21 graus! oh que bom!

eu gosto tanto, mas tanto, de tirar fotografias.
um dia hei-de aprender a fotografar.

Homem fofoqueiro – Rei Hélder

“nunca te vi-lhe com uma dama, dizes sempre que ela está na tuga”

[por mais que chova, por mais que faça sol, por muito que esperneiem, por muito que não entendam, por muito tudo e tudo e tudo… eu sou da banda, sim, e o que eu quero é voltar aí!]

bom dia!
(tudo se encaminha para ir passar a Páscoa a casa.)

aquele Fernando Nobre é um bocado… (qualquer coisa menos abonatória), não é?

sol e calor. repito-me. nem quero saber. sol e calor.

[e eu a precisar de arranjar as unhas das mãos.]

uma noite mal dormida, uma caminhada de uma hora no paredão, boa companhia, uma imperial para repôr energias, um jogo ao final da tarde para vencer.

B52’S

HD in Oatman - USA - ago/10

já aplico como sinónimo de som a palavra barulho…

[ou isso ou um belo de um gin tónico ao final da tarde no Peter. eu tenho alguma queda para alcoólica, não consigo é beber muita quantidade. pitty!]

e não é que hoje ainda só me abanei uma vez?

… e se me baldasse ao trabalho hoje à tarde e fosse curtir o sol?
era uma grande ideia, lá isso era!

quando ouvimos coisas, que vão para além do pertinente, costuma-se dizer com alguma brejeirice que é tão boa nestes casos: “se a língua não te cabe na boca, mete-a no cú!”.

e eu nem me lembrei de comprar bilhete… caraças!

qualquer dia faço uma tendinite no pulso de tanto me abanar!

Outros haverão de ter
O que houvermos de perder.
Outros poderão achar,
O que, no nosso encontrar,
Foi achado, ou não achado,
Segundo o destino dado.

Mas o que a eles não toca
É a Magia que evoca
O Longe e faz dele história.
E por isso a sua glória
É justa auréola dada
Por uma luz emprestada.

[Os Colombos – Fernando Pessoa in Mensagem]

ando numa vida nocturna bastante agitada.

no meu olhar guardá-la e ficar ausente de todos os estímulos do resto do dia.

eu sou perita em dizer coisas menos pertinentes em momentos inoportunos. de forma inconsciente em relação ao efeito que a coisa toma, claro. seria incapaz de o fazer conscientemente. de todos os defeitos que em mim albergo, a perversidade não consta.
mas admito que há alturas em que me é mais difícil e penoso demonstrar que não foi intencional. e nessas alturas só me apetece desaparecer. quase como se ficasse com a vergonha dos outros poderem pensar que eu seria assim perversa.

[enfim, vou mas é dormir. amanhã tenho de pôr o meu baby mercedes na revisão às oito e quinze! são doidos os tipos…]

mas não tenho.

[vou-te escrever a pedir-te que sossegues. está tudo controlado. eu como, eu descanso, eu cuido-me. até pinto as unhas e tudo, vê lá.]

uma heineken, uma grande amiga, uma temperatura excelente, a curva dos pinheiros.

To be lovesick, to be nowhere.

[simple diary]

[viver comigo é uma tarefa nada fácil.]
existo há muito tempo: tenho cabelos brancos, rugas que já não são de expressão, a pele a ficar enrugada, apesar de gente maluca, ou cega, às vezes me dar menos dez anos do que tenho.
vivi aos bocados, sem nunca mergulhar a sério.
objectivamente, o que desejo é viver na plenitude o resto do tempo que a vida me der. sem coisas que se arrumam na gaveta mais recôndita do esquecimento, dificuldades que se sublimam, defesas que se levantam com receio do que nos possam provocar certas vivências. quero viver tudo sem subterfúgios. é difícil, mas eu sei que vou conseguir.

