acabei de encontrar este blog e estou desejosa de o ler todo!
é como se lá estivesse.
às vezes (des)organizo-me em palavras
estamos juntos, sim!
… volta e meia – e já pensam que me conhecem!
acabei de encontrar este blog e estou desejosa de o ler todo!
é como se lá estivesse.
às vezes (des)organizo-me em palavras
estamos juntos, sim!
no outro dia, a propósito do mesmo, sempre do mesmo, disse-lhe “os casais que têm só um filho haviam de pagar imposto!”. porque é mesmo o que eu penso. é uma trabalheira, depois, para nós filhos únicos, resolvermos todas as merdas que nos ficam no sotão – e a porra das ligações afectivas e o raio que parta! adiante!
a boa da minha rute, que não se desarma com nada do que eu diga, tem sempre a resposta afiadinha. e vai daí que me atira logo com esta “e os que não têm filhos, também!”
está certo, minha querida. eu encaixo. tantas horas de dedicação e é assim que retribui!
a esta hora está a minha Maria a prepara-se para fazer de parteira assistente!
nem sei como é que ela consegue!
(aqui para nós que ela não nos ouve, ontem houve preparação específica: uma boa dose de chocolate, que a carne é fraca!)
quando é que arranjam alguém que ensine o paulo bento a falar, hem, ó sad dos lagartos!?!?!
não me lembro se isto já foi alvo das minha reflexões blográficas, mas a minha mama esquerda é bem maior que a direita!
será que quem se cruza comigo também nota?
não sei se é de mim, se quê! mas eu tenho cá uma preguiça…
é lá normal, logo de manhã, ainda me estou a habituar a estar acordada, apesar do banho tomado, e toca de exercitar os braços para pôr creme no corpo!!
e à noite? a mulher maravilhosa que partilha a cama comigo – e mais que isso, a vida! – às vezes consegue ser chata, mas tão chata que nem imaginam! puseste creme na cara? e eu respondo com um grunhido que nem é sim nem não. estás a ouvir-me? lavaste a cara? “lavei, claro!” eu toda ufana! e creme, puseste o creme?
oh pá!
* ou eu devo ser muito picuinhas!
ontem, quando cheguei ao consultório da rute, a recepcionista estava ao telemóvel. eu disse boa tarde, ela respondeu-me e esclareceu quem estava do outro lado “ah, estava a dizer boa tarde a uma amiga minha”. alto e pára o baile que nós não somos amigas, olha a merda, hem?!
fui à casa de banho – faz parte do meu ritual antes de me ir confessar – e quando voltei para a sala de espera, ela ainda continuava de ouvido colado ao telecoiso. falando, na boa, como se estivesse em casa, num tom de voz perfeitamente audível – eu até sou um pouco surda! – e sem a mínima censura ao que dizia. eu, como não tinha nada para fazer e ela não sussurrava, fui ouvindo.
falaram de um rapaz e da possibilidade de ele ir trabalhar para algures, ao que ela rematou cheia de sabedoria “credo, para aí não que é só pretos!”. lindo!
de seguida o rumo da conversa mudou e foi parar a um fim de semana que está para vir. dizia ela que nesse fim de semana tinha visitas, uma madrinha de não sei quem, mais o filho, e que nem tinha ficado muito contente que a filha lhe tivesse pedido para a alojar em sua casa porque “sabes, não gosto muito dela – acho que come para os dois lados!”. ui! ui! e a senhora tem medo de ser violada, não? ou pior, de ser rejeitada?!
só visto, ou melhor, só ouvido!
acho uma falta de educação as pessoas estarem ao telefone e falarem de modo a que toda a gente ouça. quando estão no seu local de trabalho ainda pior!
para compor a coisa, só aquelas pérolas que a senhora disse! ainda bem que só como para um dos lados! olha o que não seria?!?! deixava de poder lá ir…
as crianças são sempre um assunto muito especial, para mim. talvez porque ainda não tenha abandonado o meu lado infantil. tenho com elas uma relação muito inconstante – ora gosto muito delas, ou as detesto. o que me parece muito forte, mas é a minha forma de viver os afectos. tenho especial antipatia por crianças mal educadas, que mexem em tudo, que estragam, que se revelam sem o mínimo de regras – é certo que os responsáveis desse comportamento são os pais, ou quem por eles faz esse trabalho. e faço-lhes má cara e respondo torto.
