… os pobres de espírito!

e já agora, as mulheres com falta de peso em cima!

é quando?

vista do quarto do hotel, em viana do castelo. uma só noite, a prometer outras mais, em tempo oportuno – deve ser magnífico de inverno, com as ondas a espalharem toda a sua fúria. [em tempo idos, mais jovem, tinha um sonho recorrente com ondas enormes que ameaçavam vir sobre mim – noite escura, e eu entalada entre as ondas e casas de praia construídas mesmo à beira mar. nunca percebi o que aquilo quereria dizer.]

se o meu sangue não me engana
como engana a fantasia
havemos de ir a Viana
ó meu amor (de) algum dia

ahahahah! o que esta mulher me diverte!!!

(olha lá, querida, tanto link aí nessa barra lateral, e eu, nada! eu que gosto tanto de ti, e tal, e nada! não entendo. não é justo. buááááá!)

tudo o que eu não quererei no meu funeral, será a unanimidade do elogio.
(espero que se lembrem disto, pois eu estarei demasiado ocupada para vos relembrar)

para ouvir criancinhas a berrar em todo o lado: na rua, nos restaurantes, nas lojas, nos correios, etc, etc, é um chinfrim que não se pode!
aquela coisa da educação, já não existe, é? ou tem que se comprar e é muito cara?

preciso de emagrecer!! grrrrrrr!

(também preciso de arranjar um babete – ando numa fase em que atiro com nódoas para a roupa em todas as refeições. hoje foi na t-shirt e nas calças. estou linda.)

“não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe”

de volta ao trabalho – devagarinho, que não me posso mexer muito senão descubro bué de cenas para fazer! assim, olhos que não vêem… coiso e tal caracol e couves!
as férias foram e.x.c.e.l.e.n.t.e.s! uma semana pelo norte, todos os dias em sítios diferentes, muitos quilómetros feitos (mesmo à laia de quem esteve em áfrica), uma paragem em óbidos para ver a jacinta e a outra semana aqui! com a praias da carriagem e vale dos homens como destino.
e em completa lua de mel! do best, é só o que vos digo!

e aquele  &%/#?»&%  do pedro proença, pá?

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de volta em setembro!

já viram que tenho uns pézinhos tão bonitos?

de caramelo!

* a minha maria fá-la tão bem!

a minha querida Cristina, que tem o condão de me pôr a fazer grandes comentários sobre futebol, deixou-me o desafio de escolher dez filmes que me marcaram. não sei se me marcaram. nem serão somente estes. mas estes, gosto sem sombra de dúvida. e aqueles que me vieram à cabeça mais depressa. como eu gosto muito de futebol, não são dez, são onze (para dar sorte ao meu sporting, mais logo). a ordem é completamente aleatória.
e não dá para passar a ninguém, porque não tenho tempo para pensar. mas sintam-se à vontade para continuar.

Casablanca de Michael Curtiz
Padre Padronne de Paulo e Vittorio Taviani
A amante do tenente francês de Karel Reisz
Veludo azul  de David Lynch
A mulher do lado  de François Truffaut (ah! a Fanny Ardant!)
Tess de Roman Polanski
La Strada de Federico Fellini
Casamento debaixo de chuva  de Mira Nair
Mulheres à beira de um ataque de nervos de Pedro Almodovar
Padrinho I, II e III de Francis Ford Coppola
Cinema Paraíso de Giuseppe Tornatore

* os meus filmes, na verdade, são mesmo outros. são os que eu protagonizei – mas para ser sincera, da maior parte já não me lembro com exactidão. é o que faz ter uma vida rica e feliz!

à espera das férias

à espera que as férias cheguem!

entretanto, ando a ver movimentos com seis anos!!!
ai que vontadinha!
TP, como podes verificar, a outra foto era um exagero 😉

quase a ir de férias e já não me apetece fazer nada! e ainda por cima a fechar o ano – quem é que se lembra de fechar o ano a meio do ano? que cena!

