sido pródigos em palavras que, de todo, não me agradam e que sinto não merecer.

* às vezes fico tão estupefacta com o que me dizem, que nem sei o que hei-de responder. um dia aprenderei, estou certa.

 

em saber de que forma é que solidariedade e ingratidão podem conviver.

de me apaixonar perdidamente!

queijo seco, azeitonas, pão, pataniscas, arroz de feijão, batatas fritas, entrecosto, sangria, pudim e café.

tosse, dor de cabeça e ranho.
(ranho incolor e aguado, vá lá!)

feriado. maior silêncio na rua. ouve-se tudo o que se passa em casa dos vizinhos.
parece-me ouvir um miúdo a uivar. não devo estar boa!

daqui

a liberdade de expressão, sempre sustentada na ideia de que as pessoas têm direito à sua opinião, é uma desculpa muito utilizada por uma maioria de pessoas completamente insensatas e irreflectidas, sempre que desejam assumir protagonismo.
a juntar a isso, a facilidade com que se obtém informação dá muitas vezes azo a que se dê opinião por tudo e por nada, sempre no resguardo de que todos temos direito a ela. à opinião.
e vai daí que se opina a torto e a direito, sobre coisas de que muitas vezes nem se tem ideia como se fazem, mas é a liberdade a que temos direito.
e somos assim, poucochinhos na nossa exigência.
argumentar com liberdade de expressão era uma coisa notável no tempo da ditadura. porque de facto não se podia falar livremente.
quando esse estigma acaba, temos de saber alterar o nosso patamar. e devíamos ter passado da liberdade de expressão, para a pertinência da expressão. porque ela existia, intrinsecamente, mesmo no tempo em que não havia a tal da liberdade de expressão.
o facto de não se poder falar no momento em que nos apetecia, fazia com que houvesse contenção na expressão, que obrigava, por sua vez, a uma reflexão. e foi isso que as pessoas deixaram de fazer: reflectir sobre a pertinência do que vão dizer.
e podemos chegar ao ponto de uma fedelha de dezassete anos usar a sua liberdade de expressão, para analisar e julgar o comportamento de alguém que tem quase o triplo da sua idade.  
é a liberdade de expressão, estúpida!

tinha uma ideia na cabeça, abri o wordpress e, enquanto me distraí a falar com os meus colegas, esqueci-me.

[ontem tive um final de dia difícil. a minha sessão com a Rute não foi nada simples e terminei a noite com uma reunião, de quase duas horas, que me esgotou. quando fui para casa ia tão cansada e tão exausta que só me apetecia chorar. também pela frustração. que merda!]

(banda sonora)

… mentalmente. o que eu precisava de uns miminhos e tal.

(sim, Rute, tem toda a razão. até na bola eu dou demais!)

tento juntar todos os pedaços que se deixam apanhar e fazer qualquer coisa com eles.
*
o que foi que me aconteceu?

do sítio do costume

[Molelos, a terra da louça de barro preto]

identificar o padrão: parece bem mais simples do que às vezes se torna.

[questionar as coisas, faz-nos a vida num virote!]

estava eu fazendo uma retrospectiva do fim de semana, enquanto lavava os caracóis, e tive uma epifania.
não é coisa rara de acontecer na casa de banho – deve haver uma relação qualquer que me transcende.
e, após essa epifania, fiquei a pensar que devo ser uma de duas coisas: lenta ou burra. 
é que no outro dia,  já não sei em conversa com quem, disseram-me que fizeram terapia meio ano e resolveram a sua questão.

[lenta, devo ser lenta. é da idade.]

é melhor ir começando a afinar a garganta.
(acho que tenho pouca roupa.)

Sporting allez

à espera da bomba que vai rebentar.

cautela e caldos de galinha.

aqui a pensar que tenho de repensar a minha vida. com uma série de séries gravadas para ver, computador novo e o futebol… acho que ter de ir trabalhar, atrapalha um pouco aqui o esquema.

(este post foi escrito, não segundo o novo AO, mas sim com o meu novo Mac! éme a cê, Mac! )

desde ontem à noite, deixei de ter este sentimento.

[só me apetece dar pulinhos de contente, caneco!]

(que eu tenho de acabar de lançar aqui uns documentos)

senhores do Photobucket,
tenho a certeza absoluta que, as alterações que acabaram de introduzir à edição de imagens, eram no intuito de tornar mais agradável a minha experiência.
mas não tornaram, bem pelo contrário!
importam-se de fazer rewind, coiso e tal, e pôr tudo como estava? é que eu, para além de ser uma grande conservadora, sou uma autêntica caramela com estas merdas da net.
agradecida. 

[buáááááá!!!]

actualização: afinal, eu fiquei-me pelas primeira impressões. costuma haver links para isso mesmo, para nós carregarmos neles. e carregando vai-se para a um novo mundo do Photobucket. cool!

 

alienada.

a
li
e
na
da

ali é nada.

aqui quase tudo.

daqui

estupefacta!

[posto isto, o melhor é regressar à normalidade. de facto, o melhor mundo para se viver é o da alienação!]

suspensa.

deixa-os pousar!

que acorda comigo e não me larga o dia inteiro.
quem dera poder dizer que foi dos gins de ontem, mas só bebi um.
será que o Peter tem gin martelado? tenho de ir ao Purex, está visto.

… puta só e ladrão só.

daqui

vou ali pegar na minha amiga dos gins e vamos beber um para animar!

sabe-se isso, quando de manhã olhamos descomprometidamente para o lado e vemos um melro pousado numa árvore.
tranquilo.
imperturbável.
e uma sensação de tranquilidade e paz nos invade.

amanhã? será de facto um outro dia. e é, também,  de verdades lapalissianas que se faz a nossa vida.

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correio

meiavolta(at)gmail(dot)com

fotografias

todas as fotografias aqui reproduzidas são da autoria de ©Anabela Brito Mendes, excepto se forem identificadas.

acordo ortográfico

não sei como se faz e nem quero saber!

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