[seria muito mais agradável ter como objectivo ganhar muito dinheiro para comprar coisas, viajar sem limitações, como eu gostaria de ter nascido com essa aptidão, juro! mas, lamentavelmente, não tenho jeito nenhum para ser materialista. hei-de ser sempre uma remediada, a contar tostões. uma remediada de caracóis e um sorriso permanente quando deitar a cabeça na almofada.]

que bela manhã para ter encostado o carro na marginal e deitar-me ao sol!
a vida começa a sorrir. não fora estar tesa que nem um carapau e seria um belo recomeçar!

[ando cheia de afrontamentos, meu deus! passei a noite no destapa, tapa, destapa, tapa, que cena!]

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

… para mais logo comer, certamente!

estou cá com uns afrontamentos que nem me aguento!

que adormeço no sofá da Rute…

um grande abraço de parabéns às minhas amigas do FCP!
(não são assim tantas, mas mais uma razão.)

estou cheia de sono, mas muito bem disposta – até parece que sou do FCP!

ontem passei o dia fechada em casa a dar uma volta a… esta merda toda, basicamente!
não ouseis cair na tentação de lamentar a minha sorte – fui sair à noite e cheguei a casa às sete e tal da manhã!
há pouco encontrei umas cassetes de audio. K7!?!? e tocam. selecção de zouk de ’93, música africana que dancei há bué, Paulo Flores de ’90, discoteca ETC em Coimbra… eu não tenho uma casa, tenho um museu!

[há alturas em que não sei como me suporto! e o saneamento que esta casa está a levar faz-me irreconhecível… ups! a K7 deixou de tocar! querem ver que se enrolou e aquela cena toda que acontecia de fita presa nos carretos e oh nããooo!]

acho que, afinal, ainda vai ser antes dos 50 que eu serei uma grande mulher!

[uma tristeza dizer isto aos 47, mas cada um faz o que consegue! e eu, bem, eu como tinha caracóis fui-me distraindo…]

mas o que é que se passou para, de repente, se começar a dizer “à séria” em vez de “a sério”?
nem questiono o que é mais correcto, aliás, nem quero saber, mas que é uma coisa irritante, é!

durante muito tempo, quase o tempo de vida do blog, a quase totalidade dos comentários era feita por pessoas que eu não conhecia pessoalmente.
as minhas amigas, quando liam, não comentavam.
de repente, vai-se lá saber porquê, os comentários que recebo são quase todos feitos por amigas ou pessoas que me conhecem ao vivo.
não deixa de ser curiosa esta mudança. e intrigante.

pegar nos nossos preconceitos e confrontá-los com as vivências dos que nos rodeiam é uma belíssima forma de alargarmos horizontes.
e com este tempo magnífico de sol e calor, alargar horizontes é um prazer imenso.
por exemplo, eu não me importava nada de ir alargar horizontes com um gin tónico depois das seis.

este fim de semana tenho-me como capaz de realizar umas quantas tarefas em casa.
(a utilizar como mantra…)

minha querida, um grande 31 para ti!

aos filetes de pampo, que comi hoje à hora do almoço, para estarem perfeitos só lhes faltava: uma mesa ao ar livre com vista sobre um mar azul e tranquilo, temperatura ambiente de 27° sem vento, um vinho branco escolhido a dedo e bem gelado, um vestido leve e de decote generoso, umas havaianas, cabelo já com caracóis a necessitarem de elástico para não aterrarem no prato e um tom de pele confirmando as carícias do sol.
assim, estiveram só muito bons.

… está na hora!

os dias maiores, sol, algum calorzinho.
tudo começa a conciliar-se.
que bom!

desconfio sempre de pessoas que dizem que nunca beberam álcool. a seguir dizem que também nunca experimentaram drogas. e depois… e depois… humm…

[tenho de deixar de jantar no clube, senão qualquer dia fico quadrada!]

do que eu gosto é de rezar o rosário.

