e ainda nem são seis horas: dói-me a cabeça, tenho sono, só me apetece dormir…
tão fofinha que eu sou! a juntar a isto, por volta das seis estarei cheia de fome e fica o palco montado!
… e eu já estou toda podre!
(grande avaria, costuma ser assim todas as segundas-feiras, nem sei porque estranho!)
mas hoje estou particularmente podre fisicamente.
ontem andei dezasseis horas em viagem e almoço e jogo e regresso e o caraças!
mas, como diz o treinador do seniores do meu clube, o futebol só tem piada quando se ganha e nessa altura tudo se ultrapassa, até o cansaço de viagens longas!
e por falar em futebol, hoje é dia de sporting-benfica. caneco! isso depois da Rute vai ser do best!
e eu a caminho de um dia (viagem) que na melhor das hipóteses terminará por volta da uma da manhã!
com uma comitiva de vinte e tal… mulheres! (ninguém merece)
segundo a minha Prima, para me dar alento, São Paulo dizia ‘suportai-vos uns aos outros na caridade’. seja!
(não sei onde é que elas arranjam tanta coisa para dizer logo pela manhã!)
e uma viagem desportiva ao norte! oh yeah!
bom fim de semana!
se virem alguém desvairado a vaguear, provavelmente serei eu. fugi!
digo eu “já não sei há quanto tempo é que o sporting não faz um ataque organizado!”.
responde a minha querida Marquesa, no intervalo de uma garfada na sua bela dourada “há vários jogos!”
atentai na primeira página do diário de notícias, fazei mesmo um esforço.
e dizei-me o que achais do modelito Khadaffi Kadhafi* e seu chapéu de chuva gianfranco ferré! e de todo o seu estilo.
houve ali qualquer coisa que se passou com o rapaz! eu já o tinha achado estranho aquando da cimeira de lisboa, mas agora… oh meu deus!
*corrigido após imensas chicotadas!
conheci-o já lá vão meia dúzia de anos. conheci-o é uma forma de dizer. soube da existência dele é o mais correcto e porque ele me mandou um email. sou muito básica a ouvir rádio e de manhã o máximo que entra é a Antena 1! logo, o seu nome não me era desconhecido, mas não estava de todo familiarizada com o estilo, nem com a voz, muito menos com a cara.
com o que fui lendo das suas palavras aprendi a gostar dele. fomos trocando emails, números de telefone e mensagens e updates no facebook. sempre que o Benfica joga para as competições europeias mando-lhe uma mensagem a desejar-lhe boa sorte. em dia de derby meto-me com ele. e vice-versa. temos agendado um encontro há mais de dois anos.
hoje ele faz 40 anos. e eu pensei, olha que boa oportunidade de nos conhecermos auditivamente.
telefonei-lhe depois do almoço. do outro lado, uma voz muito bonita, muito mais bonita do que na rádio, diz-me antes que eu tenha tempo de articular uma sílaba: olha a meia volta! e antes que tenha oportunidade de lhe dar os parabéns, pergunta-me se já estou mais bem disposta, pois tinha visto de manhã no facebook que eu não estava muito bem. um cavalheiro.
e foi assim: nunca tínhamos falado e parecia que éramos amigos de longa data. na verdade, acho mesmo que só não somos porque nunca calhou. mas nem todas as pessoas importantes no nosso universo de afectos são nossas amigas. às vezes até é mais tranquilo assim.
parabéns, Pedro, de novo, e por aqui que é onde nos cruzámos a primeira vez.
veio a chuva e alagou tudo. vejo a água a arrastar lençóis amarfanhados, cadeiras que tiveram ocupantes, copos que tiveram líquido, livros que tiveram palavras, palavras que tiveram ideias.
sou sugada pelo mar, que invade a marginal e me vem buscar. arrasta-me, sem dó, rua abaixo. já a água me entra pela garganta, pelo nariz e eu sem a mínima hipótese de me debater.
lá do alto, alguém tira fotografias com um flash que ilumina tudo até à ponte. cristo redentor, porque continuas imóvel?
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será uma insónia? ou o pesadelo de todo um despertar violento, para a vida que se recria?
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seria capaz de pegar numa agulha sem barbela e fazer uma camisola que me aquecesse. não fora a dificuldade em escolher o número da linha. a cor que se ajusta. o azul que se me enfiou garganta abaixo. o castanho que me atirou para o chão. o vermelho das feridas. tudo menos algodão, que se cola. gaze. compressas.
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quando era criança caí muitas vezes. guardo a recordação em todas as cicatrizas dos meus joelhos. nenhuma me incomoda tanto, como aquela que tenho entre o lábio superior e o nariz.