com a Maria, o meu mundo tem sido invadido por crianças. são os sobrinhos que vão nascendo de forma cíclica. e, sem grande esforço, a minha dedicação tem aumentado. até porque consigo acompanhar facilmente as coisas que fazem – rebolar-me no chão, pular, fazer caretas, comer coisas que me dão e que já passaram pelas bocas e mãos e chão e o diabo a quatro.
o que mais gosto de fazer – fotografá-los!
isto a propósito de, ainda esta semana, a família ir aumentar – vem aí o quarto sobrinho-neto da Maria.
(e eu ponho-me a pensar, pomo-nos a pensar, e pensamos, pensamos, pensamos, toda a gente mais do que convencida, e o raio do passo que é tão difícil de assumir! )
lembro-me de bué de coisas para escrever, e depois quando posso, esqueço-me!
eu bem me pareceu que aquelas papoilas arroxeadas não eram de bom agoiro… e cheira-me que o treinador vai mudar o nome para fernando peseiro.
hoje vi uma foto num jornal desportivo, acho, de uma rapariga a chorar no jogo. como é possível alguém chorar por causa de uma merda de um jogo de futebol? só à chapada, mesmo!
ou o site da TicketLine dá cabo da paciência a qualquer um?
oh nha guente
nha cancera ka tem medida
oh nha guente
oh qu’afronta qu’m passá *
é que estou mesmo podre de sono!!!
* parte da letra da canção do título do post, de Pedro Rodrigues, cantada por Cesária Évora
hoje, perto de Queijas, vi umas papoilas arroxeadas. nunca tal tinha visto!
não sei bem o que isso quererá dizer para o jogo de logo à noite… eu não sou supersticiosa, mas se fosse benfiquista ficava com a pulga atrás da orelha.
inventa-se!
andei a vaguear pela net, e fui dar a uma coisa de signos. claro está, fui espreitar o que eles diziam do meu rico caranguejo. dizem quase todos a mesma coisa – não sei se por cópia ou se é mesmo assim.
existem algumas coisas perfeitamente compatíveis com a forma de ser, desta que vos escreve. é a casa, é a água, é a lua, é a família, é um manancial de coisas acertadas. vai-se a ver e uma gaja não tem personalidade própria, é o que é! o que vale é que, entretanto, existem os psicoterapeutas e a gente resolve esse vazio de conteúdo no espaço próprio.
hoje, e porque as coisas despertam a nossa atenção não de uma forma aleatória, mas sim pelo que no momento nos faz mais sentido (ou dor, mas isso agora não interessa nada), achei graça a isto:
“A sua imaginação extremamente fértil permite-lhe criar, apenas na sua imaginação, situações extremamente felizes ou absolutamente infelizes. Neste último caso, e como o nativo de Caranguejo aumenta todas as suas preocupações, acaba por sofrer com coisas que só existem na sua imaginação e que não têm qualquer razão de ser.”
não será tanto assim, mas é bem verdade a tendência que tenho para extrapolar as consequências negativas de algo que vai acontecer – invariavelmente, sofro tanto por antecipação, que depois quando as coisas acontecem já não têm nem metade do impacto.
é uma tristeza, é só o que vos digo!
ainda assim, continuo a gostar imenso de acordar comigo todos os dias. todinhos!
… é dizerem-me qualquer coisa e rematarem com a expressão “brincadeirinha!”.
oh foda-se! detesto mesmo essa merda!
é isso e levantarem as mãos e mimarem o “entre aspas”!
não há cú!
deve ser lixado chegar aos quarenta anos e já estar casada com a mesma pessoa há perto de vinte!!
esta coisa de comer tranches de cherne com molho de amêndoas e puré de batata parece muito bonito, mas não enche barriga!!!
(já comi um bocado de folar feito pela minha morena, para enganar a coisa! mas, o que ía mesmo muita bem era um travesseiro!)
pssssst!
miúda, é contigo mesmo!
que tal apanhar-te quando sair, marginal até ao fundo, subir a serra de sintra e comer um travesseiro?
