como diz o provérbio “não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe”.
i feel good, ta ra ra ra!
de quem tem um Mac!
as coisas boas acontecem quando nos predispomos a fazê-las acontecer. é um chavão gasto, eu sei, mas é tão verdadeiro que me apetece deixá-lo aqui para mais tarde recordar.
em vez de esperar acontecer, partir à reconquista (fazer acontecer) para além de mais produtivo é mais saboroso.
ontem tive um final de dia muito bom. mesmo à medida daquilo que falei na terapia.
já comecei a fazer umas limpezas. o projecto alinhavado. isto vai.
… mas como consegui-lo, se só vejo as novelas da tvi?
habito-me numa casa que precisa de ser completamente remodelada.
fazer obras numa casa velha exije um projecto objectivo, capacidade de investimento e pouca pressa.
todo um caderno de encargos que, neste momento, se me afigura volumoso.
portanto, muito trabalhinho pela frente, muito lixo para deitar fora, muita coisa para reciclar, muitos calos que surgirão nas minhas mãos.
já tenho com que me entreter nos próximos tempos.
para começo de dia, o que foi mesmo bom foi ter tido um telefonema cheio de carinho a perguntarem-me como estava e a desejarem-me um bom dia.
isso é que é de realçar!
… vou tomar o pequeno-almoço, que já estou a ficar com vontade de bater.
e ter vontade de bater, estando com fome, pressupõe o risco iminente de levar com um processo disciplinar.
este blog não seria o mesmo sem as pessoas que o visitam e o comentam.
e, para grande alegria minha, volta e meia não pensam que me conhecem, mas acarinham-me como tal. e isso é muito bom!
daqueles dias em que tudo passa pela cabeça de forma demasiado vaga, que se tem a sensação de controlo, mas que no fundo, latente, crepitante, está um vulcão dormente. à espera, só à espera daquele momento propício, aquele segundinho que nos desfaz em mil pedacinhos.
mas, como antecipar cenários é coisa perigosa [tão perigosa como pensarmos que sabemos o que vai na cabeça dos outros], vai na volta o resto do dia decorrerá de forma tranquila, conciliada, novamente com aquela sensação de controlo, etc, etc, até chegar o dia em que acordamos e é, efectivamente, um novo dia.
eu, que até sou uma mulher da bola, gostava de acreditar que as contas se fazem no fim.
mas quando a equipa joga tão mal, não há grande esperança dessas contas nos serem favoráveis.
Sísifo*
Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.
Miguel Torga, in Diário XIII
* Sísifo, personagem da mitologia grega, foi condenado por Zeus a empurrar uma pedra grande até ao cimo duma colina, que voltava a rolar colina abaixo, obrigando-o a recomeçar.
olha, minha querida, eu confesso que nem tive coragem de dizer que também tenho um, mal tu te dispuseste a irmos almoçar amanhã. foi cobarde, mas sei que tu relevas isso pelo quanto gostas de mim!
… o que leva as pessoas a terem cães grandes dentro de apartamentos pequenos. amor aos animais?
ter acesso à forma desnudada e intimista como descrevo o que sinto, não é, nem de longe nem de perto, chegar sequer aos arredores do meu coração. quanto mais fazer parte da intimidade dos meus afectos.
no entanto, recomendo a leitura deste blog, porque é bastante pedagógico.
à procura de algo agradável para juntar a uma coisinha útil que tenho aqui.
às vezes gostava que a minha vida fosse como uma novela da tvi – sempre verão e com a pele bronzeada.
um dos grandes problemas do mundo, neste momento, está no facto da marginal às vinte horas já não ter a luz do dia.
à minha frente dois namorados discutem a ciumeira dele; à minha direita uma tipa fala com uma amiga ao telefone acerca de um tipo que é amigo, mas que no máximo poder ter um affaire com ele; atrás de mim uma rapariga desabafa com outra que não está para aturar os problemas psicológicos do namorado.
e eu juro que quero estar concentrada nos meus pensamentos. e esta gente não deixa!
não há mesa do lado esquerdo.
