a puta da passadeira em Caxias!!

bye by my love.

(ca ta deva’sperar mais – nha sperança ta chiga a fim)

(fora eu treinadora e esta podia muito bem ser uma foto em que eu estaria a dar as últimas indicações a uma jogadora antes dela entrar. mas nem eu sou treinadora e a jogadora já tinha saído. e eu estava, somente, a mostrar-lhe o rasto que três aviões estavam a fazer no céu – portanto, eu nasci mesmo para isto: um jogo a decorrer e eu a ver aviões no céu!)

tive um fim de semana em cheio. só não foi completamente em cheio porque não ganhámos o torneio. mas tirando esse pequeno à parte, tudo o resto foi muito bom. é engraçado conhecer as pessoas fora do contexto habitual. e, confirmei que realmente eu nunca serei uma dirigente de grandes conquistas: interessa-me muito mais a questão humana, do que propriamente os títulos.
e, apesar de eu não me pelar por jogos ou torneios particulares – acho sempre que o meu tempo é demasiado precioso para isso – Albergaria-a-Velha teve algum encanto, para mim, este fim de semana. e Aveiro, também!

[obrigada pela foto – como diz a minha colega, estou com um olhar muito meigo!]

 
adoro a Marisa Monte.

de todas as vezes que nos pomos a jeito para que nos tratem mal, deveríamos, para além da dor psicológica, sentir também uma dor física, aguda, persistente, que só parasse quando da boca nos saísse um BASTA bem forte e alto!

mas mesmo sem dor física, de facto para mim BASTA!
fartinha de ser para os outros, aquilo que nem eles próprios são para eles si!

… e eu vou passar o fim de semana inteirinho com futebol – ninguém merece, nem mesmo eu!

a New Musical Express escolheu as 100 melhores músicas da sua existência (60 anos).
a melhor: Love Will Tear Us Apart dos Joy Divison, que eu adoro.
(tornei-me tão cínica que não tarda acredito que sim – love will tear us apart, again…)

– parece q tens sempre q dar o litro, né?
– sim
– se calhar é para perceberes q DÁS o litro!

[fiquei a pensar nisto, quica. obrigada pela achega.]

era enfiar uma droga que me provocasse este efeito. por umas horas, só.

 

ai cum catano, que estou a um passo de acreditar que essa merda é mesmo verdade!!!

[acho que Murphy me acompanhou neste regresso ao futebol…]

trânsito para chegar ao trabalho, a minha chefe a discutir comigo mal cheguei e eu com tanta coisa importante na minha vida para processar e sem tempo para isso!

muito menos quando essa gente é minha superior, foda-se!

vi o blog e bateram-me umas saudades imensas. resolvi mandar-lhe um mail.
no título: tenho saudades tuas.
corpo do texto: quando nos vemos?
ao que ela responde de imediato: Quando quiseres. Vamos lá combinar. Sexta? Também podemos combinar ir jantar.

com a maior parte das minhas amigas não escrevo assim. sou mais delicada, despeço-me, pergunto como estão.
e gosto desta simplicidade com ela.

Can’t get you outta my mind
I can’t lie
Cause a girl like you is so hard to find
I’m waiting for the day to make you mine
Cause I can’t take it

(hoje acordei com esta)

acordei mais ou menos cedo. mas isso não quer dizer pescoço, se eu estiver naqueles dias de pastelona. quando fui tomar banho já era mais do que hora de estar a sair de casa. a compôr o ramalhete, o homem da água para fazer a contagem – no momento em que eu estava a tentar fazer qualquer coisa com este cabelo, que me dê um ar de mulher e não de pita (eu devia ter percebido que com o corpinho danone que tenho neste momento, este corte tão curto não me iria favorecer nada).  
portanto, quando pus o carro em marcha faltavam dois minutos para a minha hora de entrada. cheguei atrasada vinte minutos. porque hoje em vez de andar a sessenta e a olhar para as vistas, fiz como os jogadores da bola: foquei-me no caminho e vim a uma velocidade um pouco mais alta.

sms: “gosto tanto de ti : ) penso que se nota, mas de quando em vez também se deve dizer. beijo : )”

tínhamos acabado de nos separarmos, depois do jantar.
olha, miúda, não te disse, mas estás muito, muito gira. a felicidade faz-te bem.

se, em vez de estar para aqui a cagar postas de pescada, fosse para casa lavar roupa e dar um jeito ao caos que existe na minha casinha de brincar.

