conseguíssemos, todas nós, carregar os nossos fardos com tanta elegância…
reunir a mulher e a amante, numa pessoa só, traz vantagens que jamais me tinha apercebido.
a vantagem maior é termos a pessoa sempre connosco, e não ser preciso fazer uma agenda para conciliar as coisas. está sempre tudo bem, duma forma ou de outra!
logo de seguida, é o facto de não ter que se mentir. dá uma trabalheira do caraças andar a esconder o que se faz, nem vos digo! é duma gaja ficar toda espatifadinha!
em termos meramente económicos, a coisa também se nota: é o combustível que se poupa em não ter de andar de um lado para o outro, desenfreada a voar, porque já se está atrasada; os cigarros a menos que se fumam, porque já não se vive a angústia de ser descoberta, etc, etc e tal.
enfim, são um sem número de desvantagens, ter-se vida dupla. claro que, as razões acima referidas, não fazem efeito quando se está envolvida na situação – quer-se lá saber!
mas… e o perfume? o perfume que teima em não sair da nossa cara, pescoço, ou o diabo a quatro!! e claro, por azar, elas não usam o mesmo perfume, e a legítima tem sempre um faro apuradíssimo!!
nem se metam nisso!
tipo o cérebro [se é que o tenho] a não caber na casca! não sei se é a idade, se a tpm, se a p+++ que pariu!!
(tenho o teclado nojento – será que sou eu que tenho de o limpar? ah! lembram-se do rato, coitado, que ía voando janela fora? ‘tadinho… o mal dele era sujidade. sou tão injusta!)
os ex-grandes amores são como os bons vinhos – precisam de tempo, de preferência em sítio sossegado, para depois darem lugar a uma boa amizade.
não há lugar a colheitas da época, se quisermos um resultado de paladar suave, sem adstringência, e que possa ser consumido sem pressas, nem sobressaltos.
[é bom, voltar a estar assim contigo.]
perguntava-me alguém, se eu não tinha programa melhor para um domingo – tinha, tenho sempre alternativa ao que faço. mas foi aquela que escolhi. e estava uma tarde excelente, com sol e algum calor, mesmo propícia para rever o que já me fez muito feliz.
às vezes penso que agora é que havia de começar, tanta coisa que já sei. mas, agora, que já sei tanta coisa, já não tenho a inocência do querer. o fascínio do desconhecido e das dificuldades.
(no outro dia sonhei que tinha voltado. que, num momento de insanidade, só pode, tinha-me comprometido com uma equipa. a sensação não foi nada boa.)
a partir de hoje, tenho um novo clube. sou do odivelas!

é o que se espera, agora que o fim de semana (longo) se aproxima.
[agora, com licença, que é pessoal: P., em troca do pôr do sol no campo]
olha lá, minha queridíssima morena (ainda estás morena?), para além dos parabéns e coiso e tal, mais os encontros na caixa do carrefour, que nunca mais se deram, vê lá agora se com a casa nova desatas a fazer a mesma coisa, e passa dias e dias e dias sem postar nada!
ah… está aprovado – eu consigo lá comentar. podes continuar!
[gargalhada muda, porque isto aqui não está para brincadeiras e ainda me internam!]
olhando para trás (é incrível mas o que é bom passa-se nas minhas costas, e à frente só tenho tipas feias, que fazem barulho com os saltos e com vozes horrorosas que se exprimem no máximo dos decibéis permitidos pelo bom senso e pela educação), observo que a 2ª circular está a circular muito bem.
ó prima, tu podes copiar tudo!! até o estilo (passe a presunção), que mais não é que o resultado de todas as vivências, e de todas as pessoas do meu universo. e tu, como bem saberás, és uma das mais especiais!
ainda bem que não tenho responsabilidades na matéria, sou espectadora de sofá, e assim possa fazer as análises mais disparatadas que mal nenhum vem ao mundo – para além de não ser levada muito a sério.
vi o jogo do sporting e andei a ver o benfica e o porto a meias.
