ainda bem que nenhum dos meus amigos é um dos deputados do ps que hoje, disciplina de voto oblige, se vão deixar manipular.
eu não gostaria mesmo nada, de ter como amigos pessoas cujo apelo partidário e político é mais forte que a sua vontade própria. até percebo a posição deles – mas não os queria para amigos, daqueles que a gente senta à mesa de casa, imprevistamente, e vai buscando o que tem, ora uma mini, mais uns cajus, olha este queijo que trouxe de casa dos pais, umas batatas fritas de pacote, um chouriço de bragança, experimenta com esta arrufada que o contraste doce salgado é excelente, etc, etc.
ainda bem, mesmo! porque eu não sou de guardar coisas. ofereço sempre o que de melhor tenho. e nesse caso, mal empregadas minis!

7 comentários
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Sexta-feira, 10 Outubro, 2008 às 16:13
orquídea
Confesso que em frente ao televisor me vieram as lágrimas aos olhos. Senti pena daqueles que uns atrás dos outros se levantavam a fazer declaração de voto. Vou continuar a barriga de freira (receita da minha avó) apenas para os que quando entram cá em casa seguem logo para a cozinha 🙂
Sexta-feira, 10 Outubro, 2008 às 18:59
amariadaiana
oh orquídea!… fez-me saudades da barriga de freira da minha mãe…
Sexta-feira, 10 Outubro, 2008 às 19:30
orquídea
Olá mariadaiana. Com muita canela…
Sábado, 11 Outubro, 2008 às 10:42
Lupy
confesso que esta coisa dos casamentos (sejam eles quais forem) sempre me “passou um pouco, muito, ao lado”, provávelmente mais pelo suposto compromisso que configuram. Mas para que assim seja, para que possa fazer parte das opções individuais, tem que ser possivel! E, ontem de manhã, quando ouvia nas noticias o resultado das sondagens – 53% contra o casamento – e as posições que cada um dos partidos politicos iria adoptar no Parlamento nomeadamente o PS com a disciplina de voto, de imediato, duas questões:
1. 53% considera que tem o direito de não dar o DIREITO de outros poderem optar a forma como querem ser felizes;
2. os deputados parecem esquecer-se que são eleitos, nominalmente, pelos cidadãos de determinados circulos eleitorais e que o seu compromisso é, deve ser, para com eles. Neste contexto, aceitarem a disciplina de voto, nesta situação ou noutra, apenas me permite analisá-los como “empregados” de um “patrão” que se considera suficientemente poderoso para, por lei, impedir, mais uma vez que outros sejam felizes.
Naquela altura pensei que seria bem mais fácil se todos e cada um decidi-se em função de uma coisa tão simples que é o permitir, dar oportunidade, que cada um escolha o seu caminho para ser feliz. Seria bem mais simples. Infelizmente esta questão, de um quadrante ao outro, não passa de mais uma questão politica: o bloco de esquerda e o pcp aproveitam a instabilidade que se vive para tentar angariar mais uns quantos simpatizantes. O PS posicionou-se assim mas deixou as portas abertas para poder vir a apresentar uma proposta sua – caso contrário o porquê de tantas declarações de voto, tanto mais que a ala mais à esquerda se começa a organizar para as eleições que se aproximam… – e os outros dois, ainda que não tenham tido disciplina de voto, têm a disciplina da Opus Dei, bem mais grave.
Mas uns e outros não descuram (estudam) que os cerca de 1 milhão e qualquer coisa de gays e lésbicas que existem em Portugal (segundo a comunicação social) são potenciais consumidores e que comparativamente, com maior disponibilidade financeira. E esta questão vai ser determinante. Conclusão: não interessa decidir pelo que pode potenciar a felicidade dos outros mas sim pelo que esses outros nos poderão dar, sejam votos ou mercados de consumo alternativos. A unica certeza é que não passará muito tempo até que seja possivel. Até lá toca a divertir!
Terça-feira, 14 Outubro, 2008 às 19:49
PreDatado
E foi mesmo por causa deste post que eu aceitei votar contra assumindo a disciplina de voto… ele é minis ele é o caraças e então os carapaus fritos?
(ps.: um gande beijão para vocês e quando casarem não se esqueçam de avisar o prezinho, ok?)
Sexta-feira, 17 Outubro, 2008 às 01:04
carla alexandra
bolas, come-se bem na vossa casa…o cajuzinho é salgado?
sobre os casamentos não falo.
sou divorciada…
Sexta-feira, 17 Outubro, 2008 às 13:51
aNa
tu não vens cá abaixo, não largas a serra, não provas os petiscos 😉