(estamos em casa antes do cair da noite)
querido PR,
a propósito deste comentário: hoje, quando vinha trabalhar, tentei. juro que tentei. e digo-te mais, tenho imensa pena porque tu tens a voz muito bonita. mas, ó PR, eu já não tenho neurónios que aguentem tanta inglesada logo pela manhã!!! aquilo é muita agitação para o meu pobre cérebro – não te esqueças que estive ligada ao futebol quase vinte anos! não mata, mas mói! acredita!
aqui e ali vou-te vendo na tv, leio o que escreves e está prometido: dia 29 às 20:00, quando vestir a minha camisolita amarela, vou-me lembrar de ti.
e que ganhe o melhor!
às vezes, é mesmo só ir aliviar o intestino!
hoje, se me virem passar, não digam nada.
nem vale a pena apanhar as folhas que afasto com os pés.
tenho de tomar decisões.
há cerca de dois meses presenciei um acidente em que o culpado bateu em retirada e o tipo que ía no lugar do pendura, mal eles bateram, abriu a porta e desatou a fugir rua acima.
ontem, quando ía buscar o meu carro, vi dois tipos a urinarem em simultâneo contra as portas de dois carros – que não eram os deles, está claro, que mal fizeram o servicinho ajeitaram as calças e continuaram o seu caminho.
eh pá, isto não é discriminação nem preconceito. é ficar lixada mesmo!
realmente, a malta vem para a televisão dizer que é português e tal, a reclamar tratamento igual, mas nestes casos o que eles querem é direitos iguais, ou melhor impunidade total! os deveres não interessam para nada!
(e fiquei a pensar que, se eu chegasse ao pé do meu carro e visse uma cena daquelas, desatava logo a disparatar – o resultado… bem, se algum dia acontecer, eu conto!)
um dia destes vou experimentar!
(agora vou sair. buscar o carro e tal… e o rádio já trabalha. temperamental, como a dona!)
como sou uma grande preguiçosa (ver post abaixo) deixo sempre o gasóleo chegar mesmo ao fim, e só quando a luzinha acende e o gajo começa a apitar é que eu abasteço.
hoje teve que ser. saí de casa, antena 1 sintonizada a ouvir aquele beato horrível do bagão e fui à bomba atestar (treta, só pus 20€).
quando voltei a entrar no carro, o rádio não emitia qualquer som!
será porque abasteci com o gasóleo mais barato?
ou anda aqui costela de ambientalista no meu rádio?
ou foi a maneira que o carro arranjou para eu o levar mais rápido à revisão?
bom, bom, é quando temos gente conhecida na oficina da marca e telefonamos para fazer a revisão e nos dizem “vem cá depois do almoço que eu trato disso!”
(e pensar que ando há bué para o fazer! sou mesmo preguiçosa, raios!)
para a Karla, minha compincha do Ante et Post
(fui ao Parque dos Poetas apanhá-las para ti)
são muito boas e eu gosto bué!
(maria, minha linda, é só para te dizer que é muito feio comprares-me amêndoas e nunca mais mas dares, e já agora, quando é que actualizas o blog? )
eh pá, quando aprovaram a lei de não se poder fumar em recintos fechados, não poderiam ter feito uma extensãozita ao que ao uso do perfume diz respeito?
chiça! se há coisa que me lixa é ter que levar com o cheiro do perfume dos outros!!
ah, e não digam que sempre é melhor do que levar com o cheiro do suor, porque essa é muito básica!
vou mudar a foto ali de cima
(eu sei que a semana já começou ontem…)
Etre adulte, c’est avoir pardonné à ses parents.
Goethe
tradução curta e grossa: é-se crescidinho, se já tivermos perdoado os paizinhos.
resumindo e baralhando: está-se fod*do, se ainda não se souber o que há para perdoar!!!
é lindo!!!
(soube agora, que a minha Maria acabou de partir uma garrafa de Quinta de Camarate branco – que desperdício…!)