(preciso de cortar as unhas – ainda não percebi porque é que elas têm de crescer tanto!)

grande parte das minhas amigas [e menos amigas também] são da opinião de que eu estou muito diferente – mais tranquila, mais tolerante, menos refilona. e quando fazem essa análise, reportam sempre para os três anos e picos que eu estou com a maria.
é tudo verdade. não contesto uma vírgula. é demasiado importante o seu papel na minha vida. sei-o melhor do que ninguém. sinto-o. e dou-lhe alimento.
mas eu, que fiz este caminho por dentro, sei muito bem, e mal seria se não tivesse disso consciência [teria andado a desperdiçar tempo e dinheiro], que a grande razão para isso se chama terapia.
o facto de estar com a maria, ajudou a materializar a coisa – pelo que de mim exige.

entretanto, como a inspiração está tão fraca, entretive-me a mudar a foto do cabeçalho – quando tirei aquela fotografia, estávamos tão no início, minha querida!

muito sono!

(este blog está a definhar – ainda não percebi se é estival, se cíclico ou se está a tocar a finados)

… conta até dez!

(agora vou lançar um documento com cento e tal linhas, outra vez, porque me enganei e lancei-o em junho! a bem, a bem, lançava esta merda toda janela fora, como estou no 3º andar era capaz de fazer algum estrago, e ía de férias com a minha maria!)

oh miúda! não achas que com tanta água mineral, o blog fica com gases?

tive uma ideia, fui ter com quem de direito e ficou acordado pô-la em prática.
agora, não consigo vislumbrar muito bem, a real vantagem da mesma. e isto passou-se há meia hora, mais ou menos.
devo estar senil.

ps: estava senil, claro! já descobri e vislumbrei. será que estou a precisar de férias?

AR (desculpa interpelar-te assim, mas não consigo fazer comentários lá)

nunca tinha pensado nas coisas por esse prisma.
achas mesmo que é pelo facto da vida não ser fácil, que as pessoas têm essa reacção?
achas que é por preocupação?

Mónica Jorge - seleccionadora nacional

Mónica Jorge foi a escolhida para substituir José Augusto na liderança das selecções nacionais de futebol feminino.
finalmente, resolveram acabar com a táctica da naftalina. vá lá, Mónica, põe a roupa a arejar, queima aqui e ali algumas peças que já não são precisas, e boa sorte para a empreitada!

tenho imensas! uma delas: comprar cremes para o rosto! a coisa podia ser simples, mas não, eles escrevem bué de cenas nas embalagens e eu fico toda baralhadinha.
ontem, devo ter-me portado mal, e como castigo a minha maria pediu-me para ir comprar um creme. cheguei ao colombo e fui à farmácia. imensa gente, como é habitual, e uma tola no balcão do meio. perguntei uma vez se a senha rosa não era chamada. que sim, que esperasse um bocadinho. passam não sei quantos e voltei a perguntar, e ela outra vez que sim, mas tinha de ajudar o colega do outro balcão. aí pensei: estás desvairada com fome, vai mas é embora antes que isto corra mal.
tive de ir a uma perfumaria, daquelas que tem de tudo, e acabei por comprar um que já conhecia por ser efectivamente mais fácil. nem era, provavelmente, o mais económico dentro do razoável, mas o dinheiro é para isso mesmo, e antes isso que ficar ali toda a atrofiar e viesse uma daquelas raparigas perguntar se eu queria ajuda e começasse com aquelas conversa que eu não entendo e…
ai! sou tão bronca, credo! não é por não saber – é por não tentar saber. tanto talento desaproveitado, ó deus!
entretanto, estou na caixa para pagar, e ouço uma mulher ao lado a dizer para a empregada que queria pagar umas unhas à francesa. olho de soslaio e vejo a mão dela em cima do balcão, a segurar uma nota de vinte, e com umas unhas nojentas, com o verniz todo ratado na pontas das unhas e na base, ficando só uma tira no meio da unha, de uma cor arroxeada horrorosa e… olhem, que nojo! sou bué de picuinhas com as mãos. unhas com verniz estalado e meio cá, meio lá, fazem-me lembrar umas clientes que eu tinha, quando andava com o táxi do meu pai, que para além de venderam galinhas na feira aviavam alguns cabritos, até aí nada de mal, mas e o cheiro delas?? entre o perfume rasca meio patchouly e a ausência de banho, mais sei lá que odores que lhes vinham lá dos interiores, credo!! tirando isso, eram umas queridas. adorava ir com elas à feira dos Cabaços.

eu com fome, sou do pior. acreditem!

farol do cabo de S. Vicente

serotonina, my dear, specially 4 U!

