
sobre?
… volta e meia – e já pensam que me conhecem!

sobre?
ao ver uma colega a fumar daqueles cigarros electrónicos, fiquei com a sensação que o gozo daquela merda deve ser semelhante a fazer fellatio a um vibrador.
ainda bem que não sou! eu jamais conseguiria dizer esta palavra sem me engasgar. e como é que uma pessoa que é ovolactovegetariana pode dizer que é sem dizer? não pode.
menos uma preocupação. cool.
estou há 20 minutos à espera do médico da medicina do trabalho. está a dar-me cá uma cobra, que não juro que não tenha já deixado pender a cabeça um par de vezes!
ACT: o médico viu os exames, auscultou-me, mediu-me a tensão, palpou-me e disse que eu estava toda boa. fiquei sem saber ao que se referia, mas pronto…
constipei-me!
[treta! não vem a calhar como outra coisa qualquer não viria. na verdade, a minha vida é tão simples, que nada a pode abalar significativamente. tirando a terapia, que me remexe toda e me deixa uns dias de ressaca, tudo o resto é tranquilo. até a minha querida equipa se tem portado muito bem, com jogos magníficos e vitórias importantes. sou uma dirigente babada, assumo.]

… macaquinho do chinês.
estive aqui entretida a ver sites de móteis. as coisas que os meus colegas me fazem lembrar…
por acaso (ou não, vá-se lá saber), nunca estive num motel. assim de repente não sei se gostaria. começo a pensar e fico com um bocado de nojo da coisa – como se nos outros hotéis onde já dormi não se pudessem ter feito as coisas mais mirabolantes, mas que fazer, o preconceito é uma coisa fodida!
pronto, e era isto.
mas estou cá com uma moleza…
[ou do vinho, ou do vinho que bebi ao almoço]
o processo terapêutico assemelha-se a uma caminhada, em que se começa a puxar um menir e quando se acaba ele está transformado numa gravilha.
eu, como tenho a mania que sou mais do que os outros, não me contentei com o menir e arranjei mesmo uma pedreira!
.
sou tão fofinha comigo!
quando é que se perde?
If one does only what needs to be done, one most likely shall never have fun.
e com a minha coleguinha do lado a mandar-me mails com letras tontas, a coisa piora!
estou tão cansada, caraças!
(vou comprar verniz)

Carcavelos ao final da tarde de um sábado passado...
não que alguma vez eu tivesse feito skimming… pelo menos com prancha e à beira da praia.
se me confirmarem que é possível, eu acredito!
unhas de verniz lascado. tudo fica sempre adiado.
[se eu não morrer, sim porque eu posso morrer no segundo a seguir e nem acabo este post, se eu não morrer, um dia será que reencontrarei as bonecas embrulhadas em celofane?]
fim de semana preenchido. copos. manif. e uma vitória, ontem, por 5-0 que soube que nem ginjas.
[no entanto, hoje é segunda-feira. amanhã será terça. daqueles dias que funcionam como uma máquina de picar carne. não a 1,2,3, nem a bimby, nem um robot de cozinha. antes, daquelas que havia antigamente que se prendiam ao rebordo da mesa de cozinha e se dava à manivela.
.
a minha tia Palmira fazia uns croquetes excelentes!]

Morro Bay - USA - agosto/10

há qualquer coisa nesta fotografia que me agrada imenso, mas não consigo perceber bem o que é.
se é a cor que lhe dá um ar nostálgico de fim de tarde de domingo.
se são as gaivotas que planam sobre a praia, fugindo do vento do mar.
se são os dois namorados sentados no muro que divide a praia da estrada.
se é o homem que caminha com um ar indiferente a tudo isso.
se é o lixo que se acumula trazido pelo vento.
se sou eu que me processo com tudo isso junto e questiono o que poderia ter sido e não fui.
se, por fim, é o conjugar de todas essas coisas. quando vemos uma fotografia, vemos com tudo o que temos dentro e projectamos o nosso íntimo nas imagens que nos apresentam.
e quando tiramos uma fotografia? o que vai de nós para dentro dela?
há palavras que dizemos que nos arrancam pedaços do coração. não o fazem com um corte cirúrgico, munidas de um bisturi que ao mesmo tempo que corta, estanca o sangue. não. rasgam como um chacal faz com o corpo morno da presa.
saem-nos da boca e sangra-nos o peito, completamente esventrado, como se do próprio ventre se tratasse.
talvez por isso demoremos tanto tempo a pronunciá-las. escudamo-nos no receio do impacto que elas venham a ter na pessoa a quem nos dirigimos, mas a verdade é só uma: estamos antes a fugir da dor que elas nos irão causar.
há palavras que dizemos que preferíamos não dizer. mas fazê-lo torna-se uma necessidade, que nos causa um formigueiro e um mau estar, que antes sangrar.
há palavras que dizemos, que nos fazem sangrar, mas que nos dão a esperança de um apaziguamento futuro.
.
curiosamente, sangra-se mas fica-se com os brônquios mais libertos.
isto não é a realidade! mas dá-me um enorme prazer fazê-lo.
Very Important Penguin.
ando com todos os tiques de uma viciada em tabaco. já só me falta fumar na cama e logo de manhãzinha antes de sair de casa.