e os jogos de ontem, vieram confirmar a ideia que tinha ficado com o jogo do sporting: as nossas equipas não apresentam um futebol consistente, e era mesmo rezar pelos resultados! não consigo gostar de ver jogos com tão fraca qualidade de jogo. onde a bola anda sempre aos solavancos, raramente se consegue ver uma jogada que tenha princípio, meio e fim, e onde despontam aqueles anormais daqueles jogadores que correm, correm, correm com a bola nos pés, para depois a perderem em rodriguinhos de merda!
já para não falar na fita que os meninos fazem, de cada vez que alguém lhes toca. a minha preferida é quando levam um toque nas canelas, e se rebolam como se estivessem para parir!! aqueles meninos usam caneleiras de carbono, não brinquem! são leves e duras. na maioria das vezes, nem devem sentir nada! uma corja de fiteiros, que a nossa cultura da manha ajuda a manter!
* não sei bem o que isto quer dizer, mas que é giro, é! mais giro, só as lamentações do camacho!
não tarda estou como aquelas mulheres que dizem “ai, a mim, até a água engorda!”
que trampa!
aquela gente que conduz a toda a velocidade até ao carro da frente, para depois ter de abrandar, das duas uma: ou é burra ou imbecil.
ambas são intoleráveis!
final de tarde na praia morena.
a fazer horas para a festa das mulheres, no dia internacional das mulheres.
tranquilamente, como se pode observar.
woody & allen, just for you!
miss woody, não me quer cá parecer, que a miss allen fique satisfeita agora que lhe copiou o estilo.
é verdade que foi só nos comentários, mas por z/deus, acha que eu consigo ler aquilo tudo de uma assentada?? não sabeis vós, as duas e ambas ao mesmo tempo, que fiz primária por correspondência?
[bué de links e parêntesis rectos. do best!]
– o imenso nojo que sinto por gente cobarde.
deixa-me um sabor estranho na boca – directamente proporcional ao que me deixam nos olhos, os jogos do sporting!
(começo a não ter paciência para aquela forma (?) de jogar)
hoje o prof. machado vaz disse duas coisas que, para além de me fazerem imenso sentido, vêm mesmo a calhar a propósito dumas conversas que tenho tido. a saber:
– o amor não pode ser a única gaveta de afectos
– a pessoa amada não deve ser o centro do nosso mundo
tenho dito!
bom dia!
está sol! e eu sou imeeeeeeeensamente feliz!
a partir dessa altura, grande parte dos meus sábados tornaram-se diferentes.
tinha de acordar cedo, muito cedo, muitas vezes deitando-me tarde, não na véspera mas já nesse mesmo dia.
os jogos eram, geralmente, às dez da manhã. o que me obrigava, a mim e às restantes pessoas, a estar no clube, no máximo dos máximos às nove. e quando jogávamos fora, oito e tal. no primeiro ano, por via do desconhecimento em relação às outras equipas, errávamos estradas e estradas. uma vez, andámos perdidas num monte na malveira, a carrinha quase a enterrar-se, quando o campo era na estrada que vai para o guincho!
angustiava-me imenso, até tudo estar a postos para se jogar. às vezes ficava impossível. mentalmente, empurrava-as para dentro da carrinha, ou para o balneário, desejava ter super poderes para controlar tudo. e, principalmente, ninguém se atrasar.
havia uma menina, que tinha esse péssimo hábito. já toda a gente estava na carrinha, e ela esboçava a sua silhueta ao fundo da rampa.
um dia, com a minha maior paciência, perguntei-lhe “olha lá, minha pequenina, tu moras muito longe daqui?”. ela, com aquele ar cândido, cabelinho loirinho, de roupinhas sempre muito arranjadinhas, respondeu-me “não. está a ver aqueles prédios ali em cima? eu moro lá.”. sem desistir, procurei nova resposta “então? acordas tarde, é?”. novamente, muito tranquila disse-me “não, claro que não. tenho de acordar cedo para tomar o pequeno-almoço”. aí, já não devo ter disfarçado a minha irritabilidade “então, porque é que chegas sempre atrasada? tens relógio, não tens?” e ela continuou “sabe, depois de me despachar, sento-me a ver televisão e o tempo passa sem eu dar conta.”.
com o tempo [anos] confirmei que aquela não era uma desculpa encontrada à pressa. nem era negligência. era, tão somente, uma forma de estar, que na maioria das vezes irritava toda a gente à sua volta. sempre a vi incapaz de cumprir horários, ainda que tivessem um lapso de meia hora. está-lhe no espírito.
passados dez anos, continua assim – linda. sempre com aquele arzinho de menina. e a adiar coisas. esquecendo-se de pôr em prática o talento. é o que faz ter alma de artista.
para a I.
