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se não seria este mesmo barco e estas mesmas gaivotas que enfeitavam a minha paisagem matinal.
como se houvesse ali uma união silenciosa, hoje repousavam sobre as águas tranquilas, rodeando o barco. não estavam no alvoroço do cheiro a peixe. antes me pareceu uma reunião de amigos, quase família. como se elas fossem as fiéis guardadoras do pescador.
eu não tenho a certeza, mas quase.


ando cheia de inveja do pessoal que vive em Lisboa e pode andar de bicicleta. não é propriamente vir trabalhar de bicicleta que me fascina, mas sim poder pegar numa e andar a correr as ruas à noite. no quase silêncio da noite. deve ser um prazer imenso.
entretanto, à medida que olho mais para mim, fico com a sensação que o tempo tem passado mais devagar. embora tenha as horas mais ocupadas, não me traz peso o tempo que dedico aos outros.
a minha época desportiva não começou da melhor forma, mas sinto uma confiança enorme no futuro. pelo menos, está a dar-me imenso gozo trabalhar com todas as pessoas que estão envolvidas. e isso não tem preço. a bem dizer eu também não tenho preço. só valor.

hoje estive bastante perto…



sábado cinzento, bom para reflectir.

81 anos. e tu assim, dinâmica. lúcida. determinada.
[muitos parabéns, mamã!]

pour toi, R.

ou
do prazer das coisas que não precisamos para nada visto que estamos no verão mas também não interessa porque não as temos. é mais tipo assim amor platónico.
caminhei duro para te encontrar.
no reflexo que deixaste na água,
saberei eu se foi na água, se no meu olhar, se no meu sangue?
vi histórias de zen cantar.
espreguicei-me à beira do lago, esfreguei meus pés cansados nas pedras da borda de água.
respiro fundo. e inspiro ainda mais. sei que terei de fazer um caminho em apneia, mergulhando nas águas que estão à minha frente.
[mãe, terá sido muito difícil a minha expulsão?]
já só sonho com cabelos esvoaçantes, banhos quentes e massagens eróticas. um dia, dizes-me. sim, um dia, que não muito longe, vou estar no meu castelo a dormir e acordar junto à água.
(faltará muito tempo para o meu aniversário?)
preciso de uma máscara de lama, que me limpe o passado e retire este cansaço que trago no olhar.
…
estico o braço e toco-te. meu castelo de zen cantar.


[bem que me apetecia colinho, ontem, e levei uma tareia que vai lá vai!!]




unhas pintadas. de vermelho escuro. para ir jantar com a minha amiga que detesta unhas pintadas de vermelho escuro.
… como um carro que acabou de sair da oficina para alinhar a direcção.

[a foto não tem nada que ver, mas é um bocado como a minha vida. nem tudo o que parece é. a única coisa que parece e é, é a minha terapeuta: querida, querida, querida, como só ela!]

[dia muito intenso. de trabalho e de emoções. boas. já agora, podia continuar.]


i’m not in heaven.
yet!
(fora eu treinadora e esta podia muito bem ser uma foto em que eu estaria a dar as últimas indicações a uma jogadora antes dela entrar. mas nem eu sou treinadora e a jogadora já tinha saído. e eu estava, somente, a mostrar-lhe o rasto que três aviões estavam a fazer no céu – portanto, eu nasci mesmo para isto: um jogo a decorrer e eu a ver aviões no céu!)
tive um fim de semana em cheio. só não foi completamente em cheio porque não ganhámos o torneio. mas tirando esse pequeno à parte, tudo o resto foi muito bom. é engraçado conhecer as pessoas fora do contexto habitual. e, confirmei que realmente eu nunca serei uma dirigente de grandes conquistas: interessa-me muito mais a questão humana, do que propriamente os títulos.
e, apesar de eu não me pelar por jogos ou torneios particulares – acho sempre que o meu tempo é demasiado precioso para isso – Albergaria-a-Velha teve algum encanto, para mim, este fim de semana. e Aveiro, também!
[obrigada pela foto – como diz a minha colega, estou com um olhar muito meigo!]
… e eu vou passar o fim de semana inteirinho com futebol – ninguém merece, nem mesmo eu!

era enfiar uma droga que me provocasse este efeito. por umas horas, só.


saber que me lêem de cima a baixo…
[espero que o prazer seja mútuo]

… significa que cortei os caracóis. não que rapei o cabelo!

@Peter

“(…)
Um desejo, não de ser ave,
Mas de poder
Ter não sei quê do voo suave
Dentro em meu ser.”
Fernando Pessoa

voltei a casa. senti a casa. fui às raízes. raízes do campo. de mãos calejadas pela enxada, de pele crestada, de fruta cheirosa, apanha da azeitona e panela de ferro na lareira.
no silêncio que atravessava o mato por cortar e no cheiro do abandono da casa, a minha história atravessou-me o pensamento. a adolescência, as tardes deitada na manta debaixo dos pinheiros a ouvir o “rock em stock”, quando o que me apetecia era andar a curtir os amigos e os pais me levavam para “a Rocha”. assim era chamado o lugar dos meus avós. o meu avô era o Mário da Rocha, embora fosse outro o seu apelido. e rocha ia-lhe tão bem. homem forte, íntegro e de convicções. que as passou todas à sua filha mais querida, a minha mãe.
e eu, ali, a tentar absorver alguma dessa firmeza, dar sentido ao que de rocha trago em mim. abrir o peito ao cheiro, inspirar fortemente e decidir assumir a renovação.
(sinto-me uma mulher diferente. como costumo dizer, aos 50 estará tudo consolidado. e reconciliado, também.)





















































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