You are currently browsing the category archive for the ‘prazeres’ category.
Existirmos: a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina
(Caetano Veloso)
ontem tive um jantar muitíssimo bom. com conversa muito boa e descontraída, como se fosse um hábito semanal de amigas antigas.
Isabel G, na linha dos prazeres ao ar livre:

Bryant Park - Manhattan - NYC - USA - agosto/10
e o próximo fim de semana no nuorte com o mimo da Prima é que era!
Que a arte não se torne para ti a compensação daquilo que não soubeste ser
Que não seja transferência nem refúgio
Nem deixes que o poema te adie ou divida: mas que seja
A verdade do teu inteiro estar terrestre
Então construirás a tua casa na planície costeira
A meia distância entre montanha e mar
Construirás – como se diz – a casa térrea –
Construirás a partir do fundamento
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
gosto cada vez mais de sushi!
[também, a cada sessão que passa, gosto cada vez mais da minha Rute.]
de como da Bellucci se vai ter à Santíssima Trindade, passando pelo BES, daí até à Imaculada Conceição e terminando com a conclusão de que a Maria Madalena poderia ser a fashion adviser do JC, ou…
… de como as conversas ao telefone com a minha Prima Mente são do melhorzinho que existe neste mundo!!!
ter um post ao vivo e a cores, na tabacaria do metro do campo grande, é um momento único.
adoro esta mulher!
(e tenho o privilégio de ser alguém de quem ela gosta, em quem confia. isto, parecendo não querer dizer nada, quer dizer muito. sobre mim e sobre ela. e a vida é muito boa, porque me privilegia com pessoas fantásticas que gostam de mim.)
ainda que algumas vezes acerte em cheio nas fragilidades, que procuramos esconder debaixo do tapete das emoções, como fazemos com um pequeno pedaço de lixo que se encontra na sala quando recebemos alguém e empurramos com a ponta do sapato, ela voltou a escrever. e, Deus, de que maneira poderosa!
[obrigada por te disponibilizares para a partilha.]
pronto, era só isto.
por falar em mónicas…
eu estive para entrar para as mónicas!
(escolhia a bellucci e a marques, mas isto sou eu!)
do you want to know a secret – the beatles
ou como às vezes é tão agradável conhecer pessoas que não conhecíamos.
porque às vezes não é.
isso e, de repente, começar a chover do nada. acham normal?
até houve futebol ontem e tudo. mas é quinta.
e eu tenho a sensação que é segunda. até me apetecia ir à Rute e tudo. para lhe contar como foi bom regressar.
apesar do futebol, que até foi bem jogado e tal, e foi para isso que vim a casa da minha amiga, que diz que para todas as situações na vida o Roberto Carlos tem uma canção.
então, temperada com bebida qb (eu já perdi a conta, admito, mas isso é sinal de que estou feliz, porque eu quando estou triste não bebo) a noite está a terminar, invariavelmente, com Roberto Carlos. eu como sou de ideias fixas e repetidas, só quero ouvir: emoções, debaixo dos caracóis dos seus cabelos, detalhes e, pronto, lady laura.
curioso, curioso, foi em s. francisco ter entrado numa loja de chineses, estar a tocar a lady laura e o chinês a cantar. eu perguntei-lhe se falava português, ele disse que não, mas que gostava muito daquela música.
pronto, agora estou a ouvir o emoções. estas noites em mafra são lindas!
(e eu acho que estou um bocado com os copos)
daqui a pouco vou encontrar-me com um colega da primária, que da última vez que nos vimos tinhamos ambos onze anos e estávamos a mais de seis mil quilómetros daqui.
vai ser tão bom…!
embora a vontade não seja nenhuma. está um frio que não se pode. o balneário está um gelo. são quase nove horas e eu, em vez de me equipar, estou a escrever um post. se tivesse jeito para mentir, dizia que me tinha esquecido de qualquer coisa. mas não esqueci. bem, talvez seja melhor despachar-me… não tarda vou ouvir. e isso é que não, que eu sou muito sensível…
[Jovem Su, por onde andas tu, minha menina, que te sinto a falta?]
(la madrague – brigitte bardot)
a banda sonora que me acompanhou na marginal.
linda e a deixar-me uma sensação de leveza, que é tudo o que eu preciso.
de levitar. de voar.
devo ter imaginado a molha que apanhei ontem à noite. deve mesmo ter sido uma ilusão.
(grande noite no pirex. não. no pirex estava o empadão. grande noite, sim, mas foi ao balcão do Purex!)
tenho de ir ver o mar.
ora pro nobis.
era dormir uma sesta para a tarde passar mais depressa!
comer duas fatias de pizza acompanhada ao telefone pela minha Prima Mente (hei-de colocar já com link para aquele que era o melhor blog de todos sobre a temática lgbt) que navegava no mEiA vOlTa em modo blogspot – portanto, no tempo em que os animais falavam. eu a rir às gargalhadas de um lado, ela do outro, enquanto lia alto os posts e, o melhor de tudo, os comentários. foi hilariante relembrar o quanto nos divertíamos naquelas caixas de comentários! foi quase uma hora de puro entretenimento. muito, muito bom!
(o vídeo foi-se…)
zouk la se cel médicament nou ni – Kassav
ou como eu adoro este poema:
Ah, quanta vez, na hora suave
Em que me esqueço,
Vejo passar um voo de ave
E me entristeço!
Porque é ligeiro, leve, certo
No ar de amavio?
Porque vai sob o céu aberto
Sem um desvio?
Porque ter asas simboliza
A liberdade
Que a vida nega e a alma precisa?
Sei que me invade
Um horror de me ter que cobre
Como uma cheia
Meu coração, e entorna sobre
Minha alma alheia
Um desejo, não de ser ave,
Mas de poder
Ter não sei quê do voo suave
Dentro em meu ser.
Fernando Pessoa
não sei quantas vezes já o publiquei, nestes quase sete anos.
agora vai com uma dedicatória especial para a APG.
Ismael Lo – Tajabone
do filme Tudo sobre a minha mãe
há tanto tempo que não ouvia isto. nem sei se algum dia ouvi, que não fosse a ver o filme.
não sei bem dizer a razão, mas esta é uma música que mexe comigo. e disso só me dei conta ontem quando, inesperadamente, a ouvi em cd.
não faço ideia do que diz o cavalheiro e, na verdade, nem estou muito preocupada.
mas acho-a misteriosa, inquietante, mas de uma inquietação tranquila, se é que isso pode existir.
e que dá um prazer imenso.
este fim de semana vai ter mais um dia e mais uma hora.
olaré!
esta versão é muita boa!
your own personal Jesus.
[you’re my own personal God]
acordar com a claridade e ver o dia a nascer, sem pressas