… eu me lembrasse de deixar de fumar?
(assim, como assim, já não fumo desde ontem à hora do almoço – quer dizer, não fumo porque não tenho cigarros e tenho preguiça de ir comprar – se vocês imaginassem o quanto eu sou preguiçosa…!)
a minha Maria, se tudo falhar na sua vida profissional, tem algumas profissões alternativas – uma delas, ser cabeleireira.
se ontem viram uns caracóis, a voar oeiras afora… eram os meus!
deu-me cá uma tosquiadela!!
– ó miuda, era suposto ser assim tão curto???
(eu deixo que ela me faça tudo! terei falta de personalidade? ahahahah!)
por acaso, acho imensa piada aos treinadores que dizem que a sua equipa merecia ganhar, num jogo em que não marcaram um único golo!
ó paulo bento, por.amor.da.santa!
tenho aqui umas coisas para dizer, mas agora não me apetece.
já cá volto!
(vou comer. é melhor!)
serviço informativo: a 2ª circular, está mesmo a circular!
se, por acaso, passarem na segunda circular, e levarem com um rato da fujitsu em cima do carro, fui eu!
a minha maria já está a trabalhar e eu não emagreci um único quilo!!!
que incompetência a minha!
é que ver aqueles jogos de futebol [sim, porque andei a passear pelos três] dá cá um enjoo!!
senhor, arranjai um lugar no céu, para as pobres almas que ainda pagam para ver aquilo ao vivo!
ai que boas e tal, tão fofinhas e macias e o diabo a quatro, raios que parta que estou com uma dor no pescoço que não me aguento!!!
[é isso e as putas das facturas da puma a fecundarem-me o juízo!]
só conheço um assunto, no qual a maria é completamente irreversível na sua opinião – motas! de nada adianta argumentar com ela, porque não dá mostras de tolerância ou abertura. acha-as um veículo contra-natura e ponto final. eu já lhe disse que isso é karma dela, vai na volta noutra vida foi uma motard maluca que se espatifou uma datas de vezes e agora anda a cumprir o karma. que não, diz-me ela, porque a última vez que cá veio foi em mil setecentos e tal, e nessa altura ainda havia motas. contra factos, não há argumentos.
eu gosto imenso de andar de mota. mas nunca fui além de ter uma acelera quando era adolescente, até porque o capacete dá cabo de todo e qualquer penteado, que não seja máquina zero, ou pouco mais. temos algumas amigas com motas, daquelas mesmo motas, com todas as letras e rodas bué de grossas, e coiso e tal. lindas!! a única coisa que fascina a maria é o capacete cor de laranja da lúcia!
na sexta-feira disse-lhe que no sábado ía almoçar com a bé. pergunta imediata “e ela vem como?”. de início não percebi o alcance da coisa, porque a bé tem transporte e não precisa de boleia, mas rapidamente se fez luz e disse-lhe “vem como, como? de carro ou de mota?”. ao que ela anuiu, sim era isso que estava a questionar. e eu, para a arreliar, adoro arreliá-la, disse-lhe “não sei, amor, mas deixa lá que se vier de mota, eu não tenho capacete para andar com ela… a não ser que peça um emprestado à lúcia!”. e ela tão querida, rendida, disse “oh, mas que tolice a minha. se tu queres andar, eu não posso meter-me nisso. mas fico mais descansada se não o fizeres”.
por acaso ela veio de mota. mas fomos no meu carro, aproveitando o tempo todo para pôr a conversa em dia.
tivera eu tido mais necessidades e seria excelente!
assim, quedo-me pelo bonzito. pontualmente.
no mais dos casos, sou banal.