(é o que não me falta, às vezes, nesta secretária iluminada por uma enorme janela)
eu, se fosse treinadora (coisa que nunca esteve, sequer, nas minhas cogitações), havia duas coisas que não faria: treinar com os jogadores (ou jogadoras) e exemplificar na prática os exercícios.
muitas vezes, naqueles treinadores adeptos de métodos mais tradicionais, se verifica com frequência, eles a participarem nas corridas à volta do campo e também nas chamadas peladinhas. não sei se isso acontece porque têm saudades do tempo de jogadores, ou se gostam de se misturar para melhor controlar os desabafos que os jogadores, aqui e ali fazem contra o treino e o treinador. acho esses desabafos perfeitamente naturais. e os jogadores devem ter esse espaço de liberdade – já é dose levar com o mesmo treinador todos os dias, a corrigir, a mandar fazer, a ralhar, etc, etc, quanto mais ainda ter que levar com ele mesmo no meio do grupo!! se o fazem porque gostam muito de jogar, e ainda não abandonaram por completo o papel de “jogadores”, devem procurar outro espaço fora da equipa – com amigos, ex-companheiros, etc. e, já agora, resolver a cabeça porque ser jogador de competição, na maioria dos desportos, tem o seu tempo certo e limitado – não perceber ou aceitar isso revela alguma coisa…
quanto a exemplificar na prática os exercícios, só revela insegurança na sua capacidade de comunicação – e, não raras vezes, quando se procura exemplificar, sai merda! e é pior a emenda que o soneto – é só ver os jogadores a gozarem com a cena! pela surra e tal, mas gozam. e bem!
mas, eu nunca fui treinadora e seguramente nunca o serei! e, ainda que nunca seja uma palavra que não deve ser evocada em vão, eu reafirmo-a! é que eu tenho muito bem consciência das minhas limitações. e motivações, também.
hoje, ao contrário dos últimos dias (semanas), acordei muito bem disposta! haja deus!
tão bem disposta, que não me apetecia sair de casa e cheguei atrasada ao trabalho – há bué que isso não aocntecia! pelos vistos, nem tudo tem sido mau!
(reparo agora que o casaco preto, que tenho vestido, está cheio de pelinhos claros – é uma chatice o preto!)
ontem tive treino com as minhas amigas! há tanto tempo que não jogava à bola – sim porque nós jogamos à bola mesmo. já jogámos futebol, agora jogamos à bola. faz-me imensa confusão ouvir profissionais de futebol dizerem que jogam à bola – quer dizer, às vezes aquilo é tao mau e tão desorganizado, que parece mais um jogo da bola, sim!
mas continuando – estava eu muito entretida e tal a dar uns chutos (lá está, jogamos à bola, logo damos chutos, não damos pontapés) até que ouço alguém a dizer “mariaaaaaaa!”. olhei para trás e vi a minha linda morena que tinha ido, de surpresa, visitar as craques! eu não estava de óculos, recordo que sou míope, mas juro que ela estava liiinda!
mais uma vez aventurei-me na posição da baliza – acho aquilo fascinante, desde os meus tempos de jogadora, embora um baliza de futebol 11 fosse o universo para mim! conclusão: no final do treino doía-me o ombro direito e tinha uma marca vermelha na barriga, fruto de duas magníficas intervenções! divinas, queria eu dizer! sim, porque só mesmo com alguém a ajudar-me! 😉
há aqui duas coisas que estão a acontecer em simultâneo: a minha completa ausência de inspiração para escrever é directamente proporcional à falta de vontade, de quem aqui vem, para comentar.
é verdade que mesmo o outro mEiA vOlTa e… não era propriamente um top em comentários, mas ainda assim, aqui e ali caía qualquer coisa.
sinto que a mudança de endereço trouxe a dispersão, ou, até mesmo, o desagrado – percebo isso perfeitamente; há blogs dos quais não gosto muito por causa da forma como são apresentados.
eu nem sei que diga – há coisas neste das quais gosto, embora no outro esteja muita coisa que fez parte da minha vida em tempos muito importantes (os tempos de maior sofrimento e infelicidade acabam sempre por ser mais marcantes…).
resumindo, percebo bem a menor adesão – este é um t2 e outro era uma mansão!
e nos t2 só se é feliz com muito carinho – daí que quem visita este deve gostar mesmo de mim.
eu, de coração apertadito, agradeço. mesmo!
minha querida Cat Magellan,
és toda muito giraça e tal com aquele cabelo verde e decote proeminente. mas deixa-me que te diga que a Catarina, que escolheste para te representar na vida real, na versão morena está uma verdadeira brasa!!! uma verdadeira brasa!!!
