quando ontem pensei que tinha um berbicacho para resolver… estava a ser tão optimista!!

olá, eu sou a aNa e não fumo há doze horas e quarenta e dois minutos.

(não sei que raio me deu, mas estou enjoada de tabaco. claro que já me lembrei algumas vezes de levantar o rabo da cadeira e ir fumar. mas depois lembro-me da sensação e desisto. para além disso, está um dia de sol tão bonito, que seria uma pena estragá-lo com um cigarro. mais logo penso nisso…)

e mais um berbicacho para ir resolver.

(ainda não percebi se o dinheiro é mesmo um problema, ou se é muitas vezes desculpa para se tomarem posições que doutra forma não se tem coragem. talvez um dia perceba.)

muito, muito obrigada.

sabes, ser assim não é por nenhum gesto magnânimo. é mesmo só porque é o que menos trabalho me dá!

e num instante passou mais um ano. e mais e outro e outro até 8. deitado daria infinito. não chegarei lá, quem sabe se chegarei aos nove. mas, enquanto for assim, enquanto sentir que este é o meu espaço de conforto, onde apesar das ausências gosto de receber as visitas, aqui continuarei. obrigada a quem me acompanha na viagem.

Buraka Som Sistema – (we stay) up all night

kuia!

às vezes fico com a sensação de que não vou conseguir crescer tanto quanto gostaria.
e isso provoca-me uma angústia que mói.

eu fico sempre desconfiada daquelas pessoas que se abeiram de mim, inclinam a cabecinha em tom de intimidade e desatam a falar baixinho.

liderar nem é uma coisa assim tão difícil de se fazer.
basta ser-se coerente e verdadeira. com isso vem a confiança. a partir daí, é só gerir.

não sei que raio faça ao meu cabelo. se o corte, bem cortado, se o deixe crescer.
isto, sim, é uma coisa que me preocupa. o buraquinho no peito… logo se vê!

à procura em mim para o preencher.
[isto às vezes é muito difícil, chiça!]

… para o jogo de amanhã…
(acabei de espetar o pé esquerdo num presente de um cão, algures num passeio)
… vou ficar muito furiosa retroactivamente!

talvez fosse interessante o Cristiano Ronaldo tentar perceber porque é que essas coisas não acontecem com o Messi.

actualização: eu sei que o próximo pode ser em 2111, mas nessa altura não estarei cá.
tenho regresso marcado para 3011!

… agradecia muito ao S. Pedro que amanhã fechasse a torneira e trouxesse um pouquito de sol. mas fechar a torneira já seria muito bom.

tanto update do facebook com cãezinhos abandonados e a precisar de dono e olhem este menino e vejam lá se conhecem alguém e ajudem a dar comida e a adoptar… adoptar um cão? foda-se, mas cão é criança para ser adoptado?
na maioria das vezes fazem filhasdaputice às pessoas que estão ao lado e depois são tão preocupadinhos com a merda dos animais!! ó que cagalhão, pá!
e gosto particularmente quando dizem que são melhores do que muitas pessoas! por.amor.da.santa!!!

… do que ontem!
[comecei o dia com uma criatura num jipinho, tadinho, tipo um Smartinho mas 4×4, a fazer-me um gesto com a mão. sempre agradável, portanto! e logo comigo, que ando tão bem disposta! totó!]

e eu ando cheia de ideias em relação a uma bicicleta. sim, agora que vem o frio e o mau tempo, dá-me para isto. diz a minha mãe ‘cada doido, sua mania’.
olhem, se há greve, posso dizer que na marginal o trânsito não está pior do que noutros dias. a diferença está nas pessoas que se vêem nos passeios à espera de boleia. da próxima ponho um cartaz no Smartinho a dizer: ‘Campo Grande – mas só se forem como o cão da vizinha do andar de cima!’ (tenho tanta graça, que nem sei…)