hoje acordei com a sensação que me tinha passado um rolo compressor por cima do corpo!
doía-me tudo! tinha tanto sono, que fui adiando a hora de me levantar. até à última, em que me levanto a correr, é sempre assim, enfio-me na casa de banho e amaldiçôo tudo e todos, mais o cabelo que devia era ser rapado, para não dar tanto trabalho! tenho tantas saudades do meu cabelo curtinho… bem, mas isso agora não interessa nada.
pelo caminho vim a ouvir uma entrevista à paula rego, no museu rainha sofia, a propósito da inauguração da exposição. o que eu me diverti com ela. dei umas boas gargalhadas no meio do trânsito. acho a mulher fantástica, divertidíssima naquele seu ar meio lunático!
e agora, bute continuar a labuta! até ósdespois!
preciso urgentemente de emagrecer.
sempre que a maria fica doente, é certinho que perco logo uns quilitos.
vai daí, que a morena resolveu fazer-me a vontade!
é tão querida!
(já experimentaram ir à farmácia do oeiras parque durante a noite? tipo duas da manhã? sem vivalma na rua? enfim, é a modos assim que uma experiência interessante… tipo, apre*, que este caminho nunca mais acaba e consigo chegar ao carro!!!)
(* não é tão realista como um bom palavrão, mas eu tenho de deixar de dizer palavrões! e de escrever, também!)
… de
r
a
s
t
o
s!
hoje, ao ouvir o júlio machado vaz dizer que os pais não devem querer ser os melhores amigos dos filhos [e bem], lembrei-me daquelas mulheres que dizem que as namoradas são as suas melhores amigas. coisa mais deserotizada, credo!
a minha maria não é, nem nunca será, pelo menos enquanto mantivermos este tipo de relação, a minha melhor amiga. a mulher que amo, que beijo com paixão, com quem faço amor, não pode depois incluir-se na categoria de melhor amiga.
[se alguém preenche, erradamente, esses dois requisitos, é porque a rede de relações da outra pessoa é muito, muito pobre, senão quase inexistente.]
é verdade que existe, entre nós, uma boa dose de amizade. no sentido em que nos envolvemos com a vida e os problemas uma da outra, que trocamos ideias quando necessitamos de resolver coisas pessoais.
mas daí a sermos as melhores amigas, uma da outra, credo! até me falta o ar só de pensar nisso! coisa tão redundante. seria quase como viver num casulo. como é que se fala mal da nossa namorada, à nossa melhor amiga, quando ambas são uma e a mesma pessoa?
para além disso, eu não sou nada pessoa de ter uma melhor amiga! acho isso extremamente redutor. eu tenho várias melhores amigas – cada uma mais a jeito, conforme da situação que se trate!
é a globalização!
os sportinguistas andavam danadinhos para terem um filho pródigo, à semelhança do rui costa no benfica, para poderem aplaudir um golo que ele marca e pede muita desculpa e toda a gente bate palmas e ganda empatia e que merdice de coisa!
há situações que já no original são ridículas, quanto mais as cópias!
piteeeeeeeeeeca!
tenho saudades tuas! vamos combinar qualquer coisa!
e o polga? já vos falei que o polga esteve brilhante?
(três anos a fazer terapia, e não consigo deixar de avacalhar um bocado, sempre que digo algo mais sério)
quando escrevi sobre ela, uns posts abaixo, estava a recordar-me de uma conversa tida há dias com uma amiga – sobre a incapacidade da sua companheira em aceitar o seu deslize.
e o quanto lhe referi, que bem certo é o ditado [como são quase todos] que quem anda à chuva, molha-se. portanto, é primordial que se pense muito bem no que se vai fazer, porque as consequências poderão ser desastrosas – mesmo que, para quem trai, a situação não passe de um mero deslize. sem importância. à partida pensa-se “sem consequências”.
só que numa relação, que no mínimo terá de implicar duas pessoas, não se pode ter somente em conta aquilo que sentimos. e ainda que pensemos conhecer muito bem quem nos acompanha, há situações que não são, de todo, do nosso controle.
