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por aqui está sol, é terça-feira e hoje… é hoje.

… faz colheres de pau.

que é muitíssimo terapêutico! só se ouve a água, as gaivotas e um barco ou outro. e a pessoa em silêncio, acompanhada de si, com tempo só para si. muito bom.
pronto, só me faria espécie ter de tirar o peixe do anzol, mas sempre posso armar a linha só com a chumbada.

eu vou ali tirar umas fotos. devia arrumar a casa, mas quero mesmo é que a casa se lixe.

[a malta não tem sistema, entretém-se a brincar com os bonecos. já estive mais longe de ser internada!]

trânsito que não se pode, sono que passa o limite do razoável e subir no elevador com o chefe máximo. manhã de uma quarta-feira cinzenta com temperaturas a rondar os 13 graus.

embora a vontade não seja nenhuma. está um frio que não se pode. o balneário está um gelo. são quase nove horas e eu, em vez de me equipar, estou a escrever um post. se tivesse jeito para mentir, dizia que me tinha esquecido de qualquer coisa. mas não esqueci. bem, talvez seja melhor despachar-me… não tarda vou ouvir. e isso é que não, que eu sou muito sensível…

era de ter um blog onde pudesse escrever à mão.

às vezes é tão difícil deixar entrar. andamos feitos loucos à procura de casa, mas não aceitamos o que se nos depara. quando finalmente o fazemos é como se voltássemos ao quente do líquido amniótico. ficamos e sentimos o lar. mesmo quando um dia ele tem fim, fingimos que nada se passa. resistimos a apagar, como antes tínhamos resistido a deixar entrar. e nesse carrossel, para cima e para baixo, vivem-se dias desesperados de angústia, de busca, de redenção.
mas já nada lá está, como estava.  
e sabemos.
mas não aceitamos.

tenho tanta coisa para escrever…

nem domingo sem missa.

há 7 anos que acontece na minha vida esta coisa que se chama mEiA vOlTa e…
o prazer continua, o caminho também.
um brinde muito especial a quem me tem acompanhado neste percurso.


(clicar na imagem para aumentar)

mas que excelente programa! mas isto sou eu que sou suspeita e adoro a Sofia e o Tomás.
é uma iniciativa da Associação Castelo d’If e podem ver o programa completo aqui, que eu tenho que ir trabalhar.

bom dia.
(hoje foi muito difícil reunir as tropas)

socoooorro!
tirem-me daqui. queimem todos estes papéis. arranquem os cabos dos servidores.

aguardamos.

wide.
open.
spread.
fly.
high.

upside down

está um dia cheio de cores.
eu estou muito, muito atrasada.
o trânsito está excelente.
[Deus é grande]

[joana, pega na prancha que hoje está bom.]

uma imensidão de gotas que se juntam e transformam o acaso, o imprevisto, em consolidado.

até eu e um gato estabelecermos uma relação amigável!

há 3 anos fui a uma senhora que lê as mãos (a gripe toma-me conta dos neurónios, verdade! sinto-me atrofiada em coisas nojentas que demoram a sair de cá de dentro. e isto não é metafórico, mas também poderia ser. aliás, isto tudo – herpes, gripe – não passa de uma manifestação física do resto.).
e a dita senhora, de seu nome Dara, suponho que nome artístico (só não montei barraquinha na feira esotérica porque não consegui descobrir um nome artístico que fosse suficientemente credível e apelativo para a minha arte de pendular), disse-me uma série de coisas que eram verdade e atirou-me com uma a concretizar-se a curto prazo e que envolvia uma mulher com um filho. eu ri-me claro. mas o que é verdade é que, de vez em quando, surgem na minha vida mulheres com um filho.
mas, na verdade, isto é só uma constatação. estar em casa sem nada para fazer e com um blog para alimentar potencia-nos o delírio.
[já estive mais sã do que estou agora e admito que me sentia bem mais feliz]

a água em Santo Amaro está tão castanha que parece de rio. será que se apanham enguias?

… de feira esotérica, não está?

foi leve como uma brisa. de repente, já nem sabia se tinha acontecido ou não.
paredes brancas, uma hera que despertava ao canto, e o impulso do prazer.
roubei sem culpa, de sacanagem mesmo. admirei o teu sorriso. o brilho que saía dos teus dentes.
afastei-me, assim, com o sabor do desejo ainda instalado, promessa contidas, murmúrios calados, só a sentir…
estou à espera de ser presa.
é justo que pague uma pena.