a minha vizinha de cima teve um cão.
um dia estava deitada e comecei a ouvir uns barulhos estranhos. de tanto estar atenta, apercebi-me que seria um cão, não um gato, porque o barulho era pesado, como se ele fosse de encontro às coisas. pensando bem, poderia ser um porco, um leão, um hipopótamo. qualquer animal com algum porte, mas mudo. nunca ouvi a criatura animal a dar um pio que fosse!
questionava-me que raio de criatura humana era aquela que vivia por cima de mim, para ter um bicho, vá lá admitamos que era um cão, assim relativamente grande num espaço tão pequeno! eu tenho um estúdio e, a não ser que ela tenha comprado a casa do lado e deitado uma parede abaixo, ela terá espaço semelhante. eu sei que a desarrumação que reina nesta casa ainda a torna mais pequena, mas mesmo arrumada serve para tudo menos para ter um cão – quanto mais um porco, um leão ou um hipopótamo!
há coisa de umas semanas dei conta que o barulho da criatura animal, do mesmo modo que tinha entrado nas minhas noites, tinha sumido: de repente!
pois, que terá acontecido? já pensei em lhe perguntar, mas eu não gosto muito de intimidades com os vizinhos. chega-me os da frente, que falo muito cordialmente mas que nem sei os nomes embora os conheça há perto de vinte anos, e os outros da circunstância de partilharmos o elevador ou a escada. sim, porque eu como sou uma calona para fazer exercício, aproveito as escadas para treinar os glúteos, que uma mulher de rabo e mamas firmes é outra coisa!
há também a curiosidade – que Freud, ou até mesmo a minha terapeuta, explicaria – de eu achar que a criatura humana que vive no andar por cima do meu é uma mulher…

[a puta da máquina da roupa nunca mais acaba de lavar.]

e ainda que nem tudo esteja bem, que haja coisas que chateiem, a disposição abre-se à alegria.
talvez tudo isto tenha mais que ver com o facto de eu ter dormido nove horas, de um sono completamente reparador, do que propriamente com o sol, mas adiante.
ando num fase de bastante energia, produzo imenso e tenho ainda disponibilidade para os outros.
(preciso de arranjar forma de passar isso à minha equipa.)

fazer o caminho ao som disto. muitíssimo bom!

[o Sporting está feito ao bife com a lesão do Rinaudo; disseram-me que o tempo ía melhorar e não vejo nada; não imaginava sequer que houvesse um balcão nacional de injunções]

não tenho a mínima pachorra para pessoas com a mania da perseguição. para além de se revelarem cobardes, acham que os outros não têm mesmo mais nada para fazer do que pensar em estratégias para as lixarem.
oh, god, get a life! or a dog. or a man. or a woman. or a dildo.
em português: vão morrer longe!

[tenho aqui uma que passa a vida a mandar-nos falar baixo. como se eu precisasse que ela assumisse a responsabilidade de alguma coisa que eu digo!! estava bem arranjada…]

há quem vomite citações (por exemplo, no mural do FB) com a convicção de que descobriram a luz.
citar não custa, perceber o sentido também não, o difícil, mas mesmo o mais difícil é operacionalizar na nossa vida essa aprendizagem.
e se não for para isso, porque raio é que andam a colocar frasesinhas iluminadas, batidas e o carago?

apesar deste dia terrível de chuva e vento (oh, como eu detesto o vento, que me estraga os caracóis todos!) estou muitíssimo bem disposta.
o meu feriado foi tranquilo até às seis horas da tarde. aí, acelerou! jogo da bola, muito animado e onde me enganei e marquei dois golos. seguido de um jantar muito animado e divertido. hoje dói-me o corpo todo, o meu dia só vai terminar lá pelas onze da noite, mas a vida é bela e o resto é conversa!

que se passa lá fora? fora do meu carro?

… mas elas parecem gostar muito de mim!
uma esplanada enorme e onde é que eles se concentram para gritar, correr e todas aquelas coisas próprias de crianças? pois…

[noutra vida devo ter sido uma mãe desnaturada que não ligava nenhuma aos filhos]

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… porque razão nas filas dos semáforos há gente que deixa um espaço, para o carro da frente, onde quase cabia outro carro!

[sim, estou com fome!]

pelas minhas opções no trânsito até ao momento.

sabemos que estamos mesmo todas ferrugentas, quando mudamos sessenta pastas de sítio, com ajuda, e ficamos todas doridas dos ombros e das costas.

tenho de começar a mexer este rabo e fazer mais exercício físico

[o mar estava tão revolto, tão cinzento. que zanga que ele tinha. as gaivotas andavam desvairadas. e eu… eu só queria não ser tão preguiçosa para me levantar de manhã.]

a quem anda a perder peso por aí:
eu não sou o depósito de perdidos, ok?