e a confiança que pode precisar de muito tempo para ser conquistada, num minuto cai por terra. e quem é traído não consegue evitar que isso lhe aconteça – a perda de confiança. no outro, e em si. e uma relação sem confiança não presta para nada. é um caco, não nos iludamos.
tive imensos deslizes, ó se tive! na verdade, sinto que andei a treinar vinte anos, para encontrar a relação perfeita. e de todas as vezes que os cometi, estava consciente dos riscos que corria. e, principalmente, sabia os motivos que me levavam a fazê-lo. ao fim de tanto tempo, resolvi que havia de encontrar respostas concretas para a coisa, e mais, a solução para que tal não voltasse a acontecer com a mesma leveza.
sei que tenho conhecimento, para antecipar esses deslizes. e decidir o que fazer com isso.
também sei que não quero omitir – sou péssima a omitir sentimentos e sensações; era sempre apanhada como um passarinho, até porque minto muito mal. portanto, só me resta não o fazer.
e, na verdade, procuro todos os dias alimentar a relação que tenho, de forma a que ela nunca deixe de ser aquilo que é: perfeita. e nada fácil, como convém. (nem imaginam o que é ter uma mulher gémeos!!!)
acordei com uma dor de cabeça monumental. que se dissipou com o banho [devia ser o lixo a pesar].
aqui entretida nos meus pensamentos, entremeados com umas respostas a uns mails, e o lançamento de documentos de caixa, descobri que hoje estou com um coração de manteiga. para amar, mesmo. estou a gostar imenso da minha chefe, de algumas pessoas que não conheço a não ser virtualmente, fora todas as outra pessoas que gosto muito habitualmente. ou seja, estou mesmo para amar!
(tenho dias assim, também. tolerante e bem disposta)
depois de sofrer p’ra cacete com o jogo, já estive a ver o episódio da semana passada do 24 e agora vou ver o desta!
se não é ser-se maluco, anda lá perto!
repito a dose do post anterior. muito polga, muito miguel veloso, raisparta o van der sar e finalmente gostei imenso do abel e do ronny. mais do abel.
até agora, tudo bem!
polga excelente, miguel veloso grande e van der sar… imenso!
o djaló pode ir já para o banho. e não tarda o romagnoli, também.
e o liedson devia ter levado uma chapada à 2ª vez que caiu à toa.
o relvado… cruzes, credo!
(já não tenho idade para ver isto! mariaaaaa! anda depressa para casa para me dares miminhos)
quais amor à camisola, pá!! tretas!
um gajo tem de ser profissional e mais nada!
e ter respeito por si.
o paulo pires está pooooodre de bom, na novela da tvi!!
yah, eu sou um casal dentro de mim – o meu lado macho vê bola e o lado galinha vê novelas. e vai na volta, ainda descubro que sou uma heterossexual que ainda não saiu do armário! essa era linda!
que raio se passava hoje??? todas as saídas de oeiras estavam empedernidas. isso mesmo – empedernidas! começo a ficar fartinha! não tarda compro um helicóptero!
hoje não me lembrei de loiras. nem me lembrei de nada em especial – acho que vinha meio anestesiada. quer dizer, estou a pensar no jogo do scp mailogo!
e por falar em bola, querida cristina, ontem vi o teu benfas com relativa atenção. meu deus, [se ele existe que me perdoe evocá-lo por motivo tão fútil] eu sei que do outro lado estava o campeão europeu, mas… naquela equipa só houve um jogador – o teu querido rui costa. os outros, coitados, até podiam ser muito bons lá nos seus países da américa do sul, mas ainda têm de comer muito cozido à portuguesa!!! confrangedor. vá lá, para a nossa liga é capaz de chegar. mas nada daquela equipa maravilha que o presidente do slb faz questão de apregoar todos os inícios de época – será que ainda alguém suporta ouvi-lo?
vai na volta daqui a uma semana e meia levo com tudo isto em cima, no jogo benfica–sporting, mas não é disso que estamos a falar. é mais champions league!
também podia falar do fcp, mas não vi nada, a não ser os golos. e o do liverpool resulta de uma falha de marcação – como quase todos os golos, isso é uma redundância!
o meu sporting logo? eh pá, eu de futebol não percebo nada!!!