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até logo, Mãe!

The Venetian - Las Vegas - USA - agosto/10

LA - USA - agosto/10
hoje esqueci-me de pôr cinto nas calças.
ah, mas cortei as unhas dos pés, o que me traz um grande alívio!
(com tanta merda que inventam, manipulação genética, clonagem e o diabo a quatro!, bem que podiam arranjar forma de optarmos por não deixar as unhas crescerem!)
mãe querida, mãe querida
o melhor que a gente tem
não há coisa mais retorcida
do que o amor de mãe
… de que com a cabeça que tenho hoje, fazer conciliações bancárias seja a melhor das ideias.
logo na primeira que tiro o mapa, dá INCORRECTA. assim mesmo, em maiúsculas, que é para me ferir a vista. e o ego. e o catano. e o raio que parta.
actualização: como diz o meu querido pai, o material tem sempre razão! e uma das coisas mais fascinantes da contabilidade é que o débito tem de ser sempre igual ao crédito. não há cá lugar a interpretações subjectivas. logo, se não é, é porque algures merda foi feita. como foi o caso de agora, que me esqueci de eliminar quatro mil euros. maravilha!
(chris rea – it’s all gone)
isto está lindo. começo por colocar iutubes. a seguir virão os poemazinhos lamechas. e imagens de animaizinhos fofinhos, tão queridos que eles são. e de seguida dêem-me um tiro na cabeça, se eu por acaso me esquecer de o fazer!
ai, estou tão malinho… dói-me a cabeça, o corpo, só me apetece dormir.
… era de uma bela de uma cigarrada.
melhor, era mesmo de um belo charro para alienar de vez!
(ao menos, acontecia-me como ao outro: continuava com o problema, mas estava-me marimbando!)
… paz!
(que pena não me leres o blog e eu [ainda] não ter a irreverência para te gritar isso!)
o salame de chocolate da casa de chá do metro do campo grande é muito bom!
… foram desencantar este domingo tão feio?
tenho jogo às três e não me apetecia nada andar à chuva!
em competição aplica-se muitas vezes a expressão “o que interessa é como se acaba e não como se começa”. porque há objectivos que são definidos no e pelo tempo.
já na vida não sei se isso será assim tão importante. acho que começar bem é sempre uma coisa boa. que projecta e ajuda a definir um trajecto.
mas como se termina é uma coisa que nos faz, muitas vezes, elaborar explicações, teorias, amarguras, mas que na verdade não interessa nada.
nem como se termina, nem porque se termina.
há um movimento interno que pode ser completamente autónomo e que nos diz: terminou. não fomos nós, sequer, que terminámos. sentimo-nos quase ofendidos pela sua independência. não temos a certeza de que seria o tempo certo. talvez, até, pensemos que ainda não era bem tempo para isso. ainda haveria algo que pudéssemos fazer, recompor, ajeitar. mas ele, o tal movimento autónomo, não sente piedade e assume-se e intala-se.
deixa-nos assim com uma sensação de impotência e de orfandade, até.
dói.
e estrebuchamos. revoltamo-nos.
no entanto, por muitos movimentos que possamos fazer, alguns desesperados, até, a coisa instalada não arreda.
aceitar é o único caminho que nos permite seguir em frente.
aceitar, principalmente, de que ao contrário do que todas as teorias de auto-ajuda possam indicar, nem tudo está sob o nosso controlo.
… para outra freguesia!
gostava de escrever sobre um sonho que tive há dias.
hoje entrei numa rotunda e tinha um acidente à minha frente. nada que me impedisse de prosseguir e ver as árvores do jardim do campo grande todas despidas de folhas.
e aqueles galhos despidos trouxeram-me à lembrança um campo cheio de folhas castanhas, caídas de plátanos que eu não vislumbrei, tantas folhas que faziam uma cama de altura ainda considerável. eu passava de carro e fiquei deslumbrada com a quantidade de folhas num sítio que me parecia familiar. e de como ainda não tinha reparado que aquilo ali estava. se calhar não estava. teriam caído todas de um dia para o outro? um dilúvio de folhas secas castanhas caídas num campo aberto sem plátanos.
gostaria de escrever sobre um sonho que tive há dias.
mas, para além de só me lembrar do campo coberto de folhas castanhas, caídas de plátanos que eu não vislumbrei, não tenho bem a certeza de que tenha sido um sonho, uma alucinação momentânea ou a pura da realidade.
… que parece que andei a dar-lhe!
não tenho escrito aqui, mas a minha secretária está incomparavelmente mais vazia. olaré!