(opinião unanime lá de casa!)
o programa de ontem da Paula Moura Pinheiro – Câmara Clara, na RTP2.
com a Lura e o Kiluanje Liberdade.
não saber quem é o tubarão!
ah pois é… já nem me lembrava!
a malta para evitar a dor, agarra-se a qualquer coisita que brilhe.
pouco resolve, mas alegra – e o que eu quero são alegrias! (eu e toda a gente, claro, que não sou nada original nestas coisas)
de fim de semana e tal.
(hoje estou que nem posso, com saudades da minha Maria)
é o título do documentário exibido ontem na rtp2, realizado por Kiluanje Liberdade e Ondjaki.
este documentário fez parte da selecção do Doclisboa e era apresentado assim:
Um filme em Angola, sobre Luanda. Angola, 30 anos de Independência, três anos de paz. Capital, Luanda. Cidade construída para 600.000 habitantes. Actualmente com quatro milhões. Cruzamento de várias realidades e gente de todas as províncias. Elo de ligação com o resto do mundo. A vida desta cidade são as pessoas. Que pessoas? Através de 10 personagens, mostram-se formas diferentes de viver e interpretar a cidade.
eu fiquei maravilhada a ver. sou branquelas da silva, só lá vivi até aos doze anos, mas aquilo diz-me tanto. e a irmã Domingas? fantástica, essa missionária que tem um papel tão importante junto da população de um bairro que terá certamente dimensões de cidade, ao qual chama Estalagem e fica perto de Viana.
há uma coisa que me fascina nos angolanos – a sua extrema boa educação. ontem, no documentário, a irmã Domingas estava com uma adolescente, que toma conta do irmão bébé durante o dia. a conversa é feita dentro de uma sala de aulas. quando termina, a irmã diz que ela pode retirar-se e a miúda responde “dá licença”. uma miúda de um bairro quase de lata, não de lata mas de blocos, que fica sózinha o dia todo na companhia de outras crianças, enquanto os pais vão trabalhar. por cá também é assim… eles pedem licença, agradecem, etc, etc. quando se diz que os pais não têm tempo para educar os filhos…
do Ondjaki é o livro que ando a ler “Quantas madrugadas tem a noite”.
… se olha o dono de quatro cães que atacam de morte uma pessoa?
(agora, para cúmulo, só faltava os defensores dos animais intervirem e acharem que os cães não devem ser abatidos, coitadinhos! – não faço ideia se já foram ou não)
isto de conhecer as pessoas que estão dentro dos blogs tem muito que se lhe diga.
há loucuras e contradições e preconceitos que me fazem rir e dispõem bem, porque conheço as pessoas que os escrevem e sinto um certo carinho por elas. e sei que, na realidade, muitas daquelas coisas acabam por não ser bem assim, ou pelo menos em certas alturas são diferentes. e sinto-as ligeiras e sem grandes pretensões que não seja aliviar a tripa através da escrita.
já o contrário dá-me vómitos. ler um blog cheio de intelectualices, textos muito complexos com palavras dificílimas, templates a dar ares de muito trabalho e superioridade estética, aqui e ali um pedantismo velado que a modéstia fica muito bem – e vai depois a gente conhece a pessoa num acaso de merda que a vida nos proporciona, fora do template e tal e ela revela-se uma merdosa histérica sem educação, e cheia de ressabiamentos, que a vida sempre se encarrega de os colar à nossa pele!
e quando se volta a ver o blog, e deparamos com mais uma coisa daquelas difíceis, que admito a minha pouca escolaridade não me deixa atingir no seu pleno, a gente olha, lê e… fica com pena, coitada! tão pobre!
a minha Maria mandou-me um mail com o título “Neurastenia da Primavera” e com o seguinte poema:
“Não, não é cansaço…
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar.