(para eu andar a falar tanto da bola, deve ter havido alguma coisa que não ficou muito bem resolvida, lá na rute…)
… mas, a minha querida cristina lá me picou! diz-me ela ali em baixo “mas já viste a onda de desculpabilização?”
há os que não entendem que um líder não pode ter essa margem de erro. não chegam lá…
mas, há uma tendência muito grande para não sermos exigentes com os outros – assim, esperamos, que no dia do nosso juízo, não o sejam connosco também, e nos desculpem os erros e os fracassos que são feitos de forma displicente.
a cereja no topo do bolo vai para o argumento daquilo que ele já fez, servindo assim de atenuante. como se a indignação perante aquele acto tresloucado, fosse uma tentativa de branqueamento do seu passado. não vejo que interesse alguém pode ter em apagar feitos que foram festejados por todo o país. isso é completamente ridículo.
nada me move contra o senhor. nem a favor. no lugar dele poderia estar uma das minhas melhores amigas, que por acaso, já foi seleccionadora nacional – e a minha posição seria exactamente a mesma: acharia inadmissível.
e penso que o presidente da fpf quer ter mais uma apuramento no currículo, antes de se retirar do cargo – e se os tivesse no sítio para o demitir, pensa ele que comprometeria seriamente esse apuramento. eu acho que ele já está a ser seriamente comprometido há alguns jogos, mas isso é futebol e não interessa nada!
nem sempre o caminho mais fácil, para nos redimirmos de uma traição que cometemos, é a confissão da dita. porque raramente estamos preparados para aceitarmos as consequências – o outro poderá não conseguir aceitar, e desculpar, o acto. por isso, em caso de dúvida, o melhor é ficarmos caladinhos, e partilharmos a culpa somente com a noite que, às vezes, é boa conselheira.
(eu poderia escrever um manual sobre traição e a consequente culpa! credo!)



agora é que é de vez, e acaba-se o ciclo norte.
segundo a menina da recepção, os jarrões são verdadeiros e valiosíssimos.
diz ela que só podem ter sido oferta de um imperador a um rei. porque os dragões têm cinco dedos nas garras – e só os imperadores tinham esses jarrões. se ela o diz, por mim tudo bem! pode ser que dê sorte ao fcp logo à noite!

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para terminar com o convento de alpendurada – já estou farta dele aqui no blog!
três das inúmeras salas. este sofá vermelho até eu ficava com ele!


na primeira foto, visto do outro lado do douro. já íamos de partida.
descobri-o, salvo erro, no lifecooler. a maria encarregou-se de me fazer a surpresa de reservar o quarto. pelo site consegue perceber-se a grandiosidade da coisa. mas só mesmo ao vivo é que dá para perceber. está completamente decorado com peças de arte, algumas mais valiosas que outras, mas grande parte com imenso valor. e todas disponíveis ao toque e ao assento, de forma a materializarmos o conto de fadas. tentarei não ser demasiado preguiçosa, e colocar aqui algumas fotos do seu interior.
bom fim de semana!
miúda, estás a ver aquele chá solúvel instantâneo, da cem por cento, de soja e menta, coiso e tal pica pau?
acabou!
muita gente desiludida com a prestação da selecção de futebol, aponta-lhes como receita a humildade e o amor à camisola das selecções de basquetebol e de rugby.
percebo que a frustração das expectativas leve a que se reduza a coisa de forma tão simples.
mas convém não esquecer que, em muitas coisas, mas na competição principalmente, é tão mais difícil manter-se no topo, do que chegar lá.
a seguir ao respeito, a confiança é o sentimento mais importante nas relações humanas.