[puta de vida! que raio andarei eu a fazer – ou a não fazer – para estar bué gorda outra vez?]

a propósito do j’attendrais da dalida (tudo a ver, portanto), lá voltámos nós à loucura do recordar é viver do vitor espadinha, comigo a declamar a letra para o meu colega do lado.
às vezes parece mesmo que estamos na escola!

eu não sei se é por poupança de espaço, de dinheiro, se por alguma razão peregrina que os meus fracos neurónios não atingem.
falo das casas de banho de empresas ou espaços públicos, em que o espaço para a gente se aliviar é dividido por umas placas de madeira. abertas em baixo e em cima, deverão contrapor certamente que por questões de segurança, sei lá! há justificação para tudo, nos tempos que correm.
mas que é deveras constrangedor, estar numa das divisórias a tentar cumprir uma necessidade fisiológica líquida e ouvir ao lado alguém a fazer o mesmo, é! sem privacidade nenhuma. que coisa mais estúpida que inventaram!
faz algum sentido eu sair e dar de caras com a minha directora, quando antes ouvi, e ela ouviu, o barulho da nossa urina a cair na sanita?
esta merda devia ser proibida!

sábado à noite cheguei a casa por volta das dez e meia. estacionei o carro ao fundo da minha rua.
enquanto apanhava a tralha que tinha de levar, vi que um homem a fazer movimentos de pêndulo estava parado a olhar para mim.
deixei-o continuar o seu percurso, pendulando, e saí do carro. fui pelo meio da rua, enquanto ele caminhava no passeio do meu prédio.
não estava com medo, porque a criatura nem com ela podia, mas não me apetecia nada interagir com ele e muito menos que ele visse em que porta é que eu entrava. acompanhei o seu trajecto de longe e abeirei-me da entrada da rua para ver se ele tinha seguido o seu caminho.
enquanto fazia isto, vejo uma senhora dos seus setenta anos, toda fresca e airosa a subir a rua. pensei que se o tipo se metesse com ela, talvez a incomodasse e abordei-a:
– boa noite. a senhora desculpe, mas eu vou acompanhá-la até à sua porta, porque anda aqui um indivíduo alcoolizado e pode meter-se consigo.
– ai sim? mas onde é que ele está?
– foi para aqui para a sua rua. ele é capaz de já ter ido embora, mas por via das dúvidas…
– ah, muito obrigada. mas sabe onde é que ele mora?
– não. só o vi vir para aqui.
– olhe, ele é careca?
– é sim.
– ah, é porque o meu filho anda outra vez metido no álcool.
– ah… ele já não é novo.
– pois não. tem 47 anos. passa o dia metido no Chico. no Chico não, no Joaquim.
– olhe, pronto, já está à porta de sua casa, muito boa noite.
já nem ouvi a resposta da senhora. à surpresa da resposta dela, deu-me uma vontade enorme de rir.
acho que da próxima, vou atrás da pessoa mas não digo nada!

a cor da água era uma mescla de dourado e prateado, com um tratamento de cartoon. coisa sem igual na natureza, digo eu, que ainda nunca a tinha visto assim e hoje estou para acreditar que se eu não vi é porque não existe.

ouço o meu colega a perguntar ao telefone “mas, vocês vão mesmo ser extintos?” e fico a desejar que a pergunta fosse para mim, para poder responder “não, vamos ser exbrancos.”
oh pá, até eu já começo a ficar preocupada com o meu nível de tolice a esta hora da manhã!
ainda só são dez e quarenta, cruzes. espero que isto acalme.

na curva do, claro.
o atraso dá-me para as piadinhas parvas.

buon giorno a tutti.
(linda italiana, ainda lês o meu blog? tenho-me esquecido de te perguntar)

já não vejo um jogo do sporting, ao vivo, há algum tempo.
fico a esperar que eles se portem bem e me mostrem um bocadinho de bom futebol.
embora… embora, o prenúncio de ir jogar a mesma defesa que jogava o ano passado (joão pereira, polga, carriço e evaldo) não seja lá uma coisa muito animadora.
mas… corações ao alto!

acordei com a cabeça meio azamboada. cheguei ao trabalho e, como habitualmente, fui buscar um café. supostamente à copa. mas aqui, logo de manhã, parece mais um galinheiro na altura em que se vai dar milho à criação. quase que precisei de um polícia sinaleiro para me orientar entre a gaveta onde estão os copos e a máquina do café, isto tudo resumido a um espaço de dois metros quadrados. como som de fundo um cacarejar constante, elas cheias de coisas para dizer, como se fora daqui tivessem uma mordaça que as impede de vomitar os seus desabafos – tanta necessidade que esta gente tem de falar, meu deus! e, naturalmente, tudo coisas que criam em mim uma empatia desgraçada… levar com aquela merda logo pela manhã é dose! quem havia de levar com elas era o ministro das finanças, que parece um padre a falar.
entretanto, tirei o meu café, pousei o copo à beira da bancada e comecei a abrir o pacote do açúcar. eu sou uma bocado desastrada. às vezes acontecem-me coisas que nem eu sei explicar. foi o caso de hoje. só dei por mim a tocar no copo cheio de café e ele a cair e um rio de café na bancada e no chão. tudo controlado, não fora uma das criaturas cacarejantes estar por perto e, azar dos azares, ter vestido umas calças brancas de linho. sorte a dela, que eu ainda não tinha posto o açúcar. desapareceu-lhe logo o riso e a euforia, para ficar desvairada. se eu quisesse fazer de propósito, não me teria saído melhor. ela a tentar tirar meia dúzia de pingos de café do fundo das calças e eu de cú para o ar a limpar o chão e a oferecer-lhe dodots para limpar as calças.
foi lindo!