4 – quatro anos de Assumidamente é mais do que motivo para festejar!!!

pela diversidade dos temas, pelo quão bem ele é escrito, e pelas qualidades superiores e inquestionáveis (aqui não há direito a discussão, que eu sou muito ciosa dos meus gostares e quem não tiver a mesma opinião, por favor, mantenha-se em silêncio) da minha querida prima Mente.
obrigada, prima, pelas coisas todas que me ensinas a ver e, principalmente, a rever.

ter consciência da razão pela qual as coisas nos magoam, só é positivo se servir para as alterarmos. doutra forma, é só a sensação fútil de que nos conhecemos muito bem, mas não utilizamos devidamente o conhecimento que temos. o que mais cedo ou mais tarde redonda* redunda em frustração.

ps: (ó miúda, levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima! – vai com as cifras, para pegares numa viola e acompanhares)

ps II: (olha, e a seguir pode ser esta: parei contigo!)

* arre que é burra! obrigada, prima!

28,9 – a minha idade real (as rugas é que estragam tudo!)
90,1 – a minha esperança de vida (ao menos nisto a mulher das mãos acertou!)

experimentem aqui.

Pedro meu querido, vê lá tu que, a fazer fé nesta coisa, és um rapaz da minha criação!

aqui e aqui fico com a sensação que a não exigência do cumprimento das regras, que são minimamente básicas para o bom funcionamento do serviço, é uma manobra dissimulada, quiçá inconsciente, para que não lhes seja exigido na devida proporção.
truques, é o que é!

eu sei que aquilo é um bocado mastigado para chegar à massas, mas que diabo, ó Júlio, tem mesmo de ser com uma mulher com aquela voz e a fazer papel de intelectual-tolinha? ou será tolinha-intelectual? agora fiquei na dúvida!

blasted-mechanism.jpg

não, Bifinha, não estou louca!
é mesmo isto que eu quero!

mas gente invejosa, ao pé de mim, é que nunca!
não há coisa mais pobre de espírito.

eu devo ser anormal, mas não me lembro de nada verdadeiramente importante que me tivesse sido impedido, pelo facto de estar com uma mulher em vez de um homem.
e nem se pode dizer que seja uma pessoa pouco exigente.
o que me parece, às vezes, é que há gente que está sempre à espera que outros façam o caminho por si. por falta de coragem. também já a tive. e tenho, aqui e ali. mas estou consciente que esse é um defeito meu.
a maioria das coisas, que não conseguimos concretizar na vida, estão mais dependentes do nosso esforço do que do impedimento de terceiros.
e esta não é uma premissa exclusiva dos homossexuais.

– diz o presidente do slb que qualquer treinador do mundo quereria treinar este plantel. então, homem, e insiste no fernando santos? é masoquista ou quê?

– por outro lado, a haver justiça desportiva, o fcp deveria vender o quaresma! é que, ou há moral, ou… cheira-me que estamos lixados outra vez!

a minha mãe nunca foi uma pessoa com muito sentido de humor – era demasiado pragmática e racional para se dar ao luxo de querer entender o alcance das coisas.
há uns tempos que venho observando que isso tem mudado. e ontem, ao telefone, ao contar-me que a minha tia lhe tinha perguntado como é que ela ía festejar o seu aniversário, dizia-me a resposta que lhe deu com uma voz alegre e ao mesmo tempo trocista “olha, sei lá, estou a pensar em ir a madrid almoçar… e depois, viajar por aí!”. a frase não tem nada de extraordinário, excepto o facto de ser de um humor extremamente irónico, nada habitual nela. e deliciou-me, confesso!

hoje faz anos. 76. e ao telefone, ao dar-lhe os parabéns, senti-me tão bem com ela. reconciliada. voltei a sentir-lhe uma amor ternurento e tolerante. voltei a gostar dela sem agitação. sem questões. de novo próxima, após o afastamento que precisava para resolver o que ela me tinha dado, e transformá-lo no melhor para mim.
e isso é tão bom, mas tão bom, que me sinto tranquila e em harmonia.

estou cheia de sono e ainda meia a dormir.