A sabedoria é muitas vezes mais útil aos outros do que aquele que a possui
Voltei-me, e vi, debaixo do sol, que não é dos ligeiros a carreira, nem dos valentes a peleja, nem tão-pouco dos sábios o pão, nem ainda dos prudentes a riqueza, nem dos entendidos o favor, mas que o tempo e a sorte pertencem a todos.
in Bíblia, Eclesiastes, 9:11
de vez em quando há quem pense que eu tenho como sub-título do blog “e volta e meia – e já pensam que me conhecem!” meramente por estilo.
tenho os pensamentos em espiral.
qual será o instrumento de medida de um grande amor?
You can see right through someone’s emotionally cool demeanor today, because you know all too well what it’s like to protect yourself by hiding behind a wall of detachment. But now the tables are turned. You feel comfortable with your vulnerability, but might not have anyone around who is sensitive enough to hear what you have to say. Therefore, it’s best if you can keep your communication focused on practical concerns and save a tender discussion for the right person on another day.
You feel comfortable with your vulnerability – não sinto nada, mas pronto!
hoje não me sinto nada em forma. que trampa!
… para hoje correr um bocadinho mais no treino do que na semana passada, em que me armei em lontra e não saí da baliza o tempo todo!
[não tem nada que ver, mas agora lembrei-me que hei-de encontrar resposta para a razão de eu achar que tenho que me dar toda por inteiro, nas coisas a que me proponho. dou tudo e depois esgoto. e talvez fosse mais sensato, dar o suficiente para que assim durasse mais. se isto me fizer sentido e eu o resolver, quem sabe não volto a fazer qualquer coisa de útil nos tempos livres.]
a coisa mais importante, e a mais saborosa também, da terapia é a mudança.
não interessa nada a reflexão, a análise, a crítica, se não houver mudança.
caramba, tanta produtividade que vai nesta cabecinha, benzádeus!
esta noite sonhei que ía num avião e que ele teve problemas com um dos motores e começou a perder altitude.
quando dei por ela estávamos a sobrevoar uma praia, era noite e o piloto experimentou uma aterragem na água. mas a aterragem foi semelhante a um mergulho, com entrada dentro de água para posteriormente vir à tona e tudo ficar bem.
achei tudo estranho porque não houve aviso para nos sentarmos e apertarmos o cinto. como se o piloto não tivesse bem ideia das consequências e, não tendo, optou por não alarmar.
mas depois lembro-me de ter visto, já como observadora externa, o avião a aterrar na areia da praia. e eu, novamente, a achar estranha a velocidade que ele levava, porque havia muita gente deitada e não conseguia imaginar que eles tivessem tempo de fugir.
mas apesar de tudo nunca me senti angustiada. foi um sono sonho estranhamente calmo.
[ok, já matei, já sobrevivi a um desastre. agora, suponho, restam-me coisas boas para fazer, não?]
esta noite sonhei que um pássaro tinha entrado na minha varanda. era um piriquito, mas não desses pequeninos, mas sim um como eu tive em angola, como se fosse um papagaio mas do tamanho de um pombo. tinha as penas de cor escura, com umas poucas pintalgadas de cores vivas.
estava agarrado à parede e, quando o vi, a primeira coisa que pensei foi como teria entrado e o que tinha de fazer para o tirar dali.
não tenho particular apetência para mexer em pássaros. acho os pássaros muito bonitos, mas é para andarem por aí soltos. não gosto de lhes tocar, porque acho logo que me podem bicar ou desatar a dar às asas desenfreadamente e assustarem-me.
no momento seguinte do sonho, eu já tinha arranjado uma forma de o manter preso para lhe pegar e pô-lo na janela, para a criatura ir à sua vida que a mim só me estava a estorvar – tinha conseguido, não me lembro como, colocar-lhe sobre as asas uma argola, que ora me pareceu de arame ora um elástico, que o mantinha sossegado.
sentia uma coisa estranha, do tipo não quero isto aqui, mas quase sentindo alguma culpa por ir expulsá-lo da minha casa.