é uma coisa quase incontrolável. eu gosto bué de cantar. melhor, de cantarolar. acho que herdei isso do meu pai. e qualquer expressão, muitas vezes somente uma palavra, me recorda logo uma letra de uma música, que invariavelmente desato a cantar.
claro que este talento me daria entrada directa na ala psiquiátrica de um hospital qualquer.
mas tirando este, não me vejo assim com talento para mais nada.

O tempo não cura nada, apenas tira o incurável do centro das atenções.
obrigada, Inês.

saber que me lêem de cima a baixo…
[espero que o prazer seja mútuo]

há diversas maneiras de se manifestar poder.
umas dão bastante mais prazer do que outras.

[acho que por aqui, hoje, está tudo mal disposto. quero lá saber! escusam de vir para este lado, que eu faço-lhes uma pega de cernelha, que nem nos olhos lhes dou confiança para olhar.]

de resto, muito bem disposta. não fora ir dedicar o próximo fim de semana todo – TODO – ao futebol, o que eu acho mesmo um desperdício, poderia dizer que tudo se encaminha para ficar quase perfeito.

há coisas que uma vez coladas a nós, e nem sempre temos o discernimento necessário para não deixar que isso aconteça, é o cabo dos trabalhos para que elas desapareçam. são como a expectoração dos bebés que tem de ser aspirada. e, logo, logo, quando pensamos tudo tranquilo, manifesta-se.
vai-se desvanescendo, sol caindo a pique no horizonte do oceano, mas… desaparecer?
um
dia,
talvez um dia!

e se, a par de escrever, também o praticar, venero-a!

“A melhor prova duma real amizade está em evitar os compromissos entre aqueles que se estimam. Ainda que devendo muito aos que muito me louvam, eu não quero ser-lhes obrigada pela gratidão. Mas sim grata porque estou com eles, devido a circunstâncias que a todos nós agradam e são um laço mais entre nós, sem constituírem um dever. Eu pretendo dizer da amizade o que Diógenes dizia do dinheiro: que ele o reavia dos seus amigos, e não que o pedia. Pois aquilo que os outros têm pelo sentimento comum não se pede, é património comum. Neste caso, a amizade.”

Agustina Bessa-Luís, in ‘Dicionário Imperfeito’

bué!

(vou fazer um chá. não me apetece trabalhar. farta de bancos e contrapartidas contabilísticas, ou a minha avó torta!)

… significa que cortei os caracóis. não que rapei o cabelo!

insónias.

(acordei passava pouco das cinco e meia. e pela minha cabeça passaram todas as preocupações que o futebol me traz, aquelas que estão em mim resolver, e as outras que não também, que eu sou muito magnânima no que toca a arcar com responsabilidades! puta que pariu! nem sei para que é que eu ando a fazer terapia…)

(vou a caminho do último jogo oficial da época)

@Peter

* ou, eu gostava de casar com um multibanco

eu a embirrar com uma música que já passou na rádio três vezes hoje. o meu colega a dizer que o tipo tem nome de chocolate, a minha colega a dizer:
– coitado, ele também só quer casar contigo.
– casar comigo? nem ele sabia no que se metia. ainda se fosse alguém rico que me tirasse desta vida.
ao que ela me responde:
– ah, eu nem isso!
– pois mas eu nunca experimentei, gostava de experimentar a sensação.
– de quê? de um multibanco?

[ai, as putas das reconciliações bancárias dão cabo de mim.  isso e os meus caracóis que se foram…]

“(…)
Um desejo, não de ser ave,
Mas de poder
Ter não sei quê do voo suave
Dentro em meu ser.”

Fernando Pessoa

cabide – ana carolina (adoro a batida. é bem disposta e fresca. e dá-me uma sensação de liberdade, que vai mesmo bem ao meu jeito de agora)

nota: bem que podiam ter dito que aquele link era uma bosta. agora com este, sim!

o vendaval passou, nada mais resta.

cortei os meus caracóis!
(há aqui um significado qualquer nisto, mas que eu ainda não atingi.)
entretanto, o que há a fazer é alterar a foto do cabeçalho, para o pessoal não ser enganado!
boa noite.