solário

praia privativa

sesta comunitária

também queres um autógrafo?

ora deixa-me cá pensar...

não me apertem!!!

estas algas são óptimas para refrescar!
quando seguíamos de Los Angeles para San Francisco, na mítica Carmel Road, inesperadamente demos com esta colónia de elefantes-marinhos. agosto é o mês de mudança de pele, por isso alguns são brancos parecendo mesmo albinos. estivémos imenso tempo a observá-los. a zona é lindíssima, o mar é de um azul que nos entra nos olhos e nos faz sentir seguras. não fora haver tanto mundo para ver e um dia gostaria de repetir a viagem.
já fui bem mais jeitosa.

Skywalk - Grand Canyon - USA - ago/10

Grand Canyon - USA - ago/10
visto daqui até parece uma coisa simples. o problema é o chão de vidro e os mil e tal metros até ao solo. ainda no outro dia no colombo tive de me concentrar para não me dar a travadinha. mas eu quero muito acreditar que há coisas que, após serem apreendidas, não se esquecem. oh se quero tanto acreditar nisso!
em vez de gases podemos falar de palavras.
isto de as pessoas escreverem muito, fazerem muito folclore com as palavras, pode significar nada.

Prima, muito bom dia para ti.
isto de alguém ter muitos gases, e se soltar com alguma frequência, não é de todo sinónimo que tenha comido muito e bem.
sem evento desportivo, o que vai servir para descansar.
ficai por aí muito bem!
de ter frio nos tornozelos!
Prima, já que não me consegues ligar, deixa-me fazer aqui uma alembradura:
– não te esqueças de São Paulo e não comas tiramisú. tem uma noite feliz!
uma das coisas que me faz detestar o Polga é o facto de ele não saber jogar em contenção.
seja em que zona do terreno ele esteja , embora habitualmente ele se encontre no meio campo defensivo, tenta sempre cortar a bola, à doida. só vê bola. não pensa. não analisa. vai sempre como um cão esfaimado que não vê carne há uma semana!
isso para um defesa é um defeito gravíssimo. ainda me lembro de há uns anos termos sofrido um golo de livre, por causa de uma falta que o gajo fez quando o adversário já ía de costas para a nossa baliza e em direcção ao seu meio campo.
há coisas básicas no futebol. para quem finaliza uma delas é que quanto mais perto se está da baliza menos força é preciso no remate, basta desviar a bola do guarda-redes. para quem defende é que quanto mais perto da baliza menos se deve tentar o desarme, a não ser que se tenha a certeza que se corta a bola de forma limpa.
isto é básico na aprendizagem do futebol. como raio é que aquela criatura não sabe isso?
e o que é que isto tem a ver com o jogo de ontem? nada. acho que ele nem teve nenhuma situação destas, mas não tinha mais nada para escrever.
um dia escreverei sobre bonecas embrulhadas cuidadosamente em celofane e brinquedos que não se podiam estragar.
local de trabalho. horário de expediente. ele levanta-se e anuncia “vou fazer chichi”.
não sei se desmaie, se vomite, se pragueje, se fuja!
The path is clear
Though no eyes can see
The course laid down long before.
[lembrar: ouvir de olhos fechados para o prazer ser mais intenso.]
por graça até posso jogar squash ou ténis. não que tenha especial talento para a coisa, mas também não sou desajeitada de todo. e, just for fun, até sabe bem. bola para cá, bola para lá, bola para fora, etc e tal caracol e couves.
mas o meu jogo, mesmo, é o colectivo. o de envolvimento. subir em bloco. receber passes, solicitar desmarcações, interagir com a equipa, em constante troca de lugar e informação. resumindo, um jogo menos solitário, mais solidário, mais falado. um esforço comum para determinado objectivo.
e onde há partilha e troca.
mesmo em frente à marginal, a sair da barra, passa um cargueiro com a ponte toda iluminada.
fico a vê-lo passar. fascinam-me aquelas luzes.
encaminha-se lentamente para o alto mar.