de seguida peguei nele, abri a janela e larguei-o. quando o larguei constatei que ele tinha as asas presas e não conseguiria voar. inicialmente eu achava que aquilo era elástico e da forma como estava colocado, seria fácil dele se desenvencilhar.
só me lembro de olhar para baixo e vê-lo a cair rapidamente, como se pesasse toneladas. e de me ter recolhido para dentro e fechar a janela no segundo imediatamente antes de o ver estatelar-se no chão e morrer.
fiquei ali a visualizar mentalmente o seu corpo inerte, as asas presas. não consegui confirmar o que tinha acontecido, mas sabia que fora assim.
[ok, matei. mas o quê? quem? foda-se, esta merda é tão difícil!]
o problema está quando não nos contentamos em simplesmente abanar a peneira de um lado para o outro. e dando uma ajudinha com a mão encontramos um vidro aguçado, no meio do cascalho, que nos fere.
a fazer tempo na esplanada do café, quando ouço uma criatura feminina a atender o telefone:
– sim? no problem. no. no problem. sim. não há problema. amanhã falamos. no problem.
eu vivo num bairro com personagens dignas de Fellini! ou seja, estou mesmo bem enquadrada.
actualização: nem de propósito para confirmar esta minha ideia. saio do café onde estou e ponho-me a caminho da estação. ao passar à frente de outro café (aqui no meu bairro há muitos cafés, benzósdeus!) sai uma tipa disparada e vai vomitar ao lado de uma carrinha de caixa alta, quiçá para ficar mais resguardada. tanto pudor, senhores!
não são só os rissóis que são bons. os hamburguers também!
… que há muitas maneiras de se fazer as coisas, mas cada um de nós só tem a sua. essa é que é a porra toda!
do que eu precisava mesmo era de me deixar morrer para depois renascer.
mas morrer em vida é uma coisa muito dolorosa.
não sei se tenho coragem para tal.
aliás, sei.
não tenho.
vou ali tirar este sabor a fel que trago na boca e já volto.
… disfarça muito bem!
You could be licking your wounds today, but the crucial issue is not about anything that occurs in the present moment. Your obsession with a past event can actually block the flow of feelings. Gently bring your thoughts and fantasies back to where you are now. Keep in mind that you don’t want to miss the good stuff that is right in front of you.
Gently bring your thoughts and fantasies back to where you are now, diz ele! tão fofinho…
como ando numa fase de imensa energia e consequente produtividade, tudo se junta a ajudar aqui no estaleiro: fecho de ano, auditoria, SNC e todas essas trampas maravilhosas do mundo encantado da contabilidade!
ai como sou feliz!
se quiser ser cínica, apetece-me responder a quem me diz, que essa merda de ser muito lúcida, muito assertiva, muito coerente, fantástica e esse cagalhão todo de coisas boas, valem-me uma ganda merda!
mas depois, penso nas pessoas que o dizem e não me faz sentido nenhum ofendê-las, porque é também por tudo isso que elas gostam de mim.
bem… por isso e porque eu tenho um sorriso encantador!
“quem olha para fora, sonha, quem olha para dentro, desperta.”
Carl Jung
acabadinho de ler no FB de uma amiga e a achar que, hoje, depois de mais uma visita à minha Rute, faz tanto sentido.
sim, achavam que quê? ía passar por esta provação só com a conversa das amigas, não? amigas é para dar colo, mimar e tudo isso que é bom! crescer, crescer a sério, só com espelho! [e, por acaso, só mesmo por acaso, não me ralo mesmo nada com opiniões discordantes! do momento em que não me façam perder tempo, pensem o que quiserem.]
como é que se faz?
por onde se começa?
o que valorizar primeiro?
falar do meu mau feitio à segunda-feira de manhã é uma coisa desnecessária.
ele existe, é assumido, mas também não chateio ninguém com isso: fico no meu canto e só me queixo se as coisas atingirem o limite do razoável, tipo gente aos berros porque está toda contentinha porque teve um motivo para sair de casa e reencontrar o formato em que se melhor insere, ou seja tudo controlado e planeado que assim é que é bom, escusamos de matar a cabeça a pensar.