 

as voltas que eu já dei por causa de uns meros filhos da puta de uns 185,91€!!!

já não há cu para tantos updates no facebook sobre cães e gatos!
e as formigas? porque é que ninguém se lembra das formigas?

voltei a casa. senti a casa. fui às raízes. raízes do campo. de mãos calejadas pela enxada, de pele crestada, de fruta cheirosa, apanha da azeitona e panela de ferro na lareira.
no silêncio que atravessava o mato por cortar e no cheiro do abandono da casa, a minha história atravessou-me o pensamento. a adolescência, as tardes deitada na manta debaixo dos pinheiros a ouvir o “rock em stock”, quando o que me apetecia era andar a curtir os amigos e os pais me levavam para “a Rocha”. assim era chamado o lugar dos meus avós. o meu avô era o Mário da Rocha, embora fosse outro o seu apelido. e rocha ia-lhe tão bem. homem forte, íntegro e de convicções. que as passou todas à sua filha mais querida, a minha mãe.
e eu, ali, a tentar absorver alguma dessa firmeza, dar sentido ao que de rocha trago em mim. abrir o peito ao cheiro, inspirar fortemente e decidir assumir a renovação.

(sinto-me uma mulher diferente. como costumo dizer, aos 50 estará tudo consolidado. e reconciliado, também.)

adorava viver na Roma Antiga, só para ter escravas que me dessem banho!

em dia de pré-euforia europeia, Euro 2012, um artigo que acho fabuloso!

[preciso de cortar as unhas das mãos, ou pelo menos de as limar. não sei porque raio esta merda cresce tanto!]
 
meio mundo deve estar a fazer ponte, com um diazinho de férias. muito bom.
eu trabalho.
(mas estou aqui um bocado irritada com as unhas!)

sou extremamente desorganizada. melhor dizendo, sou extremamente desarrumada. não me parece que sejam sinónimos.
em coisa de minutos sou capaz de instalar o caos. e fazer desaparecer coisas, na minha casinha de bonecas, como se isto fosse uma mansão de dezoito quartos!
o pior é quando são aquelas coisas que também vão à rua. tipo carteiras, bolsas de telemóvel, óculos e por aí adiante. porque nunca sei se elas estão por aqui (e fazendo um gesto largo para abarcar a mansão) ou se ficaram perdidas algures.
andava há dias a pensar o que teria acontecido à bolsa do meu iPod Touch. dei umas olhadelas por aqui por casa, vasculhei a carteira, vi no carro e fiquei a pensar que a tinha perdido. eu raramente perco coisas. e quando digo raramente, é mesmo raramente. tipo passarem-se anos.
há pouco, pus o joelho em cima da cama para ir buscar os meus óculos, outra coisa que anda sempre desaparecida, e dei de caras com a bolsinha!!! fiquei tão feliz.
tão feliz que criei uma teoria:

as pessoas desarrumadas não perdem coisas. só não as encontram! 

muito bom dia a tutti!

* logo pela manhã, salvo seja, que apesar de ter vontade de dormir até ao meio-dia, acordei às dez e meia. nem tão tarde quanto tinha desejado, nem tão cedo quanto o título pode indiciar.

pois estava eu aqui no sossego da minha casinha das bonecas, muito antes destes animais que vivem por cima começarem o fado de arrastar coisas, e lembrei-me desta música |why can’t we live together| sem conseguir lembrar-me de quem cantava. (sim, minha querida Rute, poderá ser um acto falhado, mas dia 18 falamos disso, ok?)
fui pesquisar e dei de caras com a Sade. e esta versão é tão… tranquila, tão boa para iniciar o dia – no matter the lyrics, apesar de que algures aqui num sítio qualquer do meu inconsciente estará a explicação, mas hoje é  o último corpo de deus que vamos feriadar, portanto que se lixe!
e, aquelas boquinhas que ela faz de vez em quando… ui! ui!

