ontem, depois da apresentação do livro, tive o prazer de ir jantar com algumas das pessoas directamente envolvidas na coisa. na coisa da apresentação, mas também na coisa das causas e do activismo.
eu penso que seria incapaz de ser uma activista – o objecto do activismo é irrelevante. porque não tenho essa capacidade de conseguir discutir com pessoas que não estão na mesma onda, ainda que possam ter ideias diferentes. e porque sou mentalmente muito preguiçosa. cansa-me procurar argumentos. a não ser que isso surja numa conversa em que esteja, no momento, predisposta.
sei da necessidade da existência desse tipo de intervenção, e dou por mim a sentir uma admiração profunda por quem se consegue envolver assim. embora acredite que é uma coisa viciante. que toma conta de nós, de forma quase invísivel e depois não larga. e estimulante, claro, que a luta estimula o raciocínio e desenvolve-o. daí o ser viciante, penso, porque em cada passo vai-se sempre um pouco mais além.
e, ontem, fiquei encantada por aquela paixão na discussão. só vivi essa situação quando estive ligada ao dirigismo desportivo. e, às vezes, dou por mim a ter umas saudades disso – da paixão na discussão.

muito obrigada a todos pelo momento de partilha.