
conheci-a no tempo dos jacarandás. em flor.
à semelhança do que cantava o Fausto, era no tempo dos tamarindos…
era no tempo dos jacarandás em flor.
no tempo em que nevam flores roxas, não de um roxo de Páscoa, mas um mais suave igual à suavidade da queda das pequenas flores para o chão, relva, carros cujos donos se queixam do mal que aquilo faz à pintura e concordam muito com as decisões autárquicas em abater essas belas árvores, mesmo quando não estão floridas, e fazer novos lugares de estacionamento.
era no tempo dos jacarandás em flor e assim nasceu um grande amor.

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