You are currently browsing the category archive for the ‘c/foto’ category.
embora a vontade não seja nenhuma. está um frio que não se pode. o balneário está um gelo. são quase nove horas e eu, em vez de me equipar, estou a escrever um post. se tivesse jeito para mentir, dizia que me tinha esquecido de qualquer coisa. mas não esqueci. bem, talvez seja melhor despachar-me… não tarda vou ouvir. e isso é que não, que eu sou muito sensível…
às vezes é tão difícil deixar entrar. andamos feitos loucos à procura de casa, mas não aceitamos o que se nos depara. quando finalmente o fazemos é como se voltássemos ao quente do líquido amniótico. ficamos e sentimos o lar. mesmo quando um dia ele tem fim, fingimos que nada se passa. resistimos a apagar, como antes tínhamos resistido a deixar entrar. e nesse carrossel, para cima e para baixo, vivem-se dias desesperados de angústia, de busca, de redenção.
mas já nada lá está, como estava.
e sabemos.
mas não aceitamos.
há 3 anos fui a uma senhora que lê as mãos (a gripe toma-me conta dos neurónios, verdade! sinto-me atrofiada em coisas nojentas que demoram a sair de cá de dentro. e isto não é metafórico, mas também poderia ser. aliás, isto tudo – herpes, gripe – não passa de uma manifestação física do resto.).
e a dita senhora, de seu nome Dara, suponho que nome artístico (só não montei barraquinha na feira esotérica porque não consegui descobrir um nome artístico que fosse suficientemente credível e apelativo para a minha arte de pendular), disse-me uma série de coisas que eram verdade e atirou-me com uma a concretizar-se a curto prazo e que envolvia uma mulher com um filho. eu ri-me claro. mas o que é verdade é que, de vez em quando, surgem na minha vida mulheres com um filho.
mas, na verdade, isto é só uma constatação. estar em casa sem nada para fazer e com um blog para alimentar potencia-nos o delírio.
[já estive mais sã do que estou agora e admito que me sentia bem mais feliz]
foi leve como uma brisa. de repente, já nem sabia se tinha acontecido ou não.
paredes brancas, uma hera que despertava ao canto, e o impulso do prazer.
roubei sem culpa, de sacanagem mesmo. admirei o teu sorriso. o brilho que saía dos teus dentes.
afastei-me, assim, com o sabor do desejo ainda instalado, promessa contidas, murmúrios calados, só a sentir…
estou à espera de ser presa.
é justo que pague uma pena.
acordar com a claridade e ver o dia a nascer, sem pressas

adiar a toma do pequeno-almoço, porque a vista só por si já alimentava

tomar o pequeno-almoço a deliciar os olhos

remar até ao meio da Albufeira para sentir a harmonia com os elementos

onde? aqui:
Casa da Ermida de Santa Catarina, um sítio fantástico, com caseiros espectaculares e onde o tempo passa, mesmo, mais devagar.
daqueles que tudo anda em reboliço, pensamentos a mil, gente que nos incomoda, trabalho que chateia, angústias mil.
não tenho medo de perder pessoas. sei o quanto as minhas atitudes e ideias podem entrar em confronto com terceiros e melindrá-los. mas assumo essa posição. não faço coisas de forma leviana, portanto, sei bem as consequências que os meus actos podem ter.
do mesmo modo que não temo perder pessoas, quando são elas que me desencantam. há comportamentos que são incompatíveis com o afecto que dedico a quem é meu amigo. não me é muito frequente perder amigos. posso não ter uma relação muito próxima, podemos não nos encontrar muitas vezes, mas a ligação permanece. por acaso, assim de repente, nem me lembro de ter perdido a amizade de alguém. mas parece-me que neste ano de 2010 vou estrear-me e logo com record!
“porque é que não escreves um livro?” perguntou-me ela, enquanto faziamos tempo para ir jantar. porquê? porque, talento ou ausência dele à parte, que não cabe a mim avaliar, há uma coisa que me impede, sequer, de começar: a minha auto-censura. que é enorme, embora não pareça. porque, se algum dia o fizesse, tudo seria arrancado de mim, porque tenho imensa dificuldade em ficcionar. daí que… talvez um dia.

as sereias revisitando as raizes

nascer do 2010 na Baía Azul

puto brincando com arco na Catumbela.
(eu recuei trinta e tal anos e revi-me nas ruas do, hoje, Menongue)

o rio Cuporolo

o jacaré no Cuporolo

embondeiro grandioso no Chongoroi

final de dia no Chongoroi

[Baía Azul – 01.01.2010 – 06:04am]
cumprimentando o mar, antes do primeiro sono do ano.

[Baía Azul – Benguela – Dez/09]
crianças desfrutando da praia. eu fotografando. a vida a passar lenta e quente.

[Baía Azul – Benguela – Angola]
… seria excelente!

acabadinha de tirar para ti, Kianda!
uma grande salva de palmas para a minha kamba ali do Silêncio.
gostava de estar aí…



























































Comentários Recentes