o douro, entre o pinhão e a régua
(novamente o azul a fascinar-me)
[a caminho da estadia mais surpreendente de todas as férias:
o convento de alpendurada]

quinta do reconco – santa eugénia – alijó
acordar e ter esta paisagem à volta, é mesmo muito bom!
nesta altura o tempo começou a aquecer.
e o passeio pelo norte começava a chegar ao fim.
depois do post que escrevi, nada melhor que o jogo de ontem, para confirmar a minha ideia: não há pachorra para malabaristas da bola. o jogo foi péssimo. de uma displicência medonha. o cristiano ronaldo está a precisar urgentemente de um banho de humildade. aqueles centrais, ó valha-me nossa senhora. o deco, onde é que ele anda?. tanto passe mal feito. tanto toque de calcanhar para ninguém. enfim, deu mesmo para perceber que é uma perda de tempo ficar a olhar para a televisão. tão cedo não me apanham!
por último, e já mesmo no fim, aquela cena inqualificável do seleccionador. e a seguir, pior ainda – a justificação que ele dá para aquela atitude! mas, será que o tipo pensa que nós somos todos atrasados mentais? que não percebemos o que se passou?
não me parece, perante a arrogância desvairada da justificação, que ele tenha a humildade de reconhecer que esteve mal, e que apresente a sua demissão.
não percebo, se a f.p.f. não tomar essa decisão. aquela atitude, embora sendo de condenar, ainda seria aceitável num qualquer treinador de clube de bairro. num profissional altamente remunerado, treinador de uma selecção de um país, líder de um grupo, é inadmissível.
apesar da grande ligação que tenho com o futebol (tão grande que às vezes enjoa!), não sou muito dada a ver jogos, nem a ter ídolos. gostava imenso do zidane. do paulo sousa. do baresi. do cantona. gosto do henry.
aquilo que mais me fascina num jogador é a sua capacidade de resolver de forma simples, e eficaz, os lances. ou seja, que saiba exactamente o que vai fazer da bola quando esta lhe chega aos pés. sem precisar de andar a fintar uma data deles. claro que gosto de ver um bom drible, mas os jogadores que recorrem sistematicamente a ele, cansam-me. gosto de jogos de bola corrida. a bola a passar pelos pés de quase todos os jogadores, dá-me seca. embora, reconheça que algumas vezes isso seja estratégico, tanto para assegurar a posse de bola em caso de vantagem no marcador, que se quer manter, como para fazer a outra equipa sair da “toca” em caso de necessidade de marcar. mas eu de estratégia pouco percebo, e nem preciso de perceber porque não quero ser treinadora.
mas voltando ao que me fez começar a escrever este post. já há muito tempo, que não tinha um jogador que me caísse no goto. sou extremamente distraída a ver jogos, e as acções individuais dos jogadores, raramente, me prendem a atenção em jogos seguidos.
mas, o miguel veloso do sporting tem tido esse condão. gosto imenso de o ver jogar. para além da disponibilidade física com que aborda o jogo, e da sua destreza em passar a bola tanto com o pé esquerdo como com o direito, o que mais me fascina é aquela facilidade em entregar a bola quase no momento exacto em que a recebe. como se quase não lhe tocasse. e como se tivesse o dom da ubiquidade, e conseguisse ver o campo com uma visão ampla de 180º. ou talvez, às vezes, um pouco mais.
a qualidade do passe é fundamental, nos jogos colectivos. mas nem todos os jogadores a têm ao mesmo nível. e nem acho que o miguel veloso tenha a mesma que o manuel fernandes, mas para um médio defensivo, ele é mesmo muito bom. e pressinto que ele será mesmo a próxima saída do sporting.
e para alegria da minha querida cristina, embora eu não goste muito dele [irrita-me a cara dele, a boca dele, o facto dele chorar por ter marcado o golo ao benfica, só preconceitos como podem verificar], se falamos em qualidade de passe é inevitável falar do rui costa. ele, como se diz na gíria futebolística, entrega a bola redonda. lamentavelmente, para ele, muitas das vezes recebe-a quadrada. mas ele transforma-a outra vez em redonda.
é um dom, o que é que se há-de fazer. o treino ajuda, mas se não vem connosco, não se iludam…

o rio cávado visto da pousada da caniçada.
já tinha ouvido falar maravilhas desta pousada. para mim, vale pela vista, que é realmente deslumbrante. mas preferi ter ficado em santa maria do bouro, pela construção em si.
descer ao longo do rio, vínhamos da portela dos homens, é fabuloso!
