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é do meu browser, da minha vista, do meu terminal, ou alguém mais vê o tamanho das letras do blog a alterar-se como se fosse um pisca? ora maior, ora mais pequena.
se tivesse fumado uma, pensava que era disso, mas eu agora já nem cigarros fumo…
por exemplo, a necessidade que as pessoas têm de se justificar por fazer isto ou aquilo nos seus blogs ou no mural do FB. ah e tal porque isto é meu, porque me apetece, vou só colocar pontos de interrogação (exemplo estúpido para ridicularizar a coisa).
por alma dos meus gatinhos, como diz a minha mãe. ponham lá o que quiserem. caguem naquela merda, até. mas não justifiquem o óbvio!
era tipo eu dizer: porque este blog é meu, vou só colocar fotos minhas, ainda que elas sejam uma trampa.
(sinto a vontade de cantar, acordo a voz, agarro a música no ar, toda a música tem magia, há na música uma alegria, que vibra cá dento de mim – eu às vezes sou muito idiota!)
hoje ia-me espalhando na banheira. havia de ser lindo, este corpinho danone a ficar estatelado. bem, se a água estivesse a correr aproveitava para um banho de imersão.
ser chamada de anita pela minha amiga Choux.
eu não fui!
podemos começar o dia de trabalho!
[esta cena de o povo galináceo ir aos festivais da moda é uma grande merda à segunda de manhã, quando se entra na copa para tirar um café e estão todas com a pita aos saltos por causa do brian adams! por.amor.da.santa!]

(update: my lovely girls, que se portaram muito bem!)
para sair da cama e atirar-me a mais um domingo desportivo!
apanho-me cheia de vontade de resgatar o sentir de família que nunca tive. família alargada. os primos. os filhos dos primos. por onde andei durante estes anos todos? desfilam imagens no meu pensamento e vinte e oito anos em que só me vejo a mim. já vivi muito para fora. tanta gente da qual já não me lembro. tanta falta de noção de sentir o pé assente no chão. da terra. aquela não é a minha terra, não a sinto como tal, mas é o que mais próximo tenho de terra. e a família mais chegada. fico cheia de vontade de ir e estar. porcaria do futebol, mais a minha ideia de regressar! desabafo assim, sem pensar. tudo tem sentido. sinto-me regressar ao chão. melhor, sinto que, finalmente, ao fim de quase cinquenta anos de existência, começo a saber o que é chão. e apetece-me regressar à família.
[Rute, eu aprendo devagar, mas vou conseguir. o único senão da lentidão, é que se torna tudo mais caro, mas antes para aí do que para o prozac.]


[esta podia ser eu, em pequena. de caracóis e igualmente traquina.]

Quando era criança
Vivi, sem saber,
Só para hoje ter
Aquela lembrança.
É hoje que sinto
Aquilo que fui
Minha vida flui
Feita do que minto.
Mas nesta prisão,
Livro único, leio
O sorriso alheio
De quem fui então.
(Fernando Pessoa)
tanto haveria para dizer sobre isso…
[já me ligaram. tão bem dispostos, os dois. cansados, dizem-se. fisicamente, o que é uma coisa boa. (estarei diferente de há um ano?)]



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