poucas coisas me dão mais prazer do que o conforto dos afectos. dias quentes passados nos braços de amigos. o amor que anda no ar, e não falo só do amor romântico – falo daquele que é solto em gargalhadas cúmplices de amigas, em brindes que se repetem, em cabeças desprendidas num ombro que nos acolhe, em abraços de saudação e despedida, na certeza da repetição destes momentos logo que alguém o sugira.
este fim de semana que passou foi de uma harmonia que guardarei dentro de mim por muito tempo. que me fará voltar a relações que se arrefeceram, porque tenho de saber resgatar quem me foge.
porque aquela gente também é a minha família. só não partilhamos o sangue, mas temo-nos há tanto tempo, que não podemos perdermo-nos – sob pena de deixarmos para trás uma parte nossa.
[sinto-me crescer a cada ano que passa. sou muito melhor hoje e não quero que isso aconteça sem ser partilhado – não teria, de todo, valor significativo, se ficasse só dentro de mim.]