… era bom viver num país onde se confiasse nos governantes.

aquelas pessoas que passam a vida a anunciar o que vão fazer, mesmo quando ninguém lhes está a dar atenção (ou talvez por isso):
– vou à casinha
– vou fazer xixi
– vou tirar uma fotocópia
– vou buscar um saco de plástico
– vou deixar-te aqui uma factura
– vou mandar-te um email

por amor da santa! arranjem lá forma de resolver essa falta de atenção!!

parede em Alfama

atrasadíssima!

o que retiro da comunicação de ontem, do PM, é que ele não é adepto da minha equipa.
com aquele apelo à manif de amanhã, à mesma hora do nosso jogo, retirou-me quaisquer dúvidas que eu pudesse ainda ter.

[achavam o quê? que eu vinha discorrer sobre a crise, de facto?]

everything but the girl

quando já li por aí nuns blogs de magricelas o gozo e o desprezo pela atitude, digo que é preciso ter uma auto-estima do caralho para ousar fazer uma coisa destas.
neste mundo dominado pela ditadura das magras, das dietas, do standard fashion, do standard em resumo, a minha profunda admiração por esta rapariga!

… achava que tinha sido erro de interpretação do jornalista.
Carlos Queiroz (ou será Queirós? continuo com o mesmo dilema…) diz que com ele a qualificação para o europeu teria sido natural.
é preciso ter uma tremenda falta de ética e uma tremenda ausência de auto-crítica para dizer uma bacorada semelhante.
há gente assim, que não aguenta estar longe dos holofotes…

depois de uma insónia bruta e de ter adormecido ao toque do despertador, houve um momento em que me encontrei em frente ao lava-louças, toda nua, e dei por mim a pensar: já tomei banho?
tinha a cabeça tão atrofiada, que voltei à casa de banho para ver se me recordava  do processo. e mesmo assim a única certeza que tive foi do facto da toalha estar húmida e eu ainda ter o cabelo molhado junto ao pescoço.
será que sou sonâmbula e durante a noite (o pouco da noite que dormi) andei a fumar o resto da pedra de haxe que tenho junto à cabeceira?
tudo muito estranho…

fazer a marginal na faixa da direita, vidro do pendura aberto para deixar entrar a brisa e o cheiro do mar.

[procurar prazer nas coisas simples.]

devo ter herdado da minha mãe o gosto pelas peras.

hoje, ao entrar para o banho, arrumei com o tornozelo com toda a força contra o bordo da banheira.

[Marquesa, não posso ver nada, que quero logo imitar.]

mas sem vontadinha nenhuma, caramba!

há pouco, deitada na cama a recuperar do jet lag da viagem a Londres, e pensando onde teria posto uma coisa que me faz falta, lembrei-me que tudo corria melhor na minha vida doméstica e caseira se metesse tudo em caixas com etiquetas. talvez fosse a única forma de, para além de rever coisas que já nem me lembro que tenho, organizar tudo.
“t-shirts” – “carteiras” – “ténis” – “material fotográfico” – “revistas” – “casacos” – “equipamento de treino” e etc etc etc.

circunstâncias inesperadas obrigam-nos a trabalhar os nossos recursos.
o que tinhamos como tranquilo é por vezes abalado.
e refazer o nosso caminho nem sempre é uma coisa pacífica. e até aceite por aqueles que nos rodeiam.
o inesperado obriga-nos a pensar e repensar. e traz-nos, na maioria das vezes, coisas diferentes. nem melhores, nem piores. só diferentes.
lidar com essa diferença e encontrar um novo rumo para a nossa vida é um desafio imenso. que precisamos de ter coragem de abraçar, porque nada acontece por acaso.

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todas as fotografias aqui reproduzidas são da autoria de ©Anabela Brito Mendes, excepto se forem identificadas.

acordo ortográfico

não sei como se faz e nem quero saber!

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