(lamento, que a maioria das pessoas que pertence a associações de defesa de direitos, tenha toda um discurso muito redondo, a bater sempre nas mesmas teclas e não consiga sair dessa pele e tornar-se, nem que seja por momentos, leve e solta!)

foi giro e divertido, porque eu não levo estas coisas muito a sério. valem para uma conversa descontraída. pena foi que o tema inicialmente proposto, a partir de determinada altura tenha sido esquecido. mas, lá está, convidam gente que só sabe falar de estatísticas e aquela merda descamba para uma coisa sem interesse nenhum.
eu só lá fui para responder porque é que gostava de futebol. e para saber porque é que as mulheres gostam de futebol. quando é que foi o primeiro jogo feminino, quando é que houve a primeira árbitra, quando é que…, quando é que…, quando é que… são coisas que não me interessam minimamente! aliás, caguei! já lá vai tempo em que absorvia essa informação inútil. agora, estou noutra!
aliás, acho graça a esta coisa das associações dos direitos. de repente, acham que representam toda a gente. e falam para nós, neste caso pobres mulheres, que ainda não vimos que isto é tudo muito desigual (só porque não temos o mesmo discurso agressivo, amargo e ressabiado) com um altivez de iluminadas, como se nos estivessem a prestar um grande serviço!
quero lá saber dessa merda, pá! eu lá pedi para ser representada?!?! e defendida? e por gente assim… deusmalivre!

mas deixou-me aqui umas dúvidas interessantes: – não tenho a certeza se as mulheres têm a mesma apetência (gosto, prazer, necessidade) para a prática de desporto de competição, do que os homens; – não sei se haveria tantos homens a fazer futebol de competição, se não usufruíssem de uma contrapartida financeira (e não me refiro a jogadores de top); – tenho sérias dúvidas, muito sérias, mesmo, e contrariando a maioria das opiniões dos presentes, que uma das causas para o pouco desenvolvimento do futebol feminino seja a pouca divulgação pela parte dos orgãos de comunicação social; – não tenho a certeza de que, em portugal, todas as pessoas que vão aos estádios e vêem na televisão jogos de futebol, o façam pelo gosto pela modalidade, ou se será mais pela paixão que têm em relação ao clube, o chamado “vestir a camisola” (selecção nacional, incluída);

interessante foi saber que o futebol é a modalidade com mais jogadoras inscritas, seguida da ginástica. e que as praticantes do futebol são em número superior a todas as outras modalidade colectivas juntas. ou seja, haverá de facto alguma propensão para, nas mulheres que gostam de praticar desporto, o futebol ser dominante? ou será um acaso de investimento (ainda que precário) no futebol e desinvestimento no andebol, volei, basquete, etc?

resumindo e baralhando: ainda mais interessante do que o parágrafo anterior, que era somente eu a divagar, é o facto de que, nem após estas conversas e raciocínios, eu sinta saudades de ser jogadora federada ou nem dirigente. assim é que é lindo! missão cumprida, vira-se a página e vamos à nossa vida, que há um mundo inteiro lá fora à nossa espera!

e ainda para mais com este calorzinho…

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pelo prazer que me dá.
eu cá, só gosto de coisas que me dão prazer!
(talvez, com esta resposta, a conversa resvale para temas mais interessantes)

… à espera que me saia qualquer coisa.

fábula urbis

Rua de Augusto Rosa, 27
1100-058 Lisboa


debate

Porque é que as mulheres gostam de futebol?

quinta-feira, 26 de julho às 21,30


 

(ok. já que me convidaram, vou ter de puxar pela cabeça e procurar as razões pelas quais gosto de futebol. porque gosto – não chega?)

o fim de semana!
com sol, calor, a companhia das amigas.
(aqui e ali umas coisas que não gostei, mas isso é porque eu sou uma esquisita do caraças, e já não tenho pachorra para algum tipo de pessoas!)
miúdas, foi excelente estar convosco. vocês são umas lindas! btw, nina, tinhas um corte de cabelo muito giro!

(a fazer fé no título, até parece que tenho andado muito activa aqui no blog!)

nina e lú, see you tomorrow! algarve aqui vou eu!

a mão que não muda

a linha da vida é enorme – quer dizer que vou viver bué. parece-me muito bem!
mas liga-se com a linha da cabeça – o que não é nada bom. quer dizer que eu penso muito antes de agir. e sigo pouco a minha intuição – e eu a pensar (lá está! eu a pensar…) o contrário. ainda bem que existem estas pessoas que nos orientam. não sei o que seria de mim.
tenho uma veia criativa muito grande – agora é que me dizem isso? andei eu a jogar simples durante 12 anos, quando podia ter feito umas fintas bem mais espectaculares que o cristiano ronaldo!!!