adiar a toma do pequeno-almoço, porque a vista só por si já alimentava

tomar o pequeno-almoço a deliciar os olhos

remar até ao meio da Albufeira para sentir a harmonia com os elementos

onde? aqui:
Casa da Ermida de Santa Catarina, um sítio fantástico, com caseiros espectaculares e onde o tempo passa, mesmo, mais devagar.
foi feito por duas colegas (quem mais poderia ver isso, senão outra mulher?), em alturas diferentes da manhã de hoje:
– o teu olhar hoje tem brilho.
eu a ler esta frase “(…) quatro mulheres desconhecidas falando das suas sessões de psicoterapia (…)” e o aviso de um mail dela a surgir no monitor.
fantástico!
por quarta e sexta e sábado e domingo e todas as coisas boas que a vida tem para (me) oferecer. e eu, como pessoa grata que sou, aceito com o maior prazer. rima e é verdade!
depois de um moscatel de 20 anos, um bacalhauzinho assado com batatas a murro para atestar o estômago, antes de ir ao dia aberto no IGC.
hoje, em vez de me ir mortificar a ver o sporting, vou ter um jantar de aniversário de uma amiga.
vou estar entre algumas pessoas de quem gosto muitíssimo, algumas que não vejo tão regularmente, o que vai ser em cheio para final de um dia em que tudo correu muito bem.
como dizia o outro: os dados estão lançados! e não são de poker, que eu não gosto de bluffs!
ontem fui ao lançamento do livro da Mónica Marques.
gosto de lhe ler o blog. gosto daquela loucura colorida que ela põe online. tenho, admito, algum fascínio por gente que foge do limite da chamada normalidade. principalmente, de ler o que essa gente escreve. da maioria dos que leio, nem os conheço, nem quero conhecer. são mundos que não se cruzam – o virtual e o real. aliás, são muito poucas as pessoas que se revelam, pessoalmente, tão fascinantes como o são na escrita. o que se percebe. é a coisa de projectarmos na escrita muito daquilo que gostaríamos de ser e que, por motivos que só a cada um dizem respeito, não conseguimos operacionalizar.
e claro que a juntar a isso, estava o facto de eu a achar muito gira. coisa que confirmei ao vivo e a cores. um sorriso aberto, franco, a mostrar uns dentes completamente isentos de aparelhos dentários, o que é uma benção nos tempos que correm. e ao mesmo com um não sei quê de envergonhado. e, a par disso, muito informal e descontraída, muito simples e acessível. foi um bom momento de final de tarde.
a cereja no topo do bolo está na t-shirt que ela usava. preta a condizer com as calças, com letras amarelas a condizer com os ténis e com a inscrição “i love my wife”. completamente provocador. e eu adoro gente provocadora. mas cada vez há menos gente que o saiba fazer com pinta. coisa que a Mónica fez com nota máxima.
fiquei depois a pensar numa alternativa à inscrição da t-shirt: “i would love my wife – if i had one”.









































Comentários Recentes