XLVI

Deste modo ou daquele modo.
Conforme calha ou não calha.
Podendo às vezes dizer o que penso,
E outras vezes dizendo-o mal e com misturas,
Vou escrevendo os meus versos sem querer,
Como se escrever não fosse uma cousa feita de gestos,
Como se escrever fosse uma cousa que me acontecesse
Como dar-me o sol de fora.

Procuro dizer o que sinto
Sem pensar em que o sinto.
Procuro encostar as palavras à idéia
E não precisar dum corredor
Do pensamento para as palavras

Nem sempre consigo sentir o que sei que devo sentir.
O meu pensamento só muito devagar atravessa o rio a nado
Porque lhe pesa o fato que os homens o fizeram usar.

Procuro despir-me do que aprendi,
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
Desembrulhar-me e ser eu, não Alberto Caeiro,
Mas um animal humano que a Natureza produziu.

E assim escrevo, querendo sentir a Natureza, nem sequer como um homem,
Mas como quem sente a Natureza, e mais nada.
E assim escrevo, ora bem ora mal,
Ora acertando com o que quero dizer ora errando,
Caindo aqui, levantando-me acolá,
Mas indo sempre no meu caminho como um cego teimoso.

Ainda assim, sou alguém.
Sou o Descobridor da Natureza.
Sou o Argonauta das sensações verdadeiras.
Trago ao Universo um novo Universo
Porque trago ao Universo ele-próprio.

Isto sinto e isto escrevo
Perfeitamente sabedor e sem que não veja
Que são cinco horas do amanhecer
E que o sol, que ainda não mostrou a cabeça
Por cima do muro do horizonte,
Ainda assim já se lhe vêem as pontas dos dedos
Agarrando o cimo do muro
Do horizonte cheio de montes baixos.

(Alberto Caeiro)

sempre achei muita graça à forma idílica como algumas lésbicas in progress, à procura da primeira experiência, imaginavam as relações entre duas mulheres. mais do que uma me descreveu um cenário idealizado como um filme em que todos, neste caso todas, se amam, respeitam, toleram. eu sorria e dizia que as pessoas são todas iguais. a única coisa que é, certa e seguramente, diferente é a anatomia. o resto… enfim, dependia.
e, mais, até tenho para mim que as relações entre duas mulheres são a mais difícil combinação a dar certo. porque se duplica “debaixo do mesmo tecto” características que, numa relação homem/mulher se diluem na indiferença do homem e numa relação homem/homem não se põem (quer dizer, às vezes há alguns que são piores que elas). as mulheres são, regra geral, possessivas, manipuladoras, controladoras, ciumentas, muito ligadas a pequenos pormenores. não que isto apareça tudo ao mesmo tempo como uma bomba atómica, mas são características que grande parte tem e que quando batem do outro lado de forma igual, a coisa não corre bem.
isto tudo a propósito de uma notícia que a minha colega me leu do jornal e que está aqui uma parte. acresce-se que eu conheço uma das senhoras em questão, e devo dizer que, apesar de nunca ter tido um convívio de muito perto com ela, a ser verdade não me espanta minimamente o que li. mas choca-me!
choca-me sempre o poder e o abuso que se faz dele. choca-me a falta de respeito pelo indivíduo e sua privacidade. choca-me a violência, seja ela física, verbal ou pelo silêncio. e choca-me, sobretudo, as pessoas não conseguirem perceber que a única coisa que nos pertence é o nosso sentimento. o objecto do nosso afecto não é nosso. por muito que isso nos custe.
[todos os dias faço um esforço no sentido de não ser assim com ninguém de quem goste.]

deambulando na Fábrica de Braço de Prata.

… nesse maravilhoso e intrincado mundo das conciliações bancárias.
haja um deus que me acuda!

a puta da borbulha ainda não desapareceu!

estas gajas que fodem à toa e depois vão com uma ligeireza do caralho à clínica dos arcos abortar! acabei de ouvir uma ‘miúda’ que vai no segundo. quando é que fez o outro? em 2009. tipo, olha agora vou ali deitar esta merda fora, porque a experiência da outra vez não foi suficiente para eu começar a fazer qualquer coisinha pela vida. e diz que desta vez lhe está a custar mais… sim, sim. claro que está. então não está! responsabilizar-se antes é que esteve de chuva. e o gajo? ah e tal não estou preparado para esta vida. quando está a pinocar à doida não pensa nisso!

nem sei porque raio é que esta merda me está a irritar. eu nem sou particularmente sensível à questão do aborto. não me choca, nem repugna. mas lixa-me a desresponsabilização. lixa-me, pronto!