mão dominante

na mão direita é que são elas! andam para aí uns riscos que são as relações. jesus! nem vale a pena deter-me muito no que passou.
dizia ela que o próximo ano – a carta para o meu próximo ano é o 6 (o enamorado) – é de escolhas, de tomadas de decisão e que vou ser posta à prova em termos amorosos! ah! ah! ah! ah! mas é que nem pensem! ainda que isso esteja associado a uma viragem radical em termos profissionais! uma pessoa que eu não conheço? com um filho? estás-te a passar, mulher! eu ria-me, e ela a dizer-me “daqui a 15 meses virá cá dizer-me que está toda baralhada!” e eu respondi-lhe peremptoriamente que não! ó moçoila, isso era antes. A.R. – antes da rute! agora… sei muito bem o que quero para mim, e podem vir as provas todas que quiserem – ’tou nem aí!

mas foi tão divertido! adorei! quero mais destas coisas!

… vão-me ler as mãos! vai ser lindo!

presente da maria

(assim, de repente, parece que a prenda foram umas bolsas de silicone para as mamas!)

 uma das prendas da minha maria.
eu tento argumentar que a foto aumenta o real.
as minhas amigas dizem que não.
ou eu vejo mal, ou estou tipo samantha fox! chiça!

vou ali passar o fim de semana e fazer anos.
quando voltar já terei 44. é lindo! 44! é uma idade muito bonita de se fazer.

enquanto me lembrar desta estopada que tenho aqui à minha frente, não compro nem uma coisinha da puma! nem uminha! nada! rien! nothing! mais em alemão que agora não me recorda a palavra! e chinês! e tudo!

pó raicosparta!

lá está, minha querida. a maioria das pessoas não quer ouvir. quer é ser ouvida! e na impossibilidade (monetária ou por falta de tomates) de o fazerem com alguém especializado em as ajudar, fodem os ouvidos ao primeiro que lhes apareça pela frente.
é fugir delas, querida. é fugir, mesmo!!!

candengues na caota

preguiça imeeeeeeeeeeeensa!

deus, no qual eu não acredito, mas que é bondoso, magnânimo, omnipotente e omnipresente, existe!

já recebi o i.r.s.!

ó loiraça gira (ou já fizeste como a outra e estás morena?) esta empreitada é muito difícil. vamos lá a ver se ainda me lembro das minhas últimas cinco refeições:

– peixe assado no forno com batatinhas, feito pela morena
– favas com entrecosto (andei desvairada à procura deste último, mas só encontrava chouriço e morcela) que nem estavam boas nem más, antes pelo contrário e foi um frete
– canja de galinha com bué de coisas da galinha que eu gosto: moelas, coração, fógado, as patas. abacate com açúcar, canela e vinho do porto. igualmente feitos pela morena.
– peixe frito com açorda (mas ca ganda barrete, pois o peixe estava salgado) e uma sopinha de legumes
no domingo não jantei. tive um lanche ajantarado com bué de cenas – aquelas coisas típicas de festas de aniversário.
claro, não incluo os pequenos almoços que isso não é refeição. é quase obrigação. aliás, eu acho que na maioria das vezes como por obrigação. porque o corpo me pede. não fora isso, e o cuidado que tenho para não ficar desvairada e desatar a grunhir a toda a gente, e na maioria das vezes nem me lembrava de comer.
agora, assim de repente, deu-me uma dor de cabeça e não consigo pensar a quem é que devo passar isto. logo vejo!

cheguei no inverno. vestida de azul escuro.
saí no verão. vestida de branco – branco de paz e harmonia. era o que procurava. encontro e harmonia comigo.
as estações e a cor da roupa são coincidências – se é que as há no nosso inconsciente.
um pouco mais de cem horas a falar. assim dito, talvez pareça pouco. nem chega a cinco dias… mas o tempo em terapia revela-se muito relativo. vale o que vale. depende de nós.
e essa foi (e é) a parte mais interessante da coisa: fazermos um trabalho para nós, que só depende de nós. exclusivamente. é fantástico.
da rute, guardo a lembrança de uma companheira de jornada. que sabe tanto de mim e eu quase nada, dela. é muito provável que não nos voltemos a ver. ou não. mas fica a certeza que ela será uma pessoa inesquecível na minha vida.
ontem, pela primeira vez e ao despedir-me, dei-lhe dois beijos. eu que sou tão afectuosa, com ela nunca consegui ter essa aproximação – apesar do tanto que lhe desvendei de mim. há coisas intrigantes.
só me faltou dizer-lhe, à boa moda dos meus patrícios,

fui, yah?