… acordar e levantar-me não foi uma experiência assim tão má!
bom dia.

‘o semba minha nobre confissão…’

se eu me atirasse agora à água, conseguiria lá chegar antes dele desaparecer?

daqui

 
acordar com a claridade e ver o dia a nascer, sem pressas
o dia a nascer

adiar a toma do pequeno-almoço, porque a vista só por si já alimentava
acordar e ter esta vista, mesmo sem sair do vale de lençóis

tomar o pequeno-almoço a deliciar os olhos
tomando o pequeno-almoço com esta vista

remar até ao meio da Albufeira para sentir a harmonia com os elementos
kayakando na Albufeira do Caia

onde? aqui:
Casa da Ermida de Santa Catarina, um sítio fantástico, com caseiros espectaculares e onde o tempo passa, mesmo, mais devagar.

e eu estou feliz!

… que me apetecia esconder!

… a vida torna-se mais agitada!
acordar quase de madrugada para acartar lenha. e enquanto não chega a carrinha, espeta-nos a ouvir Tony de Matos! eu mereço!

daqueles que tudo anda em reboliço, pensamentos a mil, gente que nos incomoda, trabalho que chateia, angústias mil.

não tenho medo de perder pessoas. sei o quanto as minhas atitudes e ideias podem entrar em confronto com terceiros e melindrá-los. mas assumo essa posição. não faço coisas de forma leviana, portanto, sei bem as consequências que os meus actos podem ter.
do mesmo modo que não temo perder pessoas, quando são elas que me desencantam. há comportamentos que são incompatíveis com o afecto que dedico a quem é meu amigo. não me é muito frequente perder amigos. posso não ter uma relação muito próxima, podemos não nos encontrar muitas vezes, mas a ligação permanece. por acaso, assim de repente, nem me lembro de ter perdido a amizade de alguém. mas parece-me que neste ano de 2010 vou estrear-me e logo com record!

há coisas que nunca mudam: continuaria a preferir ser dirigente num clube destes do que num clube profissional.

… da Praia da Torre.

excelente…

estou tão bem disposta que até o meu sporting está a ajudar à festa. só falta chegar alguém de quem gosto muito para a coisa ficar perfeita!

como diz o provérbio “não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe”.
i feel good, ta ra ra ra!

de volta a um sítio do passado onde fui muito feliz.

máquina de escrever

La Pedrera - Barcelona

“porque é que não escreves um livro?” perguntou-me ela, enquanto faziamos tempo para ir jantar. porquê? porque, talento ou ausência dele à parte, que não cabe a mim avaliar, há uma coisa que me impede, sequer, de começar: a minha auto-censura. que é enorme, embora não pareça. porque, se algum dia o fizesse, tudo seria arrancado de mim, porque tenho imensa dificuldade em ficcionar. daí que… talvez um dia.

as sereias revisitando as raizes

nascer do 2010 na Baía Azul

puto brincando com arco na Catumbela.
(eu recuei trinta e tal anos e revi-me nas ruas do, hoje, Menongue)

o rio Cuporolo

o jacaré no Cuporolo

embondeiro grandioso no Chongoroi

final de dia no Chongoroi


[Baía Azul – 01.01.2010 – 06:04am]

cumprimentando o mar, antes do primeiro sono do ano.

 

[Baía Azul – Benguela – Dez/09]

crianças desfrutando da praia. eu fotografando. a vida a passar lenta e quente.


fotos tiradas da varanda do nosso quarto, ao pessoal que passava mesmo por debaixo da objectiva.
nunca tinha experimentado isto, mas é muito engraçado.

(parte velha da cidade)

[Baía Azul – Benguela – Angola]

… seria excelente!

acabadinha de tirar para ti, Kianda!

acabadinha de tirar para ti, Kianda!

uma grande salva de palmas para a minha kamba ali do Silêncio.
gostava de estar aí…

correio

meiavolta(at)gmail(dot)com

fotografias

todas as fotografias aqui reproduzidas são da autoria de ©Anabela Brito Mendes, excepto se forem identificadas.

acordo ortográfico

não sei como se faz e nem quero saber!

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