[treta! eu não tenho escrito por causa de ter muito trabalho. se eu tiver inspiração um post demora no máximo cinco minutos a ser escrito. a não ser que eu queira escrever um lençol. portanto, ontem não escrevi porque não me saiu nada. mas fico muito contente por ter despachado uma data de papéis.]
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, dona nobis pacem.
* não foi uma lembrança inocente. aliás, foi mesmo por isso. pela inocência. oh santa inocência!
mas não me enfrasquei… só fiquei assim um bocadinho com roda livre.
para fazer logo à noite, depois do treino:
e.n.f.r.a.s.c.a.r.-m.e.
mas completamente enfrascada. de não me aguentar em pé. de não conseguir articular a palavra mais simples: sim.
[claro que isto não passa de um apetite, porque eu jamais conseguiria beber até atingir tal estado. antes disso já me tinha vomitado toda! yah, este blog hoje está a modos que borderline.]
a insegurança é uma merda fodida. que devasta. mina. é ardilosa.
a insegurança é uma merda fodida.
e quem nunca provou dela, que ouse levantar o braço.

Ana Carolina, já me cantavas ao ouvido...
(daqui)
Taking good care of those you love is easy work for you nurturing Crabs, so it should come naturally today when you are called upon for assistance. Helping others enables you to feel good about yourself without having to meet someone else’s production standards. Even if you fall behind at work now, you can still take pride in what you do by just showing up for a friend with a willing attitude and an open heart.
[portanto, se precisarem de uma bombeira, aproveitai hoje que a coisa está de maré!]
em que tudo se conjura para nos incomodar. até o trabalho!
… como outra qualquer:
– com uma bela de uma multa!
(como diz a minha querida Prima, sursum corda!)
tenho cá uma habilidade para me pôr a jeito…
(tem vantagens. por exemplo, sou muitíssimo boa na cama.)
só de pensar que estive em Aveiro e não consegui, sequer, comprar ovos moles…!
hoje sinto-me assim a modos que lobo mau!
e eu com uma dor terrível no joelho esquerdo…
[e azeda, azeda, azeda!]
(link)
já é a terceira vez que vou lançar o mesmo documento.
a seguir sai pontapé!
actualização: isto de ter um blog é do melhor que há! uma gaja chega aqui, vomita o que a atormenta, fica de cabeça limpa e consegue raciocinar melhor e descobrir o problema. resumindo, não houve pontapé!
uma gaja sente que está a fazer caminho e, no entanto, há alturas em que se sente tão insegura…
foda-se para isto!
continuo a ficar espantada com a dificuldade que as pessoas têm em ser verdadeiras.
mais, gostava de saber das vantagens da coisa. é que vai na volta até deveria repensar a minha forma de estar…
há amigas que acham que podem usar e abusar da nossa confiança. e que estamos dispostas a fazer o mesmo caminho que elas. e que vivemos os seus sacrifícios com o mesmo prazer que elas vivem.
mas não é bem assim, ouviste oh Marquesa?
estou farta de perder os nossos jogos de treino!
[doem-me tanto as mamas, caraças!]
levar com a rhianna e o eminem aos berros logo pela manhã… vai lá, vai!
(uma gaja quer abrir os posts do dia na categoria aquecimento, mas não consegue!)
To share a fantasy is another fantasy.
é comum dizer-se que quem está de fora vê melhor. mas é igualmente verdade que quem está de fora racha lenha.
e então, no que ficamos?
para mim, mas mesmo só para mim, agradeço simplesmente que quem esteja de fora rache a lenhinha toda!
gosto mesmo muito pouco de bitaites, de análises altruístas e clarividências de cordel.
dispenso a troca de ideias. sou de um pretenciosismo fascista em relação ao que é melhor para mim.
cada vez digo menos o que penso, sobre o que tenho de fazer.
e depois calha que as pessoas achem que sabem tudo sobre mim.
observam-me e tiram ilações. porque o que me vai dentro da cabeça não conta para nada, suponho.
tem graça!
hoje é terça-feira. dia de digerir.
[sou uma pessoa grata por todas as pessoas que gostam de mim. tenho muitas pessoas que gostam de mim, de facto. e procuro não me esquecer disso. que me dedicam afectos delicados e que ficam felizes quando lhes retribuo de igual medida. tanta gente que tenho na minha vida e nenhuma delas substitui outra.]
está sol. não sei se está frio. não o senti quando entrei no carro. e, hoje, o que eu quero é abrir o meu coração, para todos os que o queiram receber. passaria de bom grado o dia inteiro a conversar ao sol. a apaziguar os menos tranquilos.