É um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo…
Não, cansaço não é…
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.”Álvaro de Campos
não estou a ver bem o alcance da coisa…
Tenho pena e não respondo.
Mas não tenho culpa enfim
De que em mim não correspondo
Ao outro que amaste em mim.
Cada um é muita gente.
Para mim sou quem me penso,
Para outros – cada um sente
O que julga, e é um erro imenso.
Ah, deixem-me sossegar.
Não me sonhem nem me outrem.
Se eu não me quero encontrar,
Quererei que outros me encontrem?
Fernando Pessoa
hoje comemora-se, pela primeira vez, o dia mundial do sono.
acho muito bem. a fazer fé na forma como me tenho sentido nos últimos dias, eu propunha já que logo à noite fosse a noite mundial do sono.
ando numa fase em que só me apetece dormir.
adormeço no sofá mal acabo de jantar. quando acordo de manhã o meu pensamento vai para um dia de sonho – todo o dia na cama a dormir!
tenho aqui uma ligeira suspeita de que algo não vai muito bem…
era meia noite e sete. não a ouvi chegar. já dormia.
(mas por aquilo que já vi hoje a caminho do emprego, acho que posso acreditar que tenha chegado – apesar de frio, está um dia lindo!)
eu gosto imenso da Primavera. principalmente, porque vem depois do Inverno. e tudo floresce. e é como se regressássemos à vida. e, também, porque na Primavera existe uma luz fantástica para tirar fotografias.
dia do pai.
excelente, hem, rute?
às vezes, aquele cansaço que se apodera de nós, e cansa, cansa, cansa, e não nos larga, não tem nada a ver com o físico e pode ter o rico nome de depressão.
(é importante não descurar esta opção – é que para além do tratamento não ser o descanso, ainda nos arriscamos a chatear a cabeça a quem nos ouve, sempre com a mesma lenga-lenga do cansaço!)
a casa de banho da Garrett no Estoril dá-me sempre a sensação que alguém me espreita por detrás daqueles espelhos todos!
vá lá, zézinha, imponha-se! 🙂
e eu a falar sempre tão mal deles!!!
vou ali comprar terra para amanhã compor uns vasitos!
bom fim de semana para quem aqui passar 🙂
se eu estivesse internada, acho que também escreveria uma coisa assim.
está excelente!
a ver umas fotos, descobri que devo ter um problema qualquer de equilíbrio – o mais certo será com o mental, claro!
todas as fotos tiradas com máquina digital, onde aparece a linha do horizonte, saem ligeiramente inclinadas para a direita – logo para esse lado, valham-me os deuses!!!
com isto está o diagnóstico feito – é mesmo desequilibrio mental, sim senhor!
tenho aqui uma dúvida: como (ou quando, ou quanto, ou, ou, ou…) se determina que uma pesssoa está a ficar velha?
às vezes quando me dói a cabeça, apetece-me cortá-la.
não tendo a certeza se o resto do corpo funcionaria sem ela, mesmo sem essa certeza, não me parece que fosse muito estético.
e vai daí, resolvo tomar qualquer coisa para as dores.
(fui molhar a cara e os pulsos e fiquei um pouquito melhor)
está uma manhã linda!
e eu voltei a acordar com uma telha descomunal. adormeci cedíssimo, ontem. hoje não conseguia sair da cama. eu nem quero acreditar nesta agitação toda, outra vez!
(paira no meu peito uma tristeza imensa, que na maioria das vezes consigo afastar, mas que quando bate, dói!)
mas viram o golo do Simão, ontem?
(razão tem a minha Maria em dizer que isto parece um blog sobre bola…)
sempre que a Maria adoece, eu emagreço.
hoje estou num dia ouriço-cacheiro.
daqueles em que se podem aproximar, mas não demasiado. poucas festas senão sacudo-me.
(tudo me incomoda, até as unhas. devia tê-las cuidado no fim de semana. só me apetece roê-las.)
sinto-me meio enjaulada, e ao mesmo tempo de corda solta sem saber por onde pegar.
não me apetece trabalhar.
não me apetece pensar.
nem embirrar – isto está mesmo bera!
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