uma tristeza e uma pequenez imensas, utilizar-se frases e fotos para se abrilhantar os blogs e não se ter a presença de espírito suficiente para se dizer que não lhes pertencem.
anda toda a gente cheia de frases pomposas, cujos autores reconhecemos, e fotos muito fixes, a acharem que essa merda os torna muito brilhantes, ah e tal vou enfeitar este post com uma foto à maneira e chega-se ao google e tungas, saca-se o que se quer sem respeito pelos créditos.
ao menos, caraças, tenham um bocadinho de senso e escrevam que encontraram a foto na internet e já não sabem onde. e as frases a mesma merda. se calhar com as frases é mais difícil. na volta devem pensar que aquela originalidade é sua. são tão brilhantes a cagar postas de pescada…
gentinha, foda-se!

actualização: blogs e facebooks e toda essa merda…

se eu não tenho pachorra para histórinhas da prole, imaginem agora dos animaizinhos?!?!
do cão, do gato, e os meus meninos e essa merda toda! parece que estão a falar de pessoas.

agora não tenho tempo, mas hei-de escrever sobre a dificuldade que as pessoas têm em saírem do seu mundinho e adaptarem-se ao código socialmente praticado.
alguém que tem a intenção de cumprimentar com beijos, deveria saber que em Portugal a prática social é dar dois beijos, ainda que no seu círculo o faça somente com um. agir de outra forma é ser de uma arrogância rasca.

[por acaso eu gosto de dar só um beijo. sempre que posso, faço-o. porque gosto de abraçar de seguida. e porque acho um beijo muito mais íntimo nos afectos.]

gostava tanto de ser daquele tipo de pessoas que toma decisões para a sua vida e se mantém firme a elas.
tipo, deixar de fumar.
era uma boa.
eu que nunca tive uma voz bonita, agora tenho-a horrível.

desanuviando ao intervalo (cortaram-me a cabeça, mas eu não estava de cabeça perdida) *foto by R.S.

 li algures há muito tempo num livro, do qual não me recordo o nome e o autor, que as emoções solitárias são emoções perdidas.
esse é um dos motivos pelos quais eu gosto de ser dirigente desportiva. é fantástico viver coisas em conjunto. claro que as alegrias são muito mais agradáveis de se partilharem, mas não deixa de ser interessante fazer movimentos de recuperação quando as coisas correm menos bem.
isto tudo para dizer que ontem, num jogo inesquecível para todos nós, foi muito importante saber que nas minhas costas, a bancada estava recheada de pessoas que me querem bem, que me estimam. mais aquelas que não podendo estar presentes, se fizeram sentir através de telefonemas e mensagens.
naqueles momentos não há tempo para ninguém, não há disponibilidade mental para lhes falar como devidamente merecem, mas no final sabe muito bem abraçar toda a gente, telefonar, responder a mensagens. é muito, muito bom.

[eu sei que estou com uma postura horrível, mas com 4 horas de sono depois de 22 horas seguidas a trabalhar… não se pode exigir muito mais!]

por acaso também tenho uma roupita para estender!

eu não vou para a praia, mas tenho pena.
não tenho nada. eu gosto é de futebol!
não gosto nada. gosto é da minha equipa.

bom fim de semana a quem tiver a gentileza de por aqui passar.

… mas este mês aqui está em força!
desde quarta-feira que ando cheia de afrontamentos.
a novidade da coisa é que desta vez fico cheia de calor nas pernas.
em contrapartida já retoquei as unhas. isto não há nada como escrever uns posts e tudo se compõe.
maravilha!

também se pode dizer que se teve um lapsus linguae, quando se escolhe língua de vaca para o almoço pensando na da mãe (não a língua, muito menos a vaca, claro!) e se conclui que foi uma péssima opção! porque a dita cuja está muito rija. mal cozinhada, quero eu dizer.