[tamanha tareia que levei ontem. ela dizia-me que não. eu que sim. fiquei profundamente irritada. acho que nunca me tinha zangado assim.]
esta merda até pode fazer bem, mas às vezes sabe tão mal!!!
dia irrepetível.
tive um fim de semana muitíssimo agitado e bom. com imensas conversas boas. com uma sorna bem tirada no sofá de casa de uma amiga, que gentilmente me convidou para jantar e a quem eu retribuí com essa desfeita. estava tão cansada do jogo, tinha dormido pouco de sexta para sábado, tinha bebido dois gins tónicos quase de seguida e estava tão quentinho com a lareira acesa que foi um ver se te avias. ontem almoço junto ao mar, encontro com gente simples e boa, como eu gosto e um cházinho retemperador ao final do dia.
o meu jogo foi excelente. quer dizer, não assim exceleeente, teve uns momentos excelentes. e teve um resultado excelente. ganhámos!!! e isso é sempre excelente. uma excelência, portanto.
fico tão contente com este meu regresso ao desporto. é tão bom. tão diferente, mas tão bom. um dia destes ainda vou conseguir escrever sobre isso.
portanto, hoje é segunda-feira, eu tenho Rute e estou muitíssimo bem disposta!
eu cheia de fome, a hora do jogo a aproximar-se e uma resistência profunda a fazer passar alimentos pela garganta abaixo. que tristeza!
isso e uma dor na lombar que pareço uma aleijadinha a andar.
já vos desejei bom fim de semana?
diverti-vos bué.
clicar na imagem para aceder a mais pormenores da exposição da Cátia Azenha, a inaugurar domingo.
eu vou e vós faríeis muito bem em ir!
cheia de boas intenções de atacar esta sexta-feira com tudo! contudo, estou com alguma preguiça. (também estou armada em engraçadinha, como se percebe)
tenho um fim de semana de agenda preenchida, sendo que amanhã às 15h vou ter um jogo altamente stressante! no mínimo serão 90 minutos de ebulição. wish me luck.
e agora vou à vidinha.
tende um bom dia.
mas estou tão irritadiça, caraças!!
muito bonitas as cartas. muito simpática a senhora. tudo o resto… a confirmação do que já sabia e/ou pressentia.
[a roda da fortuna em peixes é uma coisa que basicamente me f*de a vida. é tão mais fácil colocar as coisas nestes termos…]
saúde cool, pai, mãe, idem, trabalho certo, desporto do best, mais uma linha que é elástica, muito elástica, mas não tão elástica que eu possa perder o tino e esticar demasiado. pachorra!
gostei, juro que gostei, mas ando azeda, é isso!
mas porque raio é que não tirei uma foto? era tão mais simples! bastava colocar legendas e tinha a minha vida resolvida. tipo manual de instruções.
[se eu levasse a minha vida mais a sério, talvez a coisa se compusesse mais rápido!]
eu já estive na loja da m&m’s em times square com a tranquilidade de quem está à beira de um prato de urtigas, sem sequer pestanejar perante aquele universo de bolinhas coloridas de todas as formas, sabores e sei lá mais o quê!! ah e tal muito giro, mas eu não gosto disto, portanto quero lá saber!
há coisa de duas semanas lembrei-me de aceitar a oferta de um colega, que me esticou o saquinho. maldita a hora!
hoje à hora do almoço comprei um saco de 300g e já mamei quase metade!!
deve ser do frio…
é assim tão mau duvidar das incertezas?
[estou quase a fazer um túnel e enfiar-me lá dentro, ou quiçá apagar o post, o blog, ai!! desespeeeeero!]
mais logo vou a uma consulta de tarot. adoro aquilo.
começa pelo desenho das cartas, que acho fascinante, e pelo colorido do movimento.
depois, como não percebo nada da coisa, fascina-me que haja quem perceba e tenha coisas para dizer ao sabor das cartas que saem.
situo-me na posição de quem não é fiel convicta, mas não consegue ser absolutamente céptica. duvido muito das minhas incertezas. não lhes dou crédito total, porque podem estar sempre subjacentes à minha ignorância. logo, o facto de eu ignorar não significa que não exista.
dentro dessa linha, vou sempre de espírito muito receptivo para desfrutar o momento em pleno. há sempre coisas que me fazem sentido, outras que me despertam, outras ainda que não entendo.
seria incapaz de o fazer como auxiliar em caso de dúvida. tipo, faço assim ou assado?
o que pretendo, mesmo, é ver legitimada a consciência que tenho do que me vai acontecer.
mais logo verei se confirmo ou não.
só o que se me ocorre de momento.
na caixinha que tenho com as notas de coisas para emergir, bem que deveria lá estar uma a dizer ‘deixar de fumar’.
na volta seria das coisas mais rápidas de concretizar!
















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