uma das coisas incontornáveis em nós, raparigas alegres, é que não evitamos de procurar a mãe na mulher amada, e ao mesmo tempo, sermos a mãezinha da mulher amada.
(nas outras, que são contentes mas não alegres, é o paizinho que se busca, e tal e disso já todos ouvimos falar, mas penso que também não deixam de ser mãezinhas para os homens que lhes caçam o coração.)
isto é do pior que nos pode acontecer – não tarda a relação fica uma coisa intragável de se viver, e pior ainda de se assistir! e não se trata do cuidado e do carinho que se dispensam a quem amamos – é daquela atitude proteccionista que abafa e desobriga: e uma pessoa desobrigada é muito mau.
com trabalho de cabeça a coisa compõe-se. dá uma ajuda imensa que a companheira tenha a cabeça arrumada e não esteja para se prestar ao papel, independentemente do seu desejo de um dia vir a ser mãe. mas mãe de uma criança, não de uma adulta com quem se deita e faz coisas libidinosas e tal e coiso! (ou será e coiso e tal?)
eu, quando conheci a maria, levei logo com uma tratamento de choque: uma ocasião em que por estar com fome ou o raio, comecei a imbicar com uma coisa, e ela prontamente me respondeu “eu não sou tua mãe!”. se imaginassem o quanto aquilo me irritou!! (ela tinha razão, mas eu não estava nem para aí virada para perceber!)
o que sei é que um dos segredos do nosso sucesso (pareço uma celebridade e falar, eheheheh) é que a minha maria recusa-se terminantemente a fazer o papel de mãezinha.

ah… o inverso seria impossível. para além de tudo, eu sou filha única. dificilmente faria o papel de mãe, ainda que a maria mo permitisse – coisa que eu duvido!

por causa da porcaria do ar condicionado, passo os meus dias no trabalho a vestir casaco, despir casaco, vestir casaco, despir, vestir, despir…

(ai! e hoje isto não está nada fácil!! é o spm, é o spr, é o raio que parta esta merda toda, que não me apetece estar aquiiiiiiiiiii….)

terei eu (uma palavra qualquer que não me ocorre, oh que porra!) para te deixar?

(como é que esta coisa se faz?)

de vez em quando dou uma volta pelos meus posts antigos, ou melhor ainda, pelo meu mEiA vOlTa antigo, a recordar o caminho que já percorri. isso deixa-me sempre (diria que quase 95% sempre) bem disposta. porque já estou tão diferente no modo, até no conteúdo. era tão básicazita, meu deus! e era feliz, acreditem. mas básica. faltava-me tanta coisa…
dos meus posts preferidos, os que se referem à terapia estão no topo. divirto-me bué ao lê-los. mas divertido, divertido, é a gente quando lá anda há um mês, começar logo a achar que aquilo tudo já está a fazer um efeito do caraças e que já mudámos bué de coisas!
oh santa inocência!!!

minha querida elisa,
acabadinha de ler o teu post, lembrei-me de uns tempos, já longínquos para mim mas de todo inesquecíveis [convém não esquecer o importante, ainda que seja penoso], em que à semelhança do teu estado de espírito, escrevi o seguinte:
“(…) hoje, ao contrário do que a minha querida bé me costuma dizer, não carrego o mundo. como estou magnânima, carrego o universo, mesmo! que merda!”
não tem nada de mal, aqui e ali, carregarmos com o mundo, com o universo, até! no entanto, convém utilizarmos uns pneus todo o terreno e tracção 4×4 – só para não ficarmos muito tempo nessa tarefa. é que para além de não ser nada saudável, é monótona e distrai-nos das coisas boas da vida. e não vá dar-se o caso, de nos esquecermos dos travesseiros de sintra. seria imperdoável!

eu não voto em lisboa e, na verdade, sou muito pouco dada a reflexões políticas. infelizmente, já deixei de acreditar nos chamados políticos. ainda que exagerando, admito, acho-os todos farinha do mesmo saco – muito preocupados consigo e com uma minoria que lhes pode ser útil a qualquer momento.
há pouco, passou pela padre cruz um camião daqueles tipo americano, à grande, pois claro!, com um atrelado enorme, a berrar uma música sobre lisboa e o tejo, etc e tal, com dois tipos em cima a empunhar cada um sua bandeira. o camião, penso que o nome técnico é truck, é da campanha do carmona rodrigues. e a única coisa que me ocorreu, ao vê-lo, foi: que tristeza! aquilo é o quê?