… acho que, verdadeiramente, nunca escolhi. antes aceitei o que me agradava mais.
mas um dia, acredito, hei-de fazê-lo.
(ainda que isso signifique que não tenha correspondência, me assuste, mas sinto-o uma coisa quase inevitável de acontecer neste caminho.)

apesar dos pesares, continuo a pensar que a generosidade nos traz mais benefícios que prejuízos.
questiono-me permanentemente sobre onde termina a generosidade e começa a necessidade de agradar, que decorre da baixa auto-estima. este é um ponto difícil de analisar e é preciso ter-se bastante conhecimento interior para não se confundir as duas. saber que uma sai do coração espontaneamente e a outra sai-nos o coração todo.
ainda com essas dúvidas, mantenho que é importante ser generosa. ter cuidado com as pessoas, principalmente quando estamos em fase de euforia e achamos que somos capazes de tudo e que nada nos interessa. quanto melhor tratarmos os outros quando eles menos nos importam, maior será a probabilidade de eles ultrapassarem as nossas infâmias quando nos julgamos donas do mundo. e por muito que em determinadas alturas não o consigamos ver, é muito importante ter uma almofada em tempos de borrasca.

[tenho o verniz todo lascado. puta de vida!]

muitas coisas que me ocorrem, pouco tempo para as fixar e, consequentemente, escrever.
e isso deixa-me bastante frustrada.

se eu gostasse assim tanto de criancinhas, tinha tido as minhas. porque raio é que acham que eu gosto que me contem as coisinhas da prole?

auto-estima e confiança não vivem uma sem a outra, não é?

eu, como sou muito retorcida, digo que o meu tarifário é coruja!

[trânsito horrível, hoje. mas uma marginal com o seu lado direito cheio de sol, mar tranquilo, barquinhos, alguém a fazer wind surf em frente à curva dos pinheiros, a vontade imensa de me deitar no muro e ficar ali esticada a apanhar sol e a pensar na vida. só não o fiz porque estou com dor de cabeça, claro. dormi muito, mas devo ter dormido mal. ouvi o despertador e dei-lhe uma sapatada. adormeci. acordei tarde. há greve de transportes e o trânsito estava bravo. portanto, dói-me a cabeça. talvez seja altura de ir comer qualquer coisa. e pensar em fumar menos. e relaxar que esta semana estou num stress estúpido, que não ajuda nada a tomar decisões. preciso de um fim de semana tranquilo, com sol, fora daqui, em que não tenha que pensar e só vá. não será o próximo, mas será no outro. ou eu não me chame o que me chamo no bi.]

bom dia!

ontem, em determinada altura da sessão, dizia-me a Rute:
“aNa, eu não julgo. este espaço aqui é seu, pode dizer o que quiser, pode dizer palavrões, pode zangar-se comigo, pode sair a meio da sessão e bater com a porta, que eu estarei cá na mesma na próxima sessão. pode fazer tudo, só não me pode bater.”
claro que por breves momentos eu ainda tive os lampejos de defesa, que tanto me caracterizavam, e veio-me à ideia dizer-lhe qualquer coisa maliciosa, mas não disse.
não disse, porque na verdade não tenho quaisquer pensamentos maliciosos com ela, mas também porque já não tive necessidade de fugir. e, como se sabe, o humor é uma das defesas mais eficazes.
mas ainda me deu vontade de sorrir quando o pensei. se me lembrar na próxima sessão conto-lhe.
é fantástica a relação que começo a ter com ela. mas o mais fantástico é que a disponibilidade dela está somente relacionada com a minha entrega. e isso deixa-me um sabor muito bom na boca. (na boca, estão a ver. é mentira, deixa-me um aconchego muito grande no peito, porque sinto trabalho feito. é fodida esta merda, eu não disse?)

ter um lapsus linguae é aplicado aquela ocasião em que temos uma má performance no sexo oral?

[eu ando… ah pois ando!]

muito, muito cansada fisicamente.
*
adoro a lua.
*
ontem descontrolei-me e mandei uns berros. não gostaram. há gente muito susceptível.
*
tenho o verniz todo remendado. por acaso devia tê-lo feito com uma cor diferente. da próxima experimento. com azul escuro deve ficar bem um verde clarinho.

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todas as fotografias aqui reproduzidas são da autoria de ©Anabela Brito Mendes, excepto se forem identificadas.

acordo ortográfico

não sei como se faz e nem quero saber!

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