se vai carregado, se veio só descarregar, é coisa que não transparece no leve deslizar das águas brandas desta costa.
invejo-lhe a imponência da marcha (que me parece) lenta. indiferente às toneladas que move, segue objectivo e tranquilo.
…
sete anos após e volto a desejar a mesma coisa: tranquilidade.
…
..
que maldito vento este que me arrancou as ideias da cabeça, sinto os cabelos a separarem-se de mim, toda a racionalidade a desintegrar-se nas rajadas que me fustigam pelas costas, pela frente, oh piedade que já não aguento mais!
.
foi o melhor que conseguiste, eu sei. foi pelo melhor que o fizeste. mas, sabes, podias ter feito um pouco melhor. ou talvez menos. estar-te-ía mais grata.
… … …
é como a minha Prima diz que anda este blog.
nunca antes tinha sentido tanto, como quando ouvi a palavra, o quão este blog me espelha.
e nem consigo avaliar neste momento se isso é uma coisa boa, se má.
[vou arrancar-te todinha de mim. sangrar quando os tendões e ligamentos, que são os mais difíceis de descolar, se separarem de mim. vou arrancar tudo. de ti só quero ficar com o afecto.]
mas muito assertiva aos domingos à tarde: o futebol só tem interesse quando se ganha!
ora, pois… foi o que aconteceu!
(não sei como as vou suportar três horas no autocarro!)
e diz o ditado que burro velho não aprende línguas.
estou bem lixadita!
“tirei menos cinco euros…”
ora, isso significa que acrescentou cinco ou eu não percebo nada de gramática?
… que me mintam sem haver necessidade nenhuma!
uma trampa!
sol. praia. passeios. risos. casa. partilha. falar ao ouvido. dormir a sesta. pequeno-almoço na cama. jantares tardios. televisão. viagens. lista de compras. preocupações. família alargada. compromissos aborrecidos. festas de aniversário. natal. férias. rotina.
… terei.
para além de já estar cheia de hipersensibilidade auditiva, lembro-me assim de duas ou três pessoas e só me apetece enfiar-lhes uns sopapos nas trombas!
portanto, ter estes pensamentos num dia com um sol tão radioso, não é uma coisa muito boa. isso e sujeitar-me a ver o jogo do sporting.
já estive bem mais perto da perfeição, já, já!
fazer juízos de valor sobre uma pessoa, baseados em ideias e comentários de uma terceira (ou várias) que nem conhecemos muito bem, é uma coisa muito disparatada e perigosa. mas enfim há gente para tudo!
até há gente capaz de nos utilizar como exemplo de um assunto sobre o qual nunca falámos. e do qual nunca nos ouviram ou leram uma palavra sequer.
isto anda tudo doido, é o que é! foda-se, distância, caraças!
não se diminui com a nossa presença. não se substitui com abraços. não se faz desaparecer com a ponta dos cigarros fumados compulsivamente no adro da capela. nem com as refeições fast-foof partilhadas à pressa.
acredito que nada diminua a dor. o vazio interior da perda.
mas, acredito muito que passar por esses momentos acompanhada, baliza um pouco a sensação de desintegração emocional que se sente.
também acredito que por muito que as pessoas não se vejam de forma frequente, se tenha deixado até de partilhar coisas mais íntimas, nesses momentos é que se consegue perceber o quão importantes foram as vivências do passado. nas pessoas que se fazem presentes, que dedicam um pouco do seu tempo a ir dar um abraço, a ficar.
também acredito que pessoas de bom senso resguardam-se de dizer disparates a quem está no luto. têm noção do momento da coisa e adiam o que houver de confronto para outra altura.
isto para dizer que tenho amigas que, apesar de não muito próximas no dia a dia, sabem estar nesses momentos. e isso deixa-me uma sensação de conforto muito grande.
a coisa chata dos funerais é o cheiro das flores que me fica entranhado no nariz!
adoro!
já está em paz. foi um prazer conhecê-la, tia Judite!
decontinuaremaacharquesabemtudosobremim,
oquesinto,
oquefaço,
porquefaço,
seviroàesquerda,
seviroàdireita,
ouocaralhoquefodaestamerda!
Comentários Recentes