é do meu browser, da minha vista, do meu terminal, ou alguém mais vê o tamanho das letras do blog a alterar-se como se fosse um pisca? ora maior, ora mais pequena.
se tivesse fumado uma, pensava que era disso, mas eu agora já nem cigarros fumo…

borbulhas!

por exemplo, a necessidade que as pessoas têm de se justificar por fazer isto ou aquilo nos seus blogs ou no mural do FB. ah e tal porque isto é meu, porque me apetece, vou só colocar pontos de interrogação (exemplo estúpido para ridicularizar a coisa).
por alma dos meus gatinhos, como diz a minha mãe. ponham lá o que quiserem. caguem naquela merda, até. mas não justifiquem o óbvio!
era tipo eu dizer: porque este blog é meu, vou só colocar fotos minhas, ainda que elas sejam uma trampa.

(sinto a vontade de cantar, acordo a voz, agarro a música no ar, toda a música tem magia, há na música uma alegria, que vibra cá dento de mim – eu às vezes sou muito idiota!)

hoje ia-me espalhando na banheira. havia de ser lindo, este corpinho danone a ficar estatelado. bem, se a água estivesse a correr aproveitava para um banho de imersão.

ser chamada de anita pela minha amiga Choux.

 
 

parabéns por teres chegado ao dia de hoje.
a minha maior admiração por isso.

eu não fui!

podemos começar o dia de trabalho!

[esta cena de o povo galináceo ir aos festivais da moda é uma grande merda à segunda de manhã, quando se entra na copa para tirar um café e estão todas com a pita aos saltos por causa do brian adams! por.amor.da.santa!]

(update: my lovely girls, que se portaram muito bem!)

para sair da cama e atirar-me a mais um domingo desportivo!

apanho-me cheia de vontade de resgatar o sentir de família que nunca tive. família alargada. os primos. os filhos dos primos. por onde andei durante estes anos todos? desfilam imagens no meu pensamento e vinte e oito anos em que só me vejo a mim. já vivi muito para fora. tanta gente da qual já não me lembro. tanta falta de noção de sentir o pé assente no chão. da terra. aquela não é a minha terra, não a sinto como tal, mas é o que mais próximo tenho de terra. e a família mais chegada. fico cheia de vontade de ir e estar. porcaria do futebol, mais a minha ideia de regressar! desabafo assim, sem pensar. tudo tem sentido. sinto-me regressar ao chão. melhor, sinto que, finalmente, ao fim de quase cinquenta anos de existência, começo a saber o que é chão. e apetece-me regressar à família.

[Rute, eu aprendo devagar, mas vou conseguir. o único senão da lentidão, é que se torna tudo mais caro, mas antes para aí do que para o prozac.]

[esta podia ser eu, em pequena. de caracóis e igualmente traquina.]

Quando era criança
Vivi, sem saber,
Só para hoje ter
Aquela lembrança.

É hoje que sinto
Aquilo que fui
Minha vida flui
Feita do que minto.

Mas nesta prisão,
Livro único, leio
O sorriso alheio
De quem fui então.

(Fernando Pessoa)

everyone’s feeling pretty
it’s hotter than july
though the world’s full of problems
they couldn’t touch us even if they try

tanto haveria para dizer sobre isso…

[já me ligaram. tão bem dispostos, os dois. cansados, dizem-se. fisicamente, o que é uma coisa boa. (estarei diferente de há um ano?)]

dia 9 de Junho, Largo de São Carlos. (cliquem no logo para saber mais)

… inverto o sentido deste blog.
de palavras, ilustradas de vez em quando com algumas fotos, vou passar a fotos, acompanhadas de vez em quando com algumas palavras.
isto digo eu, que ando em contenção, acompanhada de alguma preguiça.

se gosto disto ou não.

correio

meiavolta(at)gmail(dot)com

fotografias

todas as fotografias aqui reproduzidas são da autoria de ©Anabela Brito Mendes, excepto se forem identificadas.

acordo ortográfico

não sei como se faz e nem quero saber!

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