ontem voltei a pisar um chão, que foi o meu chão durante oito anos e ao qual não regressara em cinco anos de separação.
pensei tantas vezes nesse momento. adiei-o, mais por falta de motivação do que por outra coisa qualquer. mas a vida, e cada vez tenho mais certeza disso, acaba sempre por nos dar hipótese de reparar o que nos perturba. assim nós estejamos predispostos a tanto.
e foi tranquilo – tanto quanto pode ser tranquilo, o regresso a um sítio onde fui incomensuravelmente feliz, infeliz, preocupada, atenta, despida, angustiada, irada, zangada, enfim, onde eu fui verdadeiramente eu. onde me dei sem quaisquer reservas, e onde constatei que, a médio/longo prazo, o que as pessoas valorizam é a verdade e a coerência. daí que não há que ter receio de impôr regras e disciplina. as pessoas podem ficar zangadas no momento, podem até nem perceber, mas se formos honestos e coerentes, isso há-de ficar-lhes na cabeça para mais tarde recordar.
e ternura. ternura ajuda sempre.
como dizia Che Guevara: há que ser firme sem jamais perder a ternura.
ontem, tive um reencontro que me fez (caso tivesses dúvidas) verificar isso mesmo!