a banda faz hoje 33 anos de independência.
com muitas mortes antes e após a data [11 novembro de 1975], o processo da independência foi tudo menos transparente e justo. menos justo para um povo que merecia mais do que lhe foi proporcionado naqueles terríveis anos, e que continua ainda hoje a sofrer as consequências daquela coisa maquiavélica que se chama poder.
no entanto, naquilo que vou lendo e ouvindo, há uma esperança de que a mudança esteja enfim a concretizar-se.
porque, apesar de ser portuguesa e já levar mais anos de portugal do que de angola, aquela é a minha terra do coração. assim será até morrer, que há coisas que não se explicam – sentem-se! – e não mudam, acredito. para mais, agora que finalmente posso dizer que tenho lá família. aquela que me é transmitida pela relação que tenho com a maria, e da qual gosto muito.
estamos juntos!

3 comentários
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Terça-feira, 11 Novembro, 2008 às 17:50
orquídea
Não tenho qualquer relação com África (para além de alguns familiares terem lá ido parar à conta da guerra). Não sei o que é este fascínio pela terra vermelha, mas acho que consigo compreender quando dizes em relação a ela: “há coisas que não se explicam – sentem-se!” 🙂
Abraço.
Quarta-feira, 12 Novembro, 2008 às 03:25
Lupy
“… a ver a banda passar, cantando coisas de amor….” . E continuaremos durante mais alguns anos a pensar como é que num continente como é o africano, a “banda” continua a passar de forma impune. Não foi só a colonização e a descolonização. É o “material genético” que deixámos que parece reproduzir os processo de corrupção, de poder, de “vingança” que tem sido apanágio deste condado portucalense. Caso tenhamos dúvidas passemos os olhos pela história das ex-colónias (mais recentes ou não). E que se orgulhe quem puder! à parte disto, também gostaria de cheirar a terra vermelha. A questão é saber se voltava….
Quarta-feira, 12 Novembro, 2008 às 13:29
aNa
orquídea
nem sabes o que perdes 😉
joking!
Lupy
corres grandes riscos de te apaixonares perdidamente 😉
quem sabe em junho não vamos?