* e não é o avante o diário! **

ela demora bué de tempo a arranjar-se. veste uma roupa, troca e destroca e muda, e tal, e tal, e tal, mas, e há que enfatizar o mas, sai de casa tão bonita, mas tão bonita, que não há preguiça que resista à vontade de a ver, de olhos bem abertos, todas as manhãs!

** correcção (muito bem) feita pela sem-se-ver

se eu levar uma transfusão de sangue da maria, consigo ficar com aquele requebro a dançar?

* peregrina no absurdo, claro!

minha querida nina,
não tenho a certeza do link, porque aqui os big brothers que metem o nariz em tudo o que fazemos não nos deixam aceder ao YouTube, mas vê lá se isto funciona:
LURA – Na Ri Na

tenho os gajos do munique aos tiros na sala! só espero que não partam os dois jarrões vermelhos que dei à maria.

lesboa summer party

lesboa party summer – aquela que tanta polémica deu com o nome. se era em almada está mal chamar-se lesboa, e se é lesboa, está mal ser em almada – enfim, a malta é jovem e ainda tem energia apra gastar com coisas para as quais não é chamada. para mim tanto me faz aquilo que lhe queiram chamar e onde a queiram organizar. o que me interessa é o produto final. e este, digo-vos, foi de excelente qualidade!! bom espaço, boa música e uma recepção à maneira! preciouzzz, minha querida, mais uma vez estavas deslumbrante – não sei como é que conseguiste tirar aquela purpurina toda, porque eu e a maria ainda tinhamos resquícios dos teus abraços no domingo à noite!

tão em cheio, que fiquei doente!
mas já aqui estou para as curvas – e rectas, também!

como se fosse hoje. ainda sinto como se fosse hoje.
a primeira vez que me pegaste, e navegámos juntas no teu mar.

logo tu, que nem gostas de andar de barco.

barco amarelo

baá azul
(baía azul – benguela – angola)

hoje apetecia-me ter acordado aqui.
descer à praia ainda com todos a dormir.
e ficar a contemplar a água e o silêncio.

B.R.I.L.H.A.N.T.E

Miss Petty
(ver vídeo de Yah)

garina não se atrapalha
a Petty é que avacalha
estilo meu é que é puro
dama recente no kuduro

esta noite, a sonhar,  acordei a Maria a cantar “Miss Petty diz woh!”
é kuia, né?

* bollycao – branco por fora, preto por dentro
imagens daqui

por aqui, ’tá-se muito bem.
de casaco vestido e janelas abertas para entrar o calor da rua!

(e não, não trabalho na secção de congelados – mas parece!)

esquilo a comer damasco seco

esquilo em Hyde Park a comer o meu damasco seco

o problema desta coisa toda das marchas e dos arraiais é a visibilidade. até aí, já todos chegámos, mesmo aqueles que são contra. estaria tudo muito bem se não se visse. e acham as pessoas que são tolerantes assim. mas, enfim, cada um é como cada qual e nem me interessa discutir os propósitos das manifestações, e se eles chegam sequer a ser atingidos. o que me interessa é porque, e de que forma, é que duas pessoas do mesmo sexo beijando-se na rua ou descendo a avenida com uma bandeira na mão, estão a perturbar a individualidade de terceiros. quer dizer, a mim não me interessa nada. as pessoas que se sentem incomodadas, é que deveriam parar um pouco e puxar lá bem pelo inconsciente e tentar resolver a coisa…
já agora, também há coisas que eu gostava que não tivessem tanta visibilidade.
– pessoas a mastigarem com a boca aberta
– gente com os dentes todos podres a sorrir
– homens a urinarem no primeiro canto que encontram
– gente com unhas sujas a atender ao balcão 
– cuspidelas para o chão
eh pá, façam lá isso em casa ou às escondidas. mas eu a ver é que não, se faz favor!

ai as minhas costas!!! ai o raio do colchão!
adiante!
ai que merda de sonho que tive esta madrugada. sonhei que ainda jogava. e horas marcadas e compromissos e equipamentos e toda aquela parafernália que faz parte da coisa! deusmalivre! eu agora é mais telenovelas e cuidar das minhas plantas.

bom dia para !

correio

meiavolta(at)gmail(dot)com

fotografias

todas as fotografias aqui reproduzidas são da autoria de ©Anabela Brito Mendes, excepto se forem identificadas.

acordo ortográfico

não sei como se faz e nem quero saber!

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