mas triste, triste, é uma gaja estar assim nestes dias de mau humor e ao tentar responder a uma colega sobre como tinham sido as férias nos USA, ainda estava atentar abrir a boca já um palerma diz de rajada: ah, os USA são bons para se fazer compras! compraste muita coisa?
pó caralho, pá, mais às compras! mas que cagalhão! se eu raramente falo com esta gente, porque raio acham que me interessa o que eles pensam? fumem lá o cigarrinho e não me fodam o juízo!
… com o BlackBerry (passe a publicidade)!
os três últimos posts foram escritos nele. fotos e tudo no momento.
m-a-r-a-v-i-l-h-a!
de uma noite bem passada na companhia de duas miúdas muito giras e bem dispostas a beber uns copos e a abanar os ombros no Salto Alto!
que nada me apetece, nem sei o que fazer da vida, caraças!
ontem deixei as luzes acesas do jipe durante três horas, enquanto tinha uma conversa muito agradável com alguém de quem gosto imenso.
não sei se foi da ciumite do bom tempo passado, se quê, mas a bateria não gostou muito da brincadeira e resolveu fazer greve. alternativa: telefonar para assistência em viagem, que não, não preciso do carro rebocado, só preciso que venham cá com uns cabos para ligar à bateria para pôr o carro a trabalhar. então a senhora mantenha-se perto do carro da viatura que eu vou já telefonar para a empresa de reboques. entre 30 a 45 minutos eles estarão aí. pois, desde o telefonema até eu estar já a fazer pisca para sair do estacionamento, passaram 20 minutos. 20! espectáculo! e ainda por cima o rapaz era todo simpático, bem disposto, e ainda disse que tinha tido muito prazer em me conhecer. claro, ele deve dizer isso a toda a gente, mas uma gaja quando anda com a moral em baixo, tudo lhe cai bem!
hoje não liguei nenhuma ao despertador e acordei às 9,45! meu deus! estava mesmo toda podre.
estão a ver aqueles vestidos de alças, que em vez de decote redondo, o têm rectangular? pois…gosto bué!
se não desfiz por completo a mala, é porque ainda não voltei.
e se ainda não voltei… ainda não voltei.
não se deve escolher, para banda sonora de um desgosto amoroso, qualquer coisa que esteja na moda ou que seja um êxito intemporal. assim evita-se a recordação triste em momentos que mais tarde serão de tranquilidade.
por mim, escolheria ‘Selling England by the pound’ dos Genesis, de 1973.
há fases em que levamos vida de garimpeiros. peneiramos de sol a sol à espera que nos apareça a pepita dourada. e pode muito bem acontecer que um dia ela passe no meio do cascalho todo e nem lhe demos a atenção devida.
não é uma quadra dos santos populares. já voei de lá e ando a passear por Manhattan. yah, NYC. amanhã de manhã já estarei em Lisboa. manhã que na prática será madrugada, para mim. isto foi rápido e eficiente.
um espumante com morangos e pêssego – à falta de logística para fazer uma sangria de espumante em condições. eu estou tapada com a colcha da cama. sinto um frio desgraçado. a conversa está com um nível de underground.
um frio de rachar em San Francisco! ontem quando chegámos já tínhamos percebido que a temperatura aqui ía baixar, mas não era preciso exagerar.
ontem passeei pela zona da Marina, atravessei a Golden Gate, comi alarvemente na zona de Fisherman’s Wharf e para desmoer a coisa fomos a pé até ao hotel. isto é muito giro mas não é para andar a pé! quando as ruas se lembram de subir, sobem mesmo! mas mesmo mesmo!
hoje andei pela Union Square, a zona de lojas da baixa. depois, um pulo ao Castro. almocei no Harvey’s. fiquei a abarrotar outra vez. o que equivaleu a andar imenso a pé! estou podre.



















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