[faz-me tanta confusão pessoas que não gostem de viajar. as nossas férias foram, maioritariamente, feitas por estradas secundárias, subidas e descidas, curvas e contracurvas, a menos de 50km/h, para embalar]
isto hoje estava um caos! bendita terra, em que não pode chover um bocadito, e a malta desta logo a espetar-se no vizinho da frente!
vinha eu muito bem na A5 a contemplar a paisagem, e a ouvir “o amor é”.
e quando a ana mesquita se fez ouvir [não é que o meu pai é fã da mulher???], lembrei-me de uma fotografia dela no funeral do eduardo prado coelho. o cabelo parecia um bocado de ráfia a abanar ao vento. e pus-me a pensar na razão pela qual as mulheres que não são loiras, ou que até foram um bocadito em pequeninas mas aquilo desapareceu logo, gostam de ser loiras. e passam o resto da vida a pintar o cabelo de uma cor que não é a sua, o que dá uma trabalheira do caraças, porque é preciso ir muitas mais vezes ao cabeleireiro por causa da raiz que se começa a ver [eu sei destas coisas!], etc e tal.
e estava eu nesta divagação, e chegou a segunda circular e telheiras e pronto, tenho de ir trabalhar.
* Margarida, mais uma vez lhe peço, nada de piadinhas do tipo “eu demoro 5 minutos a chegar ao emprego”, porque eu mordo!
vi agora numa carta o nome Jesus Buffa.
que heresia! quanto muito, descuida-se!

pousada de amares a.k.a. santa maria do bouro
depois de um dia a percorrer o moledo, caminha, paredes de coura, arcos de valdevez e desembocar no soajo, nada melhor que ir dormir aqui.
ah, e mais importante que tudo isso: ouvir a rádio valdevez! um must!
ainda tenho na lembrança a voz da rapariguinha a dizer, com muito ênfase, “de valdevez”!
diz o Maniche (rapaz mais feio, credo!) que a sérvia joga mais à bola do que a polónia.
oh rapaz, à bola têm andado vocês a jogar. e o que se espera é que joguem futebol!
e o cabelinho pintado do madaíl? lindo! a combinar com a barbinha grisalha!
reclamação
oh Bifinha, quando é que actualizas o blog, pá?
recebi uma chamada assim: “ah, como estás aí perto podias comprar-me dois bilhetes para o jogo de amanhã”.
quêêêê???
ir para a fila, para comprar bilhetes para o futebol? que ainda por cima não são para mim?
há gente que não se enxerga, mesmo! ainda não perceberam que eu não tenho necessidade nenhuma de fazer favorzinhos.
e trabalho tinha a morte! estar numa fila para comprar bilhetes para ver futebol!!!
o gilberto madaíl a pedir aos portugueses para irem ao estádio apoiar a selecção, parecia que estava a falar de qualquer coisa verdadeiramente importante para os destinos do país!
oh, homem, essa coisa é só um jogo de futebol! para além disso, uma equipa altamente profissionalizada tem obrigação de não necessitar desse apoio externo, para cumprir os seus objectivos!
oh pá! fico tão fartinha da bola… e das declarações daqueles grunhos cheios de brincos e cortes de cabelo manhosos e gel e o diabo a quatro!!!

espigueiros no soajo
são tipo as caixas fortes dos cereais. para os proteger dos roedores.
[já os utilizei, aos espigueiros. mentais. para me proteger de alguns roedores que apareceram na minha vida. dão sempre jeito. e enfeitam a paisagem.]
ouvir (ou ler) gente a referir-se aos animaizinhos domésticos como “o meu bébé”, o “meu filhinho”, etc, etc.
por amor da santa! isso não é carinho pelos animais – é um desvio qualquer que carece de ser revisto!
não vos dá vontade de vomitar? é que eu já não posso!!

barragem de vilarinho das furnas
fiquei fascinada, quando vi as fotos que tirei no norte, com o azul. sempre muito forte.
[poupem-me a comentários do outro azul, sff, que ainda estou com o livre indirecto entalado! não posso ver homens com gel no cabelo, que me lembra logo do pedro proença – não liguem a estes escritos; na verdade, o futebol não tem assim tanta importância].



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